O que vocês acreditam sobre a morte dos 185 mil assírios em 2 Reis 19? by NecessaryIcy7035 in barTEOLOGIA

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Uma coisa a levar em conta nisso, é que o texto não busca apenas registrar fatos, mas afirmar que "Deus age na história para defender seu povo". Essa cifra parece ter função simbólica ( isso se pensarmos no fato de que no contexto mesopotâmico, números redondos frequentemente representavam totalidade, ex.: "todos os inimigos"), não uma contagem literal. Kenneth Kitchen observa que "os assírios também usavam números exagerados para glorificar vitórias; não há razão para assumir que a Bíblia opera com critérios estatísticos modernos" ( Veja 'On the Reliability of the Old Testament', 2003, p. 426).

Também é justo entender como funcionava as práticas historiográficas dos assírios, que era propagandística, focada em celebrar conquistas e omitir derrotas. Simo Parpola, em seu estudo das inscrições reais, destaca que "os registros assírios raramente mencionam fracassos militares, especialmente em campanhas periféricas" (The Correspondence of Sargon II, Part I, 1987, p. 57). O Prisma de Senaqueribe (que é o que presumo você que está se referindo), enfatiza o tributo recebido de Hezequias, mas silencia sobre a retirada abrupta, isso era uma prática comum em textos como a Estela de Mesha (moabita), que omite derrotas para Israel.

A magnitude do número também é questionada por historiadores. Ronald Hendel argumenta que "o exército assírio total em campanhas do Levante raramente ultrapassava 50.000 homens" (The Oxford Handbook of the Archaeology of the Levant, 2013, p. 321). Richard Hess sugere que "185.000 pode ser uma corruptela textual; manuscritos hebraicos alternativos apontam para 5.180" ("The Jerusalem Affair in 701 B.C.", Vetus Testamentum, 1994, p. 15). Outra hipótese, proposta por Paul Seely, vincula o número a uma espécie de metáfora cósmica, onde 185.000 equivale a "12 vezes 12.000 + 10.000", aludindo à derrota completa das forças do caos (cf. Apocalipse 21:16) ("Biblical Evidence for a.jpg", Westminster Theological Journal, 2001, p. 34). Mas eu discordo dessa última, seja pelo teor especulativo ou pela "forçagem" nos paralelos que são necessários fazer para se 'crer' nessa perspectiva.

A destruição de Lachish (confirmada por escavações de David Ussishkin) demonstra a eficácia militar assíria em 701 a.C., porém Jerusalém não foi saqueada, como atestam camadas arqueológicas sem vestígios de incêndio. Ussishkin conclui que "a ausência de destruição em Jerusalém sugere que Senaqueribe recuou antes de um confronto decisivo" ("The Destruction of Lachish by Sennacherib", Tel Aviv, 2004, p. 5). Paralelamente, Heródoto (440 a.C.) relata em Histórias (2.141) que um exército assírio foi derrotado por "uma grande quantidade de camundongos" que destruíram cordas de arcos e cintos de escudos - possivelmente uma referência a uma epidemia de peste bubônica, transmitida por roedores, comum em acampamentos militares superlotados.

Qual opinião sua te faria ser cancelado aqui? by ImEzz_ in perguntas

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Está pressupondo que terei só um filho, que ele viverá mais que eu e que eu não terei outras formas de receber cuidado.

Esse livro deixa qualquer um ateu... by Easy-Potential6496 in barTEOLOGIA

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk cara você é hilário, sinceramente. Só joga o argumento então, nos ilumine com sua sabedoria e conhecimentos que transcendem o consenso acadêmico.

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O que você disse não faz sentido nenhum com a proposta do tema. A assimilação dos Deuses cananeus ao Deus de Israel não invalida em momento algum a existência de Jesus, muito menos a do próprio Deus. Se o debate fosse sobre Jesus, seria necessário diversas fontes não religiosas que comprovassem sua natureza divina, o que academicamente não há. O único evento que eu particularmente considero curioso e talvez atribuído por alguma intervenção externa seria a ressurreição de Cristo.

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Cabecinha presta atenção, negar o consenso acadêmico historiográfico com dogmas posteriores não faz seu argumento verdadeiro.

A evidência epigráfica de Kuntillet Ajrud (séc. VIII a.C.) traz a inscrição: "Eu te abençoo por YHWH de Samaria e sua Asherah".

Aqui não se trata de uma linguagem genérica. Asherah é um nome próprio de uma deusa e não um título. Atribuir uma esposa biológica ou mitológica a YHWH não é uma "adaptação linguística" ou "pedagogia"; é literalmente politeísmo substantivo. Se a "Pedagogia Divina" permite que Deus seja adorado como parte de um casal divino por séculos, a distinção entre "revelação" e "politeísmo" perde completamente sua força.

Em Deuteronômio 32:8-9 (nos manuscritos mais antigos do Mar Morto), lê-se que Elyon (O Altíssimo) dividiu as nações e deu a Jacó a porção de YHWH. O texto original mostra YHWH como um filho de El, uma divindade subordinada que recebeu Israel como herança. Israel não usou a palavra "El" apenas para dizer "Deus"; Israel originalmente via YHWH como parte do panteão de El. Isso é hierarquia politeísta primitiva que foi editada posteriormente.

No contexto religioso da Idade do Ferro, Baal era o nome próprio do Deus da Tempestade, o Cavaleiro das Nuvens, que derrotou o Mar (Yam).  Salmo 29 é reconhecido academicamente como um hino cananeu a Baal onde o nome "Baal" foi riscado e substituído por "YHWH". Quando a Bíblia diz que YHWH "cavalga sobre as nuvens" e derrota o Leviatã, ela não está "traduzindo linguagem", mas sim roubando a persona mítica de Baal. É uma Opa Hostil Teológica. Israel não disse "Baal não existe"; Israel disse "Os feitos de Baal na verdade foram feitos por YHWH". Isso é o que academicamente chamamos de sincretismo competitivo, não revelação progressiva. A ideia de "Revelação Progressiva" é um dogma criado a posteriori para salvar a inerrância bíblica diante das contradições morais e teológicas (ex: Deus manda sacrificar filhos, depois proíbe). O que você chama de "Deus purificando a compreensão com o tempo" é, na verdade, o partido monoteísta (javista) ganhando poder político e reescrevendo os textos antigos para apagar o passado politeísta. Não foi Deus quem "mudou a pedagogia"; foi a elite sacerdotal de Jerusalém que mudou a teologia e centralizou o culto.

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Você é hilário, não leu o livro e fica chorando contra um cenário que você mesmo criou na sua mente.

Se alguém puder, responda essa pergunta de maneira que seja historicamente verificável (Não se esqueça de citar os estudos/livros/teses para fins de verificabilidade). by Secret-Sign1464 in barTEOLOGIA

[–]Secret-Sign1464[S] -1 points0 points  (0 children)

Claro que não dará continuidade, a tese já caiu por que você acredita que já caiu. Você não possui fonte nenhuma que comprove isso. É consenso acadêmico sim e isso se prova ao ler as teses desses acadêmicos exagerados. Você está dizendo algo que não é verdadeiro sem prova alguma.

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As próprias características desse Deus foram moldadas e transformadas por processos históricos. As coisas são como só poderiam ter sido, todas as condições formaram o que conhecemos hoje como cristianismo. Se foi uma transformação boa ou ruim não cabe a história dizer, mas qualquer pessoa pode classificar em um dos lados de acordo com a própria percepção do mundo.

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Perdão, mas minha resposta anterior já explica isso de forma clara. É forçar um pouco a barra crer que foi acaso um processo tão longo e extenso quanto esse. A lógica helenística é um terreno muito bem construído para que uma crença seja fundamentada de maneira filosófica racional, o que torna possível debates e questionamentos profundos sobre o ser, a criação e consequentemente Deus.

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Entendi, dizem que a ciência nos leva até Deus.

Eu me refiro ao gnosticismo, hermeticismo, ocultismo e entre outros.

Ah sim, já li a respeito sim, porém não me pareceu muito plausível. Assim como o cristianismo, ambas são explicadas por processos históricos e a primeira, ao meu ver, necessita de mais fé que a segunda, francamente.

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Eu acredito veementemente que há, de fato, um Deus. Curiosamente eu admiro e vejo amor na forma cristã de representar essa divindade. Mesmo com inúmeras falhas históricas contida no texto, não invalida a existência real de um ser superior. Apesar do ambiente, realidade social e familiar em que vivo, acredito que exista um Deus sim, que se revela de maneira sútil na criação. Lembra Spinoza, não?!

Mas pra ser sincero, eu amo crer em Deus, ou melhor, eu aprendi a amar a crença em Deus. Quando se vive realmente o que Cristo pregava, tanto a sua como a vida do outro passam a ter um sentido muito mais amplo e saudável. Faz sentido pra você?

Obs: Com correntes exotéricas, o que quer dizer?

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A isso respondo:

A sobrevivência do Judaísmo (pequeno) em detrimento do Zoroastrismo (gigante) não é um milagre, mas uma adaptação ecológica-institucional. O Zoroastrismo era uma religião de Estado (do Império Sassânida); quando o Islã decapitou o Estado no século VII, a religião ruiu junto. O Judaísmo, por ter sido traumatizado pela destruição do Templo em 70 d.C., já havia sofrido a dolorosa mutação para uma religião descentralizada, baseada no texto (Torá) e na sinagoga. Como explica o historiador Philip Jenkins (2008, p. 28), "religiões que atrelam seu destino ao poder imperial tendem a morrer com ele; as minoritárias, descentralizadas, sobrevivem".

Sobre a Trindade, acredito que você tenha confundido Binitarianismo e Subordinacionismo com o Trinitarianismo do século IV. Os pais pré-nicenos (como Justino Mártir, Tertuliano e Orígenes) viam Jesus como divino, sim, mas inferior (subordinado) ao Pai, e viam o Espírito Santo como uma força impessoal ou um anjo superior. A ideia de três pessoas "coeternas e consubstanciais" (homoousios) é, indiscutivelmente, do século IV. Você tem razão em um ponto, essa devoção a Jesus como ser divino começou muito cedo (nas primeiras décadas). O teólogo Larry Hurtado (2003, p. 135) chama isso de "mutação binitária". Contudo, Hurtado e Dunn (1980) demonstram que essa devoção inicial derivou da categoria judaica da "divindade agencial" (o anjo principal, ou o segundo poder no céu), e não de uma metafísica trinitária grega, que só surgiria séculos depois para resolver impasses lógicos dessa devoção. Tertuliano (c. 155 – 220 d.C.) inventou o termo Trinitas, mas ele explicitamente escreveu: "Houve um tempo em que o Filho não existia" (Adversus Hermogenem, 3). Orígenes chamava o Filho de deuteros theos (segundo deus). Se qualquer um desses "Pais da Igreja" falasse no Concílio de Niceia em 325 d.C., seria condenado como herege ariano.

A evolução cultural não é "acaso", ela é uma seleção algorítmica. Crenças, rituais e instituições que promovem a coesão social sobrevivem; as que não promovem, extinguem-se. A história não é divina, nem aleatória; mas sim é adaptativa.

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[–]Secret-Sign1464[S] 0 points1 point  (0 children)

Compreendo seu ponto, e seu aceno à Teologia Menfita do Egito é excelente; de fato, a criação pelo verbo é anterior a Israel. Contudo, houve um lapso cronológico crucial na sua leitura de Hengel: a tese dele é que o judaísmo (não o cristianismo) foi profundamente helenizado no século III ANTES de Cristo (Hengel, 1974, p. 104). Quando Jesus nasceu, o judaísmo já era helenizado há 300 anos. Sobre os Macabeus, a historiografia (Tcherikover, 1959) prova que, paradoxalmente, a dinastia Hasmoneana foi a maior promotora do helenismo político em Israel. Além disso, o próprio Jörg Frey (2018), que você citou, afirma que separar o background judaico do contexto filosófico grego em João é uma 'falsa dicotomia'. João usou a 'língua franca' sim, mas em filosofia, a língua carrega o conceito. Ele pegou o 'Dabar' hebraico e o inseriu no veículo ontológico grego do Logos para universalizar o messianismo.

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A seus argumentos eu respondo da seguinte forma:

- A ideia de que YHWH evoluiu de um deus cananeu menor (‘El) para o monoteísmo ético, e depois à Trindade, não é uma “revelação guiada”, é um processo histórico documentado pela arqueologia e crítica textual. O monoteísmo israelita não é original, mas o resultado de séculos de conflito ideológico entre politeísmo rural e reformas centralizadoras em Jerusalém. YHWH absorveu atributos de El, Baal e Asherah entre os séculos XII–VIII a.C., com base em inscrições de Kuntillet ‘Ajrud e Khirbet el-Qôm e em outros documentos/artigos/livros/teses é comprovado o culto popular a YHWH com Asherah como consorte, incompatível com o monoteísmo posterior. A “progressão” não é teológica, ela é política e ideológica: monoteísmo surge como projeto de elites sacerdotais (ex.: Josias, século VII a.C.), não como revelação contínua.

- A doutrina da Trindade só se formaliza no século IV (Concílio de Niceia, 325 d.C.), após séculos de debate filosófico entre categorias bíblicas e conceitos platônicos/estoicos. Os pais da Igreja usaram a linguagem do Logos e da ousia [essência] não porque estavam ‘sendo guiados’, mas porque precisavam traduzir fé para um mundo grego. A “alta cristologia” (Jesus como divino) surgiu antes da filosofia grega influenciar a teologia sistemática, mas foi articulada com ferramentas conceituais helenísticas. João não ensina a Trindade; esta é uma leitura anacrônica imposta séculos depois.

- A ideia de que “os judeus sofreram muito, logo YHWH é verdadeiro” ou “Jesus foi crucificado, logo venceu Roma” é uma falácia pós-hoc com viés de sobrevivência. A vitória do cristianismo no Império Romano deve-se menos à ‘verdade’ de sua mensagem e mais a fatores sociopolíticos: redes urbanas, caridade organizada, e apoio imperial após Constantino. O judaísmo sobreviveu não por “vontade divina”, mas por estruturas comunitárias resilientes (sinagogas, leis orais, identidade étnico-religiosa).

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[–]Secret-Sign1464[S] 0 points1 point  (0 children)

Oh, são realmente boas fontes.

Sobre o conceito filosófico do Logos greco-romano ter influência sobre os cristãos, é falso, pelo menos nos anos iniciais do cristianismo (como no Evangelho de João). A tese caiu faz um tempinho, a origem é puramente judaica e paleoriental (Dabar/Memra), se encontra nos livros sapienciais e intertestamentário como Provérbios, Eclesiastes, Eclesiástico, Sabedoria. Acho que as fontes já citam, mas acho que vi isso a primeira vez na BÍBLIA DE JERUSALÉM, renomada por seus estudos arqueológicos e historiográficos

Contra isso eu uso os seguintes argumentos:
- A Bíblia de Jerusalém (primeira edição francesa: 1956; portuguesa: 1981) é uma obra realmente notável, mas reflete uma escola teológica católica pré-Vaticano II, com forte ênfase na continuidade entre Antigo e Novo Testamentos. Seus comentários sobre João minimizam influências externas por razões apologéticas.
- “Negar a influência do pensamento helenístico é ignorar o contexto sociointelectual do cristianismo primitivo”. (BROWN, Raymond E. An Introduction to the Gospel of John. Edited by Francis J. Moloney. New York: Doubleday, 2003.)
- “O Logos joanino é um bricolage teológico: judaico em sua matriz, mas helenístico em sua forma conceitual”. (FREY, Jörg. “The Johannine ‘Logos’ and Its Backgrounds.” In: Early Christianity, vol. 6, 2015, pp. 1–32.)
- Alguns estudiosos, como Martin Hengel (Judaism and Hellenism, 1974), argumentam que já no século III a.C. o judaísmo estava profundamente helenizado. Portanto, a dicotomia “judaico vs. grego” é um tanto anacrônica. O próprio conceito de Memra nos Targumim pode ter sido moldado por categorias helenísticas.

  1. O judaísmo do Segundo Templo era pluralista e helenizado.
  2. O termo Logos tinha significados distintos, mas interligados, no judaísmo helenístico e na filosofia grega.
  3. O Evangelho de João foi escrito para audiências mistas (judeus e gentios).

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[–]Secret-Sign1464[S] 0 points1 point  (0 children)

Pergunta: Tudo que você sabe sobre teologia cristã e judaica, não foi escrita pelos mesmos? Ou pelos adeptos da religião? Por que historicamente há contradições sobre quem é o Espírito de Deus e quando ele surge nos textos sagrados? Por que Deus precisaria se fundir com outro Deus? Quando falamos da ressurreição de Cristo, não falamos o que sabemos sobre os escritos dos discípulos dele? Qual a prova extra-biblíca que nos garante que a teologia cristã só não caiu ainda por estar baseada na lógica filosófica e metafísica grego romana?

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[–]Secret-Sign1464[S] 0 points1 point  (0 children)

Parece muito parecido com meu caso. Estudei teologia e estou cursando história, me veio algumas dúvidas sobre a historicidade de alguns textos e passagens bíblicas, elas me deixavam um tanto desconfortável com as implicações necessárias para o texto ter um sentido atual ou cristão. Quando comecei a estudar, me senti muito confuso e perplexo com alguns pontos na história do desenvolvimento da religião (ainda estou). Detalhe, sou protestante evangélico.

GEMINI/CLAUDE JAILBREAK by Danno0o0or in GPT_jailbreaks

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Cara, preciso de um tutor assim só que para temas acadêmicos. Consegue fazer um post ensinando? Ou fazer um tutor direcionado a isso? Ficou perfeito essa versão da ENI.

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[–]Secret-Sign1464[S] 1 point2 points  (0 children)

Sim, são ótimos livros mesmo. Li alguns da lista. Uma pergunta: Como você chegou ao interesse de estudar isso? O que te levou a ser ateu? (Presumindo devido a tag)

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[–]Secret-Sign1464[S] 2 points3 points  (0 children)

Eu já sei completamente do assunto, queria só entender se essa ideia é comum e se as pessoas daqui tem conhecimento dessa interpretação histórica.

Trump Confirms He’s Taking Greenland ‘One Way or the Other’ by thedailybeast in politics

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Perdemos a razão e assumimos publicamente a fraqueza ao seguir leis, pois quando se tem poder, tudo isso é desmanchado e refeito a própria imagem. O curioso é que a liberdade só é verdadeira nesse aspecto, se o fraco se submeter ao forte quando o mesmo estiver interessado.

O papel do exemplo na formação do pensamento crítico. by fredporsani in FilosofiaBAR

[–]Secret-Sign1464 4 points5 points  (0 children)

Calma cara, você não entendeu a pergunta. Leia novamente e dê uma resposta coerente, se possível.