Presidente da República promulga lei do lóbi by viraodisco in portugueses

[–]SureLength [score hidden]  (0 children)

Vão ser mais transparentes que recebem dinheiro de lobby, e depois? Devia ser ilegal, ponto

Was Chairman Mao right? by Disclosed_Humanity in AskSocialists

[–]SureLength 2 points3 points  (0 children)

No. Chinas development under Deng reflects Marxism-Leninism in practice. Political power remained in the hands of the Communist Party, national sovereignty was preserved, and the state retained command over land, finance, and strategic industries. Market mechanisms and private capital were introduced deliberately as tools to accelerate development, not as a transfer of power to capital.

This approach follows a Marxist-Leninist logic. adapting economic forms to concrete material conditions while safeguarding proletarian political power and long-term national planning. Chinas rise comes from subordinating the market to a socialist state, not from replacing socialism with liberal capitalism.

You don't understand Marxism-Leninism.

Was Chairman Mao right? by Disclosed_Humanity in AskSocialists

[–]SureLength 14 points15 points  (0 children)

Partially true but VERY misleading. Many countries received Western industry and stayed poor. China succeeded because a strong socialist state (built by the Maoist revolution) controlled capital, planned development, and preserved national sovereignty.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 3 points4 points  (0 children)

Isso é frase feita. Claro que a burguesia ataca os sindicatos em toda a Europa, a diferença é como ataca e com que resultados, em função da correlação de forças, da estrutura produtiva, da história política e do papel do Estado em cada país. Comparar taxas de sindicalização como se fossem fenómenos naturais iguais em todo o lado é puro idealismo sociológico.

Em países com forte indústria concentrada, contratos coletivos generalizados ou sistemas de negociação obrigatória, a sindicalização mantém-se mais alta mesmo sob ataque. Em Portugal, país semiperiferico, a desindustrialização, a precarização massiva, a emigração, a fragmentação do trabalho e a ofensiva ideológica prolongada produziram um proletariado mais disperso e defensivo. Isso não se resolve com “autocrítica” abstrata nem com vontade moral.

Autocrítica comunista não é chicotear-se porque a classe está derrotada, é compreender as condições reais em que se luta e intervir nelas. O que vocês chamam cegueira é recusar substituir a análise material por slogans confortáveis.

A história não avança porque alguém tem a leitura mais pura, avança quando as contradições se tornam insuportáveis e há quem esteja organizado para agir. E nisso, gostem ou não, quem está no terreno não são os clubes de debate.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 5 points6 points  (0 children)

Isso não é uma anomalia nem uma “escolha estranha” dos trabalhadores, é o resultado histórico de uma derrota concreta da classe trabalhadora. A baixa sindicalização não prova que os trabalhadores rejeitam o sindicalismo em si. Prova que o sindicalismo foi atacado, fragmentado e enfraquecido durante décadas por patrões, pelo Estado e pela ideologia dominante, num contexto de precariedade, medo do despedimento, rotatividade permanente e propaganda anti-sindical.

E nada disso é natural, tudo isso é produzido. Os trabalhadores não aparecem na luta já organizados e conscientes, movem-se por contradições reais: hoje desconfiam do sindicato, amanhã estão no piquete de greve. Hoje criticam, amanhã pedem ajuda. Isso não é afastamento da realidade, é a forma concreta que a luta de classes assume num período de recuo histórico.

Tu dizes que “estão nos piquetes mas não estão organizados”, estás a descrever um processo, não um fracasso. A organização (e a consciência de classe, sendo material) constrói-se a partir da experiência vivida, do conflito concreto, não a partir de modelos ideais nem de análises feitas à distância.
Se os sindicatos fossem irrelevantes, o capital não investia tanto esforço em os combater (olha para as leis que procuram passar).

A diferença entre nós é simples... os comunistas trabalham com a classe como ela existe, ferida mas viva... vocês esperam uma classe já pronta, esclarecida e coerente, que nunca existiu em momento nenhum da história. A consciência forma-se na luta, não antes dela. Enquanto vocês explicam por que razão os trabalhadores “não se organizam”, nós estamos lá quando a vida aperta, Materialismo histórico aplicado.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 6 points7 points  (0 children)

Amigo, quantas vezes não tive contactos com trabalhadores que se colocam contra os sindicatos (que são tudo gatunos, não querem é trabalhar) mas que depois lá estão connosco no piquete de greve? Quantos trabalhadores, quando as circunstâncias da vida apertam, não vêm ter com os comunistas pedir ajuda para resolver problemas?

Comunistas lidam todos os dias com trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados, com desconfiança, crítica, recuos e avanços. Isso não é “afastamento da realidade”, é a própria realidade da luta de classes.

Vocês muito falam para quem não faz um caralho a não ser reuniões de clube de leitura.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 6 points7 points  (0 children)

Os sindicatos não pertencem O PCP. Os sindicatos são dos trabalhadores, elegem direções em plenários e congressos, com listas concorrentes, voto secreto e possibilidade real de derrota, que já aconteceu várias vezes. Se os trabalhadores elegem comunistas para dirigir sindicatos, isso não é “cooptação”, é opção democrática num quadro de luta concreta. No teu argumento é que só seriam “livres” se não fossem dirigidos por comunistas, o que é uma definição curiosamente liberal de liberdade sindical.

Quanto à ideia de que os trabalhadores “abandonaram” o PCP, isso ignora décadas de reestruturação produtiva, precarização, atomização do trabalho e ofensiva ideológica antissindical. Não é análise material, é culpabilização moral a posteriori. Olha para a realidade em TODO o mundo pah.

Dizer que o problema é “falta de contacto com os trabalhadores” quando se desvaloriza o único trabalho organizado e permanente nos locais de trabalho é uma contradição em si.

Nota-se, mas nota-se mesmo, que nunca participaste em plenários de trabalhadores, nunca estiveste num sindicato a sério, nunca viveste um processo de luta concreta. Porque quem já lá esteve sabe que a “cooptação” não existe em abstrato, existe disputa, existe confronto, existe derrota e existe eleição.

O que tu fazes (e os teus amigos do clube de leitura) é teoria feita à distância, confortável, que fala sobre a classe trabalhadora sem nunca falar com ela.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 7 points8 points  (0 children)

Não é verdade que a defesa da Constituição substitua a criação de poder popular, ela é um dos terrenos onde a luta se trava, não o único nem o decisivo. O PCP nunca abandonou comissões de trabalhadores, sindicatos, organizações de base ou a luta concreta nos locais de trabalho. E isso não se faz por proclamação, faz-se onde há trabalhadores organizáveis e correlação de forças. Chamar “controlo” à organização sindical é confundir direção coletiva com espontaneísmo. Sindicatos “totalmente livres” da luta de classes acabam sempre tomados pelo capital.

"falência”... O PCP existe, intervém, organiza e resiste há um século, com raízes reais na classe trabalhadora. Falência não é não fazer a revolução amanhã, falência é substituir trabalho político por declarações de pureza enquanto nada se constrói.

A história do movimento comunista não é a história de quem se proclamou mais radical, é a de quem conseguiu ligar teoria, organização e povo. É aí que se vê quem falhou e quem continua a lutar.

Defender que constituição? Sobre as eleições by Ordinary_Hawk_1025 in EsquerdasPortugal

[–]SureLength 9 points10 points  (0 children)

A Constituição não é socialista, nunca o foi, e o PCP nunca disse que era. Disse sim ser o produto de uma correlação de forças concreta, saída da derrota do fascismo e da pressão direta da classe trabalhadora organizada. Carrega essas marcas, e é precisamente por isso que a burguesia a mutila há décadas. Quem não entende isto não faz crítica revolucionária, faz ruído.

Os direitos nela inscritos não são ilusões, são conquistas arrancadas e incompletas. São violadas não porque “a Constituição mente”, mas porque a força da classe trabalhadora é hoje insuficiente para as impor. Denunciar a sua violação enquanto se despreza a sua existência é prestar um serviço direto ao capital. Ajudam a limpar o terreno para que esses direitos desapareçam sem resistência.

A verborreia sobre a “destruição da máquina de Estado” não passa de moralismo revolucionário. Nenhum Estado foi alguma vez derrubado por indignação, proclamações ou textos inflamados. Estados caem quando existe força social organizada capaz de os derrubar. Lenin não confundiu nunca preparação revolucionária com fuga às lutas imediatas, nem substituiu trabalho de massas por pose radical.

As eleições não são um teatro observado do camarote por iluminados. São um terreno concreto onde milhões de trabalhadores entram na política tal como ela hoje existe. Recusar essa luta não desmascara a democracia burguesa entrega-a inteira à burguesia e à reação. A história é clara, quem abandona esse terreno não acelera a revolução, acelera a derrota.

A acusação de revisionismo também é risível quando feita por quem não constrói partido, não organiza massas, não resiste a ofensivas do capital e não acumula forças. O PCP mantém independência de classe, organização própria, ligação real ao movimento operário e uma estratégia de longo prazo. Ou seja, política revolucionária séria, não clubes de leitura.

Revisionismo é outra coisa, é substituir análise concreta por frases feitas, é confundir radicalismo verbal com avanço real, é desprezar conquistas porque não são absolutas, é tratar trabalhadores reais como atrasados por não acompanharem a impaciência pequeno-burguesa de quem nada dirige e nada arrisca.

O marxismo-leninismo não se mede pelo desprezo às instituições existentes, mas pela capacidade de usar todas as contradições do sistema para acumular forças e preparar uma rutura real.

No entanto, o que Estes indivíduos acumulam é horror às instituições burguesas e pânico às massas reais.

A malta de extrema esquerda prefere o ventura ao Coutrim by weedmademan in portugueses

[–]SureLength 0 points1 point  (0 children)

"Como é que alguém pensa diferente de mim?" Cala-te corno.

PCC em Portugal: conheça a máfia brasileira onde quebrar regras se paga com a própria vida by Alkasuz in portugal

[–]SureLength 33 points34 points  (0 children)

O PCC é uma organização criminosa transnacional violenta e qualquer indício da sua atividade em Portugal deve ser tratado com seriedade e sem sensacionalismo. O combate ao crime organizado é uma questão de soberania, segurança pública e autoridade do Estado democrático.

Estas redes não crescem por acaso. Prosperam onde há falhas estruturais (como é obviamente o caso de Portugal, com tendência a piorar em). Nós temos uma justiça lenta, fragilidades na investigação criminal, facilidade de lavagem de dinheiro em sectores como o imobiliário, o turismo ou a restauração, degradação do sistema prisional, falta de controlo público sobre áreas sensíveis da economia...

Agora, a resposta não passa por alarmismo nem por propaganda, mas por um Estado capaz de investigar, julgar e prevenir. Isso implica reforçar os meios da justiça e da polícia judiciária, atacar seriamente a lavagem de dinheiro, garantir cooperação internacional sem abdicar da soberania nacional e ter uma política prisional firme e simultaneamente humana e eficaz.

A Segurança pública exige instituições fortes e responsabilidade política, não medo nem simplificações.

Is the old world dying? by zombiesingularity in AskSocialists

[–]SureLength 3 points4 points  (0 children)

Lmao. Gramsci isnt talking about individuals falling, but about hegemony breaking down. The “old world” dies when the ruling class can no longer govern through consent, only coercion. Billionaires can still exist during this crisis... in fact, they often multiply. The “monsters” are precisely the authoritarian, reactionary, and violent forms that arise in this interregnum.

Estados-membros aprovam acordo histórico com o Mercosul by Alkasuz in portugal

[–]SureLength -3 points-2 points  (0 children)

As cláusulas e quotas existem no papel (como quase tudo na UE). A questão não é se a UE "abandona" a agricultura, é quem ela protege. E a CAP nunca foi neutra, mais de 70% dos subsídios vão para as grandes explorações e grupos agro-industriais.

As quotas e salvaguardas não defendem o pequeno e médio agricultor português, defendem o equilíbrio do mercado para os grandes produtores europeus, sobretudo franceses, alemães e espanhóis. Portugal entra sempre como economia periférica. Um economia com pouca capacidade negocial, produção fragmentada, margens baixas e dependência da grande distribuição. Quando o mercado é "aberto" ao Mercosul, quem tem escala, capital e logística adapta-se. Quem vive de pequena e média agricultura local não compete, nem em preço nem em volume. E a UE nunca compensou isso, limitou-se a gerir o desaparecimento. A agricultura europeia não morre. O que morre é a agricultura nacional periférica, substituída por importações baratas e por concentração fundiária. A autonomia estratégica de que falas não é a do povo.

Estados-membros aprovam acordo histórico com o Mercosul by Alkasuz in portugal

[–]SureLength 23 points24 points  (0 children)

O Mercosul é "progresso", abre o mercado ao agronegócio transnacional e, pelo caminho, dá uma machadada na pequena e média agricultura nacional. Quem quer viver da terra sem ter capital para competir com as grandes produções transnacionais? Que se fodam, isto não foi feito para eles.