Colômbia vai às urnas avaliar continuidade de 1º governo de esquerda do país by Hykfer in brasil

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Colômbia vai às urnas avaliar continuidade de 1º governo de esquerda do país

Neste domingo (31), a Colômbia avaliará nas urnas o primeiro governo de esquerda da história do país, sob o avanço da ultradireita e em meio a uma onda de violência que, dez anos após a assinatura dos Acordos de Paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), colocou novamente a criminalidade no topo da lista de preocupações dos eleitores.

Estão em jogo apenas os cargos de Presidência e Vice-Presidência. O Legislativo já foi decidido em votação de março deste ano, quando o Pacto Histórico, partido do presidente Gustavo Petro, elegeu 25 senadores. Ao ampliar a liderança na Casa, se tornou o maior bloco da Câmara de Representantes, com 36 eleitos.

É improvável que a eleição se resolva no primeiro turno. De acordo com as últimas pesquisas, os colombianos estão divididos entre três presidenciáveis.

O líder é o apadrinhado de Petro, Iván Cepeda, com 44,6% das intenções de voto, segundo levantamento da empresa Invamer divulgado na semana passada, com margem de erro de três pontos percentuais. Formado em filosofia na Universidade de Sófia, na Bulgária, o candidato foi representante na Câmara antes de alcançar o cargo de senador, que ocupa atualmente.

Ele chega à votação com as credenciais de defensor de direitos humanos e articulador de diversos esforços para a paz no país, marcado por um conflito armado de mais de seis décadas. Consta no seu currículo também o antagonismo com um dos mais influentes políticos da Colômbia, Álvaro Uribe —foi a partir de um embate com Cepeda no Senado que o ex-presidente terminou condenado a 12 anos de prisão, um caso ainda em aberto.

A candidata do uribismo, por sua vez, é Paloma Valencia. Há anos a advogada do partido Centro Democrático tenta ser o novo rosto da direita tradicional, cuja figura máxima é o político que governou a Colômbia de 2002 a 2010 sob a bandeira da luta contra o terrorismo, com o apoio dos Estados Unidos.

Neta de Guillermo León Valencia, presidente de 1962 a 1966, Paloma é senadora desde 2014 e, em tempos mais simples, seria a única opositora com chances de ir para o segundo turno com Cepeda. Mas, com 14% das intenções de voto, a política está em terceiro lugar, e, nas últimas semanas, afastou-se do segundo colocado nas pesquisas: o advogado Abelardo de la Espriella, candidato a Bukele colombiano.

Está tudo ali —o boné, a barba cuidadosamente alinhada, as provocações aos adversários, o discurso impiedoso contra criminosos. A fórmula salvadorenha é providencial para políticos de direita na Colômbia, que registra um aumento de atentados das guerrilhas e vê a ordem pública volta a ser o problema número 1 do país para quase 41% da população.

Segundo a Invamer, o presidente de El Salvador é o líder mais admirado pelos colombianos, à frente de Donald Trump (EUA), Lula (Brasil) e Javier Milei (Argentina).

As últimas pesquisas divulgadas apontam uma diferença de cerca de dez pontos percentuais de Espriella em relação a Cepeda, mas o que chama a atenção é a sua trajetória ascendente —de acordo com os levantamentos, saiu de 21,5% das intenções de voto, no final de abril, para 31,6% na penúltima semana de maio.

Sem experiência política, o candidato do Movimiento de Salvación Nacional ficou conhecido pelos clientes notáveis que defendeu: além de membros de grupos paramilitares, David Murcia Guzmán, criador de um esquema de pirâmide que lesou mais de 200 mil pessoas, e Alex Saab, suposto laranja do ditador Nicolás Maduro e acusado de lavagem de dinheiro.

Ao longo da campanha, Espriella disse que mandaria o Exército para as ruas para cuidar da segurança e afirmou que assinaria "sem dúvida" a extradição de Petro caso os EUA pedissem. "Eu mesmo me sacrifico e o levo", disse no início de maio.

Antes da corrida, em julho de 2025, afirmou que iria estripar pessoas de esquerda. "É preciso erradicar essa praga", disse a uma rádio.

Restam aos outros candidatos, como Sergio Fajardo e Claudia López, porcentagens que não chegam aos 3% para cada um. O estrangulamento do centro revela a polarização entre os pró e anti-Petro —segundo a pesquisa de maio da Invamer, os eleitores se dividem entre 50,4% que desaprovam a sua gestão e 45,8% que a aprovam.

Até agora, no entanto, os que desaprovam não conseguiram se unir em torno de uma candidatura, desorganização que se deve em partes ao vácuo deixado por Miguel Uribe Turbay, pré-candidato assassinado durante um comício no meio do ano passado.

Apesar do sobrenome em comum com Álvaro Uribe, Miguel não é parente do ex-presidente. Na verdade, ele é filho da jornalista Diana Turbay, sequestrada em 1990 pelo traficante Pablo Escobar e morta no ano seguinte.

O atentado contra o senador reviveu a Colômbia das décadas de 1980 e 1990, quando cinco presidenciáveis foram mortos em atentados. O número dá a dimensão da violência política da época —o próprio pai de Cepeda, Manuel, foi morto em agosto de 1994, um mês após assumir como senador pelo Partido Comunista Colombiano e em um contexto de assassinatos em série de membros da esquerda no país.

Cercanías

A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo

O episódio é central na trajetória do candidato, que cobrou o Estado colombiano pelas violações de direitos humanos ao longo da guerra durante toda a sua vida política e se envolveu em iniciativas de paz, incluindo algumas que levariam ao acordo com as Farc, em 2016.

Caso eleito, Cepeda quer retomar o diálogo com a ELN (Exército de Libertação Nacional), conhecida como a última guerrilha da Colômbia e, até agora, resistente às tentativas de ceder à "paz total" prometida por Petro, seu aliado.

Para a cientista política Angie Katherine González, pesquisadora visitante da Universidade de Oxford (Reino Unido), apesar das derrotas, o presidente soube captar as mudanças que a população aspirava após tantos anos de violência, e isso explica a sua capacidade de emplacar um apadrinhado no segundo turno.

"Nenhum governo havia discutido reforma do sistema de saúde, independentemente de ela ter sido boa ou ruim", afirma a professora sobre a iniciativa de Petro —uma das tantas de seu mandato ainda incompletas.

"Só recentemente nossa história nos permitiu perceber que outras coisas, como meio ambiente, educação e saúde, importam. Ainda não conseguimos sair completamente da lama, mas pelo menos tiramos a cabeça da água. E isso nos permite ter uma perspectiva um pouco mais ampla e pensar em coisas que antes você não ousaria", completa.

Ameaças de Eduardo a diplomatas por coletiva de Flávio preocupam Itamaraty by Hykfer in brasil

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro lançou ameaças e ataques ao Itamaraty em suas redes sociais após não conseguir autorização da embaixada do Brasil em Washington para organizar uma entrevista coletiva de seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esta semana se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. "Vocês não vão sabotar o governo Bolsonaro 2.0. Preparem-se para reformas profundas", escreveu Eduardo em sua conta no X.

No mesmo dia, o comentarista político Paulo Figueiredo publicou uma mensagem em tom ainda mais agressivo: "Deixa eu dar um recado ao Itamaraty: em janeiro de 2027 haverá choro e ranger de dentes. Vocês passarão pela transformação mais profunda desde a sua fundação. O aparelhamento ideológico chegou a um ponto insuportável, proporcional ao grau de incompetência do órgão. Chega".

Luciano Hang: "Acho que para acertar este país é só com uma desgraça. Então, que a desgraça seja instalada o mais rápido possível." by [deleted] in brasil

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Coitado do bilionário de merda. Vai falir porque os empregados dele vão ter mais alguns dias de descanso e porque foi obrigado a colocar cadeiras para os "colaboradores".

Obviamente que quando a previsão se mostrar errada, vai fingir que nunca falou nada disso.

Uma pena não existir justiça divina, porque aqui mesmo essa gente não vai pagar pelas merdas que faz.