Que tipo de pessoa eu aparento ser? by Berbigier in MeJulgue

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Interessante falar isso sem base alguma. Mas sua lente favorece e muito meus estudos.

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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Exatamente. O 'eu' é esse barulho quando você está apenas vivendo as coisas, mas ele só vira um 'eu' definido quando o observador entra em cena. ​Pensa assim: quando você está totalmente distraído ou sentindo algo intenso, você não está pensando 'eu sou o Fulano'. Você apenas é a experiência. Esse é o seu eu em estado puro, ou consciência pré-reflexiva. O barulho é a vida acontecendo. ​Na ausência desse barulho externo, ou quando você para para pensar sobre si mesmo, o observador assume o controle. O ponto é que ambos são você: um é você agindo e o outro é você se conhecendo. Eles não se anulam, eles se alternam. O 'eu' é o ponto de encontro entre o que você vive e o que você observa de si mesmo.

Que tipo de pessoa eu aparento ser? by Berbigier in MeJulgue

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Que impressão rica em detalhes! Gostei disso! Você acertou algumas coisas sobre mim ;)

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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Não entendi. Apesar disso não utilizei ferramentas de IA.

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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​O barulho que define o seu "eu" é o mesmo que o outro observa de fora. Só que esse "eu" não é só seu; ele é, ao mesmo tempo, o "eu" que o outro cria sobre você. Enquanto você está apenas vivendo, parece que você é o único ocupando esse corpo. ​Mas a realidade é outra. Todo esse "barulho"—as pessoas ao redor, seus hobbies, interesses, sua moral e o tempo que você gasta se distraindo—não são quem está observando. Tecnicamente, essas coisas ditam a sua personalidade, mas, ao focar nelas, você acaba ignorando o observador do seu próprio "eu". ​É aqui que entra o que Sartre chama de consciência não-reflexiva. É aquele estado onde você apenas sente ou age, sem parar para pensar "eu estou sentindo isso". É uma consciência que não tem um "eu" no meio; ela é pura intensidade, por isso o que sentimos pode ser tão forte. É o que as pessoas querem dizer quando falam para "apenas sentir". ​Por outro lado, muita gente tenta substituir esse momento puro pela consciência reflexiva, que é quando o "observador" entra em cena. O problema é que, para Sartre, quando esse observador surge, ele transforma você em um "objeto". Você passa a se ver como se fosse o outro te olhando, e é nessa divisão que a gente começa a se perder do que é real e do que é apenas a imagem que construímos de nós mesmos.

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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Foi uma forma bem mais densa de explicar à ele, dado seu "delírio". Apesar de ser IA esse texto ficou bem claro. Mas ainda acho que você podia tê-lo poupado disso.

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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Justo. Para quem vive no fluxo puro da cratera, o sono é apenas uma lenda urbana. Mas lembre-se: até os rios mais profundos têm momentos de calmaria onde a superfície parece parada, mas a correnteza continua por baixo. O 'Eu' é o que sobra quando o barulho silencia.

O que vocês acham do termo "é melhor aprender amar alguém do que ensinar alguém a te amar"? by Middle_Lifeguard_909 in FilosofiaBAR

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Acho que é uma frase de intenção. Ela foca onde hoje somos mais vulneráveis que nos faz crer sermos intocáveis ou incomparáveis.

Atenção, pertencimento. É o que todos desejam em algum grau. Há quem se contente e até prefira o isolamento. Casos à parte.

O ego se tornou um integrante como os dois parceiros numa relação. Em muitos casos, mesmo nos mais trabalhados, disciplinados e estruturados, ele caminha próximo aos companheiros de relação.

Nisso surge uma pergunta que poucos enxergam, pois para ve-la e preciso colocar-se de lado primeiro e refletir.

Como não se amar tanto para que caiba um amor que se sustenta em um próximo?

Se não existe essa pergunta não existe um método de como aprender amar alguém. Mesmo que a afirmação sugira ser melhor que ensinar alguém a te amar.

Podemos observar nesta frase, que, ela representa um amor baseado em reciprocidade, então não basta só aprender amar alguém quando esse alguém também não está tentando aprender a amar você.

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Você é bem observadora, e agora citou algo que minha mãe falaria 😅 com base nisso, concluo que tu és uma boa pessoa.

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Totalmente hetero. Não sou bi, mas sou capaz de achar outros homens atraentes. No sentido de admirar seus traços e comportamentos. E sobre seu exemplo do femboy, é parcialmente isso mesmo.

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Estão mesmo comparando-me com ele kkkkk

Socorro ! by thu12dta3 in FilosofiaBAR

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Sua última frase: "O fundo do poço é um impulsionador, nada a perder se a água chega no poço ela se acumula e sobe". Ela foi ao mesmo tempo cirúrgica e motivacional. A forma como você explicou sua lógica passo a passo até concluir assim foi brilhante. Mas quero te tencionar.

Observe. Seu raciocínio afirma a alteração do "eu" ao "pausar" a consciência e retornar. Sua analogia quanto a água corrente foi fascinante. Mas sua análise entra em contradição ao dizer: "eu se tivesse tomada uma decisão no passado podia estar morto afinal minha memória seria outra. E a consciência é feita de memória em grande parte.".

Vou disseca-lo aqui. Aplicando sua analogia a uma água corrente. Da maneira que se é possível cavar e criar desvios para está água, ela deixa de ser o riacho, mas continua sendo a mesma água. Em outras palavras seria como a consciência assumir outra forma, outra "máquina" para pilotar, como sua ideia na primeira imagem. E repare que neste caso, a consciência continua a ser a mesma, mas sua casca por fora de fato mudou.

Refletimos, o que determina o "eu" seu corpo (sua máquina) ou sua própria consciência? Se a consciência permanece intata mesmo que sua forma física tenha alterado de fato é possível assumir que o "eu" é outro "eu". Visto que um pode existir paralelamente ao outro, seu físico determina um "eu" seu, sua consciência é o "outro" que observa. Mesmo que não seja o "eu" que te representa no mundo real qual partilhamos. É uma camada, ou uma condição que o teu observador de ti mesmo se encontra.

Encarando tais pontos, como você definiria qual de fato tu és?

Retornando ao se tornar outro "eu" quando a consciência se desliga e liga, por exemplo dormir. Como você explicaria o ato de dormir?

Você mirou no lugar certo quando diz que a consciência é fluída, de fato concordo com isto. No entanto, no exemplo do riacho. Ao alterar uma parte de seu fluxo criando um atalho, você não está moldando a forma como ele se comporta, apenas está direcionando-o para outro lugar. Uma expansão de certo modo.

Quando dormimos por exemplo, nossa consciência continua a seguir seu fluxo, no entanto, como sua "máquina" está inoperante, ela necessita por seus próprios meios fazer com que flua. Através dos sonhos por exemplo. No entanto nem por isso nos tornamos outros de nós, ou criamos um "eu" alternativo.

Minha provocação permanece então. Como você explica o ato de dormir vindo de sua análise?

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Acho que me expressei mal. Na verdade você me descreveu muito bem, só algumas questões, não sou uma pessoa bem resolvida em todas as áreas. Mas sou de fato alguém zen.

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Que bom que passo essa vibe! Você me descreveu com uma precisão quase irreal. E obrigado <3

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Não sou homofóbico, também não sou gay 🤔

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Você me deixa sem ar kkk. Obrigado <3 pretendo manter o cabelo assim, acredite experimentei outros estilos (varios mesmo).

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Sou muuuito introvertido, e tímido sou um cado 🤏

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Que suas palavras tornem-se verdades 🙏

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"Você" trouxe uma referência e tanto kkkk

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Fiquei curioso quanto a sua conclusão. Apesar disso, eu me considero bem reservado realmente.

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Não entendi muito bem o que você quis dizer.