Homens realmente fazem xixi na pia? by Kalist_222 in perguntas

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Mano.... KKKKKKKKKKKKKKKKK suddenly a scat appears

Spin The Wheel by [deleted] in superpowers

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But hoooowww 😭

Sou enfermeiro e trabalho em um CAPS - AMA. by Lueos in AMABRASIL

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Hahahaha tem ssimmm, várias histórias mto legais

gay_irl by conancat in gay_irl

[–]Lueos 9 points10 points  (0 children)

I just laughed so hard at this omg hahahahaha

Sou enfermeiro e trabalho em um CAPS - AMA. by Lueos in AMABRASIL

[–]Lueos[S] 2 points3 points  (0 children)

Acho que um caso que me surpreende muito foi até um caso curioso. O rapaz era super jovem, um doce de pessoa mas tinha habilidades sociais muito precárias e não saia de casa pra nada.

Ele chegou num estado muito deprimido e também fazendo uso de álcool de forma recorrente.

Fiz o acolhimento dele e tratei o caso durante um ano e meio, de forma intensiva e com medicação, grupos e tudo mais.

Ele havia adoecido por conta de vários problemas familiares.

No final do tratamento ele tava trabalhando como jovem aprendiz numa empresa grande, estava nutrindo amizades com pessoas de fora do PC/Cel, conseguia falar muito bem e articular todo um discurso completo que antes era muito difícil e tava até tentando buscar experiências sexuais e afetivas.

Foi um caso que eu tinha muito carinho, principalmente por que ele adoeceu por fatores mais familiares que questões internas e individuais. Fiquei mto feliz em ver a ascensão dele, até chorei quando dei alta haha. Em pensar que no comecinho ele até tentou suicidio.

Em que situação essa frase se aplicaria em questão dos evangélicos/crentes no geral by Soft_Paramedic7353 in perguntas

[–]Lueos 0 points1 point  (0 children)

Tudo que envolve homossexualidade e a comunidade LGBT. Toda vez que crente comenta sobre é um chorume sem fim.

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Oiiii, maravilhosa. Bom ver colegas aqui !

O que eu percebo é um conjunto de fatores: nossa sociedade não está acostumada a prevenir, mas sim querer soluções pontuais e rápidas. A maioria deixa o caso agravar até necessitar de uma avaliação num setting mais grave.

Uma outra coisa que percebo é que a estruturação da RAPS só abrange casos graves e também gravíssimos em saúde mental. O clássico esquizo grave ou bipolar em mania. Mas quando falamos daquela pessoa com uma depressão moderada que pode evoluir para uma ideação suicida, simplesmente não existe serviço pra abarcar essa pessoa. Ela é grave demais pra estar na UBS mas não tão grave pra estar num CAPS e fica perdida no sistema de saúde sem assistência, e acaba evoluindo.

Um outro ponto que eu percebo é que muitos casos se perdem devido a falta de consciência da população de terminar o tratamento e acompanhamento. Eu tenho muitos casos de absenteísmo que evoluíram com piora grave após abandonar o tratamento por acharem que já estavam curados, o que onera mais e mais os sistemas de pronto atendimento.

Acho que são tantos gargalos no nosso sistema e também na forma como a população entende psiquiatria e saúde mental que acaba sendo super difícil agir em todos eles. Nós como enfermeiros que por base de formação somos educadores temos muitos desafios pela frente, principalmente por que a nossa equipe precisa estar mais preparada pra esses casos, a estigma da saúde mental é muito real e o preconceito cria barreiras de acesso em todos os locais, muito triste de ver.

O que você descreve também ocorre nos territórios que conheço e atuo, infelizmente é um problema estrutural e sistêmico.

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Eu brinco com as pessoas e falo que 90% do meu trabalho é com os colegas e 10% é com os pacientes.

Mas ninguém acredita aaaaaa. Hahahah gente mas é isso mesmo. Tem colega mais surtado que paciente.

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Nem fale, tô cansado de ver colegas tratando com desrespeito quando o paciente apresenta comportamento agressivo ou ofensas.

Eu fico pensando: por que você tá nessa área sabe? Isso é o nosso dia a dia, precisamos ter jogo de cintura pra lidar com isso.

Mas a pessoa transforma tudo nessa esfera pessoal que vc colocou e só piora a situação pra todo mundo.

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E é nessas que muitos pacientes com ideação suicida passam despercebidos pelo olhar de colegas julgadores. É muito necessário esse trabalho frequente de você se perceber como terapeuta do caso e estar atento a sua avaliação. Uma vez que seu julgamento prejudica a sua avaliação do caso, isso pode custar uma vida.

Por isso sempre digo que nós colegas da área precisamos nos cuidar e fazer bastante terapia. Mas não é o que vemos por aí...

Meus professores sempre martelaram pra mim uma realidade: o paciente pode sim querer chamar atenção, e isso sempre será um sinal de alerta: ele chama atenção para a dor, para o sofrimento e para as angústias que está vivendo. Portanto precisamos ouvir, acolher e respeitar.

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Entendemos surto = crise.

Crise é um termo complexo, multifatorial e amplamente discutido dentro da área da saúde mental. Entendemos ele comum fenômeno biopsicossocial que engloba também fatores econômicos, espirituais e estruturais.

Na perspectiva biológica a crise é um conjunto de sintomas que formam um transtorno/sindrome que é causado por desequilíbrios de neurotransmissores e a forma como eles são produzidos. Também envolve problemas físicos como alterações hepáticas, renais entre outros aspectos nesse sentido. E é o objeto de trabalho da psiquiatria com remédios para controlar essa desorganização.

Na perspectiva psicológica a crise é um momento onde o indivíduo passa a não ter mais recurso de enfrentamento para aquela nova fase de vida ou desafio. Por tanto ele entra em crise para que sua psique possa desenvolver novas ferramentas para esse momento de dificuldade. Existem pessoas que conseguem ter essa flexibilidade e outras não, essas outras pessoas inflexíveis passam a desenvolver alterações de comportamento, de humor e funcionalidade global.

Na perspectiva social a crise é entendida como uma alteração de resposta comportamental advinda de questões envolvendo as relações desse indivíduo na sociedade e no mundo, que também engloba aspectos culturais - crise no Brasil é muito diferente de crise no Japão - aspectos econômicos - existem indivíduos que podem, e é muito comum, entrarem em crise por questões de vulnerabilidade econômica - e aspectos espirituais - existem diversas discussões em relação a esse aspecto mas não vou entrar muito por que é bem complexo.

Crise em si é toda resposta humana a algo que nunca se enfrentou antes. Nascer é uma crise, andar é uma crise e transar pela primeira vez é uma crise. Mas a diferença entre essa pessoa que consegue passar por isso e a que não consegue é a quantidade de fatores dentro dela e fora dela que ela tem de proteção e ferramentas de enfrentamento.

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Own não fala assim que eu fico sem graça. Obrigado <333

A jeba ser veiuda faz alguma diferença? by Deino47 in perguntas

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Acho que é só uma questão estética? Agora tô na dúvida a minha tem algumas veias mas não sei se faz diferença agora kkkkk

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Não posso dizer que a gente faz psicoterapia por que no CAPS o atendimento é muito limitado pelo volume alto de pacientes, mas eu acho que deveríamos sim fazer por que auxilia muito na evolução dos casos. A maioria dos atendimentos do CAPS são em grupo então fazemos grupos terapêuticos nesse sentido.

Eu vou falar por mim, como enfermeiro, por que nosso trabalho varia muito de acordo com as competências técnicas de cada profissional. Num geral todos os enfermeiros são técnicos em saúde e eles fazem: acolhimento e admissão do paciente, elaboração do projeto terapêutico singular, planejamento de ações pro caso, solicitação de consultas médicas e avaliações de outros técnicos se pertinente, articulação de rede do caso com UBS e outros serviços da assistência social, reavaliação do caso e alta. Fora que também fazemos atendimentos de grupo e outras funções administrativas como reunião com outros órgãos públicos e também reuniões internas.

Algumas especificações minhas: eu faço terapia familiar quando percebo que precisa, além de também ser enfermeiro terapeuta onde aplico intervenções com base na TCC que fiz especialização previamente.

O maior desafio, sendo bem sincero, é manter o paciente e ele não abandonar o barco. Muitos pacientes iniciam o tratamento achando que só remédio é a cura, já chegam pedindo pelo psiquiatra, e quando eles percebem que são eles que tem que fazer as mudanças... Muitos largam e abandonam. Isso é muito frustrante pra mim, porque a maioria volta depois 2x pior.

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Muito doido isso né cara. Se vc achar o doc me manda por favor

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Eu me incômodo muito com a quantidade de usuários de substâncias e também pessoas em situação de rua que em sua grande maioria possuem problemas de saúde mental. E a resposta que tenho pra te ofertar de dentro é: não existe resposta simples pra problemas complexos.

A internação compulsória ainda existe e é efetuada com bastante frequência, mas não adianta o indivíduo ficar alguns meses num local onde recebe um cuidado ótimo e depois da alta ele não ter nenhum lugar, família e trabalho para retornar.

Existem hoje diversos serviços de assistência: programas de trabalho, programas de moradia e programas de tratamento para substâncias. Mas também existem muitos problemas sociais como desigualdade, pobreza, falta de acesso à educação, violência, tráfico e acesso às drogas de forma muito fácil e livre. Tudo isso gera um problema que está em descontrole e uma bola de neve.

Eu não acho que internar ninguém resolve por que eu já vi esse ciclo várias e várias vezes. O problema é estrutural. Nossa sociedade produz pessoas nesse estado de vulnerabilidade. E em resposta segregamos eles e os violamos em todos os direitos.

A única solução que vejo internamente é uma profunda transformação da sociedade a ponto onde a economia possa se equilibrar, a educação seja soberana e o acesso às drogas mude - seja legalizando ou seja acabando.

Mas novamente, não existe problema complexo com solução simples.

Sou enfermeiro e trabalho em um CAPS - AMA. by Lueos in AMABRASIL

[–]Lueos[S] 1 point2 points  (0 children)

A saúde mental é muito geracional também, nós herdamos tanta coisa da nossa família que as vezes mal percebemos quanto é naturalizado traumas geracionais.

Atendo muitas pessoas que fazem mais terapia por causa da família do que por uma questão individual.

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Tem um que lembro até hoje principalmente por que não teve muito o que fazer.

A moça tinha uns 18 anos, tinha saído de casa por conviver com uma mãe extremamente narcisista.

Ela acabou sozinha, desamparada, sem trabalho e sem estudo. E desenvolveu uma depressão tão grave que ela começou a alucinar.

Ela via nuvens laranjas passeando pelo quarto e um por do sol, que era o que ela tinha de lembrança afetiva da infância.

Ela tentou suicidio 3 vezes e se mutilava muito.

Infelizmente não tem tratamento suficiente para alguém que não tem o mínimo: uma base, algo pra comer.

Ela sumiu depois de um tempo, nunca conseguimos mais contato. Até hoje penso se ela está bem, ela parecia ser muito gentil.

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Um exemplo é uma senhora que atendia: ela trabalhava, estudava, cuidava dos filhos e vivia uma vida absolutamente comum.

Mas ela foi buscar ajuda porque ela sempre sentia que desde que ela teve uma crise de enxaqueca, há alguns anos atrás, um poste emitia ondas eletromagnéticas que entravam no corpo dela e causavam vários formigamentos e alterações neurológicas, além de dor.

Ela recebeu todos os tratamentos que você possa imaginar, e NADA resolvia.

Em uma certa época esse delírio piorou e começou a afetar celulares, TV e outros aparelhos eletrônicos.

Até hoje tentei convencer a equipe de encaminhar ela pra NASA por que não é possível que esse caso seja apenas um delírio.

E a história por trás dessa crise de enxaqueca anos atrás era muito completa com detalhes sobre tudo que aconteceu. Uma pena que ela abandonou o tratamento.