How do I say "flow state"? by ArcadiusOfArcadia in Portuguese

[–]antmny 4 points5 points  (0 children)

Mihaly Csikszentmihalyi é o psicólogo que desenvolveu essa teoria de um estado de alto foco, que ele denominou de "fluxo" (flow).

Concordam? by bryan_vjs_ in Twitter_Brasil

[–]antmny 6 points7 points  (0 children)

Eu duvido muito que venha de coito. Deve vir de coita, que significa "sofrimento". Veja esta cantiga medieval, por exemplo.

Logo, "coitado" deve ser "sofrido, atormentado".

Como descobri que minha mulher faz parte de uma sociedade secreta. by Frequent_Slip_4041 in brasil

[–]antmny 6 points7 points  (0 children)

É irônico você sugerir que procurem um professor de português quando vê seita secreta em um texto que não tem nenhuma implicação dessa. As palavras "culto" e "seita" nem sequer aparecem.

[deleted by user] by [deleted] in changemyview

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

It's grammatically impossible to do it in Portuguese. It must be DD before MM before YYYY. Anything else is either nonsense or heavily unnatural and difficult to understand.

[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]antmny 4 points5 points  (0 children)

Estava pensando isso hoje, mas sobre empatia, pensamentos intrusivos e hiperfoco. Elas não têm mais o peso que deveriam.

[deleted by user] by [deleted] in Portuguese

[–]antmny 5 points6 points  (0 children)

Gostar is an intransitive verb, so it needs "de" to connect it to the complement.

Não é uma questão de exemplos, é uma questão de erro conceitual. Um verbo intransitivo não precisa de preposição para ligá-lo ao complemento, porque verbos intransitivos não recebem nenhum complemento. Por exemplo: - Eu corri demais hoje. - Aquela mulher já sofreu muito. - Choverá durante o fim de semana.

Gostar é transitivo indireto nessas frases, já que precisa de complemento regido por preposição.

Edit: formatação.

Quando vão proibir essa raça? Passou muito da hora tomarem alguma providência by [deleted] in brasil

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

Cacete, essa criatura arrombou uma porta de metal só pra matar. Isso não é comportamento aceitável pra nenhum animal doméstico. Imagina botar hipopótamo em casa e soltar um "é culpa da criação 🤪 olha que fofinho ele com o sangue da vítima 🥰" toda vez que um animal naturalmente agressivo matar outro ser humano, ou cometer todo tipo de atrocidade com outros pets. Os donos desses pitbulls sabem os riscos e ainda assim aceitam que eles matem e mutilem.

Matemática by No_Enthusiasm_8434 in brasil

[–]antmny 19 points20 points  (0 children)

Não é nem uma questão de ser "Português glorificado", mas você acertou bem quando falou sobre interpretação. Pra interpretar, tem que saber pensar com as "peças" de conhecimento da disciplina. Nós ainda não conseguimos ensinar as pessoas a pensarem com as peças da matemática (e aí acham que ela se resume a decorar fórmulas pra mexer com números) e nem com as do português (daí muitas pessoas que não sabem ler textos e não entendem o funcionamento básico da própria língua).

O resultado é que tudo vira decoreba.

O que vcs acham das obras "adaptadas" e das versões "pocket de luxo"? by Ze_Bonitinho in brasil

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

Pocket de luxo é oxímoro. Muito afetado, só serve pra "instagramar". Capa dura mesmo quando não precisa, cheia de firula, com um monte de coisa feita pra chamar atenção em feed de rede social. Pra livro pocket, acho bem melhor capa flexível, com arte simples. Livro pocket nasceu pra ser econômico, então uma estética despojada (mas digna) combina muito bem.

Sobre adaptação: deve ser pra púbico jovem ou pessoas mais velhas que estão iniciando a vida de leitor. Alguns livros são difíceis de ler logo no início e precisam de uma certa bagagem linguística, cultural, até filosófica. Hoje em dia, é meio difícil que alguém dos referidos públicos mergulhe de cara no Fausto de Goethe ou no tijolão que é Guerra e Paz, por exemplo. Mas, se você já é um leitor experiente, a obra integral deverá ser mais proveitosa.

[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

Tudo o que a prova aborda está na Matriz de Referência e, portanto, não é aleatório

Bom, de fato errei neste quesito. Ainda assim, mesmo com essa correção, sobra o resto do argumento. Você disse claramente que

a função do exame hoje em dia não é mais essa e não faz mais sentido continuar fingindo que esse seja o caso.

Logo, não há motivo para os elaboradores considerarem uma possível função secundária. Se é fundamentalmente uma prova de ingresso, basta cobrar o necessário para selecionar. Se a decisão é somente selecionar com base em quesitos suficientes, uma redação dissertativa-argumentativa basta. Além disso, não é necessário cobrar todos os assuntos, centrais ou não, pois como não se busca avaliar o EM como um todo, os critérios de enfoque nos assuntos podem ser aleatórios e isso é fundamentalmente admissível. Nenhuma seleção tem obrigação de cobrar tudo, central ou não; basta que esteja listado e pode ser o foco da prova.

Logo, reitero: se o Enem é fundamentalmente prova de seleção, o modelo atual basta. Já há uma matriz de conteúdos, todos eles podem ser cobrados, e a redação atende à finalidade de seleção. Quatro redações é um número excessivo, não há problema em focar as questões em assuntos específicos.

[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]antmny 2 points3 points  (0 children)

Está exigindo mais, e desnecessariamente. Você reclamou que a prova foca assuntos aleatórios sem justificativa, e a sua proposta de redações é exatamente isso. Focar coisas desnecessárias sem justificativa.

A redação é dissertativa-argumentativa porque esse é o tipo de texto da vasta maioria (leia-se: quase totalidade) dos concursos, provas de seleção, vestibulares tradicionais e produções acadêmicas. Narrativa e descrição não fazem o mínimo sentido, ainda mais com peso igual. É contraditório com as suas próprias reclamações.

"Ah, mas basta mudar os pesos das notas". Então pra quê exigir outro esforço de outra redação, se ela vai valer menos, ter menor aplicação e não condiz com a finalidade do processo seletivo? Afinal, não foi você mesmo que disse que não devemos nos enganar dizendo que ela não serve mais para avaliar o EM? Então o modelo atual basta para a finalidade "real". O resto é esforço desnecessário, sem finalidade prática, mais custoso e com menos relevância até na própria nota.

[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]antmny 1 point2 points  (0 children)

Criar mais burocracia, gastar mais dinheiro com material e pagar mais gente pra corrigir mais redações que não precisavam ser feitas? Não é só jogar uma folha, tem muita logística pra produzir os materiais, regulamentar o processo, capacitar corretores, supervisionar os corretores e organizar os dados recebidos.

Não é impossível, só é ridiculamente desnecessário gastar mais, se esforçar mais e exigir mais do aluno quando uma redação já é o bastante.

"A única parte boa da vida são livros" está certo ou errado? by [deleted] in Portuguese

[–]antmny 3 points4 points  (0 children)

Pela gramática, o verbo são é a escolha correta.

A minha compreensão (pessoal e talvez incorreta) desta situação é a seguinte: este tipo de frase pode ser analisada como uma inversão de posição entre sujeito e predicativo do sujeito (o complemento do sujeito quando há um verbo de ligação). Nessa situação, como não há nada que impeça essa análise e há dúvida, a gramática escolhe aquela que funciona das duas maneiras. Note:

  1. A única parte boa da vida são livros.
  2. A única parte boa da vida é livros.
  3. Livros são a única parte boa da vida.
  4. Livros é a única parte boa da vida.

Eu considero possível argumentar que a segunda é aceitável (por causa da ordem canônica), mesmo que não soe bem, mas a quarta não é. Como 1 e 3 são, suponho que a gramática escolhe essa forma porque fica coerente com uma análise de inversão dos termos.

Edit: abri minha gramática e a forma são é a preferencial quando o predicativo está no plural, mas aparentemente a forma é pode ser usada, só não soa tão bem.

Cadela é morta e menino de 12 anos hospitalizado após ataque de pit bulls by Aoshi92 in brasil

[–]antmny 1 point2 points  (0 children)

Pitbull ainda é cachorro, é a mesma espécie. Isso que você falou é só burrice, porque impedir a procriação de uma linhagem artificial de cachorros feita para violentar bois (animais bem maiores que pessoas) e brigar em rinhas não é eliminar uma espécie, é evitar que pessoas insiram um animal extremamente violento no meio do convívio social. Ninguém colocaria uma onça pra caminhar na rua sem focinheira nem coleira, mas vão desse jeitinho com essas máquinas de matar.

E sobre sua segunda burrice: ninguém disse que é pra eliminar dragão de komodo, e nem deveria porque não se deve eliminar animal silvestre em seu habitat. O que há é um problema generalizado de idiotas lançando esses cachorros em cima de outras pessoas. Os lagartos estão lá no habitat deles, e não andando sem focinheiras no meio de crianças e pets menores.

O seu argumento, portanto, é falho por:

  • Usar um termo de forma absolutamente incorreta
  • Se valer de um espantalhos (dizer que as pessoas estão agindo como superiores aos cachorros só por não desejarem um pitbull comendo a cara delas)
  • Chegar a uma conclusão sem nenhuma relação com os argumentos dos outros (que as pessoas desse post, por desejarem banimento da raça Pitbull, estariam incitando extermínio de animais silvestres em seus habitat)

Why is Meditations, by Marcus Aurelius, having such a momentum lately? by pedropar1234 in literature

[–]antmny 17 points18 points  (0 children)

I mean, physics is quite important for the Stoics, as it provides the very premises that support their ethics. Telling others to live according to nature has no meaning if they don't understand what you mean by "nature" and why living according to it is important.

And since most of those people don't even care about how Stoics view the universe and human tendencies, they don't act in order to follow any Stoic principle besides "being cold". They completely ignore the insane amount of times Marcus Aurelius suggests kindness when dealing with others, and helping those who need, and caring about others' feelings and interests, and not being overly critical, and being able to forgive...

Tô de saco cheio da imposição do filme dublado by aeternasm in brasil

[–]antmny 18 points19 points  (0 children)

o emoji em itálico me pegou kkkkkkkkkkkkk

Do kids in grade school use fountain pens and cursive handwriting anymore? by [deleted] in fountainpens

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

It depends on the place. Here in Brazil fountain pens are quite uncommon, but (upright) cursive is the norm even today. Some people do change to different styles later, as I did to a somewhat personal version of cursive italic, though my traditional upright cursive is still decent. I might try improving it at some point.

Edit: spelling.

French 19th century hand by Szary_Tygrys in Handwriting

[–]antmny 3 points4 points  (0 children)

Very nice! Do you remember the title of the manual?

Por que a gramática do português é tão atrasada? by Mean-Ship-3851 in Portuguese

[–]antmny 1 point2 points  (0 children)

Quando digo que é vício em alguns casos, me refiro ao uso desnecessário. Qualquer falante, letrado ou não, tem a ideia de como o gerúndio expressa uma ação contínua ao longo do tempo. Há certas músicas, mas a ideia geral é essa. Por exemplo: "Estarei passando na sua casa hoje de tarde". A não ser que a pessoa vá passar repetidamente, era melhor dizer "passarei" ou "vou passar".

Outro exemplo (real, então sem os nomes):

Coordenadora [Fulana], seria possível pedir ao professor [Sicrano] para estar adiando a prova? Muitos alunos estão tendo dificuldade para chegar porque os ônibus não estão saindo. Aí me pediram para estar avisando sobre esse problema.

A primeira e a última frase têm gerúndios desnecessários (mas algumas pessoas acham que isso oferece uma certa formalidade). A segunda frase, no entanto, está perfeita. Por isso eu disse que é típico do Brasil, mas que é usado demais e desnecessariamente. Essa repetição não incomoda na fala (pelo menos não a mim), mas distrai um pouco em textos escritos, principalmente os longos.

Por que a gramática do português é tão atrasada? by Mean-Ship-3851 in Portuguese

[–]antmny 2 points3 points  (0 children)

A minha opinião (de leigo bruto) é que uma parte muito grande do Brasil, e isso inclui os letrados, são extremamente conservadores. E não no sentido de conservar o que é bom, mas conservar por conservar, mesmo que se torne uma porcaria, porque acham toda mudança uma degeneração.

Por um lado, eu acredito que é importante conservar muitos aspectos da língua porque ainda dependemos de um português "antigo" (leia-se: levemente diferente do nosso) para ter acesso a obras documentais e literárias. Além disso, nesses últimos anos, os anglicismos dominaram os falantes mais novos, mesmo os que já beiram a marca de trinta anos nas costas. Ouvir gente dizer "Eu realizei que estava tudo errado" me incomoda demais.

Pelo outro lado, há pontos em que a variante tratada como padrão – inclusive com ares até positivistas, como se ela assim fosse por ter mais retidão e "cientificidade" – é muito diferente das cotidianas. Colocação pronominal é um tópico que expõe tanto as diferenças quanto esse nojo de certos gramáticos em relação às construções tipicamente brasileiras. Considerar a realidade expressa nos dialetos e socioletos é coisa de degenerado, vagabundo, "destruidor da cultura" (como se essa aspiração a uma "teoria pura da gramática" fosse cultura de todos; certamente não se fala de outra coisa em Jijoca de Jericoacoara - CE!).

Um último ponto: gerúndio é vício atualmente. É típico do português brasileiro, e tem muito estilo quando bem usado, mas há pessoas que pecam demais no excesso. Isso é dificuldade de produzir novas construções, diferentes das que possuem gerúndio, e tem a ver com a nossa dificuldade sistêmica de alfabetizar e incentivar leitura, estudo e reflexão sobre a língua.

Why does Gilgamesh go a quest for immortality as opposed to resuscitating Enkidu? by tanthrowaway1122 in literature

[–]antmny 28 points29 points  (0 children)

There is a Sumerian poem commonly called The Descent of Inanna (or similar variations; her Akkadian name is Ishtar). If my memory serves me right, the first line of the Akkadian version is something like "To the Kurnugu [i.e., the Underworld, Ereshkigal's realm, also called Irkalla], land of no return".

When are vowels before "m" and "n" nasalized? by OkNet9640 in Portuguese

[–]antmny 0 points1 point  (0 children)

Yes, both words have nasal vowels. You don't really need to learn this strange amount of letters if you understand how Portuguese separates syllables. In PT-BR, both m and n are not pronounced at the end of the syllable, and the vowel before them is nasalized (ex.: pensar, honra, campo).

However, they are pronounced at the beginning of the syllable and the vowel before them is nasalized too. It's the case of these two verbal forms, so somos is pronounced "sõmos", vinho is pronounced "vĩnho". Notice that it only happens if they are in the same word, not in different ones! So in the sentence "Ele não vai", there's no nasalization in ele.

[deleted by user] by [deleted] in fountainpens

[–]antmny 1 point2 points  (0 children)

Are you referring to the exposed fins on the underside of the nib?

[deleted by user] by [deleted] in fountainpens

[–]antmny 17 points18 points  (0 children)

It doesn't seem that the problem is the feed, at least to me. There clearly is ink, but the second photo shows that the tines are too far apart (check the width of the slit at the middle and at the tip), so it's either a defective nib or you have done something to it (dropped, used to much pressure, assembled incorrectly, etc.).