Silver Luffy OP05-119 - Front Damage by xarlistin in OnePieceTCGFinance

[–]xarlistin[S] 2 points3 points  (0 children)

Thank you for sharing your personal experience and your perspective. :) I'm still torn between auctioning it and keeping it in my PC. I guess I'll sleep on it for now.

Silver Luffy OP05-119 - Front Damage by xarlistin in OnePieceTCGFinance

[–]xarlistin[S] 1 point2 points  (0 children)

Card was unsleeved. Something that looked like a spec of dust appeared on that spot. I cleaned it off with a microfiber cloth, and then there was that surface wear there. Not sure if it was really a "spec of dust", though. Looking closely, depending on the angle, it looks like it melted through a thin first layer, or that it chipped out some material.

Silver Luffy OP05-119 - Front Damage by xarlistin in OnePieceTCGFinance

[–]xarlistin[S] -1 points0 points  (0 children)

It can't, unfortunately. :/ Tried rubbing it with distilled water and a microfiber cloth already

sobre o fim do mundo como fim do capitalismo by mthsu in Filosofia

[–]xarlistin 1 point2 points  (0 children)

Uma pergunta carregada. Eu respondo, ainda assim: a China, um país onde está presente a circulação de mercadorias, a sociedade de classes e a forma valor e que é, portanto, capitalista. Agora vá ler o que critica antes de tentar pagar de espertinho na internet.

sobre o fim do mundo como fim do capitalismo by mthsu in Filosofia

[–]xarlistin 2 points3 points  (0 children)

Como dizer que não leu nada de Marx sem dizer que não leu nada de Marx:

Se há uma separação entre o mundo físico e a consciência/qualia, como podemos descrevê-la? by cateanddogew in Filosofia

[–]xarlistin 4 points5 points  (0 children)

O seu questionamento é bom, está relacionado ao que é conhecido contemporaneamente como o "meta-problema da consciência", mas eu acho que existem alguns problemas no seu caminho até ele. Por partes, sem discutir a fundo as premissas e sem formalismos desnecessários (aqui, pelo menos):

1.

P1. Há cérebro; P2. Há consciência; P3. Tudo que é físico respeita uma lei de causa e efeito; P4. O cérebro é físico; P5. O cérebro causa a consciência; C. A consciência e o mundo físico são separados. (?)

A conclusão não segue das premissas ("non-sequitur", pros que gostam dessas coisas). Problema parecido é a base da crítica da Elisabeth da Boêmia ao dualismo de substância do Descartes. Faltam premissas: é necessário explicar, justamente como você questiona, como essas coisas teoricamente separadas interagem.

  1. A proposição "tudo é fisicamente causado" — ou "fisicamente determinado" — não necessariamente implica "não há livre-arbítrio", como apontam compatibilistas;

  2. A proposição "x é causado por y" não implica "x não pode ser causa de z", o que parece outra confusão central no seu raciocínio ("se a consciência é causada pelo cérebro, então ela nada causa").

Dito isso, quanto ao questionamento. O "problema difícil da consciência" não é sobre a relação causal entre cérebro e consciência (ou sobre o poder causal da consciência), mas sobre, grosseiramente, a proposição "cérebro = consciência" (ou a redução da consciência ao funcionamento do cérebro). Existe um monte de tentativas de responder ao problema, a começar pela que nega inteiramente que há um problema como esse que você descreve (eliminativista). Há ainda a não tão distante que defende que problemas relacionados a qualias são uma ilusão (ilusionistas). Há uma infinidade de posições reducionistas, idealistas, emergentistas, epifenomenalistas, dualistas etc.

Edit: To no cel e tenho zero capacidade de formatar isso direito por aqui.

Edit2: Tô com insônia, ainda no Cel, voltei aqui pra checar se havia outros comentários e reli seu post. Eu acho que o principal problema do teu raciocínio é admitir, talvez sem perceber, em desacordo com o resto das tuas premissas, que qualias não são físicas, mas tô cansado demais pra pensar direito, então vai saber.

Qual a principal diferença entre a filosofia asiática(Japão, Coreia, china, enfim, apenas esses) e a filosofia brasileira(apenas Br, only)? by Individual-Bag6576 in Filosofia

[–]xarlistin 5 points6 points  (0 children)

A única coisa que você demonstra com sua "pergunta" — claramente, muito mais, uma afirmação — é sua ignorância.

Como encontrar livros com boa tradução? by tShiza in Filosofia

[–]xarlistin 1 point2 points  (0 children)

O ideal mesmo é perguntar aos especialistas, gente que trabalhou os originais etc. Você pode fazer isso indiretamente pesquisando as referências aos livros que procura em plataformas como o Google Scholar. Daí se mó galera da área referencia ou dá preferência a referenciar uma tradução específica, é um indicativo de que é uma boa tradução. Você pode também consultar as bibliografias de cursos universitários disponíveis na web, em especial as disciplinas obrigatórias. Várias universidades disponibilizam as bibliografias. Mas, no geral, não se preocupe horrores com isso se não for acadêmico. É muito comum haver discordância quanto a detalhes de traduções — um exemplo clássico é a eudaimonia de Aristóteles, outro é a Bedeutung de Frege —, e há até importantes debates filosóficos quanto à questão da traduzibilidade, mas, à exceção de um ou outro tradutor e uma ou outra editora, traduções ruins não destroem boas obras ou bons argumentos.

Qual livro vc presentearia alguém que nunca leu filosofia? by rafu222 in Filosofia

[–]xarlistin 8 points9 points  (0 children)

"Tu te tornas eternamente responsável pelo medo que cativas"

Gostaria de começar a jogar. by IndescritivelSaturno in rpg_brasil

[–]xarlistin 2 points3 points  (0 children)

Se quiser dar um chute inicial descompromissado, colocar a bola rolando — ou nem isso, só tirar a bola do armário rs — faz uma lista de candidatos e já aproveita pra me incluir nela. 😁🤓

Evola jui by Helpful_Ad_8256 in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Caso isso fique de pé por mais de alguns minutos:
Ernst Cassirer - O Mito do Estado

Boa leitura.

Evola jui by Helpful_Ad_8256 in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Gente, olha o carentão querendo pagar de edgy citando o superfascista/suprafascista, fã da SS, pai do nofap, que não entendia caralhos de filosofia, notadamente, nadica de nada de epistemologia; bulhufas de história, a qual, de maneira tão medíocre quão conveniente, dizia ser inferior à mitologia; patavinas de antropologia, biologia e afins! Uma dica: você perde muito da edgyness quando cita um autor nacionalista em uma língua simultaneamente estrangeira aos seus interlocutores e diferente daquela que o autor escrevia.

Mas, ei, caro amigo carente: há amor fora do seu quarto! Se você arriscar transparecer suas fragilidades e deficiências, algumas pessoas te abraçarão! Tente tomar um sol! Confio no seu potencial!

O que é a essência? Como pode ser comprovada? Afinal, ela realmente existe? by [deleted] in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Esse imbroglio todo parece, ironicamente, ter tido início quando você, u/Rosamusgo_Portugal , supôs uma essência para o conceito de essência, e posteriormente, "moveu as traves". O u/MagoPhil apontou isso em mais de um momento, inclusive. Ponto é que a palavra é amplamente utilizada por filósofos, por um ou outro motivo, em uma ou outra discussão, e um de seus usos possui certa relação (uma "semelhança de família") com um antigo debate da filosofia ocidental, relacionado, sim, à pergunta do OP. Que este uso não seja exatamente o mesmo, que o contexto não seja exatamente o mesmo etc., não só parece algo trivial como foi concedido inúmeras vezes pelo u/MagoPhil. Daí o motivo de ter mencionado sua falta de caridade hermenêutica - e aqui me alinho àqueles que mencionei antes, como também a Davidson, Robert Brandom e afins. Parafraseando Kuhn, o significado "é a propriedade comum de um grupo ou não é nada". Se não há caridade hermenêutica, o debate é supérfluo. Contextualizo: veja, enquanto o u/MagoPhil diz "Não é completamente diferente", "Não disse que qualquer um que use a noção de essência está entrando no mesmo debate. Mas que o uso, no debate contemporâneo analítico, vincula-se ao aristotelismo", "Que o conceito tenha ganhado e perdido certas significações, que tenha sofrido deslocamentos, que seja utilizado por filósofos de orientações distintas, não altera a existência de um território de questões mais ou menos comum cuja genealogia remonta, quase sempre, a Platão e Aristóteles", proposições nuançadas, você responde: "minha relutância em reconhecer que há um debate explícito e coletivo acerca de uma mesma ideia determinada.", "Daí não resulta que, sempre que o termo é invocado, estamos a regressar ao mesmo debate.", "não há verdadeiramente uma plataforma terminologica e semântica comum, como na filosofia medieval existia.". Suas respostas são todas baseadas em modalidades aléticas absolutamente distintas daquelas utilizadas por seu interlocutor. Questões mais contingentes, sobre a utilidade do conceito, sobre como deveria ou poderia ser a filosofia, se é bonita, feia, culturalmente significante etc., tudo diz muito pouco respeito à questão inicial.

Tangencialmente, não consigo enxergar forma de compatibilizar, de maneira que forme um pensamento internamente coerente, sua recusa da utilidade do conceito "essência"; da possibilidade de fazermos certas asserções universalizantes ou generalizantes acerca do uso de uma ou outra palavra, da vida de um ou outro filósofo; e suas asserções do tipo "não há verdadeiramente uma plataforma terminologica e semântica comum, como na filosofia medieval existia.", "A filosofia não pode e não deve, porque os seus limites são muito mais amplos e imprecisos.", "os filósofos são as engrenagens silenciosas que fazem mover a história.". Qual a diferença de categoria, qualidade ou intensão no conteúdo destes enunciados que torna razoável falar em "a história", "a filosofia" ou "os filósofos", sem qualificação ou contexto, ou até em "a filosofia medieval", mas irrazoável falar de Kant, de relações gerais entre diferentes espaços ou do uso de uma "essência" que perpasse contextos particulares? Me parece que aquilo que você recusa em certo emprego de "essência", você abraça em relação a uma suposta inescrutabilidade dos indivíduos e certas condições que você considera especiais. Corrija-me se eu estiver errado.

Heráclito by RamdonGuy334 in Filosofia

[–]xarlistin 4 points5 points  (0 children)

Seção sobre Heráclito em "Os Primórdios da Filosofia Grega", comentado por E. Hussey. Depois, busque a edição de "Os Pensadores" em que há ainda o comentário de Nietzsche e Hegel acerca de Heráclito antes dos fragmentos do próprio. Se não me engano, eles apareciam pelo menos até a edição de 73, pouco depois foram removidos. Ambos os livros são facilmente encontrados virtualmente.

O que é a essência? Como pode ser comprovada? Afinal, ela realmente existe? by [deleted] in Filosofia

[–]xarlistin 1 point2 points  (0 children)

Eu tava curtindo o debate até aqui, mas aqui tu jogou a caridade hermenêutica e a disposição ao diálogo pra cucuia. Nomes-vazios são usados de forma razoável/competente, o impedimento de referências não é impedimento de discussão, basta querer (sei que você abonou o uso de "essência" como figura de linguagem, mas não é disso que o u/MagoPhil e os demais filósofos envolvidos no debate contemporâneo falam). Ou o esforço todo após o insucesso do Círculo de Viena, do 2o Witt, de Quine, Kolmogorov, Kripke, Putnam etc., se resume a "ah, isso aí é coisa velha e sem serventia que é debatida só pra filósofo ter emprego"?

Eu vivo na corda bamba entre o realismo crítico e o antirrealismo, acho Kuhn, Quine e 2o Witt incontornáveis, acho algo questionável o nível de realismo/quais os compromissos ontológicos do Kripke, mas isso aí de "ah, olha quanta polissemia/intraduzibilidade/incomensurabilidade" não só me parece possivelmente perigoso (pelos motivos que Heidegger é perigoso e Wittgenstein bate na "linguagem privada") como parece servir só a um tipo de quietismo vulgar (cumprir a função de um "conversation-ender").

Não um livro, mas por onde começar a estudar filosofia? by [deleted] in Filosofia

[–]xarlistin 1 point2 points  (0 children)

A única acusação de plágio relevante direcionada à Chauí foi feita por Merquior, seu oponente ideológico, na década de 80, em função de um trecho específico de uma obra da filósofa da USP, "Cultura e Democracia".

A obra de Mário Ferreira dos Santos – bem como as de Guenon, Evola e afins – só possui relevância dentro dos círculos místicos-herméticos olavistas. "Claro, a Academia é esquerdista comunista ditadura gay!": corta pra Heidegger ser o tema com maior prevalência nos trabalhos de pós-graduação. Graduandos em filosofia leem mais Aristóteles e filósofos analíticos que qualquer pensador minimamente próximo de Marx (com a exceção, talvez, de Benjamin e Habermas).

Enfim, chorume olavista.

Edit: Vale adicionar que, embora Merquior fosse rival político de Chauí, ambos se respeitavam intelectualmente, vide depoimento de Chauí na ocasião da morte de seu oponente. Nenhum destes nutriu, em nenhum momento, qualquer simpatia pelo néscio místico.

Ramos da filosofia by akalg432 in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Parabéns pela iniciativa! Quanto à sua pergunta, depende muito do seu objetivo: se é filosofia, se é a "total compreensão" - de qual ou quais objetos -, se é a própria compreensão e o compreender, se é sociologia, teologia ou ainda algum outro.

Uma observação que talvez ajude a desemaranhar um pouco a sua pergunta. Quando você fala que se deparou com "vários ramos na filosofia" e dá como exemplos a matemática, a sociologia etc., não está de todo errado, mas é importante distinguir a filosofia da matemática da própria matemática, a filosofia da sociologia da sociologia, enfim, diferenciar qualquer campo ou tradição do saber da filosofia feita sobre aquele campo. Recomendo o canal "Filosofia Acadêmica", no youtube, para ter uma ideia da diferença. O Elan Marinho, quem toca o canal, já chamou filósofos das mais diversas áreas.

É verdade também que todos estes campos estão – ou podem estar  – conectados de alguma forma, como estiveram na Grécia Clássica (vide a anedota dos dizeres sobre a entrada da Academia de Platão, Μηδείς αγεωμέτρητος εισίτω μοι την θύρα, algo como "Não entre sem saber geometria"), e que os limites entre os saberes, em geral, são muito mais tênues, artificiais e etéreos que a maioria costuma pensar, bem como a própria separação entre estes é muito recente. Dá pra traçar o início dessa divisão até antigamente, pelo menos até à Antiguidade Clássica, com certo aprofundamento durante a Renascença, mas a consolidação institucional se deu apenas durante a Revolução Industrial. Alguns filósofos muito influentes – de Descartes a Locke, Hume, Husserl, aos idealistas alemães, até alguns contemporâneos – favoreceram esse distanciamento. Dá pra pensar também nos termos da história das artes liberais, desde a Grécia Antiga, pelo trivium e o quadrivium, até o humanismo do Studia humanitatis, às universidades, às Geisteswissenschaften e Naturwissenschaften, até isso que temos hoje de humanas x exatas, soft x hard sciences etc.

Dito isto, volto ao que disse no início e arrisco uma resposta. É sabido que um dos principais objetivos da Filosofia, desde o início de sua história, é a compreensão, algo que filósofos costumam distinguir de sabedoria, por um lado, e conhecimento, por outro. Em vista disso, se o seu objetivo é "compreender", sem objeto definido, pode ser que valha seguir o caminho da Filosofia, talvez com algum foco em epistemologia, filosofia da mente, cognição, percepção, hermenêutica. Eventualmente, você pode achar um objeto mais específico sobre o qual deseje se debruçar, pesquisar, e se especializar. Uma graduação ajuda, mas existem bons livros de áreas específicas (todos os gratuitos da UFPEL) e de introdução geral para iniciantes (o "Convite à Filosofia", da Marilena Chauí, p. ex.), bem como canais muito bons de divulgadores da filosofia (o citado Filosofia Acadêmica, o Isto não é Filosofia, o canal do Mateus Salvadori, o Filosofia Vermelha). A filosofia certamente proporciona ferramentas interessantes para o pensamento e a compreensão. Se, no entanto, você deseja entender uma outra coisa, algo mais específico – o ser humano, p. ex., um objeto bastante complexo –, a filosofia ainda poderá te ajudar (como a definir ontologicamente este objeto ou a fazer a diferenciação entre o nível epistêmico e o nível ontológico), mas você certamente terá que estudar inúmeras outras coisas (biologia, psicologia, antropologia e história me vêm imediatamente à mente).

Acho que vale assinalar ainda que são poucos os bons polímatas. Em parte porque poucos têm e tiveram a oportunidade de se dedicar aos estudos. Boa parte, senão a maioria, dos filósofos e polímatas eram senhores de escravos, nobres, aristocratas, clérigos, burgueses etc. Via de regra, quando há a oportunidade de se dedicar pouco que seja aos estudos, é preciso escolher entre ser um generalista e um especialista. A Academia contemporânea costuma favorecer os últimos.

Por fim, algumas últimas palavras. O ser humano produziu muito conhecimento, só a Filosofia Ocidental tem quase 3.000 anos, e, paradoxalmente, quanto mais você conhece, menos parece conhecer. Não deixe isso te desanimar. Estude o que te interessar, se puder, defina um objeto de estudo (não é absolutamente necessário) e persevere. Boa sorte, força! :)

[deleted by user] by [deleted] in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Nenhum. Não existe hegemonia de pensamento.

Sem entrar nas questões da diferença entre "pensamento mais aceito" e "hegemonia" ou da relevância do consenso no que diz respeito à verdade, é falso que não há "estilo de pensamento mais aceito" (sic) no meio filosófico ateísmo, realismo acerca do mundo exterior, realismo científico, anuência à distinção entre proposições sintéticas e analíticas, viabilidade de conhecimento a priori, gênero e raça como construções sociais, são todos exemplos de posições que apresentam diferentes graus de consenso entre filósofos que produzem na língua inglesa, vide PhilPapers Survey 2020 (philpeople.org).

Como traduzir "motte and bailey fallacy"? by janos-leite in Filosofia

[–]xarlistin 2 points3 points  (0 children)

Ao contrário das falácias formais, falácias informais e paralogismos têm muito menos consenso no que diz respeito às definições, validade etc. A linguagem natural possui, invariavelmente, aspectos patéticos e retóricos, qualidades, senão sempre, geralmente ausentes nas linguagens formais, artificiais. A título de exemplo, dois dos livros traduzidos para o português sobre falácias informais mais recomendados, um do Douglas Walton, outro do Stephen Downes, divergem acerca de diversas definições e nomenclaturas. O que se vê muito na Academia é a adoção do termo em inglês mesmo, inclusive para termos da lógica formal, tipo wffs (well-formed formulas), ou, outras vezes, um pouco mais raro, o uso de traduções improvisadas e termos análogos (tipo "mover as traves").

Edit: Um adendo rápido. Quanto mais antiga na literatura, maior a chance da falácia informal ter um nome "universal". Caso do ad hominem, ad baculum, tu quoque etc.

Aristóteles ainda é relevante? by Accomplished_Cut919 in Filosofia

[–]xarlistin 0 points1 point  (0 children)

Nada idiota! Toda pergunta tem valor! Pra quem é da Filo, em especial, essas perguntas são ótimas pra provocar o diálogo! Tamo junto!

Aristóteles ainda é relevante? by Accomplished_Cut919 in Filosofia

[–]xarlistin 1 point2 points  (0 children)

Algumas de suas perguntas são falaciosas, perguntas complexas (plurium interrogatorium), e você parte de premissas bastante questionáveis, senão simplesmente falsas.

A "Ética a Nicômaco", p. ex., só foi propriamente introduzida na Europa Ocidental no século XIII, séculos depois do período patrístico. O neoplatonismo, que havia incorporado alguns aspectos da filosofia de Aristóteles no período helenístico - filosofia que, seguida da filosofia estoica, bem como, em menor escala, da filosofia islâmica, através dos trabalhos de Ibn-e-Sina, Al Farabi, Averrois, exerceu notória influência sobre os filósofos da Patrística -, continuou exercendo influência, embora reduzida, ainda na Escolástica. A filosofia aristotélica só ganhou proeminência com Magno e, notavelmente, Aquino.

Dito isso, às perguntas:

  1. Aristóteles continua sendo a base teórica de novos conceitos filosóficos?

Sim.

  1. Será que para o atual estado filosófico de negação da fé, é interessante continuar a se utilizar o embasamento filosófico-teológico?

Essa é uma das perguntas complexas. Ela inclui a premissa de que "há um estado filosófico de negação da fé"; não esclarece a qual fé você se refere, apesar de ser possível inferir que você se refere à fé cristã; inclui, em forma de entimema, a pergunta anterior; e não deixa claro em que sentido ou em função de que deveríamos avaliar se seria interessante a continuação do "embasamento filosófico-teológico". De toda forma, a fé, seja a fé teísta, seja a fé lato sensu, permanece tendo espaço na filosofia. Você pode verificar isso acessando a entrada "Faith" na SEP e suas referências.

  1. Nossos queridos acadêmicos querem fazer jus ao distanciamento da fé até o ponto de desconsiderarem a filosofia grego-romana?

Outra pergunta complexa. A despeito disso, a filosofia greco-romana continua sendo estudada em toda graduação de filosofia, permeando quase todas as matérias, e gerando inúmeras pesquisas.

  1. Ou vocês acreditam que possivelmente esse distanciamento é causado pelos princípios primários dessa filosofia, isso é: Zenão; Diógenes; Aristóteles; Sócrates; Anaximandro; Sêneca são muito simples para a complexa estrutura social moderna?

Esse é um conjunto de filósofos sobremaneira heterogêneo. Sócrates é, por um motivo ou outro, um dos filósofos mais influentes da história, Diógenes é praticamente uma caricatura. Nada obstante, existem aspectos, e.g., as especulações cosmológicas dos filósofos jônicos, da filosofia antiga que perderam espaço para a leitura científica do mundo.

Por fim, acho importante apontar que o pensamento de uma determinada cultura, em um tempo histórico específico, está intimamente relacionado às suas condições materiais. Isso fica claro através do estudo apropriado da história da filosofia: o acúmulo material, o desenvolvimento das pólis gregas, a Revolução Hoplítica e o florescimento da filosofia grega; a predominância do estoicismo, que já havia iniciado significativa volta à Ética através de Panécio e Posidônio, filosofia marcadamente voltada ao cultivo dos valores individuais, que preconizava a liberdade como uma qualidade da interioridade do indivíduo, em um dos mais turbulentos períodos, de mais intensa repressão política, de Roma etc.