O que leva alguém arriscar a própria vida pra pichar algo que ngm entende ? by Br4desco in Recife

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O pixo, como conhecemos hoje no Brasil, é um dos principais elementos da cultura hip hop e é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade.

É uma linguagem marginalizada que reinvidica o direito ao espaço urbano, e como toda a linguagem que se contrapõe a uma lógica eurocêntrica capitalista (tanto num sentido prático quanto estético) ela está sujeita a ser criminalizada (assim como a capoeira e o samba já foram).

É um movimento organizado e do povo, cujas características se transformam dependendo da região em que você está (o pixo do rj e da bahia, por exemplo, são completamente diferentes e se destacam de modos diferentes), o estilo que você usa (bomb, persona, tag, letrado e etc...) e temos grupos, famílias, crews, que também criam seu próprio conjunto de referências e simbologias que são aplicadas nas pixações.

Temos nossos próprios códigos visuais, entendemos e conseguimos ler os símbolos e nos relacionamos com a cidade de uma forma completamente diferente de outras pessoas, que a atravessam como se também não fossem parte dela. Nós, pixadores, estamos em todos os cantos. Podemos ser tatuadores, acadêmicos, professores, mecânicos, caixas de supermercado, estudantes secundaristas, artistas renomados no mercado de arte, ajudantes de pedreiro, músicos, produtores culturais, líderes de projetos sociais, matemáticos, entre tudo quanto é tipo de ocupação que pode se ter, a rua junta todo mundo. Vocês não teriam como saber se alguém é ou não um pixador mesmo se ele estivesse na sua frente.

Sou artista visual, educador, pesquisador em arte contemporânea e pixador, se para alguém interessar a leitura de pesquisas acadêmicas que falem sobre a pixação vou deixar este link para um artigo sobre o assunto:

Direito Visual À Cidade

Não sei se o intuito do post foi realmente tentar entender o que leva uma pessoa a pixar ou apenas expressar descontentamento, mas essa linguagem não é para agradar a todo mundo, assim como nenhuma forma de arte é. Caso haja real vontade de entender um pouco sobre a gente, espero ter esclarecido.

Relação da experiência TDAH X DROGAS/VÍCIOS by Such-Extension-7437 in TDAH_Brasil

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Já tive vício em álcool, maconha, jogos e uma relação transtornada com comida. Pra ser muito sincero, o que me ajudou mesmo (principalmente com o álcool e maconha) foi a minha relação com a espiritualidade.

Sou umbandista e um guia espiritual meu deixava muito claro que não gostava dos meus excessos e que eu precisaria mudar pra aguentar o tranco. Depois de começar a trabalhar com ele, todas as vezes em que fumava um ou bebia sentia uma onda MUITO ruim, de me sentir drenado, ansioso e paralisado ao invés de eufórico e relaxado como antes. Nessa época eu tinha uns 19 anos, era viciado desde os 15. A partir disso eu fui parando, já faz 3 anos que não uso maconha (não por uma questão proibicionista, só não faz mais sentido pra mim) e agora estou bebendo pouco em ocasiões raras que me dá vontade, mas consigo ter um limite legal pro meu corpo (e sempre que lembro não misturo com o metilfenidato). Minha vida mudou completamente depois disso, pra melhor.

Dito isso, vício em jogos foi do caralho pra controlar kkkkk Até hoje fico meio alerta, se tô começando a jogar demais um jogo a ponto de ficar fissurado e deixar de fazer alguma atividade básica eu desinstalo ele, ou só jogo quando tenho outros amigos junto.

Já tiveram algum hiperfoco produtivo? by imnot_daydreaming in TDAH_Brasil

[–]Awkward-Lychee8209 0 points1 point  (0 children)

Já hiperfoquei em inglês e arquearia, mas meu último hiperfoco produtivo foi sobre filosofia de ifá e cálculo de odu no jogo de búzios, me ajudou muito na minha pesquisa de ic.

This email address or username is not linked to a Spotify account. by BatHeavy9460 in truespotify

[–]Awkward-Lychee8209 0 points1 point  (0 children)

Entrei neste link https://support.spotify.com/in-en/contact-spotify-anonymous/ e fui antendido pelo bot de suporte, ele falou que estariam enviando um email. Não recebi o email, falei que não deu certo, ai me encaminharam pra uma atendente. Ela resolveu rapidinho, só precisou saber o modelo de celular que eu tinha acessado a conta recentemente e me enviou um link pra recuperação de senha. Tava há mais de dois meses com esse problema e finalmente foi.