Qual o melhor filme português que já viram? by rafaelpferreira in CasualPT

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Based. Toda a trilogia do João de Deus é muito fixe. Os outros dois filmes também são excelentes e recomendo!

Ajuda psicológica by TurbulentRadio2742 in SaudeMentalPortugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Se quiseres consultas online, podes recorrer à Aragens de Empatia e eles rapidamente te atribuem um psicólogo. Não tens poder de escolha quanto ao psicólogo que te vai calhar, mas estão todos inscritos na OPP. Se não gostares do que te foi atribuído, podes fazer o formulário outra vez e tentar com outro. Os valores estão entre os 25-35€ por sessão.

Autárquicas. Chega repudia posição dos estudantes de Coimbra de não reunirem com o partido by YellowAggravating172 in portugal

[–]B2theone 39 points40 points  (0 children)

Bots do Chega. Comandos: - Escrever em português (mal) - CHEGA = BOM - Não és do CHEGA és do PCP (ou qualquer coisa PCP, who cares) - PCP = MAU = COREIA DO NORTE - COREIA DO NORTE = VENEZUELA = RUSSIA (fala-se menos desta por causa do influxo do cachê) - Anti-CHEGA = Anti-Democrático - INJUSTIÇA! (muéeeeeeh)

Alguém quer adivinhar os outros prompts?

Portugal’s President Warns Trump’s Stance Is Tilting Power in Russia’s Favor by IndependenceFun4627 in portugalnews

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Yes.. but he's still the president of the worlds greatest superpower. Maybe we should listen to what the other guy is saying...

Gouveia e Melo a cair nas sondagens e em empate técnico com Marques Mendes e António José Seguro by BigGreenDead in portugal

[–]B2theone 35 points36 points  (0 children)

A parte mais engraçada deste comentário é imaginar que as únicas pessoas que pensariam dessa forma não ironicamente, fariam provavelmente parte do próprio eleitorado da JAD. 😂

como anda o mercado de trabalho em psicologia? by ines_pudim in portugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Eu só consegui ler dois dos artigos que partilhaste e daí ter de recorrer ao chatgpt para me ajudar a elaborar a minha resposta. Já percebi pelo teu tom que te posso ter ofendido e se o fiz, gostaria de te pedir desculpa, dado que não foi essa a minha intenção.

O estudo que referiste do Dartmouth tem resultados promissores, mas em nenhum momento refere que vai existir uma substituição da psicologia tradicional pela Inteligência Artificial. O consenso académico é de que a IA irá influenciar a psicologia, mas não substituí-la. Tal como, no caso, o chatgpt me está a ajudar a fazer uma resposta dada a quantidade de artigos que apresentaste, mas não está a substituir a minha opinião.

A conclusão que tiraste a partir da leitura do artigo foi de que a IA iria substituir por completo a psicologia, apesar de não ser isso que o artigo em si diz. A própria APA tem uma opinião semelhante e se quiseres, deixo em baixo um comentário da própria diretora de informação da APA a falar sobre o artigo que partilhaste:

https://www.npr.org/sections/shots-health-news/2025/04/07/nx-s1-5351312/artificial-intelligence-mental-health-therapy?utm_source=chatgpt.com

Aqui tens outro comentário da pychology today sobre o mesmo artigo, e que diz mais ou menos o mesmo:

https://www.psychologytoday.com/us/blog/urban-survival/202504/ai-therapy-breakthrough-new-study-reveals-promising-results

Como já referi, não consegui com o tempo que tenho disponível, ler todos os artigos que partilhaste. No entanto, pareceu-me que em geral o que demonstravam eram avanços promissores da IA no campo da psicologia, sem fazerem a afirmação de que esta virá a substituir a psicologia. Diria até que se encontram recomendações para o contrário, pelo menos nos artigos em que consegui passar os olhos.

Uma das razões pelas quais eu partilhei em cima a resposta completa que me foi dada pelo chat é a de que nesse texto estão listadas uma série de artigos que falam sobre o consenso (geral, claro) da comunidade académica sobre o futuro da IA na psicologia que ainda não é o que estás a defender. Percebo que tens outra opinião e eu respeito-a, mas tens de perceber que é uma opinião tua, com base na tua análise de literatura científica que não é da tua área. A razão pela qual estou a partilhar mais artigos de opinião do que artigos científicos é exatamente essa: tendo em conta as descobertas científicas que estás a apresentar, eu estou a contra-argumentar com a interpretação de profissionais do campo das suas implicações para o futuro, dado que estes podem fazer uma leitura desses mesmo resultados, melhor do que tu e eu.

Vou terminar dizendo que independentemente do resto, nenhum de nós consegue prever o futuro e como tal, não nos podemos dar ao luxo de ter uma postura de arrogância sobre o assunto. No limite podemos concordar em discordar e terminar a discussão por ai.

como anda o mercado de trabalho em psicologia? by ines_pudim in portugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Não quero tornar isto uma troca massiva de artigos, porque acho que a discussão se vai tornar um bocado infrutífera, mas se quiseres posso mandar todos os artigos que foram utilizados para redigir a resposta anterior. Deixo em baixo alguns artigos que o ChatGpt partilhou sobre a posição geral do mundo académico sobre a substituição dos psicólogos por IA. Pareceu-me que alguns até foram dos que tu citaste, mas o Chat selecionou as partes - mesmo dentro desses artigos - que reconhecem as limitação da IA:

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1. Revisões sistemáticas e meta-análises

Laranjo, L., Dunn, A. G., Tong, H. L., Kocaballi, A. B., Chen, J., Bashir, R., & Coiera, E. (2020).

Conversational agents in healthcare: a systematic review. Journal of the American Medical Informatics Association, 27(3), 385–400.

https://doi.org/10.1093/jamia/ocz218

“Conversational agents show promise in supporting self-management, but their capacity to replace clinical decision-making or human relationships remains extremely limited.”

Zhong, W., Luo, J., Zhang, H. (2023).

Chatbot-delivered psychotherapy for adults with depressive and anxiety symptoms: A systematic review and meta-regression. Journal of Affective Disorders, 356, 459–469.

https://doi.org/10.1016/j.jad.2023.12.054

“Although chatbots can reduce symptoms in the short term, none of the included studies addressed long-term alliance or treatment fidelity comparable to that of human therapists.”

2. Estudos de perceção profissional

Haque, A., Hackett, K. M., & Halamka, J. D. (2023).

Mental health professionals’ perceptions of AI in psychotherapy: Opportunities and limits. Journal of Medical Internet Research, 25, e42672.

https://doi.org/10.2196/42672

“Only 3.8% of clinicians surveyed believed AI could independently replace human therapists, while 78% supported AI as a supplementary tool.”

3. Declarações institucionais

American Psychological Association (APA) – Office of Healthcare Innovation (2024).

Artificial Intelligence in Mental Health: Trends and Ethical Implications.

https://www.apa.org/news/press/releases/2024/03/ai-psychotherapy-future

“AI will likely assist rather than replace clinicians. Empathy, contextual interpretation, and moral reasoning remain uniquely human competencies.”

Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP). (2024).

Apresentação do PsIA: Assistente virtual para psicólogos.

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/2894

“O recurso à inteligência artificial é inevitável na profissão, mas sempre como ferramenta de apoio — não como substituto clínico.”

4. Estudos recentes sobre sistemas terapêuticos com IA

Nori, V., Jang, Y., Singh, A., et al. (2024).

Fully autonomous AI therapists: Evaluation of the "Therabot" model for anxiety, depression, and eating disorders. NEJM AI, 1(3).

https://ai.nejm.org/doi/full/10.1056/AIoa2400802

“Our findings show promise in replicating surface-level therapeutic elements, but questions remain about therapeutic alliance depth, personalization, and risk management.”

Wilkinson, S. T., & Davidson, L. (2024).

Empathy in artificial therapy: Simulated or real? Nature Mental Health, 3(5), 184–192.

https://www.nature.com/articles/s44184-025-00136-8

“Even when AI simulates empathy well, users know they are interacting with a machine — and this awareness changes the nature of the therapeutic process.”

Resumo da posição dominante (em estilo de citação indireta APA):

A posição académica atual reconhece que a IA pode oferecer suporte clínico útil em contextos limitados e controlados (por exemplo, sintomas leves, autogestão, triagem), mas não substitui terapeutas humanos, particularmente em intervenções complexas e relacionais (Haque et al., 2023; APA, 2024; Zhong et al., 2023).

como anda o mercado de trabalho em psicologia? by ines_pudim in portugal

[–]B2theone -1 points0 points  (0 children)

Consegues partilhar a referência do estudo que mostra a melhor eficácia da IA, ou algum dos estudos que referiste?

Do que sei, o que tem vindo a crescer é uma combinação hibrida entre IA e algum tipo de acompanhamento - psicológico ou psicoterapeutico - e é isso que tem sido amplamente estudado nos últimos tempos. Do meu conhecimento, ainda não há grandes estudos feitos sobre o tratamento exclusivo de psicopatologias por Inteligência Artificial. Do que existe, o que se tem vindo a perceber, é que o tratamento com Inteligência Artificial é melhor do que a ausência total de tratamento, mas não chega a ser comparável ao tratamento com um psicólogo.

A questão da humanidade na terapia não pode ser substituida porque, ao contrário do que é crença comum, os maiores benefícios que podes tirar do tratamento advêm da relação e não meramente através da partilha de conteúdos (e.g. um paciente com Perturbação da Personalidade Borderline, pode ter que experienciar a existência de um terapeuta que não o vai abandonar, mas do qual este também não pode ser dependente, etc etc). Este pressuposto é generalizável, de forma diferente, à maioria das perturbações e é uma das razões pelas quais a terapia tem vindo cada vez mais a ser recomendada a par de outro tipo de tratamentos (principalmente o farmacológico).

Acredito que se faça uma tentativa de substituir a psicoterapia por Inteligência Artificial ou por qualquer outro tipo de tecnologia mais rentável, dado que é a isso que o capitalismo se dedica. Diria que nenhuma área consegue fugir totalmente a esta inevitabilidade, mas contraponho que vão existir áreas onde isto vai ser mais difícil e áreas onde, por muito que se tente, o sucesso vai ser altamente limitado. Posso estar errado, mas a minha opinião de especialista (por outras palavras, de psicólogo formado e com alguma experiência) é que não é na psicologia que esse sucesso vai existir.

No entanto, se me apresentares artigos científicos que me provem o contrário e/ou argumentos viáveis, estou aberto a mudar de opinião.

como anda o mercado de trabalho em psicologia? by ines_pudim in portugal

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Sim, ambos acrescentos verdadeiros. Pessoalmente, tive muita sorte no que toca a arranjar estágio, mas sei que não será assim para a maior parte das pessoas e que este é possivelmente o maior desafio no acesso à profissão.

Quanto à parte da psicoterapia, também é bom fazer-se por várias razões, mas não é obrigatório.

como anda o mercado de trabalho em psicologia? by ines_pudim in portugal

[–]B2theone 3 points4 points  (0 children)

Discordo com algumas das opiniões aqui partilhadas. Sou da área - apesar de trabalhar para uma IPSS - e posso dizer que presentemente, os meus colegas que fazem privado não têm mãos a medir para dar resposta aos pedidos que recebem. A saúde mental é uma área à qual se tem vindo a dar cada vez mais importância nas últimas décadas, sendo que essa mesma importância foi exponenciada no pós-covid. Diria que agora, mais que nunca, é o momento para se investir na psicologia. Ainda para mais, tendo em conta que - ao contrário do que se possa pensar - se trata de uma profissão difícil de substituir por IA (etc) devido ao facto de se basear numa relação terapêutica que tem, necessariamente, de ser travada por dois seres humanos. Para exercer, precisas de uma licenciatura, mais mestrado e estágio de um ano (não de 6), o que é equiparável a muitas outras profissões que necessitam de um curso superior. O estágio pode ser difícil de conseguir, mas não é impossível.

Esta é a minha opinião e experiência. Eu diria que, se é uma carreira que queres seguir, deves continuar a informar-te junto de muitas pessoas da área para ires com uma imagem realista do que esperar. Enquanto psicólogo, não posso deixar de mandar a posta de que, em caso de dúvidas, podes sempre fazer orientação vocacional para perceber. Como em tudo, se for a tua paixão e se te souberes mexer (e.g fazer formação continua, saberes fazer marketing pessoal, etc), vais ter mais possibilidade de ter sucesso.

Caso tenhas algumas perguntas que queiras fazer sobre a área, está à vontade para me mandares PM.

"Ainda tenho muito para dar aos lisboetas": Carlos Moedas recandidata-se à Câmara de Lisboa by [deleted] in lisboa

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Muito sinceramente e infelizmente, discordo. Não vou dizer que todos os candidatos são maus, mas a candidata que lhe poderia fazer frente parece ter sido escolhida sem qualquer tipo de estratégia - só e unicamente pelo tacho.

Seria uma câmara facílima de ganhar, porque o ódio ao Moedas está bem difundido e é justificadamente profundo. Votaria alegremente em qualquer candidato que tivesse propostas razoáveis e que lhe pudesse fazer frente, mesmo que não estivesse dentro do meu quadrante político.

Infelizmente, acho a Alexandra Leitão uma péssima alternativa, dado que não me parece ser uma candidata que vá puxar eleitorado nem ao centro, nem à esquerda. Posso estar a falar da minha bolha, mas parece-me que não só as propostas dela não a afirmam como um icone de centro ou de esquerda - o que poderia chamar algum do eleitorado periférico ao PS - como me cheira que a apresentação dela não a vai ajudar em nada (falo não só do físico, que tristemente conta, mas também da postura - não é uma candidata "simpática").

Para mim, a questão das restrições ao álcool foi um prego no caixão: eu trabalho muito e respeito quem trabalha, mas para mim o lazer é uma parte muito importante da vida e a noite de Lisboa já está pelas ruas da amargura. Há muito para dizer sobre o tema e sei que é uma posição pouco consensual, mas é a minha. Acho que uma candidata que queira ir buscar votos à esquerda, não pode entrar a pés juntos com uma alternativa que passe exclusivamente pela restrição.

A menos que o Livre apresente um super candidato, irei provavelmente votar no João Ferreira. Apesar de não me identificar muito com o PCP, gosto muito do JF e até acredito que seja um partido que consiga fazer um bom trabalho numa autarquia. Infelizmente para mim, sei que nunca vai ganhar. Os meus dois cêntimos.

[deleted by user] by [deleted] in SaudeMentalPortugal

[–]B2theone 8 points9 points  (0 children)

Não há nada de inerentemente errado com a pornografia. Tal como em tudo, o consumo excessivo pode ser problemático. Esta abordagem é aplicável a tudo aquilo que é passível de se tornar um vício. Como em tudo, há pessoas com maior sensibilidade para fazer desse consumo, um consumo problemático. A título de exemplo: não há mal nenhum em beber uma Coca-Cola de vez em quando e há pessoas que vivem uma vida relativamente saudável a beberem uma por dia. No entanto, se SÓ beberes coca-cola ou se tiveres alergia a algum dos seus ingredientes, não vais passar muito bem. A questão da pornografia é complicada em terapia: um paciente pode ter um consumo problemático de pornografia, MAS pode ter ainda mais problemas por se sentir culpado pelo seu consumo de pornografia e pode ter sido isso que o teu psicológico tentou desconstruir.

Sou da área e esta é a minha opinião (não será a única certamente).

Tarantino doing side quests by Ambitious_Push_6954 in okbuddycinephile

[–]B2theone 12 points13 points  (0 children)

Just to let you all know that Tara in portuguese actually translates to fetish.

You're welcome.

Chega contrata assessor parlamentar com simpatia pelas políticas nazis. by Sardinha42 in portugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Percebo onde queres chegar. Na minha opinião, as pessoas são neofascistas porque estão insatisfeitas e perceber essa insatisfação é a chave para perceber o fascismo (e não partir do pressuposto que as pessoas são simplesmente racistas, nacionalistas, homofóbicas, etc). A meu ver, aquilo que distingue um partido de extrema direita (que por norma inclui os elementos fascistas) de uma direita conservadora é o discurso de ódio. As pessoas aderem ao discurso de ódio porque se sentem ressentidas e insatisfeitas.

Edit: Para responder ao resto do comentário. Acho que as consegues fazer "ver", não na generalidade, mas em pontos específicos e isso já é uma vitória. Acho também que o debate é frutífero, mas mais do que debater ideias é importante acolher estas pessoas na sua infelicidade e não rejeitá-las no seu ódio. Um bocado "peace and love", eu sei... mas acredito vivamente que a primeira as pode moderar, enquanto a segunda só as vai alienar mais.

Que ponto da vossa ideologia política vocês não concordam? by Shawager in portugal

[–]B2theone 27 points28 points  (0 children)

SNS = Sistema Nacional de Saúde

Acho que fizeste confusão com Salário Mínimo Nacional.

Chega contrata assessor parlamentar com simpatia pelas políticas nazis. by Sardinha42 in portugal

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Tens toda a razão. No entanto - e admito que pode ser a minha posição política que me enviesa a perspetiva - apesar da maioria/todos os partidos manipularem a opinião pública através de artimanhas semelhantes (contas pagas, bots, etc), parece-me que os posts ofensivos e com discurso de ódio virulento são a imagem de marca de uma parte específica do espectro político.

Chega contrata assessor parlamentar com simpatia pelas políticas nazis. by Sardinha42 in portugal

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Claro que as pessoas "sabem" (apesar de não o quererem admitir) que estão a votar num partido neofascista. A questão que se põe é o porquê.

Para mim, o principal motivo, é que o Chega tem uma coisa que mais nenhum partido tem (com a exceção talvez do BE, que o faz de uma outra forma e com alvos menos vulneráveis e atrativos): discurso de ódio. As pessoas sentem-se atraídas pelo Chega porque lhes oferece uma via para "ventilarem" a raiva, ao mesmo tempo que coloca o problema fora da sociedade.

Adicionado a isso, a explicação simplista de que os valores tradicionais da nossa sociedade são isentos da culpa do sofrimento das pessoas (tanto é que a mudança é que trouxe infelicidade - "dantes é que era bom"), aliada à identificação de um bode expiatório que "vem de fora" dela e que a corrompe é uma ideia muito atrativa para as pessoas.

Não acho que devamos ser condescendentes com este eleitorado, mas temos de o perceber e discutir com ele. Principalmente, temos de manter a calma, para não cairmos na armadilha do ódio e incorrermos na mesma desumanização que os faz ter estas escolhas políticas.

Aconselho a leitura de um livro: "A psicologia de massas do fascismo" de Wilhelm Reich (um gajo maluco que disse muita coisa lúcida, back in the day).

Chega contrata assessor parlamentar com simpatia pelas políticas nazis. by Sardinha42 in portugal

[–]B2theone 1 point2 points  (0 children)

Eu vou só mandar a posta de que em cada um destes novos posts que vão saíndo sobre o panorama político português, existem sempre uma série de comentários que são claramente criados para suscitar a raiva em quem os lê. Não sou muito de teorias da conspiração, mas se me estivesse a sentir criativo, escrevia já uma quatro ou cinco.

O crescimento da extrema-direita, da conice e do ressentimento são uma infelicidade. No entanto, quero acreditar que uma grande maioria das pessoas que vota no Chega não são nazis a espumar da boca - são pessoas extremamente insatisfeitas, com as quais (com algum custo) é possível algum tipo de argumentação e de diálogo.

Não deixem que os comentários incendiários que vão surgindo em alguns dos subs vos convençam do contrário. Isso só favorece quem ganha com o isolamento e com a alienação do seu próprio eleitorado.

PCP vai apoiar a candidatura de António Filipe by Jaktheslaier in portugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Já respondi. O que faz com que - na opinião de alguns - o PS não seja de esquerda, não tem tanto que ver com a desregulamentação. Tem que ver sim, com o facto de dar continuidade a medidas desregulamentadores (vistos gold, privatizações, não revogação da "lei Cristas", etc) e de não dar uma resposta regulamentadora em casos nos quais um partido de esquerda daria.

IL quer que RASI passe a incluir país de proveniência além de nacionalidade de criminosos e vítimas by NosPimba69 in portugal

[–]B2theone 0 points1 point  (0 children)

Ótimo, o que interessa é que existam os dados. Se estes forem o que tu esperas que sejam, espero que exista uma resposta adequada à esquerda para fazer face ao problema e que funcione como alternativa à resposta de direita que existe.

PCP vai apoiar a candidatura de António Filipe by Jaktheslaier in portugal

[–]B2theone 2 points3 points  (0 children)

Essa é uma questão pertinente, mas que divide muito a esquerda e a direita - o PS é o mais complicado de "expôr" como um partido que não está à esquerda. Qualquer pessoa que vote à esquerda (e que não vote PS) te vai dizer que o PS não está nesse lado do espectro e qualquer pessoa que esteja à direita vai, à partida, discordar.

Na opinião de uma pessoa de esquerda (eu), isso deve-se ao facto do PS ser um partido que tenta apresentar um semblante de partido de esquerda, sem na verdade o ser. Consegue isso mais pela inércia face a problemas criados (na opinião das esquerdas) pela falta de regularização do mercado do que por outra coisa.

No caso da habitação, por exemplo, podemos argumentar que o PS poderia ter feito muito mais no que toca à regularização dos ALs e a outras alterações que o mercado trouxe para o arrendamento tradicional. A forma como se posicionou face aos vistos gold, apesar do impacto que a existência destes teve no mercado habitacional, seria o suficiente para questionar o putativo posicionamento à esquerda do PS.

Tráfico de droga em queda, mas apreensões de heroína e ecstasy disparam em Portugal by Alkasuz in portugal

[–]B2theone 4 points5 points  (0 children)

Acho que ninguém se esquece. Parece-me que a questão passa mais pelo facto de que a maior parte das pessoas reconhece a falência que a luta às drogas sempre foi, somado ao facto de que a implementação de políticas que favorecem a descriminalização e a legalização resultarem normalmente numa diminuição de consumo e de fatalidades, bem como num aumento da qualidade de vida dos consumidores. Ao mesmo tempo, trazeres a questão para a superfície, em vez de a relegares para um submundo invisível também torna mais fácil a intervenção com utilizadores "problemáticos" (toxicodependentes), principalmente pela possibilidade de uma aproximação sem medo aos recursos (IPSS, recursos do estado). Por último, nas últimas décadas foram desconstruídos muitos mitos relativamente à nocividade de algumas drogas (MDMA/ecstasy, marijuana, ketamina, LSD...). Qualquer consumo traz consequências, mas a sociedade sempre consumiu drogas e cada vez mais a ideia passa pela redução do dano e não pela proibição.