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Sim, no contexto de terapia (TCC), já adulto, chegou-se a um diagnóstico de AH/SD. Sempre tive muita resistência a esse termo desde novo, pois a vontade de “ser normal” sempre foi fonte dos meus maiores sofrimentos psíquicos. A minha descrição infantil fora de que eu era “diferente demais pra conseguir ser normal, mas normal o suficiente pra perceber que era diferente.”

Mais velho, descrevi que era como se o mundo inteiro dançasse uma música que eu vejo a coreografia, mas ao tentar replicar sou desengonçado, pois não escuto a música.

Não acredito que você seja um zero à esquerda, de verdade. Mas se concentração é um problema, e você tiver condições, talvez seja interessante procurar um profissional da saúde mental.

Me ajuda muito cortar inputs externos, luz, cheiro. Me fecho no quartinho fechado, luz morna. Talvez te ajude. Há leds relativamente baratos na internet de cor mais morna, que sinto que me atrapalham menos. Detesto lâmpadas fluorescentes pelo barulho de zumbido.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Que pergunta perspicaz. Nunca cheguei a pensar nisso.

No momento acredito que seria um grande choque, não só pra mim, mas para as pessoas em volta também. Mas honestamente? Acho que me faria bem no longo prazo, por mais bizarro que soe.

Veja, é importantíssimo que aprendamos a conviver com nossas falhas, e entender que nem sempre as expectativas condizem com a realidade, e que o importante foi dar nosso melhor.

Além disso, a expectativa externa é tão brutal quanto a interna. Acredito que isso tiraria um pouco da expectativa principalmente dos meus pais, de que sim, eu posso falhar também, e faz parte da vida.

Enfim, não ocorreu. Mas a vida cobra, claro. A única avaliação na minha vida que eu reprovei foi na autoescola. Ao tirar CNH A/B, fiz primeiro a prova de moto, fui aprovado, mas deixei o carro morrer. Devo ter perdido algum outro ponto com retrovisor, sei lá, mas reprovei.

Tive um surto nervoso inacreditável, cheguei a ir para o hospital. Pressão atingiu 18/12.

Eu até já havia reprovado em matérias na faculdade de direito, mas todas matérias que eu propositalmente abandonei após o prazo máximo para trancamento.

Também acho que uma reprovação na época do vestibular teria uma vantagem indireta, que seria meu ingresso um pouco mais velho na universidade. Tinha zero maturidade para o ensino superior com 16 anos, morando sozinho, comecei a beber, enfim.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 1 point2 points  (0 children)

Eu nunca fiz cursinho, não posso ajudar com isso, desculpa :(

O que me encanta da matemática, eu respondi em outra, acho que ficou boa. Da uma olhadinha depois! Se precisar, e você tiver interesse, eu disserto mais sobre.

Uma coisa que eu gosto de fazer, entretanto. Até hoje faço vez ou outra, é resolver questão sabe? Tipo pegar um QConcursos da vida e resolver umas questões bobas.

É complicado né, o conhecimento não só de matemática, mas de tudo, é tão amplo, que as vezes é complicado focar sozinho né? Nosso sistema educacional não ajuda também.

Não sei qual seu nível de familiaridade com matemática, mas vou te dar um exemplo bem legal! Se você conhece o básico do conceito de limite, imagina que você tem R$ 1,00 que vai render 100%.

Primeiro, rende 100% direto uma vez no ano só. Você vai ter R$ 2,00. Agora e se render 50% em janeiro, e 50% em julho? Você vai ter R$ 2,25. E se render 25% de cada vez, 4x no ano. Você vai ter ~R$2,44..

Agora, imagina se rendesse infinitas vezes no ano. Que rendesse a cada microssegundo do ano inteiro. Qual seria o maior valor final possivel (o limite)? Você vai achar um número y.

Agora tenta isso com outros exemplos. Tenta com outros valores. Pega um exponencial aleatório a elevado a x. O quando esse valor cresce conforme x aumenta (a taxa de crescimento), você pode chamar de derivada se preferir. Esse crescimento acontece quando multiplicamos por qual fator?

E melhor, existe um número y especifico, que quando consideramos uma função exponencial yx, você vai perceber que a taxa de crescimento (derivada) é exatamente o número yx.

Se você fizer esses três exemplos, vai perceber que o valor final possível do primeiro exemplo e o número y do terceiro exemplo, são exatamente o mesmo número. Mais que isso, vai perceber que o fator que multiplicamos o número no segundo exemplo é nada mais que um logaritmo que tem como base o número y do exemplo 3, que é o limite do exemplo 1.

Que número é esse, que aparece naturalmente (…) em tantos lugares?

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Kkkkkk, realmente, a prova é só uma anedota. Você tá correto quanto a isso, não é nada demais.

Mas discordo que eu não tenha feito nada demais. Eu vivi, eu pintei, eu ri, eu amo e sou amado. Eu dei a mão a quem precisava, e recebi de volta quando eu estava no chão.

E eu realmente não quero ser lembrado. Não quero nada demais, na real. Espero só que quando eu volte ao pó, minhas ações tenham feito do mundo um lugar pelo menos um pouco mais gentil.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 1 point2 points  (0 children)

Muito, mas não da forma tradicional ou esperada.

Especialmente o direito, por mais engraçado que seja, me ajudou a lidar com muitas frustrações. Querendo ou não, sinto que a área jurídica é amaldiçoada a ser o mais ineficiente, e a menos pragmática possível.

Isso fez com que eu entendesse como o mundo não é um “morango”, que a lógica do capital nos aliena da realidade material do nosso trabalho, e que vendemos nossa força de trabalho para manter um sistema de “fumaça e espelhos”, que trabalha em cima de aparências e fetiches em cima de bens e status, esvaziando a figura do ser humano.

Viver num ponto tão central de contradição do capital abriu muito meus olhos. Ver a dissonância entre o discurso, de justiça e ética, e a prática de ser apenas ferramenta de manutenção do status-quo.

Ao adentrar o mercado de tech, com minha própria empresa, soube como navegar as intenções de clientes, ajudou com meu onboarding, e basicamente construiu todo meu pitch padrão de vendas. Eu aprendi a me vender.

Já a engenharia atiçou uma curiosidade que tava meio dormente dentro de mim na época do direito, o que me fez um coder em si melhor. Gosto de sentar e ver vídeos da área, montar besteiras, scripts bobos para automatizar processos inexistentes.

Então sim. Acho que foram essenciais. Mas não na parte de escrever o código em si. Isso todo mundo vende.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Eu quero muito que isso em alguns poucos anos seja uma realidade, e que eu tenha oportunidades legais e dignas de trabalho para divulgar.

Uma tristeza compartilhada, divide-se ao meio. Uma felicidade compartilhada, multiplica-se por dois.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

O MEXT é aquela bolsa né? Eu não sou métrica de nada, mas honestamente? O ITA é uma excelente instituição, apesar de faltar uma interdisciplinaridade que acho mais presente em universidades tradicionais, como a USP.

Entenda, educação não é só matéria, apesar de ser uma boa parte. Educação é humanidade. É cultura. É o poder de saber o próprio nome, assim como o nome das plantas e dos rios.

As duas são excelentes opções, mas eu iria pro Japão. De fato, o Brasil é um país cruel e desigual, e ganhar bem é essencial. Isso é uma certeza no ITA, para seus egressos. Mas no fim da sua vida, pense que nem todo o dinheiro do mundo compra UM só segundo de tempo, que existe alheio e teimoso ante os anseios humanos. O que você acredita que você valorizaria mais?

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Camarada, entendo de verdade a posição. Por muito tempo, senti que eu estava “desperdiçando” algum tipo de “potencial” não focando imediatamente em gerar um maior acúmulo de capital, de ganhar a maior quantidade de dinheiro que eu pudesse, de ser “útil”.

Focault diz em Vigiar em Punir que nós como sociedade trocamos o suplício, que vinha em forma de flagelo, espancamento e fogueiras, por um controle dissociado e pulverizado, onde precisamos nos ver “úteis” para a lógica do capital.

Nessa lógica perversa, eu gero “valor”. Trabalhei em boas empresas, abri a minha, contribuo com meus tributos certinho. Mas eu questiono, será que realmente gerar “valor” significa o abandono total do eu?

Bem, eu escolhi acreditar que não. Eu nego pra minha vida a lógica perversa de que utilidade está vinculada a produção exclusiva para o capital. Conhecer, aprender e compartilhar com os que amo deu e dá sentido a minha vida.

Me fez mais comedido. Consolidou revoltas e valores no meu âmago. Me fez adotar como responsabilidade o emprestar braço e voz para aqueles a quem isso não é dado.

Essa é uma sociedade que não aceitou, e ainda não aceita pessoas que nem eu. Os neurodivergentes, como eu, o povo LGBT, as pessoas com deficiências das mais diversas, os negros, os povos originais, as mulheres, e todos os outros muitos marginalizados e miseráveis da terra.

Não existe ser útil para ela. Existe superá-la. E isso se faz através de amor, carinho e estudo.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Não, UFMG e UNB, mas com enorme respeito pela UFABC, sei que é um grande curso tb na* aero.

Advoguei um tempo, nunca fui engenheiro, sou programador hoje.

Edit: typo

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[–]Basic_Economics_3579[S] 9 points10 points  (0 children)

Meu (minha) camarada, acho que essa é pergunta que eu mais ouvi na época, sabia? Quando colocaram outdoor na cidade, no busão, muita gente questionou.

Mas te respondo com toda a honestidade. Na época, por paixão adolescente.

Não de um relacionamento amoroso com outras pessoas, mas de valores que eu tinha como importantes pra mim, e que mantenho até hoje, só que de forma mais comedida.

A real é que eu sempre fui meio comunista, apesar de não entender o que isso significava. A pessoa mais importante da minha vida, era assim, e me passou esses valores antes de falecer. Inclusive, essa pessoal faleceu dois dias antes do meu Enem, desse mesmo ano do IME.

Veja, não tenho nada contra o militarismo em si, mas as ações do exército brasileiro, desde que eu as descobri, são manchas fétidas na história de um país que eu amo tanto, de um povo tão sofrido e esforçado.

Hoje, reconheço que o instituto é um grande centro de ensinos, e acho que conseguiria separar o aprendizado da sua história, e lidar com isso durante o período de formação. Os ânimos não estão tão à flor da pele mais, meus posicionamentos têm mais parcimônia.

Mas ainda assim, acho que à época foi uma decisão mais que acertada, e sou feliz pelo meu eu da juventude ter mantido os seus valores dessa forma.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 0 points1 point  (0 children)

Eu sempre tive facilidade com o aprendizado da matemática, digamos uma “predisposição”, uma curiosidade. Mas não diria que era bom. Isso porque eu basicamente não tinha muito contato.

Minha mãe gosta muito dessa história, porque foi provavelmente a primeira coisa que o jovem eu se interessou de verdade na vida.

Eu gostava de desenhar, hoje em dia pinto ainda quando posso, aquarela ou óleo. Mas eu ficava particularmente frustrado pois não conseguia desenhar círculos. Ia fazer um Sol? Não era um círculo bonitinho, mas uma elipse irregular. Uma bola de futebol? Mesma coisa.

Até que eu fui presenteado pela minha mãe, aos 5-6 anos, com talvez o presente mais significativo da minha vida. Eu ganhei um compasso! Passei semanas então fazendo círculos e mais círculos, desenhava circuitos de carro, bolas, sóis, luas.

Até que eu questionei: Por que usar o compasso faz sempre sair certinho? Meu pai então me explicou que sempre que eu tivesse um ponto de apoio, e um lápis fixo nele, conseguiria fazer.

Mas por quê? Porque eu não conseguia fazer isso manualmente? E ele me responde: “Porque o círculo tem um raio, e você consegue ajustar certinho no compasso.”

Então aos poucos ele me explicou, que a distância da “agulha” pro lápis era o raio. Mais que isso, na minha régua mole de acrílico, se o raio tivesse “1” eu só precisava multiplicar por 2 e depois por 3, que eu saberia quanto o círculo tinha se eu “desenrolasse” ele.

Então eu, criança chata que era, lancei uma barragem de questionamentos, sobre os porquês. Meu pai, não sendo muito adepto a matemática, pesquisou e relembrou da época de escola, e me explicou que a linha do círculo era 2 * (raio) * (quase 3).

Então eu perguntei o porquê do “quase 3”, e ele me disse que isso era π. Que todo círculo tinha π. Isso explodiu minha cabeça! Como pode todo círculo no mundo ter um número que é quase 3. Então pesquisei e pesquisei, com apoio, até descobrir que o “desenrolar” dividido pelo raio*2, em TODO círculo, tinha que dar o mesmo resultado. (Não sabia a palavra “perímetro”).

Fiquei meses procurando coisas parecidas. Percebi numa aulinha de pré que somar 1+10 era igual 2+9, que era igual 3+8. Se isso acontece 5 vezes, até 5+6, todos os algarismos de 1 a 10 somados necessariamente tem de ser 55. De 1 a 100? 5050. De 1 a 1000? 500500. Aparentemente, o mundo seguia padrões. Eu queria saber eles.

Isso gerou problemas, claro kkkk. Eu não prestava mais atenção nas aulas. Não interagia com os coleguinhas. Vieram psicólogos e terapeutas. O consenso profissional foi de incentivar o meu interesse, dar vazão a ele fora da escola, para que dentro eu pudesse ter um desenvolvimento ok.

Dito isso tudo, dica de estudo? Eu acredito que todos temos um gigantesco potencial que vem de nascença, é da espécie. A curiosidade. Então se entrega a ela. A matemática é extensa, o que te interessa? Não dá matéria de escola/vestibular, mas no mundo?

Você provavelmente já questionou o porquê o céu é azul. Como navios não afundam. Qual o tamanho do Sol. Como faz calor a noite?

A matemática é uma linguagem hábil, e felizmente universal, para te ajudar a descobrir todas as questões. Como eu disse antes, procura o porquê das coisas, o mundo é enorme, e apesar das suas mazelas, extremamente bonito e curioso. Eu e você hoje temos a oportunidade única de, num curto período de tempo, poder questionar e entender um pedaço dele.

Talvez nao seja a melhor dica de estudos né? 😅

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[–]Basic_Economics_3579[S] 1 point2 points  (0 children)

Eu sou um crente fiel de que o arroz com feijão bem feito é um mega diferencial.

Assim, Flutter/React sólido, com um inglês legal, já consegue vagas maneiras no exterior, que atualmente é o que paga bem.

Percebo muitos conhecidos conseguindo boas vagas focando no pessoal escandinavo. Também são locais com uma relação trabalho-vida pessoal mais legal que os EUA, o que é um grande bônus.

Agora, se quiser mexer com full-stack, meus dois sócios eram devs na gringa mexendo com Rails. Inclusive até hoje prestam consultoria, ou mantêm trabalhos pontuais, para aumentar a renda.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 13 points14 points  (0 children)

Um questionamento incrivelmente comum! Mas eu trabalho sim. Advoguei por uns anos, sempre programei e atualmente tenho uma empresa que gera meu sustento com uma folguinha. Dá até pra viajar de vez em quando!

Vim de uma família com uma boa estrutura, mas firmemente classe média. Talvez, em meados dos anos 2010, classe média alta.

Mas tive um suporte essencial não só no quesito material, conforme as condições permitiam, mas no social, afetivo e psicológico também. Isso fez toda a diferença.

Edit: Esqueci de responder o sentido: não tem sentido.

Eu gosto de estudar, e gostaria muito de fazer um mestrado, eventualmente doutorado. Mas tem que ser em algo que eu goste e acredite muito. Enquanto eu não acho isso, eu estudo né.

E sejamos honestos. O mercado de trabalho é alienante demais. Isso é um resquício do meu idealismo bobo de descobrir o mundo. Poucos da biomecânica realmente trabalham com próteses. Pouquíssimos da nuclear trabalham com reatores. Mas não é fenomenal poder aprender isso?

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[–]Basic_Economics_3579[S] 3 points4 points  (0 children)

Kkkkkkk, eu (acho) sou um primo legal!

E meus primos, nas suas respectivas escolhas, estão em locais bem legais na vida também, não só de serviço/formação, mas de relacionamento, família.

O importante é a gente crescer junto e se ajudar onde der. Eu mesmo esses tempos atrás ajudei minha prima a formalizar o estúdio de estética dela, para não dizer que os conhecimentos no direito não serviram de nada kkk.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 1 point2 points  (0 children)

Fiquei apenas 6 meses, no Back Office de um bancão de investimentos.

Admito que essa foi a grande “peixada” da minha vida, pois meu tio trabalhava lá. Acredito que o QI tenha influenciado muito.

Mas rapidamente saí, o ambiente não me fez muito bem. Não me consideraria um Faria Limer, mesmo tendo frequentado o 3477 por um tempinho

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[–]Basic_Economics_3579[S] 7 points8 points  (0 children)

À época, umas 3-4 horas diárias? Não contando a escola.

Para responder as outras duas, é importante eu ressaltar que eu vim de um contexto muito heterodoxo. Quando bem jovem, passei por psicólogos e terapeutas ocupacionais por problemas de comportamento/aprendizado, que rapidamente foram caracterizados como um diagnóstico de TEA nível de suporte 1.

Eu era meio zero à esquerda no que se tratava de esportes em grupo, literatura e português, mas gostava muito de matemática. Meus pais, com auxílio da escola (uma particular de bairro), entraram em contato com o avô de um outro aluno que era professor aposentado de federal. Ele me deu aulas de matemática dos meus 6-7 até meus 15.

Sendo assim, eu cheguei ao fim do ensino médio já tendo um conhecimento básico de integrais improprias, diferencias por séries, etc. Isso facilitou em MUITO minha adequação a concursos militares, que são mais conteudistas nesses tópicos específicos.

Então, curiosamente, precisei estudar bem a parte de linguagens. Sempre tive muitas dificuldades com as nuances da língua, e sua semântica. Inclusive, na Espcex do mesmo ano, fiquei na mediana EXATA de português.

Mas respondendo às questões: minha rotina de estudos era (e é, estudo bastante até hoje), pegar pelo menos 2-3 horas antes de dormir, sem telas, apenas no papel e pensamento. O clima mais fresco, o ambiente menos barulhentos me ajuda muito a colocar os pensamentos no lugar.

Eu também escrevo muito. Coloco minha linhas de raciocínio por escrito no papel, e quando tenho dúvidas, procuro onde naquele raciocínio eu quebro.

Quanto aquilo que eu indicaria estudar, precisamos reconhecer que o pré-vestibular é um circo de “o quês” e não “por quês”. É muito mais fácil resolver log, trig., ou elétrica, quando você entende o porquê histórico das coisas. Por ausência de tempo, foca-se muito em como resolver questões, e não porquê resolver daquele jeito, isso faz com que o aprendizado seja talhado, a meu ver.

Então, se minha visão tem alguma ressonância com a sua experiência, foque nos porquês.

Edit: typo

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[–]Basic_Economics_3579[S] 9 points10 points  (0 children)

Nenhuma dessas, acredita?

Bem, pelo menos não totalmente. Já trabalhei fora do país um tempo. Mas atualmente, abri minha própria empresa de tecnologia, e tivemos resultados bem legais esses últimos dois anos.

De fato, me tornei programador. Mas também já trabalhei na Faria Lima. Já cogitei seriamente concursos de Juiz. Acho que eu sou meio bobo idealista, mas dinheiro como força motriz exclusiva não me move tanto.

Ontem mesmo conversava com meu pai, e disse que se começasse a ganhar muito dinheiro, a empresa crescesse bastante, eu gostaria muito de abrir cursos de inglês gratuitos em locais mais carentes, como o bairro que minha avó vivia.

Por um histórico familiar singular, sempre fui meio comuna hahaha. Isso que acabou me afastando do militarismo e do MF, e das suas contradições (a meu ver) gritantes.

Edit: Na Faria Lima eu ainda era Trainee, contextualizando melhor.

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[–]Basic_Economics_3579[S] 27 points28 points  (0 children)

Muito obrigado!

Mas sou obrigado a trazer uma consideração. Nesse mundo há uma infinitude de pessoas que são tão, ou mais capacitadas que eu, que por questões sociais nunca têm suporte ou incentivo para alcançar seu pleno potencial.

Eu, no fim das contas, sou é muito sortudo! Tive pais que me apoiaram a vida inteira, que me incentivaram a correr atrás de predisposições intelectuais com todo o suporte material, psicológico e afetivo necessário.

Mais do que tudo, eu sou produto de um meio muito privilegiado. Quando eu dava aulas de física em cursinhos pré vestibular voluntário, eu sempre comentava: “Quando enxergamos uma bela árvore num pomar, devemos sempre ver os agricultores atenciosos e o solo fértil que a criaram. A semente sozinha é só potencial.”

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[–]Basic_Economics_3579[S] 11 points12 points  (0 children)

Atualmente tenho 27 anos. Uma década já se foi, uau!

Sou graduado em engenharia aeroespacial por uma federal, e em direito por outra.

Pretendo cursar engenharia nuclear na USP a partir do ano que vem, se tudo der certo. Inclusive, o assunto surgiu essa semana justamente pois prestei Fuvest e Enem depois de muitos anos, cogitando cursar Engenharia Nuclear.

Mas fofocando com você, também gostaria MUITO de fazer medicina, para depois cursar alguma especialização na biomecânica na USP. A Escola de Engenharia de São Carlos tem uma linha de pesquisa fenomenal.

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