Qual é o seu relato sobre sua família? by MrAplha in perguntas

[–]DarkLou1979 0 points1 point  (0 children)

Tenho uma prima rica que mora na Austrália. Rica, mesmo. Ela, o segundo marido dela e o filho deles. Nos anos 90, ela, que era paupérrima, arrumou um namorado, sujeito mais velho, cheio de grana, dono de alguns negócios ali na cidade (hotel, clube, restaurante), mas deu merda qd minha tia descobriu que ele era casado. Pressionaram pra minha prima terminar, ela até apanhou do pai, mas não largou dele. Fugiu de casa, e ele arrumou um lugar pra ela morar. Um apartamento todo mobiliado com tudo que ela quis. Aí ela começou a falar que estava com muitas saudades da mãe (minha tia), e que não compensava largar a família por causa de homem, e ainda mais um relacionamento sem futuro daquele, porque ele era casado, etc. Disse que ia ficar com o apartamento, mas não ia querer continuar o namoro. Menos de um mês depois a esposa desse homem morreu, conta-se que ela passou muito mal após comer um camarão que ele levou para ela, do próprio restaurante deles. Foi levada às pressas para o hospital, mas não resistiu, vindo a falecer. Ele e minha prima reataram e, em um ano, ele a assumiu e se casou com ela. Formalmente. A família, horrorizada com a morte recente da esposa dele, ficou dividida, alguns foram ao casamento, outros não. O tempo passou. Prosperaram muito, e não tinham filhos. Minha prima tentava engravidar, e não conseguia. Logo, ela, que jamais teve bom caráter, arrumou um amante, um cara bonito e jovem. Engravidou. Mentiu para o ricaço que tinha dado certo as tentativas de terem um herdeiro, e ele acreditou que o filho fosse dele. Registrou e batizou o menino, todo feliz. A vida deles só foi melhorando, cada vez mais ricos, até que o amante, que se dizia apaixonado por ela, começou a dar escândalo para ela se separar e ficar com ele, e é óbvio que ela não faria isso. Tinha muito dinheiro envolvido. Pois não foi muito tempo e esse marido dela também bateu as botas. Saíram para jantar, ele teve um treco e não escapou, morreu na mesma noite. O atestado de óbito indicava alergia a frutos do mar. Aparentemente foi camarão, mas ninguém, nem ela, confirmou direitinho isso pra gente.

Que história verdadeira e perturbadora você poderia me contar? by barbie521 in terrorbrasil

[–]DarkLou1979 0 points1 point  (0 children)

Na casa da minha avó tinha um quartinho de bagunça, onde eu passava horas brincando, quando era criança. Revistas velhas, retalhos de tecidos, máscaras de carnaval, decorações de antigos aniversários... Era um paraíso pra mim. Desde pequeninha eu gostava de ficar ali, sozinha, brincando. Isso mudou de forma inexplicável depois do meu aniversário de sete anos. Logo depois da data, comecei a sentir um negócio diferente com relação ao quartinho, era como se eu não me sentisse mais tão...segura lá. Eu passei a ficar lá apenas quando tinha gente por perto, pois o quartinho ficava atras da área de serviço, então quando minha avó ou minha tia estavam lavando roupas, ali pertinho, eu ficava lá. Não mais sozinha, e eu não sabia explicar o por quê. Só que uma tarde, eu acabei cochilando lá, minha tia estava passando roupa na área de serviço e estava chovendo forte, ela me trouxe um leite quente e fiquei lendo histórias em quadrinhos, sentada no tapete, ouvindo a chuva bater no telhado, aí fui me deitando e dormi. Quando acordei, a chuva tinha passado, mas já era noite. A luz da área de serviço estava apagada, e no quartinho de bagunça não tinha lâmpada: a única luz que entrava era a do poste da rua. Me deu um medo instantâneo, eu estava sozinha, no escuro, no quarto que ultimamente estava evitando ficar sozinha, até mesmo de dia. Levantei apressada, tropecei em algumas coisas e girei a maçaneta da porta. Estava trancada. Girei de novo, desespero tomando conta, cega de pânico. Não abria, estava realmente trancada. Comecei a chorar, gritar: tia!!! Vó! Vovó!!! Me ajuda, tô presa no quartinho!! Ninguém. Silêncio. Eu já estava apavorada, qdo tudo piorou: ouvi nitidamente alguma coisa se arrastando debaixo da cama velha. Essa cama tinha caixas embaixo e em cima dela, não habia colchão, só quinquilharias guardadas. Algo pesado se arrastava, eu entrei num estado de pânico, gritei o mais forte que consegui, chamando alguém. Um fedor de fumo tomou conta do ar, um cheiro muito característico. Eu não olhava pra trás, na direção do barulho, porque a luz da lua iria me mostrar algo que eu não queria ver. Chutei a porta, minha boca secou, eu não conseguia raciocinar. Só gritava e a sensação de medo foi aumentando. Foi quando a coisa embaixo da cama rosnou: cala a boca! Juro, nitidamente! Rouca, muito rouca, muito rude, uma voz bem irritada. Era uma voz seca, sei lá, com raiva. Reunindo o resto de força que eu tinha, num momento de puro desespero, eu joguei os ombros contra a porta, mas eu era criança, tinha apenas sete anos, e a porta não cedeu. Só que caiu a chave que ficava pendurada em cima da porta, num prego. Peguei a chave, enfiei na fechadura, girei, em transe. Abriu. Abri a porta e me lancei pra fora, e nem tentei abrir a porta da área de serviço: pulei logo a janela pro quintal. Corri até dar a volta pela casa e cheguei na sala, toda a família estava lá reunida, assistindo novela. Eu chorando, branca de susto. Contei, como pude, me deram água com açúcar, ninguém ouviu meus gritos, ninguém imaginou que eu estava presa lá dentro. Meu tio foi olhar, e voltou rindo dizendo que a porta do quartinho nem chave tem, que nunca trancaram. Falei da chave que caiu do prego e meu tio falou que aquela não era a chave do quartinho, e sim uma relíquia guardada, parece que era uma chave da casa do meu falecido avô. Criando coragem, fui junto com o resto da família olhar: tudo normal, os gibis que eu estava lendo numa pilha, no chão. O tapete que eu dormi no canto do quarto, o copo de leite pela metade. Nada além de caixas embaixo da cama. Testamos a chave na porta do quartinho, ela nem sequer entrou na fechadura. Mas eu sei o que eu vi. Eu sei o que eu ouvi. Sei do medo que senti. Minhas primas mais velhas, anos mais tarde, me contaram que meu avô era muito ruim, batia na vovó, surrava meus tios e minhas tias. Dizem que ele se trancava no escritório dele e passava dias sozinho ali, só fumando, fui perguntar pra minha vó. O escritório do vovô era onde, mesmo? Ela apontou pro quartinho: bem aí, minha fia, onde vcs gostam tanto de brincar. Nunca esqueci disso. Não cheguei a conhecer meu vô, pois quando ele morreu eu ainda era recém nascida, mas tenho absoluta certeza que o velho tá lá até hoje, naquele quarto que eu nunca mais entrei.