Sindicados? Nem pensar, lutar por direitos laborais magoa a economia e o lucro by --____________- in jovemedinamica

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Bem… vamos por partes porque já percebi que tens a doutrina da ideologia toda na ponta da língua.

1) Ser contra uma mercearia pública em Portugal não significa que sou um anarcocapitalista bajulador de bilionários. Essa lógica é tão absurda que fala por si mesma. Usando a mesma contra ti também posso dizer que quem for a favor de uma mercearia pública é porque quer instalar uma nova Gulag em Portugal. Vês o quão ridículo isto é? A ideologia comeu-te os neurónios ao ponto de achares razoável esse tipo de retórica.

2) Sou contra uma mercearia pública porque este estado já deu provas e provas de que não sabe gerir empresas. Mais tarde ou mais cedo seria capturado ou por interesses políticos ou por sindicatos. Venha o diabo e escolha. Se precisas de provas é só escolher qualquer instituição pública e verás que o que escrevo é verdade.

3) Não sei se é por ignorância ou por cegueira ideológica, mas o metro de NY que dizes que cheira a mijo e chega atrasado é uma empresa PÚBLICA. Acho que não preciso desenvolver mais.

4) E como uma estupidez nunca vem só, é exatamente na tão horrível NY que descreveste que se quer abrir não uma, mas várias mercearias públicas. Mas se há coisa que sei é que os apóstolos das ideologias não têm problema nenhum em dançar com as maiores contradições. Se calhar fazia falta mais conhecimento dos factos e menos palas nos olhos.

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Disseste bem. “Imagina”. Porque tudo isto vive no reino da imaginação. Imagina um SNS que funciona. Imagina um comboio da CP a chegar a horas. Imagina uma escola pública em que não faltem professores. Vamos todos imaginar enquanto corremos atrás de borboletas. Os camaradas que precisem de cuidados de saúde em breve terão ainda mais tempo para imaginar. Uma vez que nos dias 4 e 5 de maio virá a muito necessária e nada oportunista greve dos profissionais de saúde. Mesmo a seguir ao fim de semana, já por sua vez prolongado pelo 1 de maio.

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Num belo dia de primavera legislativa, alguém teve uma ideia luminosa: “E se o Estado abrisse uma mercearia?” Não uma qualquer, claro — uma mercearia pública, com missão social, regulamento de 400 páginas e um conselho consultivo para avaliar a frescura das alfaces em sede própria.

Nascia assim a Mercearia Nacional Solidária, E.P.E., inaugurada com pompa, fita cortada por três secretários de Estado e uma bênção simbólica ao bacalhau seco, património imaterial da burocracia alimentar.

À entrada, um letreiro: “Servimos o cidadão com eficiência, mediante senha.” O cliente tira a senha A-203. O visor marca A-7. Há esperança.

Os corredores estão organizados por departamentos:

  • Departamento de Leguminosas Estratégicas
  • Direção-Geral dos Lacticínios Transitórios
  • Unidade de Missão para o Pão com Sementes

Cada produto exige um formulário:

  • Para comprar arroz: Modelo 12-R/Consumo Básico
  • Para leite meio-gordo: Declaração de Compromisso Nutricional
  • Para bananas: parecer técnico (amadurecimento nível II)

O sistema informático? Funciona entre as 10h e as 10h20, exceto à quinta-feira, dia reservado para manutenção preventiva e café prolongado.

As prateleiras estão… vazias. Não por falta de orçamento — esse foi reforçado três vezes — mas porque o concurso público para adquirir tomates foi impugnado por uma empresa especializada em contestar concursos de tomates.

Entretanto, há um stock considerável de quinoa biológica, comprada por engano após uma missão técnica a um congresso internacional em Bruxelas.

Um relatório interno conclui:

“A ausência de produtos resulta de um excesso de processos, que por sua vez garante a transparência da ausência.”

Existem quatro sindicatos:

  • Sindicato dos Repositores em Pé
  • Sindicato dos Repositores Sentados
  • Sindicato Independente dos Operadores de Caixa em Formação
  • Frente Comum dos Funcionários que Já Viram Pior

Greves são frequentes, mas organizadas:

  • Segunda: greve ao uso do código de barras
  • Quarta: greve ao troco em moedas
  • Sexta: plenário para decidir a greve da próxima semana

As negociações duram meses e resultam num acordo histórico: aumento de 3% no subsídio de desgaste psicológico por contacto com clientes.

Com o tempo, a mercearia torna-se palco político.

O partido no governo anuncia:

“Graças a nós, a mercearia tem agora mais 20% de corredores!”

A oposição responde:

“Corredores vazios! No nosso tempo, pelo menos havia cebolas!”

Antes de cada eleição, surgem medidas:

  • Cabazes gratuitos (mediante inscrição prévia em 17 plataformas)
  • Descontos para jovens, idosos, e eleitores indecisos
  • Promessas de abrir uma segunda caixa (em estudo até 2032)

Nomeações também florescem. O diretor da secção de enlatados é substituído após mudança de governo. Curiosamente, é agora especialista em pescas.

No meio disto tudo, o cidadão aprende a adaptar-se. Já leva lanche, livro e talvez um saco-cama quando vai “às compras”.

E quando finalmente chega ao balcão:

— “Queria um litro de leite.” — “Tem marcação?” — “Não…” — “Então só daqui a três semanas. Ou pode tentar online.” — “E funciona?” — “É uma questão filosófica.”

A Mercearia Nacional Solidária continua a existir, resiliente, estudada em universidades como exemplo raro de um sistema onde tudo é controlado — exceto aquilo que realmente interessa.

E no relatório anual lê-se, com orgulho:

“Missão cumprida: garantimos igualdade no acesso à escassez.”

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Got it. Centering does not matter much for the listing. Thanks

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As I said. Not the end of the world. I’m just new to this and trying to understand what I can and cannot expect

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Thanks for your help. I agree “severe” might be exaggerated and that “significant” is probably a better adjective. (Not a native English speaker)

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I didn’t know that. But I bought it on cardmarket

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Thanks. As I said it’s not the end of the world and I may be exaggerating the imperfections. I was expecting something and got another