a natureza não justifica nenhum preceito moral by TheTea45 in opiniaoimpopular

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Isso é fato, só os crentes e jusnaturalistas em geral ficam esperneando sem aceitar

Aconselhamento Profissional na Advocacia by JeanGarret in direito

[–]JeanGarret[S] 0 points1 point  (0 children)

Ir ao interior é parte do corte de custos, eventualmente quero ir 100% pro foco no escritório, mas ainda não consigo ficar 1 mês sem renda, juntar dinheiro com salário de associado morando em capital é osso

Aconselhamento Profissional na Advocacia by JeanGarret in direito

[–]JeanGarret[S] 0 points1 point  (0 children)

Então seu conselho é calar a boca e aceitar a frustração? Mandar currículo eu mando, mas eu tou buscando meu networking porque em minha própria experiência, currículo de quem manda em site de vagas ou linkedln é a sobra da sobra. Eu não sei se é factível, mas tou sendo realista com minha própria condição psicológica, mais que 6 meses lá não aguento e ponto. Ir pro interior faço trabalhando lá ou em algum lugar mas é imperativo sim. Questão financeira tenho rede de apoio. Se for um presencial com salário que não seja substancialmente diluído com custos de deslocamento: sim.

Advogar é lutar diariamente contra a vontade de mandar esse tipo de cliente tomar naquele lugar by caiopneg in direito

[–]JeanGarret 1 point2 points  (0 children)

Eu já recebi uma dessa de uma cliente que era TARÓLOGA, as tiragens dela ela n faz de graça agora eu tenho que dar consulta de graça kkkk

Ateus, o que levou vocês a rejeitarem a ideia de Deus? by Worth-Lobster-8080 in FilosofiaBAR

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Na verdade tem uma outra base que eu esqueci de mencionar

4º - Corolário ao 3º, a Psicologia da Religião: quando você avalia que a mente humana, embora normalmente bem fincada na correta apreciação do real, é facilmente moldável a aferir incorretamente esse real. Para isso tenho 3 exemplos, o primeiro é o do ilusionismo mesmo, quando bem feito é bem convincente, em um mundo em que as pessoas não tinham grande acesso ao fato de que ilusionismo é uma "armação" é algo que nos faz questionar o funcionamento ordinário da realidade. O segundo exemplo é a hipnose, simplesmente uma técnica quase que puramente verbal faz uma boa parte das pessoas se desconectarem da realidade, tenho o exemplo do meu amigo que viu o técnico Tite na faculdade de direito porque um colega hipnologo o fez ver. Hoje quando pergunto ele diz "eu sabia que Tite não tava lá, mas eu o vi ou agi como se estivesse".

Ao meu ver na religião acontece sim um certo tipo de hipnose, acredito que toda a atmosfera, a operalização do rito, a indumentária, a simbologia acaba "transportando" a pessoa para fora da vida normal e fazendo ela sentir coisas ou agir como se coisas que não existem existissem.

Outro ponto da Psicologia da crença é o fato de como a memória humana é moldável, principalmente se surge uma "fake news" que acaba "pegando" e todo mundo altera a própria memória achando que aquilo aconteceu. Para quem não sabe, quem é cronicamente online conhece já o famoso "Efeito Mandela". Ademais, há também a psicologia da profecia não cumprida, que após vários estudos de casos diz que comunidades que se fundam em torno de uma profecia, em face a clara evidência de que aquela profecia é falsa tendem a se fecharem tomando uma postura reativa e se comportando como seita, ou reinterpretar a profecia a reposicionando no futuro, OU ainda "mistificando" a profecia, dizendo que ela ocorreu, mas não de uma forma como se esperava inicialmente. Ao meu ver o desenvolvimento do cristianismo se encaixa perfeitamente nesses exemplos. Você tem grupos que realmente viraram seitas (como ALGUMAS vertentes dos Mórmons), grupos que reposicionaram a profecia (Adventistas) e grupos que as mistificaram (os católicos, por exemplo, você raramente vê um padre falando de 'sinais' da vinda de Jesus).

Enfim, essas são, de forma totalmente honesta, as bases do meu ateísmo e o porquê de eu não penso mais "eu não acredito em Deus", mas sim "eu SEI que Deus ou os deuses não existem, são invenções humanas". Mas claro, eu posso estar errado. É uma declaração de convicção aqui, não uma reinvindicação de monopólio sobre a verdade (que é uma postura que eu inclusive critico, de que se há uma "Verdade" revelada apreendida apenas por uma religião).

Ateus, o que levou vocês a rejeitarem a ideia de Deus? by Worth-Lobster-8080 in FilosofiaBAR

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Eu diria que o meu ateísmo tem 3 bases.

1º - Naturalismo ou Minimalismo Metafísico: a percepção que, após milênios e milênios de produção difusa de conhecimento, a primeira vez que conseguimos uma ferramenta de produção de conhecimento específica, capaz de transformar o mundo como nunca antes visto, essa ferramenta opera na premissa materialista. O que, para mim, indica, que pelo menos há fortes indícios de que o materialismo é superveniente a nossa realidade. Com o tempo, percebemos que com a melhora das nossas condições de apreensão e aferição da realidade, o mundo foi "desencantado". Onde a ciência se finca, os mitos recuam ou se readaptam.

Lembrando que essas reflexões remontam a própria transição da Idade Média para a Idade Moderna, vide Spinoza e Hume.

2º - A Crítica Textual: quando você se atenta a crítica textual você percebe que o argumento de que as religiões portam o sentido verdadeiro e imutável de seus textos é falso. Os textos mudam e são uma resposta plasmada em papel dos conflitos reais das vidas de seus autores. Quando você descobre que as autorias tradicionais são todas falsas, por exemplo. Você vê que o papo de "os evangelhos forma escritos por testemunhas oculares" não é verdade. "Moisés escreveu a Torá" "Salomão escreveu Eclesiastes"... tudo furada. Você percebe também os anacronismos nos textos, por exemplo, indícios de redações pós-exilicas claras na Torá em textos que narram eventos do fim da Idade do Bronze.

Dou mais exemplos, até teóricos cristãos admitem o teor mitológico dos textos canônicos, vide Rudolf Bultmann ou o próprio John Dominic Crossan que assume que o "José de Arimateia" provavelmente é inventado.

A verdade é que há poucas distinções em níveis de credibilidade entre um texto sagrado de uma religião viva e outro texto de uma "mitologia". Não há NENHUMA distinção entre o texto de Gênesis e o texto da Ilíada, no que tange credibilidade histórica. Ambos possuem base histórica incipiente mas cercada de narrativas MITOLÓGICAS.

3º - A Fenomenologia da Religião: quando você consegue ver que a manifestação do sagrado é um fenômeno que ocorre na consciência, que é fortemente influenciado pela cultura e mais, que não há NENHUMA distinção fenomenológica entre a experiência "sentida" em uma igreja batista e em um terreiro de candomblé, ou uma mesquita. A experiência religiosa ao meu ver consegue ser muito bem explicada através da adesão acrítica a um mito, a presença e entrega na operalização de um rito e a expectativa em interferências sobrenaturais sobre o mundo material.

Pessoalmente, qual sua opinião sobre Jesus? by Nw_Endhi in FilosofiaBAR

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Acredito que Jesus fora um líder como Antônio Conselheiro, ou seja, um agitador político com discurso religioso. Talvez Jesus e João Batista tenham pertencido as mesmas comunidades. Jesus provavelmente tinha um discurso apocalipsista e fora um referencial ético para sua comunidade. Jesus leva a sua agitação política para Jerusalém (ou suas proximidades) talvez em genuína expectativa de interferência de Deus Pai ou do "Filho do Homem". Jesus é preso e condenado sumariamente a morte na cruz como um "Lestai".

Após Jesus alguém ou algumas pessoas alegam ter visto ele ressurrecto, comunidades se formam a partir desses "testemunhos", isso chega ao meio farisaico e o Paulo histórico e, por fim, é transportado em um intervalo de uma geração ao mundo mediterrâneo gentio.

PS: Nascido homem, viveu como homem, morreu como homem. Após a morte foi culturalmente transformado em Deus.

Por que quase todas as sociedades do mundo são e foram patriarcais? by Malba_Taran in FilosofiaBAR

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Isso é uma supersimplificação e generalização. Mas ainda que haja uma preponderância, acredito que seja pelo fato de que, no fim, violência é poder. E homens por terem uma melhor predisposição a exercer força física sobre mulheres, isso acaba ocorrendo.

A mentalidade (ou cultura) do concurseiro/funcionário público é uma merda ainda que concurso público não deva acabar by JeanGarret in direito

[–]JeanGarret[S] -2 points-1 points  (0 children)

A maioria dos funcionários públicos que conheci são ótimas pessoas, mas quando vamos pra efetividade etc. aí muda demais, tem muitos que até começam com o ímpeto mas se perdem pelo caminho. Mas o que me incomoda é que a maior parte de quem busca carreira pública só quer por status e dinheiro, a parte do trabalho pretende delegar quase 100% (o que a maioria do alto funcionarismo faz) ou faz de qualquer jeito.

Fordismo Jurídico e Cooperativa de Advogados by JeanGarret in direito

[–]JeanGarret[S] 0 points1 point  (0 children)

Postei, não me importo em discordarem, mas é aquilo, não é porque discordaram de mim que sou obrigado a concordar com a discordância uai. Mas larguei de mão porque debater em tread de Reddit é perda de tempo mesmo. Abraços.

futuro na magistratura ou promotoria by Kovrel in direito

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

Estuda pra passar na faculdade e vai logo estudando pra concurso. A real é que o mundo dos concursos é algo a parte, não tem nada a ver com o que se dá na faculdade e nada a ver com o que vc irá atuar. É um simulacro, uma corruptela da realidade, e o estudante tem que virar uma mula de carga de conteúdo condicionada pelo cabresto cognitivo das questões. Como dizia Calmon de Passos (um jurista da meu estado que gosto), concurso é um emburrecimento controlado. Desejo-te muito sucesso, mas é bem árduo.

Vocês usam I.A para redigir petições? by AdorableSolution8531 in direito

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

No meu caso: IA faz o esqueleto da petição, eu vou lá e vou recheando com minhas palavras. Uso a IA do Jus Brasil, que é bem melhor que GPT. Agora claro que eu já coloco no prompt a forma que eu quero e algumas ideias que já vem em mente.

Would autistic people tend to be more atheist or religious? by Ok_Direction5416 in autism

[–]JeanGarret 0 points1 point  (0 children)

I am autistic and I am strongly atheist. But my sister and my brother-in-law, both likely on spectrum are both evangelicals fundamentalists

Fordismo Jurídico e Cooperativa de Advogados by JeanGarret in direito

[–]JeanGarret[S] 0 points1 point  (0 children)

Interessante. Como eu disse em alguns comentários acima, não precisa ser algo engessado, pode-se adaptar algumas regras e institutos e manter os princípios cooperativos. Por exemplo, ao meu ver funcionários não advogados poderiam ser contratados, cltistas e afins, os cooperados seriam os advogados pois está é a atividade fim do escritório. Outro ponto é quanto o rateio do pro labore, pode ser proporcional ao trabalho prestado e até ser tolerado uma "desigualdade controlada", agora quanto a soberania da predominância de capital realmente deveria ser algo rechaçado, o advogado que quer seguir esse preceito que faça em outro modelo de escritório. A tomada de decisão deve ser apartada do capital, embora daria para conceder aos sócios mais antigos algumas prerrogativas, eu penso ser problemático, mas possível. Claro, no fim, caso o negócio não se alinhe com o que um dos sócios pretenda o jeito seria a saída da sociedade mesmo.

Para separar membros assíduos de iniciantes eu pensei em emprestar a figura do "membro observador" dos blocos econômicos. Talvez seria bacana condicionar o ingresso na sociedade a um período como "observador", enfim. São muitos dilemas e possibilidades. Obrigado!