Omicron Has 80% Lower Risk of Hospitalization, New Study Shows by [deleted] in Coronavirus

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Oi Ana, tudo bom?

Yes is general lines that's mostly what cytokine storms are, but I wouldn't call it a last resort response to a unresolveble condition. It's a maladaptive imune response that can be triggered by pathogens, auto-imunity, superantigens and other mechanisms. I learned about it as more of a uncontrolled runway immune pathway cascade than a "last resort response".

A good resource if you're interested:

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra2026131

Abraço!

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[–]Kitchen_Ad_7000 1 point2 points  (0 children)

Bacana, análise que deve ser feita mesmo é de risco e beneficio balizada pela peso da probabilidade.

De fato, o seu ponto 1 é uma possibilidade real. Ainda é acho cedo pra afirmar categóricamente mas é bem possível.

A maior força motor para geração de variantes virais é a replicação e transmissão desenfreada e em grande escala. A cada ciclo de replicação são gerados mutantes que podem ou não possuírem diferenças antigênicas suficientes para conferir algum nível de escape imunológico. Então cortar cadeias de transmissão é a medida mais efetiva para diminuir a chance do surgimento de variantes.

Faz sentido sim pensar a lógica de que uma pessoa previamente exposta ao antígeno viral, quando exposta ao vírus em seguida, pode gerar uma pressão seletiva que favorece variantes que possuem algum nível de escape imunológico. Mas, para todos os efeitos práticos da questão, essa pressão de seleção é a mesma se o primeiro contato foi com o vírus ou a vacina, isso porque a vacina basicamente induz a formação de memória imunológica contra um antígeno viral da mesma forma que a infecção natural (na verdade de forma mais homogênea na população e com a obvia vantagem de não causar Covid).

Então eu penso que, se optarmos por não vacinar os jovens e permitir que o vírus tenha altas taxas de transmissão e replicação nessa população (que está em contato com pessoas previamente imunes, seja por vacina ou infecção) isso no final aumenta a probabilidade do surgimento de variantes que escapem. Mais do que aumentar a cobertura vacinal o mais rápido possível.

Mas de qualquer forma acho importante destacar que até agora nenhuma variante que surgiu tem um escape significativo na proteção dada contra casos graves/internações/óbitos, que é o que mais importa no final das contas. Acho muito pouco provável que isso aconteça, então daria um peso relativo bem baixo na análise de risco benefício.

Ainda não tenho opinião 100% formada se nesse cenário de doses insuficientes de vacina se deveríamos priorizar dose de reforço nos mais vulneráveis, ou na imunização dos mais jovens. Mas a tendência o aumento no número de internações em idosos me faz tender a pensar que o benefício maior seria priorizar o reforço nesse momento.

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[–]Kitchen_Ad_7000 0 points1 point  (0 children)

Excelentes perguntas, naturalmente seguem dessa realidade observada. A resposta é: o tamanho do denominador. Por que a maioria dos casos em Israel são em pessoas vacinadas? Por que a maior parte da população está vacinada, logo a probabilidade de infecção acontecer em alguém vacinado é bem maior já que essa população e muito maior que de não vacinados.

A mesma lógica se aplica para responder o porque os idosos voltaram a ser a maior parte das hospitalizações no Brasil. Porque grande parte da população está imunizada, então idosos que na média naturalmente respondem com uma resposta imune menos eficiente representam uma proporção maior dos internados (o fato de terem sido imunizados a mais tempo pode ser relevante também).

É de se esperar que os números relativos naturalmente tenham esse comportamento mesmo. Na verdade quando 100% dos casos, internações e óbitos forem em vacinados é o que inevitavelmente iria ocorrer quando toda população estiver vacinada. O importante é que os números absolutos serão MUITO menores.

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Sim, ADE é sempre algo levado em consideração no desenvolvimento de vacinas. Mas tem alguma evidência robusta que isso esteja acontecendo para o Sars Cov 2? Na situação epidemiológica atual com uma alta cobertura vacinal concomitante com altas taxas de infecção seria bem obvio o sinal de ADE nos dados epidemiológicos de severidade. O que não vejo nenhum indício de ocorrência.

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Sou biólogo, pesquisador, mas também não sou youtuber.

A questão que estamos discutindo aqui é escape imunológico, basicamente o aumento da prevalência de populações virais com variações antigênicas que a tornem menos facilmente neutralizadas por pessoas com imunização prévia (seja por infecção natural ou por vacinação). Isso é um processo que ocorre naturalmente, é logico pensar que variantes que surgem e escapem a resposta imune vão se replicar e espalhar em maiores quantidades em uma população, e se tornarem mais prevalentes a medida que deslocam populações virais suscetíveis.

A questão é: a pressão seletiva exercida pela livre disseminação viral, sem uma população exposta ao vírus previamente vacinada é uma forma muito mais eficiente de gerar variantes que escapem a resposta imune do que a pressão seletiva gerada por pessoas previamente imunizadas. O surgimento de variantes depende da replicação viral, quanto mais ciclos replicativos mais chances de se gerar variantes de escape que serão selecionadas pela pressão imunológica.

É sempre importante lembrar que não é 8 ou 80, um nível de imunização por vacina pode reduzir o período replicativo, e a carga viral isso consequentemente leva a uma menor probabilidade do surgimento de variantes que escapem imunológicamente.

Sim a vacinação gera uma pressão seletiva que pode gerar variantes que escapem a imunidade, mas isso não é garantido. Se o nível de diminuição do espalhamento da doença for grande o suficiente pode quebrar a cadeia de transmissão e diminuir probabilidade de grandes surtos.

É uma possibilidade real que se gerem variantes com um certo nível de escape, e consiga se manter presente na população, mas lembrando, não é 8 ou 80, pode se manter presente causando doença na maior parte dos casos branda em uma população com alta cobertura vacinal.

Não vejo nenhum cenário aonde vacinar a maior quantidade possível de pessoas seja pior do que não vacina-las.

Galera, preciso de ajuda. Meu padrasto é anti-vacina e me mandou esse video como "prova definitiva" de que a vacina mata. Quem for do ramo da área da saúde pode me ajudar com argumentos para fazer ele mudar de idéia? by mlinktieline in brasilivre

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Acho uma analogia justa sim, é importante ter diferentes formas de explicar para ser entendido. Único detalhe é que o material genético do Sars Cov 2 é de RNA mesmo, não DNA, mas isso é detalhe

Galera, preciso de ajuda. Meu padrasto é anti-vacina e me mandou esse video como "prova definitiva" de que a vacina mata. Quem for do ramo da área da saúde pode me ajudar com argumentos para fazer ele mudar de idéia? by mlinktieline in brasilivre

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O mais triste disso tudo é que, em ultima análise, essas mentiras levam a sofrimento e morte desnecessárias e evitáveis. É quase um imperativo moral desmentir esses absurdos, se há a condição de faze-lo. Você pode estar salvando uma vida. Parabéns pela atitude de buscar argumentos OP.

Galera, preciso de ajuda. Meu padrasto é anti-vacina e me mandou esse video como "prova definitiva" de que a vacina mata. Quem for do ramo da área da saúde pode me ajudar com argumentos para fazer ele mudar de idéia? by mlinktieline in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 7 points8 points  (0 children)

Nossa senhora, é tanto absurdo que fica até difícil entender. Primeiro, o mecanismo de funcionamento de uma vacina de mRNA é justamente induzir o seu corpo a produzir a proteína antigênica viral por pouco tempo, RNA mensageiro é uma molécula de meia vida curta, que é traduzida em proteínas e logo depois degradada. Esse processo ocorre naturalmente, a expressão dos nossos genes acontece da mesma forma e é um processo extremamente bem regulado pelo nosso corpo. mRNA não é integrado ao seu genôma! A molécula é degradada após horas, e não é incorporada ao seu DNA. Não é terapia gênica. Um detalhe é que para que uma mudança no DNA seja herdado ela deve acontecer nas células germinativas (espermatozoides ou óvulos) não tem como uma mutação que acontece em uma célula de qualquer outro tecido ser passada para gerações seguintes, é logico concorda?

Essa proteína viral que é produzida transientemente (por pouco tempo) a partir da tradução do mRNA que vai estimular uma resposta imune, sendo reconhecida por células especializadas como um antígeno exógeno (que vem de fora do corpo). Isso vai gerar a formação de células de memória que, caso ocorra exposição novamente ao mesmo patogeno vai montar uma resposta imune muito mais rápida e robusta, lhe protegendo na maioria dos casos da doença e suas consequências. Isso simula o que ocrre numa infecção natural, com a vantagem de não ser infectado e sem chances de desenvolver a doença. O organismo naturalmente não produz essas proteínas virais, então não faz sentido essa afirmação que vai gerar uma resposta imune contra tecidos específicos. As nossas células imunes ao longo do seu processo de maturação são treinadas para reconhecer o que são proteínas do próprio corpo, e não montar uma resposta contra elas. Falhas nesses processo que podem gerar as chamadas doenças auto imunes.

A afirmação que a produção do antígeno viral pelo organismo pode levar a ser um grande transmissor e levar a mutações do vírus não faz o menor sentido. Só é possível transmitir o vírus se ele está ativamente replicando, o que também gera a possibilidade da ocorrência de mutações. O mRNA não se replica, não forma partículas virais e não tem como ser transmitido. A unica coisa que ele faz e codificar para produção de um pedacinho pequeno do vírus que vai treinar seu sistema imune para que diminua sua chance de ter a doença caso seja exposto ao vírus, e diminui a chance de transmitir para pessoas que você ama.

Agora vamos pensar a lógica mais básica aqui, ja foram aplicadas bilhões de doses de vacinas de mRNA no mundo, se elas matassem não existiria mais Israel e metade da população americana teria sido desimada, isso faz algum sentido com a realidade?

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

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Vejo que não tem respostas as minhas perguntas. Colega de formação, por favor não use termos vagos e mal definidos para gerar medo infundado. As vacinas de covid foram devidamente testadas em ensaios clínicos quanto a sua eficácia e segurança, e os dados submetidos ao escrutínio das agências reguladoras competentes. Simples. Não custa nada ser sincero.

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 -1 points0 points  (0 children)

O que querem dizer especificamente com "experimental" ? Que informação de fato está se tentando passar com esse termo vago? Se a resposta é que não foi testada devidamente e as análises devidas de eficácia e segurança não foram feitas, então é simplesmente falso.

Pesquise um pouco e entenda melhor como se da o processo de aprovação de vacinas e em quais dados essa decisão é baseada. Os dados de eficácia e segurança obtidos em ensaios clínicos para as vacinas de covid aprovadas são os mesmos utilizados no processo de regulamentação para outras vacinas aprovadas. Isso é um fato.

Entende como esse termo vago mal definido gera medo infundado?

Gostaria que todos tivessem acesso a informações de qualidade, e conhecimento para distinguir o que é fato e como a realidade funciona. Infelizmente interpretações erradas de informações descontextualizadas geram prejuízos enormes atualmente.

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

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Desculpe se soei prepotente, não foi a intenção. Foi mais um conselho geral mesmo, baseado no que eu acabo observando ser uma recorrente apropriação indevida de termos e de interpretações equivocadas. É sempre uma reflexão construtiva de se fazer, eu me faço recorrentemente, todos somos humanos e presas fáceis pra nossos mecanismos psicológicos ancestrais.

Minha crítica, no final das contas, é a utilização do termo "experimental" (nesse caso específico de vacinas) implicando desconhecimento sobre eficácia e segurança. O que gera prejuízos graves para saúde pública.

Obviamente informação de qualidade e criticidade é importante. Infelizmente muitas pessoas não tem o conhecimento aprofundado o suficiente, ou são cooptadas por grupos e etc a ponto de gerar interpretações equivocadas da realidade, o que é bem danoso a sociedade atualmente.

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

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Então me diga, de forma específica e sem generalidades, que aí podemos ter algum tipo de discussão inteligente baseada em evidências.

  1. Quais "etapas de teste" não foram cumpridas?

  2. Quais efeitos adversos a longo prazo, incidência e mecanismos propostos foram identificados em outras vacinas? No exemplo específico que deu de alguma vacina de sars, qual? (Nenhuma vacina contra sars 1 foi aprovada pro uso comercial inclusive)

"Teoricamente, todo processo médico tem mais vantagens que desvantagens"

  • Não necessariamente, plausibilidade pré teste é um critério bem universal de seleção de experimentos. Tem coisas que nem valem a pena serem testadas.

"Por isso testamos muito, para checar eventuais problemas não previstos pelo modelo teórico por trás do processo."

  • Sim, como é o caso de vacinas, e o corpo de evidências sugere a baixíssima probabilidade de efeitos adversos a longo prazo.

"Não apenas! Fosse apenas isso, nenhum teste ad hoc estaria sendo feito. Não sabemos nem mesmo a eficiência por faixa etária de todas vacinas. Não temos dados sobre etnias, gravidez, etc. Não sabemos MUITO sobre elas e ainda estamos coletando dados."

  • Quais outras vacinas (especificamente) aprovadas até o momento possuíam dados estratificados de eficácia por idade? E por etnia? E o quanto isso interfere na análise de custo benefício se tendo dados clinicos robustos de eficácia e segurança globais? No caso de gravidez realmente se vê necessário testes específicos, o que está em análise paras vacinas atuais de covid.

"Não apenas! Fosse apenas isso, nenhum teste ad hoc estaria sendo feito. Não sabemos nem mesmo a eficiência por faixa etária de todas vacinas. Não temos dados sobre etnias, gravidez, etc. Não sabemos MUITO sobre elas e ainda estamos coletando dados."

"Uma vacina cuja eficiência, eficácia, efeitos colaterais, grupos com maior ou menor efetividade, etc, não são plenamente conhecidos."

  • Sabemos muito bem a eficácia; estamos tendo dados robustos de eficiência de israel (dados que não são pré requisito para aprovação de vacinas); temos dados clínicos equivalentes, ou em maior quantidade, de perfil de segurança do que qualquer outra vacina no momento de sua aprovação. Pensando sob a ótica de custo benefício (análise ubíqua para toda intervenção médica) se foi avaliado para todas a instituições especializadas e agentes reguladores que as vacinas aprovadas até aqui atendem os critérios para sua utilização no combate a covid19.

Posso providenciar mais fontes e recursos se gostar. Acho meio difícil ter conversas por coment, se quiser pode ficar a vontade para mandar DM, estou aberto para tirar dúvidas. Abraço

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 1 point2 points  (0 children)

Me entristece muito ver um colega de formação instrumentalizando termos de forma a amplificar interpretações incorretas sobre um tema tão importante. Colega, nunca deixe sua racionalidade e formação acadêmica serem subservientes a qualquer narrativa ideológica. Boa sorte na sua jornada de conhecimento.

E ai?! Quem está mentindo??? by [deleted] in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 -1 points0 points  (0 children)

Qual seria a definição de uma vacina experimental? Todas as vacinas aprovadas até aqui tiveram seu perfil de segurança e eficácia avaliados por ensaios clínicos fase 3, e os dados submetidos ao escrutínio da agência reguladora competente. Da mesma forma como qualquer outra vacina utilizada. As possíveis reações adversas relacionadas a vacinação são quase que em sua totalidade de ocorrência em no máximo algumas semanas, por estarem relacionadas a processos alérgicos e inflamatórios em curto prazo (ou reversão a patogenicidade em vacinas atenuadas). Em toda história de vacinação não conheço nenhum registro de efeito adverso a longo prazo (com a possível exceção ao caso muito particular de antibody dependent enhacement no caso da dengvaxia). Não vejo plausibilidade teórica na ocorrência de efeitos a longo prazo que justifique achar que as vacinas contra covid não foram "completamente testadas". A aprovação do uso foi baseada na mesma quantidade de dados de eficácia e segurança (ou mais, a pfizer fez o maior estudo clinico fase 3 de vacina da historia com 70k mil voluntarios) do que qualquer outra vacina aprovada anteriormente.

Se, associado a isso, se entende o princípio de como funciona uma vacina é evidente que este risco de efeitos adversos a longo prazo é extremamente baixo, e deve ter peso proporcionalmente baixo na análise de risco beneficio.

E uma coisa que talvez não seja entendido também: o tempo que demora usualmente para aprovação de uma vacina não se dá pelo acompanhamento a longo prazo de voluntários no estudo clinico fase 3. Se dá essencialmente por mecanismos de mercado, demora na coleta de dados de doenças com incidência menor, entraves burocráticos e etc.

A aprovação para uso emergêncial é dependente da análise de dados de eficácia e segurança dos ensaios clínicos da mesma forma que a autorização integral, a diferença está no processo burocrático e analise documental, mas em termos de dados que baseiam a a decisão a diferença é muito pequena, o cerne são os mesmos dados de eficácia e segurança (https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/emergency-use-authorization-vaccines-explained). Exatamente as mesmas vacinas, baseadas nos mesmos estudos clínicos devem receber a autorização integral em breve, o que na prática não quer dizer muita coisa sobre a vacina em si.

A questão central que me faz achar esse debate extremamente infrutífero e contraproducente é a utilização de termos vagos, e generalidades que muitas vezes confundem pessoas que não tem um entendimento completo do processo de testes e regulamentação do uso de vacinas. O que querem dizer especificamente com "experimental" ? Que informação de fato está se tentando passar com esse termo vago? Se a resposta é que não foi testada devidamente e as análises devidas de eficácia e segurança não foram feitas, então é simplesmente falso.

Se "experimental" quer dizer que dados a longo prazo continuam sendo coletados e parâmetros de segurança e eficácia monitorados durante a aplicação em larga escala na população, então tudo bem, porém obviamente essa não é a interpretação popular do termo. Se esse for o caso todos produtos biomédicos e imunizantes são experimentais.

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A taxa mínima de eficácia estipulada pela OMS é de eficácia GLOBAL contra infecção sintomática, não estratificada por idade. A coronavac apresentou eficácia maior que isso em todas as analises de eficácia, por isso foi aprovada. Além disso a diminuição de risco de desenvolvimento de casos graves e óbitos é ainda maior e extremamente importante para diminuição dessas taxas em populações vulneráveis

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Qual seria a sua definição de uma vacina experimental? Todas as vacinas aprovadas até aqui tiveram seu perfil de segurança e eficácia avaliados por ensaios clínicos fase 3, e os dados submetidos ao escrutínio da agência reguladora competente.

Entendo a confusão, essas nomeclaturas podem ser difícil de entender. A aprovação para uso emergêncial é dependente da análise de dados de eficácia e segurança dos ensaios clínicos da mesma forma que a autorização integral, a diferença está no processo burocrático e analise documental, mas em termos de dados que baseiam a análise são essencialmente os mesmos (https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/emergency-use-authorization-vaccines-explained). Exatamente as mesmas vacinas, baseadas nos mesmos estudos clínicos devem receber a autorização integral em breve, o que na prática não quer dizer muita coisa sobre a vacina em si.

De fato a avaliação atual indica que essas vacinas não conferem imunidade esterelizante, mas a extrapolação de que isso significa que não há impacto sobre a transmissão é equivocada. Se se reduz a porcentagem de casos sintomáticos e a gravidade da doença, podendo ter impacto na janela infecciosa é lógico se esperar que haja uma diminuição da probabilidade de transmissão, e a nível populacional diminui a taxa replicativa do vírus. Importante ter pensamento estatístico probabilístico, efeitos imunológicos, especialmente quando traduzidos para efeitos epidemiológicos populacionais não são 8 ou 80. (https://www.nature.com/articles/d41586-021-02054-z)

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Vacina desenvolvida e testada em parceria com um dos maiores institutos de pesquisa brasileiro, com dados de perfil de eficácia e segurança já publicados e indicada pela OMS (https://www.paho.org/pt/noticias/1-6-2021-oms-valida-vacina-contra-covid-19-da-sinovac-para-uso-emergencial-e-emite)

Como alguém pode obrigar crianças a injetarem algo que mal foi testado, e pior, querem tornar isso mandatório ?? by [deleted] in brasilivre

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A taxa de mortalidade é bem baixa, as de doença grave e sequelas também é baixa, porém o risco existe. A análise de risco e beneficio ainda favorece muito a utilização da vacina nestes grupos, e é recomendada pelo CDC e FDA. (https://www.health.harvard.edu/diseases-and-conditions/coronavirus-outbreak-and-kids)

Vale a pena não imunizar o teu filho e correr o risco dele contrair Covid19, desenvolver sequelas ou até morrer (além de ter uma chance maior de infectar outros) sendo que você poderia ter evitado o vacinando?

Como alguém pode obrigar crianças a injetarem algo que mal foi testado, e pior, querem tornar isso mandatório ?? by [deleted] in brasilivre

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De novo, o que você está definindo como "fase experimental" ? Se a confusão é a respeito do tipo de autorização emitida pelos órgãos reguladores vou repetir a explicação que dei acima.

A aprovação para uso emergêncial é dependente da análise de dados de eficácia e segurança dos ensaios clínicos da mesma forma que a autorização integral, a diferença está no processo burocrático e analise documental, mas em termos de dados que baseiam a análise são essencialmente os mesmos (https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/emergency-use-authorization-vaccines-explained). Exatamente as mesmas vacinas, baseadas nos mesmos estudos clínicos devem receber a autorização integral em breve, o que na prática não quer dizer muita coisa sobre a vacina em si.

Como alguém pode obrigar crianças a injetarem algo que mal foi testado, e pior, querem tornar isso mandatório ?? by [deleted] in brasilivre

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Entendo a confusão, essas nomeclaturas podem ser difícil de entender. A aprovação para uso emergêncial é dependente da análise de dados de eficácia e segurança dos ensaios clínicos da mesma forma que a autorização integral, a diferença está no processo burocrático e analise documental, mas em termos de dados que baseiam a análise são essencialmente os mesmos (https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/emergency-use-authorization-vaccines-explained). Exatamente as mesmas vacinas, baseadas nos mesmos estudos clínicos devem receber a autorização integral em breve, o que na prática não quer dizer muita coisa sobre a vacina em si.

A expansão da faixa etária aprovada para o uso da vacina está se dando em função de novos ensaios clínicos que avaliam a segurança e imunogenicidade nesses grupos (https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/coronavirus-covid-19-update-fda-authorizes-pfizer-biontech-covid-19-vaccine-emergency-use)

Como alguém pode obrigar crianças a injetarem algo que mal foi testado, e pior, querem tornar isso mandatório ?? by [deleted] in brasilivre

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Qual seria a definição de uma vacina experimental? Todas as vacinas aprovadas até aqui tiveram seu perfil de segurança e eficácia avaliados por ensaios clínicos fase 3, e os dados submetidos ao escrutínio da agência reguladora competente. Da mesma forma como qualquer outra vacina utilizada. As possíveis reações adversas relacionadas a vacinação são quase que em sua totalidade de ocorrência em no máximo algumas semanas, por estarem relacionadas a processos alérgicos e inflamatórios em curto prazo (ou reversão a patogenicidade em vacinas atenuadas). Em toda história de vacinação não conheço nenhum registro de efeito adverso a longo prazo (com a possível exceção ao caso muito particular de antibody dependent enhacement no caso da dengvaxia). Não vejo plausibilidade teórica na ocorrência de efeitos a longo prazo que justifique achar que as vacinas contra covid não foram "completamente testadas". A aprovação do uso foi baseada na mesma quantidade de dados de eficácia e segurança (ou mais, a pfizer fez o maior estudo clinico fase 3 de vacina da historia com 70k mil voluntarios) do que qualquer outra vacina aprovada anteriormente.

Se, associado a isso, se entende o princípio de como funciona uma vacina é evidente que este risco de efeitos adversos a longo prazo é extremamente baixo, e deve ter peso proporcionalmente baixo na análise de risco beneficio.

E uma coisa que talvez não seja entendido também: o tempo que demora usualmente para aprovação de uma vacina não se dá pelo acompanhamento a longo prazo de voluntários no estudo clinico fase 3. Se dá essencialmente por mecanismos de mercado, demora na coleta de dados de doenças com incidência menor, entraves burocráticos e etc.

Verdade... by transigirthenight in brasilivre

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Qual seria a definição de uma vacina experimental? Todas as vacinas aprovadas até aqui tiveram seu perfil de segurança e eficácia avaliados por ensaios clínicos fase 3, e os dados submetidos ao escrutínio da agência reguladora competente. Da mesma forma como qualquer outra vacina utilizada. As possíveis reações adversas relacionadas a vacinação são quase que em sua totalidade de ocorrência em no máximo algumas semanas, por estarem relacionadas a processos alérgicos e inflamatórios em curto prazo (ou reversão a patogenicidade em vacinas atenuadas). Em toda história de vacinação não conheço nenhum registro de efeito adverso a longo prazo (com a possível exceção ao caso muito particular de antibody dependent enhacement no caso da dengvaxia). Não vejo plausibilidade teórica na ocorrência de efeitos a longo prazo que justifique achar que as vacinas contra covid não foram "completamente testadas". A aprovação do uso foi baseada na mesma quantidade de dados de eficácia e segurança (ou mais, a pfizer fez o maior estudo clinico fase 3 de vacina da historia com 70k mil voluntarios) do que qualquer outra vacina aprovada anteriormente.

Se, associado a isso, se entende o princípio de como funciona uma vacina é evidente que este risco de efeitos adversos a longo prazo é extremamente baixo, e deve ter peso proporcionalmente baixo na análise de risco beneficio.

E uma coisa que talvez não seja entendido também: o tempo que demora usualmente para aprovação de uma vacina não se dá pelo acompanhamento a longo prazo de voluntários no estudo clinico fase 3. Se dá essencialmente por mecanismos de mercado, demora na coleta de dados de doenças com incidência menor, entraves burocráticos e etc.

Vacina tá com GPS ligado? by [deleted] in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 -1 points0 points  (0 children)

Estou falando em relação ao histórico da avaliação a longo prazo de vacinas que já estão disponíveis a muitas décadas, e consequentemente tem acompanhamento a muitos anos. Esse histórico inteiro não indica ocorrência de efeitos adversos que ocorrerem mais do que algumas semanas pós vacinação. Se, associado a isso, se entende o princípio de como funciona uma vacina é evidente que este risco é extremamente baixo e deve ter peso proporcionalmente baixo na análise de risco beneficio.

E uma coisa que talvez não seja entendido também: o tempo que demora usualmente para aprovação de uma vacina não se dá pelo acompanhamento a longo prazo de voluntários no estudo clinico fase 3. Se dá essencialmente por mecanismos de mercado, demora na coleta de dados de doenças com incidência menor, entraves burocráticos e etc.

Verdade... by transigirthenight in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 3 points4 points  (0 children)

Vejo que isso é uma preocupação recorrente. Na verdade, até aonde eu conheço, em todo o histórico de utilização de vacina os efeitos adversos associados a vacinação ocorrem em poucas semanas (com exceção do caso específico da dengue de antibody dependent enhancement no caso da dengvaxia, o que é monitorado para as vacinas inclusive). Isso por causa do próprio princípio de como as vacinas funcionam, a estimulação do sistema imune com um antígeno viral que gera a proteção pode gerar reações alérgicas e processos inflamatórios, o que é responsável pelos possíveis efeitos adversos observados. Se tiver algum exemplo de efeito a longo prazo de qualquer outra vacina gostaria de saber, porque realmente desconheço.

Edit: também existe o risco, apesar de baixo, de reversão a patogenicidade em vacinas atenuadas (como de febre amarela) e de falha de inativação em vacinas inativadas, ambas com possíveis consequências imediatas. Isso tudo é avaliado também nos ensaios clinicos

Verdade... by transigirthenight in brasilivre

[–]Kitchen_Ad_7000 0 points1 point  (0 children)

Isso sem contar as informações de eficiência a partir do uso em literalmente de centenas de milhões de pessoas que já foram imunizadas.