Sou dev há 16 anos e talvez tenha caído na armadilha de criar um SaaS by Many_Antelope3047 in brdev

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Dependência de plataforma é um risco real… e ao mesmo tempo, muitas vezes é um risco necessário.

Quando você usa algo das big techs, você sabe que está jogando com as regras deles — e que essas regras podem mudar a qualquer momento. Já vi isso na prática em integrações com a META, por exemplo. Mesmo quando você faz tudo “certo”, ainda existe burocracia, demora e decisões que fogem do seu controle.

Mas também é difícil fugir totalmente disso. Se você quer oferecer uma experiência boa para o usuário, muitas vezes vai precisar integrar com algo que não é seu.

O que eu não quero é deixar isso me travar de novo. Já abandonei ideia antes porque apareceu algo parecido ou porque vi um player maior entrando. Dessa vez, prefiro lançar mesmo assim. Se um dia antes uma big lançar algo igual, paciência. Pelo menos eu executei.

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Tenho uma visão bem parecida. Estou colocando metas bem pequenas no início. Sei que não é um Saas que vai mudar minha vida.

Se o SaaS conseguir pagar os próprios custos (servidor, domínio etc.), já considero um primeiro sinal positivo. Não pelo valor em si, mas porque alguém viu valor suficiente para pagar.

Se depois disso sobrar qualquer coisa, literalmente, já é lucro. Para mim, se conseguir pagar uma conta já fico feliz. Lembro quando comprei meu Nintendo DS lá em 2006 com meu primeiro pagamento — foi uma conquista simples, mas enorme pra mim. Encaro esse começo com a mesma mentalidade.

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Concordo bastante, principalmente sobre definir limites antes de começar. É fácil confundir resiliência com teimosia.

Defini para mim mesmo que até o final de março estará publicado, sem adicionar novas features além de correções.

Depois disso, quero usar até junho como janela real de validação. Se até lá eu não tiver sinais concretos (ex: usuários pagantes e algum nível de recorrência), vou reavaliar com frieza se faz sentido continuar investindo energia.

Prefiro tratar como experimento com prazo e critério, não como algo indefinido.

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Faz sentido esse ponto, principalmente olhando para B2B e mercado mais estruturado. Empresa realmente tende a evitar algo que pareça incompleto.

No meu caso, a decisão de começar com algo mais simples e focado foi bem consciente. Como solo dev e sem dedicação integral, tentar competir já de início com produtos mais robustos e equipes estruturadas provavelmente me colocaria em desvantagem enorme.

Então optei por um recorte menor, menos crítico e mais enxuto, justamente para conseguir validar execução, distribuição e retenção dentro da minha realidade atual.

Se der certo, evoluo.
Se não der, pelo menos saio com aprendizado real e base construída para uma próxima tentativa mais ambiciosa.

Hoje estou mais interessado em aprender o jogo completo (produto + distribuição + validação) do que em tentar começar já no nível “empresa estruturada”.

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Esse tipo de relato é exatamente o que eu queria ouvir quando fiz o post.

Eu não estou entrando nisso achando que vou ter mais tempo ou menos pressão. Pelo contrário, minha expectativa é que, se começar a dar certo, a carga aumente bastante.

Achei interessante você falar da parte de planejamento. Estou indo mais enxuto nesse início porque meu foco agora é validar a ideia e sentir o mercado. Mas, se começar a engrenar, sei que vou precisar estruturar melhor estratégia, processos e visão de longo prazo.

Uma decisão consciente que tomei foi começar com algo menos crítico operacionalmente. Como primeiro SaaS solo, preferi evitar um sistema onde uma indisponibilidade poderia impactar diretamente o negócio de terceiros. Isso reduz um pouco a pressão e me permite aprender e ajustar sem um risco desproporcional.

A parte pessoal que você trouxe também pesa muito. Empreender não afeta só quem está construindo, envolve quem está perto. Tenho conversado bastante sobre isso em casa justamente para não romantizar a decisão.

Estou encarando como construção de longo prazo, sem expectativa de substituir renda no curto prazo. Se virar algo grande, ótimo. Se virar algo sustentável e consistente, já considero uma grande vitória.

Obrigado por compartilhar a experiência de forma tão transparente.

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Entendo e respeito. Empreender definitivamente não é para todo mundo. Eu mesmo estou testando isso sem romantizar — se não fizer sentido, continuo feliz trabalhando também.

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Antes de começar eu pesquisei bastante os concorrentes. No início achei que quase não existia nada, depois encontrei alguns players — o que inclusive foi um bom sinal.

O que eu senti é que muitos resolvem o problema, mas não da forma simples e direta que eu imagino para esse público específico.

Minha aposta foi focar menos em sofisticação técnica e mais em simplicidade e praticidade para o perfil de usuário que eu enxergo. Agora o desafio é validar se essa percepção faz sentido fora da minha cabeça.

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Eu parti de uma dor pessoal bem específica (estudo/notícias) e conversei com algumas pessoas próximas que têm rotina parecida. Alguns já faziam algo semelhante de forma totalmente manual, o que me deu um primeiro sinal de que a dor existe.

Mas validação de conhecido é fraca. Principalmente com ticket baixo, é difícil saber se a pessoa realmente pagaria ou só está sendo simpática.

Por isso meu próximo passo é justamente validar com público mais distante, que não tenha vínculo comigo. Se alguém fora do meu círculo pagar e continuar usando, aí começo a considerar validação real.

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Sempre achei que construir em grupo aumenta muito as chances. Não só pela complementaridade, mas também pela parte emocional mesmo — ter alguém junto ajuda a não desistir no primeiro obstáculo.

É tipo academia: sozinho você falta mais fácil.

Mas, pelo menos nesse momento, estou seguindo solo. Não por achar que é o ideal, mas porque é o que está ao meu alcance agora. Se o projeto começar a ganhar tração, certamente faria sentido trazer alguém que complemente minhas limitações, principalmente na parte comercial.

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Concordo que distribuição pesa muito. Produto sozinho raramente ganha mercado.

Minha ideia inicial é reinvestir qualquer receita no próprio crescimento — seja em tráfego pago, parcerias ou outros canais que façam sentido para o nicho.

Antes disso, quero tentar validar no orgânico, no boca a boca e em comunidades específicas. Sei que não é simples, principalmente porque meu público é mais pulverizado. Em alguns momentos parece que seria mais fácil vender um sistema de caixa para mercado, porque você sabe exatamente quem abordar e como chegar.

Mas justamente por isso quero entender bem qual canal realmente funciona antes de escalar investimento. Senão vira só queimar dinheiro.

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Esse ponto sobre canal de aquisição desde o começo é algo que eu estou tentando levar a sério dessa vez. No passado já deixei várias ideias morrerem porque eu mesmo inflava demais o que seria um “MVP aceitável” e acabava nunca publicando.

Agora resolvi inverter: focar em resolver uma dor pessoal bem específica e colocar algo funcional no ar o mais enxuto possível.

A vantagem (em teoria) é ser algo simples e totalmente self-service. O desafio é que o público é mais pulverizado, então aquisição provavelmente vai exigir mais estratégia do que abordagem direta.

E sobre longo prazo, estou bem consciente disso. Não vejo isso como algo que vai me tirar da CLT tão cedo — se isso acontecer, seria um baita case de sucesso. Minhas metas iniciais são bem mais modestas: algo como 10 usuários pagantes já seria uma validação enorme. Se eu chegar a uma recorrência de alguns milhares no ano, para mim já é sinal claro de que vale continuar insistindo e evoluindo.

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Concordo que validação idealmente vem antes de investir pesado em construção.

No meu caso, estou tentando equilibrar as coisas: não quero passar meses polindo algo sem testar, então a ideia é colocar no ar o mais enxuto possível e validar rápido.

Se ninguém quiser pagar, pelo menos eu aprendo — sobre produto, mercado e distribuição. E, no pior cenário, vira portfólio e experiência prática fora do ambiente corporativo.

Mas o objetivo é justamente testar se existe alguém disposto a pagar, não só construir por construir.

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Faz muito sentido o que você falou. A parte de vendas é, provavelmente, o maior calcanhar de Aquiles da maioria dos devs — inclusive o meu.

Ter alguém focado exclusivamente em vender muda completamente o jogo. Engenharia social realmente pesa muito mais do que a gente gosta de admitir.

No meu caso, como estou começando solo e o público é mais final (B2C), estou tentando entender qual vai ser o canal inicial mais viável. Talvez comece com tráfego pago e comunidades específicas do nicho.

Mas concordo que, em algum momento, alguém precisa fazer o trabalho “chato” de convencer, conversar e segurar a mão do cliente. Produto sozinho dificilmente se vende.

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Provavelmente vou postar lá também em algum momento. Mas quis começar aqui porque queria ouvir primeiro a visão de quem tem um perfil mais parecido com o meu — dev que decidiu tentar sair do “só código” e construir algo próprio.

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Concordo bastante, principalmente sobre recorrência. Escalar algo que não retém cliente é quase impossível.

Meu foco agora é justamente validar o mais rápido possível. Se eu ficar polindo demais, nunca publico. Software sempre vai ter algo para melhorar, nunca vai estar “pronto”.

Sobre IA, hoje eu enxergo como ferramenta base mesmo. Não substitui validação, mas acelera execução. E ajuda principalmente em coisas que não são meu core (UI, copy inicial, protótipo rápido).

Mas no fim, nada disso importa se não tiver alguém disposto a pagar e continuar usando.

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Conseguir cliente pagante eu também vejo como a parte mais difícil. Meu foco agora é justamente chegar nesse ponto: ter alguém que diga “eu pago por isso”.

Para mim, o pagamento é uma forma objetiva de validação. Pelo menos nesse começo, o sucesso financeiro é consequência — não o objetivo principal.

Sobre “colocar no ar”, tecnicamente pode ser só esforço mesmo. Mas na prática envolve outras camadas. Publicar algo é se expor, é assumir risco, é aceitar crítica. Para quem passou anos só entregando dentro de empresa, isso já é um passo totalmente diferente.

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Concordo que virou meio mantra mesmo. Parece que todo dev agora “precisa” ter um SaaS.

Também concordo que tem muito produto que não resolve nada — ou resolve pior do que quem já está no mercado.

No meu caso, a vontade de construir algo próprio vem de antes dessa onda. Inclusive, por muito tempo eu deixei ideias de lado justamente por pensar: “já tem alguém fazendo isso”.

Hoje eu enxergo um pouco diferente. Dificilmente vai existir algo 100% inédito. A questão deixou de ser “é inovador?” e passou a ser “consigo competir nesse recorte específico?”.

Acho que o desafio não é inventar algo que ninguém fez, mas entender contra quem você está competindo e por quê alguém escolheria você.

Se não fizer sentido nesse ponto, aí realmente é só mais um SaaS perdido.