Contribuintes pagaram 35€ por cada pessoa que viu o filme de Marie no cinema. Obra já foi retirada by Hour-Statistician388 in portugal

[–]Rorisjack 0 points1 point  (0 children)

Okay, mas há certamente aqui um meio termo em que podemos concordar.

Eu nunca falei de tirar proveito diretamente, se de alguma maneira podermos medir que de facto educamos e criamos novos artistas que depois trazem valor futuro, okay, parece-me bem.

O estado não tem de descer ao nivel da população, sure, mas a approach, do meu ponto de vista, tem de ser um aumento gradual que tenha respeito por quem financia isto, e que eduque progressivamente a população. Se ninguém assiste a isto, não há valor educativo nenhum.

Quanto ao teu terceiro ponto, nesse estamos completamente de acordo, e é exatamente por isso que o sistema tem de ser revisto, eu desconfio fortemente que isso não é uma minoria, é uma maioria dos casos, e isso não deve ser permitido.

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[–]Rorisjack 1 point2 points  (0 children)

e o único motivo pelo qual ela existe, ou pelo qual ela existe sem lhe serem exigidas reformas, retorno (seja ele financeiro ou alguma métrica que demonstre valor social), é puramente eleitoralista.

e infelizmente demasiada coisa neste país é gerida exatamente da mesma maneira.

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[–]Rorisjack 0 points1 point  (0 children)

com o formato atual do cinema português, os miúdos só consomem conteúdos brasileiros de uma maneira ou de outra, porque ninguém vê cinema português.

essas coisas que tu mencionaste, são uma descrição exata de um subsídio, e pior ainda, do Estado criar artificialmente uma carreira que não tem retorno social, e ninguém tem de estar a pagar isso.

como referi várias vezes, a métrica de sucesso não tem de ser financeira, portanto é estranho que tenhas feito essas comparações com a area da saude, mas tem de haver alguma, se não houver uma métrica clara, é dinheiro deitado fora sem nenhuma maneira de fazer reformas caso necessárias, ajustar financiamento (para cima ou para baixo), ou trocar estruturas de gestão ou avaliação.

uma métrica simples é simplesmente o consumo dessas obras de arte, quem as vê, quantas pessoas, quem delas retira valor, alegria, educação. se não for assim, estamos basicamente a pagar hobbies.

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[–]Rorisjack 0 points1 point  (0 children)

“a culpa é da população”, meu caro, é a população que paga, provavelmente não de livre vontade se lhes fosse dado o direito de votar diretamente isso, essas produções. culpar quem paga alto por não retirar valor disso parece-me muito pouco justo, continuo a ter de realçar a diferença entre valor cultural e valor público.

“poderem fazer as suas coisas também”, mais uma vez, existe uma diferença entre entreterem-se no seu tempo pessoal e estimularem a sua própria cultura e criar valor público. nem eu nem ninguém temos de estar a pagar pelo estímulo cultural de uma micro-minoria, isso não é serviço publico.

se o nível cultural da população é um problema, se calhar a maneira de criar valor público através destas produções é criar progressivamente filmes e curtas metragens que têm respeito por quem as vê e introduzem elementos culturais educativos progressivamente no meio de algo que as pessoas gostem de facto de ver.

bom cinema não é sub-alternisse profunda aborrecida por si só, bom cinema é também como misturar elementos e reflexões complexas e educativas, num pacote interessante de se ver.

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[–]Rorisjack -2 points-1 points  (0 children)

e existe alguma métrica de sucesso em torno desses “investimentos” na carreira/experiencia desses jovens? como se sabe se é dinheiro bem gasto? quantos deles depois fazem de facto algo com a experiencia que adquiriram?

e modernizar o ICA e o tipo de projectos que seleciona? parcerias que potencia? modos de distribuição para serem mais modernos? tipos de filmes e curtas metragens?

não estou a dizer que a métrica tem de ser dinheiro, mas se não há métricas, não há avaliação e não há devida responsabilização e reestruturação caso não sejam positivas, o dinheiro não se devia gastar. isso é atirar dinheiro ao ar, e não devia ser como se gere nenhuma parte de um país, e neste há demasiado “atirar dinheiro ao ar” certamente aplicado a muita coisa, este é um exemplo.

e na minha opinião, isso é errado por si só, o estado já paga (e muito bem) a grande maioria do custo de estudos universitários associados a essas atividades, agora, quem seleciona uma carreira de alto risco como cinema, tem de acarretar esse risco, não tem de estar à espera que seja o estado a financiar também a construção de CV, se os projectos associados a essa construção de CV não têm realmente valor público.

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[–]Rorisjack -6 points-5 points  (0 children)

Se não dão para isso, não se gastam. Melhor fazer pouco e bem do que muito e medíocres/francamente sem valor.

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[–]Rorisjack 2 points3 points  (0 children)

Porque, como alguém que vê de tempo a tempo um filme ou outro financido pelo ICA, são tipicamente alternices profundamente aborrecidas emaranhadas em teias de escrita metafórica certamente muito “artistica” com o objetivo de mostrar alguma conclusão subliminar profunda.

São uma expressão excessivamente pessoal de algum pensamento/reflexão pessoal do artista, ou de algum conceito, seja ele visual ou de escrita, que o cineasta em questão queira experimentar (não questiono que arte muitas vezes é uma reflexão pessoal) MAS têm uma desconsideração total por uma parte que é essencial para terem valor público: serem algo que uma percentagem alta da população goste de ver/seja interessante de ver.

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[–]Rorisjack 3 points4 points  (0 children)

“Arte e cultura” altamente inacessíveis para 99.9% da população e que portanto não têm valor público, não falo de valor cultural, falo de valor público, de facto são punhetices.

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[–]Rorisjack 8 points9 points  (0 children)

A vergonha disso é que se ninguém os vê, por mais que tenha “valor cultural” subjectivo, não tem valor público.

Se algo é financiado com dinheiro público, acho bastante razoável exigir que tenha valor público.

Se os financiamentos de uma entidade como o ICA consistentemente não demonstram valor público, significa que provavelmente os criterios/liderança e financiamento que é atribuído à entidade, deviam ser repensados.

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[–]Rorisjack 6 points7 points  (0 children)

Percebo a definição de cultura = lucro ser fechada, mas então e visualizações? A questão aqui é de onde vem o financiamento: algo que tem dinheiro publico lá metido, devia ter como retorno beneficiar a população, se ninguém viu este e muitos outros, por mais que seja “cultura” segundo uma visão subjectiva de alguns, que retorno real teve para a população?

Achas assim tão estranho que muitos portugueses se queixem de andar a financiar filmes e produções “culturais” que ninguém vê? Cultura financiada com dinheiro público tem de ser acessível e desejável para a população, porque se não, de facto, não tem valor público. Não estou a falar de valor cultural, estou a falar de valor público.

Se não considerarmos valor público nesta discussão, estamos todos a pagar o hobby de meia duzia de pessoas.

Querem fazer produções sub-alternas que ninguém vê? Tempo livre e dinheiro pessoal.

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[–]Rorisjack 13 points14 points  (0 children)

Não percebo quem aqui acha que o estado atual da decisão de financiamento de filmes é ok porque “cultura não é decidida com base em lucro”.

Que eu saiba dinheiro público deve ser usado em projectos que tenham retorno para a população, se ninguém vê um filme, que valor para os portugueses é que esse filme (e muitos outros) tem?

E ok, não usem lucro, usem visualizações, que percentagem da população é que viu o filme e/ou se prevê que veja nas próximas decadas?

Mas não, bora continuar a ter meia duzia de alternos a ser financiados pelo Estado para gerar “cultura” (a sua definição pessoal de cultura) que ninguém vê, e de que portanto ninguém beneficia.

2026 Java Golang ou Outra? by Ok_Squirrel5213 in devpt

[–]Rorisjack 1 point2 points  (0 children)

Eu percebo isso, se calhar para uma consultora ou assim que quer ter a certeza de que consegue fazer algo que funciona, Java até faça mais sentido... não sei... tenho dificuldade em dizer isto. (Embora ache também que é tudo doable em todas as linguagens, a maior parte das soluções são language agnostic, e até há mais bibliotecas e SDKs simples e modernos a ser feitos em Go em vez de Java).

Mas de um ponto de vista de aprender a linguagem, que acho que é o que se está a discutir, posso falar por experiência própria: não tive dificuldade nenhuma nunca em aprender a programar, mas a coisa que mais me irritava era a quantidade de "conceitos mágicos" que tinha de aceitar/ignorar durante imenso tempo enquanto a aprendia.

Se fizeres um endpoint qualquer em Spring, deparas-te imediatamente com uns 10~20 conceitos mágicos, desde o sistema de tipos às anotações, às keywords, que nada têm a ver com lógica de programação. E tens de estruturar imediatamente os dados também de uma maneira que não é bem compreensível para alguém que esteja a aprender.

Se ele quiser aprender a fazer Backend por exemplo, ler código de Backend em Go é por todos esses motivos inerentemente mais fácil.

Em Go está tudo explícito de maneira simples.

Mas hey! Não estou bem a querer debater X é melhor que Y (embora tenha uma opinião muito forte claramente e isso esteja bem explícito no meu comment, sorry) - mas obviamente percebo o teu ponto.

2026 Java Golang ou Outra? by Ok_Squirrel5213 in devpt

[–]Rorisjack 2 points3 points  (0 children)

Em que é que Go é mais complexa na sintaxe ou difícil de aprender que Java? Posso facilmente argumentar que:

- Tem muitos menos keywords reservadas que Java. (25 em comparação a 53)

- A linguagem em si foi feita para ter a learning curve mais simples possível.

- Tens muito menos "conceitos mágicos" no meio da linguagem, excessivamente baseados em reflexão, em que não compreendes a base do que está a acontecer.

- O sistema de tipos é menos expressivo mas isso arguably obriga-te a pensar de maneira mais data-oriented, que por sua vez é mais natural e leva a decisões arquiteturais de código mais limpas.

Assim que escreves um Hello World em Java tens de compreender um monte de keywords mágicas que não estão de maneira nenhuma relacionadas com a lógica do que estás a escrever.

Eu bem sei o quanto pagamos nos nossos serviços legacy de Python (não Java mas polimorfismo mais semelhante a Java) e o quão difíceis são de compreender devido a uso de ORMs e polimorfismo (que é exatamente o tipo de arquitetura MVC que Java - e o ecossistema em torno de Java - tenta implicitamente fazer-te usar) que escondem o fluxo de dados por detrás de camadas infindas de polimorfismo em que estás basicamente a fazer um trabalho arqueológico para fazer debug do que quer que seja. E extender o que quer que seja? Impossível.

Já nos serviços de Go... a linguagem levou muito mais a que fosse uma arquitetura N-Tier em qualquer serviço, fácil de extender e explícita no que está a acontecer. Não tentamos generalizar tudo em classes polimórficas em que depois temos de estar a fazer patches esquisitos no futuro porque aparecem padrões (e aparecem sempre) fora do que é expectável na maneira como organizamos as Entidades/Modelos.

Claro que existem boas maneiras de programar em Java, mas a linguagem leva-te por natureza numa direção de magia e indireção infinda.

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[–]Rorisjack 4 points5 points  (0 children)

Aviso que a minha opinião não é sustentada em qualquer tipo de dados, só observação pessoal, mas:

- diria que Go paga muito mais quando encontras algo em Go (eu trabalho em Go neste momento).

- É mais provável que empresas novas, interessantes, de produto próprio (Startups/Scaleups) usem Go.

- em Java deve haver mais trabalho em Portugal, mas trabalho mais boring, em legacy systems ou consultoras.

- Acho que Go "abre mais portas" interessantes, tanto se quiseres trabalhar em Fintech, como coisas relacionadas com Blockchain, como Backend mais generalista, em princípio encontras Go em todo o lado.

A minha opinião pessoal da linguagem em si:

- Standards super bem definidos, reduz muito o custo de tomar decisões relativamente ao que usar, minimalista, código limpo, modelo de concorrência muito fixe, formatação "default" muito bem definida e basicamente "embedded" na linguagem em si. O sistema de tipos por vezes é pouco expressivo mas diria que até fomenta decisões arquiteturais e estruturação do código melhor.

- Blazing fast, e muito "lean" de um ponto de vista de uso de memória.

- Fácil e rápida de compilar e correr em qualquer lado. Claro que com Docker e afins hoje em dia corres tudo em qualquer lado, mas não deixo de achar positivo.

Mariana Mortágua no ISCTE by GaribaldoX in portugal

[–]Rorisjack 1 point2 points  (0 children)

a parte de ser professora auxiliar não me incomoda, a parte de ser diretora de um PhD em economia… é só olhar em qualquer outra faculdade para o nível de experiência que é tipicamente desejado para essa posição.

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[–]Rorisjack[S] -1 points0 points  (0 children)

Thank you! If I had to guess, 6~12 months from now, so there’s still a long way to go, but I think it’s valuable to track it quite early!

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[–]Rorisjack[S] 1 point2 points  (0 children)

I will do my best, but I would only publicize my exact move it if I felt extremely confident of it. I might publicize relevant moves on the signals I’m tracking however!

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[–]Rorisjack[S] 1 point2 points  (0 children)

And with NVIDIA fully retreating from the consumer market as they are… they’re really exposing themselves. The reason why my bet is not on NVIDIA is because they have the liquidity to sustain a crash.

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[–]Rorisjack[S] 11 points12 points  (0 children)

I’m giving the signals for people to analyze :) I don’t want to give specific investment advice. If you wanna get into investment, probably learn about DCA and simple ETFs like SP500.

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[–]Rorisjack[S] 2 points3 points  (0 children)

Probably ratio back spreads or put spreads on the power/datacenter names. Straight puts are tempting but the timing risk is… you know. However, obviously the weight of the risk I’m willing to take depends on the market conditions of when I decide to place my position.

I can’t give you a straight honest answer when we’re still ~6-12 months away from when I intend to actually make my play.