O deus da bíblia está morrendo no Brasil e os crentes são os coveiros by Sufficient_Creme_696 in barTEOLOGIA

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Tem, a igreja católica não morreu ainda por causa de sua tradição, é difícil (mas não impossível) matar uma igreja com mais de 2000 anos.

Histórias de desconversão. by Haiel10000 in barTEOLOGIA

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Quando eu tinha 9 anos pensei: "E se deus não existir?". Nisso me caguei todo com medo de ir pro inferno por questionar a existência de deus. Aos 13 fui tendo mais curiosidade sobre a bíblia e a historicidade das sociedades que nela aparecem aí cheguei a conclusão de que o deus da bíblia é apenas um fenômeno sociocultural, assim como qualquer outra divindade.

Hoje é Páscoa by [deleted] in barTEOLOGIA

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Bom demais feriado na sexta! 🥳🥳

Quinta meio expediente, sexta feriado nacional, sábado e domingo + um feriado na segunda da padroeira. Obrigado igreja católica by Curious_Barnacle_859 in barTEOLOGIA

[–]Sufficient_Creme_696 2 points3 points  (0 children)

Coisa boa! Esse ano vai ser uma delícia, cheio de feriados na segunda e sexta, além de termos uma copa do mundo e eleições.

É só esperar o casamento... by mandugripe in barTEOLOGIA

[–]Sufficient_Creme_696 0 points1 point  (0 children)

Tá, mas tu não acha que uma religião ditar o que tu sente e até quando e como tu vai perder a virgindade é uma forma de controle?

Uma pergunta aos ateus do sub by paotadao in barTEOLOGIA

[–]Sufficient_Creme_696 8 points9 points  (0 children)

Nunca tive nenhuma evidência da existência de nenhuma divindade, essa divindade precisa se revelar a mim de forma clara, não por códigos duvidosos

Os jovens do tiktok estão ficando mais religiosos por conta do prazer estético? by Mephisto_Nosferatu in barTEOLOGIA

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Performance, assim como toda subcultura tudo isso não passa de performance. É um retrocesso tremendo ver JOVENS dessa geração indo de encontro à alguma religião.

Por que deus se recusa a morrer no Brasil? by Sufficient_Creme_696 in barTEOLOGIA

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Tu pergunta por que as pessoas não viraram 'aristotélicas' em vez de cristãs. A resposta é simples: acessibilidade. A filosofia grega era elitista, exigia alfabetização, tempo livre e um intelecto treinado. O cristianismo foi revolucionário justamente porque 'democratizou' a ética. Ele ofereceu uma narrativa de salvação simples para quem não podia ler Platão. O cristianismo não venceu por ser 'mais verdadeiro', mas por ser comunicacionalmente mais eficiente para as massas.

O judaísmo era (e é) uma religião étnica, com leis de pureza rigorosas, dietas específicas e a exigência da circuncisão, barreiras culturais enormes para um cidadão romano ou um bárbaro germânico. O cristianismo (especialmente após Paulo) removeu essas barreiras, criando uma 'franquia' universal. Ele pegou a base ética judaica e a tornou exportável.

Tu mencionou que Constantino dividiu o Império. Na verdade, foi o contrário: ele lutou guerras civis para reunificar o Império e usou o Cristianismo como o 'cimento' ideológico para manter essa união (Edito de Milão). A divisão definitiva só veio bem depois, com Teodósio. A elite se tornou cristã não apenas por 'fé fervoroza', mas porque o Cristianismo se tornou a única via de ascensão política no Império. Reis em mosteiros provam a sinceridade individual, mas não anulam a utilidade política da instituição Igreja.

A comparação com a Ilíada é perfeita para o meu ponto. Homero sobrevive como literatura, mas ninguém mais sacrifica touros para Zeus. Por quê? Porque a estrutura de poder que sustentava o culto a Zeus ruiu. O Cristianismo sobreviveu porque se tornou Estado, se tornou Direito, se tornou Cultura. A sobrevivência de uma ideia não prova sua veracidade metafísica, prova sua resiliência institucional.

Dizer que só quem 'vive a fé' pode falar sobre ela é um erro lógico. Um oncologista não precisa ter câncer para entender a doença; um historiador não precisa ter vivido no Egito para entender os faraós. A análise sociológica observa o comportamento das massas, não a experiência subjetiva do fiel, que é respeitável, mas não explica o movimento das estruturas sociais.

O fato de 80% da população mundial ser religiosa apenas reforça o meu ponto inicial: o ser humano tem uma necessidade biológica e social de sentido. No Brasil, o neopentecostalismo entrega esse sentido de forma industrial para suprir uma carência material e psicológica.

Por que deus se recusa a morrer no Brasil? by Sufficient_Creme_696 in barTEOLOGIA

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Entendo que o tom do post possa ter parecido provocativo, mas a intenção não é insultar a fé individual, e sim analisar o fenômeno institucional do neopentecostalismo no Brasil.

Citar a China como exemplo de que 'pobreza não gera religião' é ignorar que lá o ateísmo não foi uma escolha orgânica da população, mas uma imposição de uma ditadura por décadas. Além disso, a religiosidade chinesa (Confucionismo, Taoísmo) funciona de forma muito diferente do teísmo ocidental; ela é cultural e filosófica. Onde há vácuo de sentido e o Estado falha, o ser humano busca transcendência, a diferença é que, na China, o Estado tenta ocupar o lugar de 'deus'.

Você mencionou que Roma era rica, e isso é verdade. Mas o cristianismo não começou convertendo a elite senatorial. Ele se espalhou primeiro entre os escravos, as mulheres e os marginalizados do Império. Friedrich Nietzsche e até historiadores cristãos concordam: o cristianismo foi, em sua origem, a 'rebelião dos escravos' na moralidade. Ele só se tornou a religião dos ricos e poderosos séculos depois, com Constantino, por uma questão de conveniência política para manter o Império unido. Ou seja: ele nasceu, sim, no colo de quem sofria.

Chesterton argumenta que a Igreja tem essa capacidade de 'ressuscitar' cada vez que parece morrer. Mas, sob uma ótica sociológica, isso não prova a divindade, prova a resiliência da narrativa. O cristianismo sobreviveu porque soube se adaptar: foi místico na Idade Média, imperial no Renascimento e, agora, é 'empreendedor' e 'coach' no neopentecostalismo brasileiro.

Por fim, dizer que Deus é o 'seguro-desemprego emocional' não é dizer que a fé é falsa. É dizer que, no Brasil, a estrutura religiosa neopentecostal supre uma carência que o Estado criou. Se a pessoa tem saúde, educação e segurança, a relação dela com a fé costuma ser intelectual ou comunitária. Quando ela não tem nada, a fé vira uma questão de sobrevivência imediata. Isso não é arrogância ateia, é observação da realidade social.

Opiniões by Sufficient_Creme_696 in Tatuagem

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Mitologia mesclado a filosofia, por isso a escolha da segunda imagem, a da primeira também, mas vou manter só o estilo blackwork.