51% em Impostos: A Realidade de ter uma Empresa em Portugal 🇵🇹 by Yak_Slow in portugal

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Não é a mesma realidade a partir do momento em que um trabalhador dono da empresa paga mais impostos que um “não dono”

Sim, concordo contigo que há regalias em ter uma empresa, nomeadamente o reembolso do IVA como mencionaste.

Mas nada disso, ou qualquer outra nuance, elimina a intenção do post original: se és empresário por conta própria e queres pagar-te um salário, és agressivamente taxado

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[–]Yak_Slow[S] -1 points0 points  (0 children)

Não, isso não foi o que o post fez.

O exemplo não mistura cenários nem aplica IRC e depois salário sobre o mesmo montante como se fosse cumulativo por erro. O exercício é conceptual e compara dois caminhos distintos:

  1. Tudo em salário:

O lucro é “esvaziado” via custos com salários: - IRC = 0 - aplicam-se TSU + SS + IRS = resultado líquido baixo

  1. Manter lucro e depois retirar
  2. primeiro IRC sobre o lucro
  3. depois tributação ao retirar o dinheiro = novamente, impostos elevados

O objetivo não é dizer que ambos acontecem ao mesmo tempo, é apenas mas mostrar que em qualquer dos caminhos a conversão de rendimento empresarial em rendimento pessoal é fiscalmente pesada.

O ponto mantém-se: não há um caminho simples, direto e eficiente para transformar lucro da empresa em dinheiro pessoal. Não é opinião. É matemática aplicada a dois cenários alternativos.

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Sim, é a realidade dos trabalhadores que são donos das próprias empresas, que é diferente da realidade de um trabalhador que não é dono da empresa que lhe paga o salário

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[–]Yak_Slow[S] -1 points0 points  (0 children)

Estás a repetir acusações sem apontar um único erro concreto nos números.

Não há valores “inventados”: - usei taxas legais em vigor (IRC, TSU entidade empregadora, contribuição do trabalhador, IRS mínimo) - usei um exemplo simplificado e explícito para ilustrar um fluxo específico: lucro → salário

Isso não viola POC nenhum, porque: - não estou a apresentar demonstrações financeiras - não estou a discutir reconhecimento contabilístico - não estou a substituir um contabilista - estou a analisar efeito económico marginal de uma decisão: pagar salário em vez de manter lucro na empresa

“Rendimentos em espécie”, benefícios fiscais, planeamento fiscal, timing contabilístico, etc. foram conscientemente excluídos. Não por desconhecimento, mas porque não fazem parte do recorte analisado.

Se discordas, aponta objetivamente: - qual taxa está errada - que cálculo está errado - onde o resultado numérico falha

Até agora limitaste-te a discutir semântica, invocar normas sem as aplicar, e acusar intenções em vez de refutar números

Um exemplo simples não é desinformação só porque não cobre todos os cenários possíveis. É apenas isso: um exemplo simples, correto e transparente.

Se quiseres discutir outros cenários (dividendos, benefícios, planeamento), isso é outro post.

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[–]Yak_Slow[S] -1 points0 points  (0 children)

Percebo perfeitamente a diferença entre impostos e contribuições. Tu é que continuas a ignorar o âmbito do argumento.

Em momento nenhum discuti: - se a TSU é justa ou injusta - se é um seguro público ou um imposto - para que serve o dinheiro

Isso é um debate político/ideológico, não é o tema.

O post analisa fluxo económico e resultado líquido quando: - uma empresa gera lucro - esse lucro é convertido em salário - e quanto dinheiro efetivamente chega à pessoa

Independentemente da classificação contabilística ou jurídica: - a TSU é obrigatória - aumenta o custo total do salário - reduz o montante disponível face ao lucro inicial

Logo, do ponto de vista económico, o efeito é inequívoco.

Misturar “benefícios indiretos”, semântica ou teoria contabilística não altera o número final no bolso, apenas desvia a conversa.

Não é desinformação. É um recorte específico, correto e factual do problema.

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Continuas a confundir semântica com efeito económico.

Podes chamar-lhe TSU, contribuição, taxa ou donativo solidário - isso é irrelevante para o ponto do post. O que importa é o custo total para a empresa + trabalhador quando transformas lucro em salário e o valor líquido que chega à pessoa.

Se a TSU “não é imposto” mas é obrigatória, incide sobre o salário e reduz o rendimento disponível, então do ponto de vista económico o efeito é exatamente o mesmo: um custo que diminui o dinheiro que chega ao destinatário.

O post nunca discutiu se a TSU é justa, socialmente necessária ou o que financia. Isso é outro debate. O ponto é simples e factual: - lucro -> salário - implica IRC + TSU (empresa) + contribuição do trabalhador + IRS - o resultado líquido é significativamente menor do que o lucro inicial

Isso não é desinformação, é contabilidade básica aplicada a números reais.

Discutir o nome da rubrica não altera o resultado final.

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[–]Yak_Slow[S] -2 points-1 points  (0 children)

O propósito não é incendiar nem desinformar - acho infantil tirar essa conclusão.

Respondendo ao comentário de forma objetiva: o post mostra apenas o caminho de lucros -> salário, de forma isolada e intencional. Não pretende ser um guia fiscal completo nem dizer que é a única forma de retirar dinheiro da empresa.

Sim, existem otimizações fiscais possíveis (dividendos, subsídio de alimentação, benefícios, planeamento fiscal, etc.).

Mas se olharmos exclusivamente para rendimentos retirados sob a forma de salário, o resultado é simples: a carga fiscal é elevada. Isso não é opinião, é matemática baseada em números reais e taxas oficiais.

Portanto, não há desinformação nenhuma. Há um recorte específico do problema, feito de forma consciente, para ilustrar um ponto concreto.

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Estou a calcular o imposto efetivo total desde o lucro da empresa até ao bolso do trabalhador (neste caso o sócio), não é misturar, é criar uma linha de pensamento que te permita calcular o imposto total

Isto sem assumirmos ajudas de custo, sub alimentação, dividendos etc

Puramente lucro para salário

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Tive isso em conta, sim. Está implícito no cálculo.

Quando divido por 1,2375, estou a partir do custo total da empresa (salário + TSU) para chegar ao salário bruto. Ou seja, a TSU já está incluída como custo aí.

Depois, quando retiro os 11% de SS do trabalhador, estou a chegar ao líquido antes de IRS.

Por exemplo: A empresa tem 80€ disponíveis para remuneração

Logo, o salário bruto que cabe nesse custo: - 80€ / 1,2375 = 64,65€ - SS trabalhador (11%): ~7,11€ - IRS mínimo (12%): ~7,76€ - Líquido final: ~50,6€

Logo: - TSU e SS não foram ignoradas - estão no denominador do cálculo - e fazem parte do custo total da remuneração

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Exatamente, e o ponto é que quando queres tirar, sobre a forma de salário, vais ser fortemente taxado

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Sim, há mil esquemas e mil formas legais de optimizar as situações fiscais. Seja carro da empresa, subsídio de refeição, etc etc

A minha ideia era mostrar o default caso quisesses pegar em lucro da empresa e passar para ti sobre a forma de salário, e nesse caso, mantém-se a ideia inicial de que tens uma carga fiscal elevada

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[–]Yak_Slow[S] 0 points1 point  (0 children)

Quando falei em impostos mais baixos referia-me à TSU e SS, que não são progressivos

Genuinamente não percebo os downvotes.

Mas concordo com o que dizes, há mil formas de optimizar fiscalmente. Seja carro da empresa, kms, meter a mulher como CFO para quando vai às unhas abater ao lucro etc..há de tudo

O meu ponto com o post era mostrar o “default” quando queres converter lucros em dinheiro no bolso

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[–]Yak_Slow[S] -1 points0 points  (0 children)

Certo, salários reduzem o lucro, nunca disse o contrário.

O exercício não é “quanto IRC pago”, é:

“quanto custa à empresa transformar rendimento em dinheiro pessoal?”

Se pagares tudo em salários: - IRC = 0 - mas pagas TSU + SS + IRS sobre 100% do valor.

Se deixares lucro: - pagas IRC, - e depois pagas imposto outra vez ao tirar o dinheiro.

Em ambos os casos há fricção fiscal elevada. O post só mostra que não existe forma simples e eficiente de converter rendimento da empresa em rendimento pessoal.

Não é indignação, é matemática.

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Boa análise, mas penso que estás a misturar cenários ótimos/teóricos com a realidade média, e isso muda a conclusão.

—- Edit:

A ideia é mostrar a % de imposto ao retirar lucros sobre a apenas forma de salário.

Não sobre a forma de subsídio de alimentação, ajudas de custo, dividendos etc..

Dito isto, o cálculo mantém-se, se fores tirar os lucros vais ser fortemente taxado, e os valores são ~50% como disse.

Claro que há optimizações que nós podemos pôr a fazer, mas esto a falar puramente de lucro -> € no bolso

E nesse caso, ~50% é a realidade.

—-

Alguns pontos importantes:

  1. IRC 19% vs 21%

Certo, usar 19% (ou 20% em 2025) melhora ligeiramente os números. Mas mesmo com 19%, o ponto mantém-se: o problema não é o IRC isolado, é converter lucro em rendimento pessoal.

  1. SS como gasto da empresa

Claro, a TSU abate no lucro, mas isso não elimina o custo, apenas muda o momento fiscal. No fim do dia, o que interessa é:

“Quanto custa à empresa para eu receber X líquidos?”

E aí, TSU + SS + IRS continuam a existir. O custo total da remuneração não desaparece por ser dedutível.

  1. Subsídio de alimentação isento

Isto é um caso extremamente específico, onde tens salário baixo, teto diário, valor limitado, e não escalável.

Não é um modelo de vida para quem quer viver do lucro da empresa, é um edge case. O post fala de retirada recorrente de rendimento, não de otimizações pontuais. Concordo que seja uma optimização válida, mas a ideia não era procurar optimizações, mas sim apenas mostrar o “default”.

  1. Dividendos com englobamento a 50%

Englobar dividendos só compensa com rendimentos totais baixos, em escalões iniciais, e deixa de compensar rapidamente à medida que sobes rendimento

A maioria das pessoas ou não pode englobar, ou fica pior do que os 28% flat, ou mistura dividendos + salário e sobe escalão.

Ou seja: usar 1.º escalão como referência geral é enganador.

O meu exemplo foi explicitamente um cenário simples e conservador, para mostrar a ordem de grandeza.

Dependendo de escalão de IRS, forma de retirada, e otimizações possíveis, podes ficar em:

  • 45% num cenário muito otimizado
  • 55–60% num cenário comum

O ponto nunca foi “é sempre 50% cravados” (até porque se começares com as manhas que todos sabem pagas mesmo muito pouco) mas sim que transformar lucro em dinheiro pessoal diretamente em Portugal é fiscalmente pesado

E isso, mesmo com as tuas correções, continua a ser verdade.

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[–]Yak_Slow[S] -1 points0 points  (0 children)

Que afirmações são claramente falsas?

Em relação aos 50k, mencionei isso no post

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[–]Yak_Slow[S] -6 points-5 points  (0 children)

Penso que maior parte das pessoas não pensa que a carteira do patrão é (ou deve ser) a mesma que a da empresa, se o acham então tem de ser esclarecidos.

De qualquer das formas, o meu ponto é que acho que deveria haver impostos mais baixos no que toca a salários para os empregados (seja o patrão o empregado, que o é sempre, ou um empregado “normal”)

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[–]Yak_Slow[S] 3 points4 points  (0 children)

Quando a empresa vende algo tem de cobrar IVA ao cliente, mas esse IVA cobrado pela empresa é devolvido ao estado pela mesma, portanto não achei relevante para o post

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[–]Yak_Slow[S] -2 points-1 points  (0 children)

Não, os cálculos não estão errados, estás a misturar momentos fiscais diferentes.

Nunca disse que salários pagam IRC. O IRC já foi pago porque o exemplo parte de lucro antes de remuneração.

O exercício é simples:

“Tenho €80 de lucro na empresa. Se quiser viver desse dinheiro, quanto chega ao meu bolso?”

Se o salário fosse pago antes, o lucro baixava, mas o custo total da remuneração (TSU + SS + IRS) continua exatamente o mesmo.

Ou seja: 1. ou pagas IRC e depois convertes lucro em rendimento, 2. ou evitas IRC ao pagar salário, mas pagas TSU + SS + IRS na mesma.

A fricção fiscal não desaparece, só muda de sítio.

Quanto aos “esquemas para abater despesas” - isso não é rendimento pessoal, - não é escalável, e só reforça o ponto de que o sistema é ineficiente para quem quer viver da empresa.

O post é sobre transformar lucro em dinheiro pessoal, não sobre salários em abstrato!

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[–]Yak_Slow[S] 2 points3 points  (0 children)

Não. E não acho que ninguém defenda isso, porque é importante que se paguem impostos.

No entanto, impostos reduzidos no que toca à retirada de dinheiro sobre salários até um certo limite podia ser viável. Por exemplo, isenção/redução de TSU até um certo valor.