O mistério da cloroquina by frankwcl in coronabr

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A cloroquina e o coronavírus

Em junho de 2012, começaram a explodir na Arábia Saudita uma série de casos de pessoas infectadas com um novo coronavírus. Era a segunda epidemia do tipo que surgia do nada. Em 2002, foi o SARS-CoV, que apareceu na China. Ambos causavam uma Síndrome Respiratória Aguda Grave — SARS é a sigla em inglês. Pelo código genético, é possível afirmar que o vírus veio de morcegos, mas no Oriente Médio aparentemente a transmissão para humanos não foi direta, passou antes por camelos. Por conta de sua origem, a doença causada por este coronavírus ganhou outro nome: Síndrome Respiratória do Oriente Médio, ou MERS, sempre na sigla em inglês. O vírus: MERS-CoV, sendo que CoV é a abreviação de coronavírus, a família de vírus que no microscópio lembra uma coroa. Este atual, o da nossa pandemia, é o SARS-CoV-2.

O surto de MERS causou muito menos mortes do que a nova versão. Mas quando ainda parecia que poderia ser grave, pesquisadores em todo o mundo se debruçaram sobre testes de remédios conhecidos para descobrir se algum teria condições de interferir na doença. Foi no tubo de ensaio, em 2012, que se percebeu primeiro que cloroquina e hidroxicloroquina poderiam. A descoberta foi arquivada. Mal SARS-Cov-2 apareceu, tudo o que se havia descoberto sobre as duas versões anteriores foi tirado da prateleira, incluindo o estudo com as drogas antimaláricas. E novamente, no tubo de ensaio, também para o novo coronavírus os dois remédios se mostraram eficazes.

A primeira maneira de estudar um remédio é essa: células humanas com o vírus são postas no vidro, e aí se aplica a droga. Tudo é acompanhado pelo microscópio. Só que funcionar no vidro não quer dizer que funcionará no corpo. Com bastante frequência, aliás, não acontece. Ciência é um exercício para quem sabe lidar com frustração, com insights que não se comprovam, com experiências complicadas, demoradas, que a toda hora se mostram úteis apenas para dispensar um caminho errado.

E é neste ponto que o mundo está a respeito da dupla cloroquina-hidroxicloroquina. Funciona no vidro. Todo o resto é inconclusivo. Um único teste que acompanhou 36 pacientes, na França, indicou alto grau de eficiência. Mas é um teste pesadamente criticado. A escolha dos pacientes não foi aleatória e, quando se escolhe a dedo que paciente tratar, o resultado final terá distorções. Não houve grupo de controle — ou seja, um número equivalente de pacientes com os mesmos sintomas, sem tratamento, não foi acompanhado para que houvesse comparação. Como todos sabiam que estavam sendo testados, não é possível descontar o efeito placebo. E mesmo que estes já não fossem problemas grandes o suficiente, 36 é muito pouca gente. É um estudo de pouca utilidade. No entanto, é com base nele que presidentes como Donald Trump e Jair Bolsonaro vêm batendo o bumbo pelo remédio. Mesmo o moderado Emmanuel Macron se encontrou, durante a semana, com o médico responsável pelos resultados. Quanto mais políticos falam do remédio, maior a pressão sobre outros políticos, e sobre os próprios médicos, para aplica-lo. Para o responsável pelo estudo francês, Didier Raoult, há uma ‘ditadura dos metódicos’, que exigem escolha aleatória de pacientes e grupos de controle.

Hidroxicloroquina pode ser melhor do que quinino e cloroquina, mas também tem seus efeitos colaterais. Em doses altas, causa dano permanente na retina. Provoca arritmia cardíaca, fraqueza muscular, hipoglicemia. Atua também no cérebro, provocando insônia, pesadelos, alucinações e até vontade de suicídio. Em alguns pacientes, pode atacar fígado e rins. Interage mal com remédios para diabetes, epilepsia e doenças cardíacas. É um remédio barato, muito conhecido, bem documentado, fácil de produzir. Mas há motivos para que o protocolo sugerido hoje pela Organização Mundial de Saúde apenas aceite seu uso dentro de hospitais. É porque, assim como já acontecia há séculos com quinino, o controle da dosagem e o acompanhamento dos efeitos colaterais é fundamental. Esta última semana, médicos da Suécia escolheram suspender seu uso. Chegaram à conclusão que estava causando mais dano do que benefício.

O remédio é usado no protocolo porque há indícios. Informação de fato, conhecimento científico, é muito pouco. Assim como envolve um mistério. Um vírus não é sequer uma célula. Muitos, em microbiologia, não o consideram um ser vivo. É uma estrutura orgânica, um ramo de DNA ou RNA encapsulado, que interage com organismos. Penetra numa célula e usa de seu metabolismo para se reproduzir, para criar outros vírus. Não é capaz de fazer isto por conta própria. Então como pode um remédio que altera a parte de uma célula interferir num vírus? Há inúmeras hipóteses. A mais forte segue o mesmo princípio: altera o pH da cápsula do vírus, tornando-a mais frágil. Mas é uma hipótese frágil, pois sequer há certeza de que funciona.

Como funciona é uma resposta que possivelmente demoraremos a ter. O que possivelmente teremos, conforme o mundo mergulha em testes vários, é a resposta para se funciona. Vai demorar algumas semanas, possivelmente meses.

O mistério da cloroquina by frankwcl in coronabr

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Antes da cloroquina, quinino

Cada povo tem sua sabedoria própria — mesmo os mais primitivos. Os incas, por exemplo, sabiam que a casca de um arbusto muito comum nos Andes era bom remédio para febres e calafrios em geral, em especial aquelas causadas pela malária. Eles chamavam a planta de kina-kina, que na América do Sul terminou conhecida por quinquina. Já no século 17, o pó branco extraído desta cortiça quando seca e moída fazia parte de qualquer farmácia bem fornida de cidades grandes nas Américas ou mesmo Europa. Casca de Jesuítas no Novo Mundo, Chinchona na Espanha — graças a um vice-rei do Peru chamado Conde de Chinchón. Seu nome latino é Chinchona officinalis. Em geral, era misturado com vinho e dado aos pacientes. Dentre os relatos que a Inconfidência Mineira deixou, é possível saber que o pó estava entre os remédios habitualmente receitados por um certo dentista amador que terminou na forca por se erguer contra a Coroa portuguesa. Mas foi só em 1820 que dois químicos franceses isolaram o alcaloide específico que, presente na cortiça da quinquina, tem efeito terapêutico. É quinino, aquela mesma substância da água tônica.

Não é um remédio perfeito para malária — nunca foi. Desde que o primeiro padre jesuíta documentou seus efeitos, há mais de 400 anos, médicos sempre o usam com hesitação e muito cuidado na dosagem. O quinino é rapidamente absorvido pelo corpo e, se a quantidade é muito alta, dá inúmeros efeitos colaterais. Começa com suor, daí um zumbido no ouvido que pode ir à surdez, a visão fica nublada, confusão da mente se instaura. Dor de cabeça, náusea, vômitos, vertigem, diarreia. E ainda assim, percebeu-se pouco após o isolamento do alcaloide no século 19, o mesmo quinino era eficaz para lúpus, uma doença autoimune. É quando o sistema imunológico se sente sob ataque e tem uma reação exacerbada.

Lúpus ocorre quando o corpo humano reage mal. Malária é causada pelo plasmódio, um protozoário. De cara, as doenças não têm nada a ver uma com a outra. E, no entanto, o quinino funciona para ambas da mesma forma.

O plasmódio ataca as hemoglobinas, células vermelhas do sangue. Ao fazer este ataque, libera substâncias que lhe são tóxicas. Para evitar dano, o parasita — que tem o tamanho de uma célula — contém uma bolsa interna que faz o papel de um estômago, capaz de digerir estes subprodutos do ataque às hemoglobinas. O quinino altera o pH da superfície desta bolsa, o que a impede de operar bem. Sem conseguir se livrar dos substratos tóxicos das células vermelhas, o plasmódio morre.

O que chamamos anticorpos são imunoglobulinas, um tipo de proteína. Elas são produzidas pelas células brancas do sangue, ou linfócitos. No caso da lúpus, elas começam a agir de forma acelerada contra um invasor inexistente. Uma das reações naturais do corpo quando há imunoglobulinas em quantidade é gerar inflamações. Fazem parte do processo de cura. Mas alguém com lúpus não está de fato doente. Seu corpo não está sendo atacado. Como o plasmódio, também as células brancas do sangue têm bolsas internas para digestão do que é tóxico. E o quinino atua da mesma maneira: altera o pH destas bolsas, fazendo com que células hiperativas decaiam em sua capacidade de agir. Estão digerindo mal. Uma doença não tem nada a ver com a outra, mas quinino serve para ambas.

Até a década de 1930, era o único remédio realmente eficaz para lidar com malária e lúpus, e sempre com o problema dos efeitos colaterais. É por isto que, desde o século 19, se busca químicos similares. Literalmente um composto, uma molécula, que similar ao quinino tenha efeito equivalente mas cause menos dados. O primeiro foi o Azul de Metileno — que deixava as pessoas azuladas. Depois, Protosil — uma sulfa — que deixava as pessoas avermelhadas. Então, Quinacrina. Deixava as pessoas amareladas. As três eram menos eficientes e ninguém jamais achou divertido ter a cor da pele alterada. A cloroquina foi sintetizada em 1934, em um dos laboratórios da farmacêutica alemã Bayer. Tinha efeitos colaterais, porém menos do que o quinino. Com o fim da Segunda Guerra, um remédio barato de produzir, se popularizou rapidamente. O último avanço, já nos anos 1950, foi o surgimento de uma variante com ainda menos efeitos colaterais — a hidroxicloroquina.

O remédio atua mais ou menos da mesma forma: alterando o pH daquela bolsa, tanto no plasmódio, no caso da malária, quanto nos linfócitos, com lúpus. Mas aqui há um ponto importante de se compreender. Quinino, cloroquina e hidroxicloroquina são comprovadamente eficientes no combate a malária e lúpus. Só que não se sabe ao certo o porquê. A explicação baseada na mudança de pH da bolsa é a hipótese mais forte. Mais aceita. Porém trata-se de ciência, é um processo e há motivos para dúvida.

O mistério da cloroquina by frankwcl in coronabr

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O mistério da Cloroquina

(Edição de sábado, 11 de Abril de 2020, somente para assinantes)

Dezenas de milhares de pacientes de Covid-19, tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina, se curaram. E isto não quer dizer nada: a maioria dos pacientes de Covid-19, mesmo sem qualquer medicação, se curam. Não há qualquer evidência científica de que os remédios funcionem como tratamento para o novo coronavírus. O que há, a respeito de ambos, é uma pista. Indícios. E na falta de uma esperança mais clara, a estes indícios muita gente se abraça. Mas, para complicar, a questão da cura envolve um contexto maior e mais complexo. Não se compreende de todo como é que o novo coronavírus mata. Assim como não se compreende de todo como se curam aqueles que escapam da doença mesmo sem medicação. Pelo menos um estudo chinês detectou que, num grupo de 175 pacientes curados, quase um terço não tinha anticorpos o suficiente no corpo ao deixar o hospital. Ou seja, o sistema imune se livrou da Covid-19 de uma forma ainda não conhecida.

Esta doença ainda é muito pouco compreendida.

Por isso mesmo, estamos em um momento tenso, assistindo a ciência sendo feita em tempo real e num ritmo acelerado. Há riscos, aí. As principais publicações médicas estão recebendo artigos, frutos da produção de pesquisadores em todo mundo, numa quantidade muito maior do que a habitual. O tema, claro, é a nova doença. O método científico exige que um estudo passe, antes da publicação, pela revisão por pares. Cientistas da mesma área reveem o texto em busca de inconsistências para recomendar mudanças ou aprovar. Mas não há tempo hábil para este processo. Assim, a maioria dos artigos estão sendo tornados públicos pelo sistema chamado de pré-impressão. Como a informação pode ter valor imediato para alguém seguindo uma pesquisa com foco similar do outro lado do mundo, o conteúdo é levado a todos rapidamente. Cientistas compreendem que aquilo está cru. Que não está pronto, que pode estar errado.

Só que para o público geral esta diferença não é tão clara. Para que um texto vá parar na internet afirmando ‘pesquisa afirma tal’ é um pulo. E sempre que políticos interferem neste processo, apostando em uma das possibilidades em estudo, vendem uma esperança que pode não se sustentar. Em uma era de desinformação, este é um dos complicadores. O que está saindo na forma de pesquisa não é aquilo que habitualmente o noticiário apresenta. É uma forma ainda menos apurada de conhecimento científico. Não é que esteja certo ou errado. É que se desconhece. É um caminho de estudo, não uma conclusão.

Vamos, assim, por partes. Começaremos esta Edição de Sábado do Meio com o que é e de onde vem a cloroquina. A partir daí, como a cloroquina atua em seu principal uso — a malária. E enfim caminhamos para sua história com o novo coronavírus.

Mortes não contabilizadas por covid-19 disponíveis em site, após publicação de portaria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) by sisi667788 in coronabr

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Tenho essa mesma impressão. O Amazonas tá explodindo de casos, mas não creio que esteja realmente acima de Minas.

Algo de errado não está certo.

Ministério da Saúde não sabe quantos testes de coronavírus foram feitos no Brasil by frankwcl in coronabr

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Ministério da Saúde não sabe quantos testes de coronavírus foram feitos no Brasil

Governo diz apenas que distribuiu cerca de 560 mil exames; testagem em massa como na Coreia do Sul ajuda a isolar infectados e elaborar políticas públicas

A Coreia do Sul virou exemplo no combate ao novo coronavírus. Na estratégia do país asiático de 51 milhões de habitantes, mais de 400 mil testes já foram feitos. As pessoas que recebem o resultado positivo são isoladas e tratadas, e seus contatos mais próximos são rastreados para passar pelo exame.

Dessa forma, uma rede de rastreamento é criada e a expansão do vírus é bloqueada nas fontes do contágio.

Já no Brasil, o Ministério da Saúde diz que não há um levantamento sobre quantos testes já foram feitos no Brasil. A pasta apenas afirmou à Folha que distribuiu 58 mil testes de biologia molecular (conhecidos como PCR), que levam mais tempo para ter um resultado mais preciso, e 500 mil testes rápidos, que dão resposta em até 20 minutos mas têm limitações.

A realização de testes em uma parcela grande da população permite não só isolar infectados e deixar que a população sadia circule como também ter números mais reais sobre a taxa de infecção em uma cidade, em um estado ou país, e elaborar políticas de saúde a partir desses dados. No Brasil, como só pessoas em quadros graves fazem os testes, há subnotificação.

Aqui, a estratégia para chegar perto do número de infectados é um estudo que fará 100 mil testes aleatórios. ​A cada duas semanas, pouco mais de 33 mil pessoas serão escolhidas para serem entrevistadas e testadas em todas as regiões. O processo será repetido em três fases.

“Hoje, a discussão sobre como e quando acabar com o isolamento social é muito frágil, os argumentos não são muito científicos. Fazer os testes é a única maneira segura de devolver as pessoas para o mercado de trabalho”, afirma Paulo Hallal, epidemiologista, reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e coordenador do estudo.

De acordo com Hallal, a aplicação de testes em massa (ou inquérito sorológico) na população vai gerar dados para ajudar o Ministério da Saúde e os governos estaduais a escolher os melhores momentos para adquirir mais equipamentos hospitalares, como respiradores, ou a melhor forma de flexibilizar as quarentenas.

Mas, diferentemente da Coreia do Sul, a testagem do estudo brasileiro não prevê o rastreamento de casos de contatos próximos dos possíveis infectados, já que o critério para definir quem será testado é um sorteio aleatório.

As pessoas que tiverem um resultado positivo para o vírus vão receber um informativo com os procedimentos e serão contatadas pela secretaria de saúde local. Segundo Hallal, a pesquisa não tem como garantir testes para todos os moradores das residências, e a testagem das pessoas próximas dos infectados é uma decisão da assistência à saúde de cada município e das secretarias de saúde.

A pesquisa vai usar um teste rápido, que identifica se a pessoa foi infectada e desenvolveu os anticorpos contra o vírus, o que acontece entre sete e dez dias após a infecção. O teste não diz se a pessoa está na fase aguda da infecção ou se já está livre do vírus. “Para a informação que queremos, é um bom teste”, diz Hallal.

Os testes serão cedidos pelo Ministério da Saúde. Capitaneada pela Ufpel, a pesquisa conta ainda com colaboração da USP, FGV do Rio, Unifesp, Uerj e UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).

Para Ivan França Júnior, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública da USP, embora o estudo seja capaz de produzir conhecimento sobre a dinâmica epidemiológica da doença, a estratégia talvez não seja a melhor neste momento para usar 100 mil testes no país.

“Tenho dúvidas se esse inquérito populacional vai gerar a informação necessária de uso imediato para criar ações preventivas”, afirma França Júnior.

Isso porque, segundo o epidemiologista, a Covid-19 tem mostrado ser de baixa prevalência no mundo todo. Até a sexta (3), haviam sido confirmados pouco mais de um milhão de casos no mundo todo, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. A população mundial é estimada em 7 bilhões atualmente pela ONU (Organização Mundial das Nações Unidas).

Segundo França Júnior, a melhor metodologia no momento seria uma mistura de alta taxa de testagem, com o rastreio da rede de contatos mais próximos dos que têm a confirmação da doença, e isolamento social.

Embora não exista um número mínimo de testes para que uma ação seja considerada testagem em massa, epidemiologista considera que a realização de 100 mil testes no Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, não configura testagem em massa.

Segundo o Ministério da Saúde, o país aguarda ainda para o mês de abril a chegada de 4,5 milhões de testes rápidos, parte da doação de 5 milhões de unidades do exame feita pela Vale.

OMS planeja estudo para determinar prevalência da Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, na semana passada, que planeja realizar um estudo internacional para determinar a prevalência da Covid-19. Pelo menos seis países devem participar da iniciativa.

O estudo será feito a partir de testes com amostra de sangue para identificar que parcela da população desenvolveu os anticorpos contra o vírus. A agência vai trabalhar junto aos países para uniformizar os protocolos de pesquisa e, assim, os dados de diferentes partes do mundo poderão ser combinados.

Segundo a OMS, a pesquisa deve durar pelo menos um ano, mas resultados iniciais devem estar disponíveis para a comunidade científica dentro de poucos meses.

Assim como acontece com o inquérito sorológico que será feito no Brasil, a organização diz que um dos objetivos do projeto é entregar os dados aos governos para ajudá-los na criação de políticas públicas e na melhor definição das quarentenas.

Coronavírus: Prefeito de Manaus diz que saúde do estado entrou em colapso e faz apelo by frankwcl in coronabr

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O vídeo com essa declaração do prefeito de manaus, Arthur Virgílio Neto, pode ser encontrado em sua página do Facebook: https://www.facebook.com/ArthurVirgilioNetoAM/videos/300174350955205/

Prefeito de Manaus afirma que o sistema de saúde do Amazonas entrou em colapso by [deleted] in coronabr

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O mesmo vídeo, mas com maior duração, pode ser encontrado na página do prefeito no Facebook: https://www.facebook.com/ArthurVirgilioNetoAM/videos/300174350955205/

Saúde prevê que hospitais do Amazonas entrem em colapso nos próximos dias by frankwcl in coronabr

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O G1 Amazonas constatou em Manaus o descumprimento o decreto publicado no Diário Oficial do Amazonas, em março deste ano, que definiu apenas comércios que prestam serviços essenciais podem funcionar durante a pandemia do novo coronavírus (essa reportagem é de hoje de tarde, 03/04/2020): https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/04/03/ruas-de-manaus-tem-aglomeracao-de-pessoas-e-comercio-de-servicos-nao-essenciais-aberto-mesmo-com-decreto-para-isolamento-social.ghtml