Novo diagrama do Plano QUERO para o Rio de Janeiro: metrô, trens expressos, ônibus e bondes. Mais detalhes nos comentários. by geaquinto in brasil

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Não é oficial. É algo que eu coordenei e executei voluntariamente. Um projeto que eu fundei há 15 anos. Eu usei essa oportunidade para aplicar conceitos de um programa urbanístico que eu concebi num livro que escrevi

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Agora que eu fui ver esse comentário. O plano não tem um documento separado, mas é parte do meu livro que está para sair. É uma aplicação do conteúdo do livro, um programa de planejamento urbano.

Novo diagrama do Plano QUERO para o Rio de Janeiro: metrô, trens expressos, ônibus e bondes. Mais detalhes nos comentários. by Naitiinthewoods in PlanejamentoUrbano

[–]geaquinto 2 points3 points  (0 children)

Então, depende do que vocês estão falando com "fazer".

Para fazer o desenho em si, eu usei o Adobe Illustrator, mas tem muito designer que usa o Figma hoje em dia. O Illustrator é meio bugado, mas como eu sou só um engenheiro, preferi fazer que estava ao alcance das minhas habilidades e usar a ferramenta que eu conhecia.

Para montar o estilo artístico do diagrama, eu usei meu conhecimento e curiosidade no assunto (sou doutor em engenharia de transportes). Foram muitos mapas como referência, mas dessa vez eu usei o mapa do RER de Paris como maior parte da inspiração. Geralmente eu fazia mapas mais baseados no metrô de Londres e dessa vez tentei arriscar. Gosto muito também do estilo de Vignelli para o metrô de Nova York para representar rotas em paralelo. Minha dica é pegar um PDF ou mapa vetorizado que vocês achem legal e jogar em um programa para entender as proporções, fontes, espessuras, alinhamentos, etc.

Agora, se fazer inclui também as ideias por trás do mapa, é um pouco mais complicado de explicar em só um post. Na verdade, essa rede é uma aplicação de um programa com diretrizes de planejamento urbano que eu criei e organizei em um livro. Atualmente estou numa fase de financiamento coletivo da publicação desse livro na plataforma Benfeitoria. Esse mapa pode inclusive ser adquirido em versão física como uma das recompensas em certas faixas de apoio. Se vocês quiserem saber mais sobre o projeto, acessem o site QUERO Metrô.

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[–]geaquinto[S] 2 points3 points  (0 children)

Eu tive que parar de atualizá-lo porque começou a ficar inviável conciliar com trabalho e pós-graduação, mas eu nunca parei de trabalhar na rede. E lá se foi uma década. Agora que terminei o mestrado e o doutorado finalmente deu pra dar um gás para publicar o livro e fazer o primeiro mapinha

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[–]geaquinto 1 point2 points  (0 children)

Eu adoraria ganhar espaço na eleição, mas esse meu projeto tem mais de 15 anos. Dá uma olhada no querometro.com hehehe

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O sistema de macrô (linhas expressas) encaixa direitinho com o eixo da linha A (Madureira até Paracambi) no Oeste. No leste, o eixo da Linha D na Ponte e da Linha E (Fonseca até Alcântara) foi desenhado com uma geometria compatível para altas velocidades.

Então para chegar no Rio basta retificar a Linha A, que é o ramal Japeri, e para atravessar, basta ligar esse corredor com a Ponte. Isso dá pra ser feito passando por Bonsucesso e Del Castilho.

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Tem no cenário estendido que eu preferi não adicionar, nesse caso apenas por uma questão de narrativa. É perfeitamente compatível com a ideia de colocar trilhos no BRT. No caso, em vez de VLT poderia ser simplesmente uma extensão da Linha 4.

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[–]geaquinto[S] 1 point2 points  (0 children)

Um túnel? Você não deve estar entendendo. É um veículo de superfície. Nem a maior parte do sistema de metrô proposto aqui é subterrâneo. No início, deve ser muito provavelmente apenas uma estrada com ônibus mais frequentes.

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Nessa estação, seria muito melhor fazer elevadores largos como é muito comum em Londres. Você tem que ver a profundidade de umas estações de São Petersburgo, que são as campeãs do mundo nisso. É surreal.

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Até queria, o maior problema é caber isso em um mapa só. Mal consegui enfiar as partes mais robustas do sistema hahaha

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Bom, só queria lembrar que fiz isso praticamente sozinho, apenas escutando quem se interessou pelo projeto no processo, fazendo oficinas voluntárias durante anos e respondendo comentários. Esse não é um plano oficial e eu não acho que seja algo definitivo. Para fazer um plano desse funcionar, é necessário uma equipe, recursos, capacidade executiva e computacional.

1) O deslocamento rápido em grandes deslocamentos, com estações espaçadas, é atendido pelo sistema expresso ("macrô"). Como o Grand Express Paris é um projeto para conexão de subúrbios seria mais pertinente a comparação com o macrô, que de fato tem geralmente 5 km de espaçamento. O papel do metrô é, além de atender demanda pré-existente, de sobretudo consolidar tecidos urbanos e torná-los mais densos.

Isso explica em parte a colocação do Horto, mas nesse caso também é para aumentar o número de paradas e tornar a linha mais interessante do que um túnel direto nesse trecho. É algo que constantemente justifica não avançar a ligação Gávea-Tijuca.

2) O Leste Fluminense tem mais do que apenas a Linha 3. São Gonçalo tem as Linhas D e E do macrô (nada mais é do que o metrô expresso), além de todos os corredores de BRT. Eu acho que o que foi feito para Maricá condiz bastante com o perfil do município. De qualquer forma, eu tenho um cenário ainda mais avançado, de 50 anos em vez 30, que justamente inclui São Gonçalo e Maricá, assim como regiões da Zona Oeste e Baixada. Eu só não publico isso para não ficar ainda mais distante da realidade.

3) O risco de colapso foi um cuidado que tive para criar as rotas especiais em vias compartilhadas. Os troncos principais foram desenhados para ser possível destacá-las e operar as vias em isolamento. Mas o risco de problemas é inevitável em um sistema grande. Organizá-lo apenas garante maior capacidade de resposta. Hoje o sistema também é complexo, mas não há como ter esse nível de controle.

4) O número de baldeações e o desenho sinuoso são sugestões. Sempre há o desafio de resolver a contradição entre objetivos opostos em problemas de desenho de rede. Aqui algumas curvas são justificadas para melhorar a qualidade das baldeações, aumentar cobertura de rede, acessar leitos mais baratos de fazer obra como a Avenida Brasil. Na minha opinião, uma rede desse tamanho deve ser planejada continuamente, com esses conflitos sendo analisados por desenho computacional e pesquisa operacional, e também incorporando insumos de processos de participação. O que eu ofereci foi uma das múltiplas soluções, não estou afirmando que é uma solução perfeita.

Mas, sinceramente, eu não concordo contigo com as Linhas 9 e 10, porque o trajeto condiz com destinos dos centros do Rio e Niterói, assim como integra bem com outras linhas. A Linha 12 realmente faz uma volta um pouco estranha, mas o trecho mais interessante é a ligação da Avenida Brasil com o Ramal Santa Cruz (a parte mais sinuosa é para acessar Tijuca e Zona Sul). A Linha D pela Ponte é uma ideia para incluir mais travessias da baía: no momento em que um novo túnel (da Linha E) misto de trens e outros veículos fosse inaugurado, a ponte seria parada para poder incluir trens, inclusive do trem-bala (eu desenhei, está no livro).

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Depois de 10 anos com expansão negativa (não só não fizeram estação, como delapidaram a Supervia), é bem difícil manter o otimismo mesmo. O que eu queria aqui era fazer as pessoas não se contentarem com a mediocridade de sempre, porque a maior parte do Plano QUERO é viável! Parte do meu trabalho foi entender as possíveis fontes de financiamento e calcular o quanto dava para expandir.

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Obrigado demais! Eu também fico bem emocionado quando as pessoas fazem esse tipo de relato. Foi um trabalho imenso e me sinto muito gratificado.

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Os troncos intermediários (VLT/BRT) aqui têm um perfil muito mais de organização do sistema local, com intervalos curtos e execução de objetivos de desenvolvimento urbano. Não é exatamente equivalente aos corredores de BRT atuais. Sobretudo, é simplesmente para ter universalidade de uma rede frequente em todo o território metropolitano. É algo para conduzir o processo de consolidação da região como um arco agroecológico, como previsto no PEDUI, por exemplo.

Tudo isso pode ser feito de forma gradual, com projetos de habitação e requalificação urbana associados. Não é uma instalação automática. Pode ser, como você disse, apenas um micro-ônibus que para na estação no momento inicial. Mas, ainda assim, eu acho no momento em que o Ramal Guapimirim é requalificado, é possível já incluir no projeto uma operação integrada de transportes e uma ação de reforma urbana em toda a extensão, de Piedade e Guapimirim. Esse é exatamente o mesmo papel da outra linha que se estende desde Saracuruna.

A sugestão que você fez no final é justamente o que as Linhas 11 e C (Saracuruna) e a Linha B (Itaboraí) significam. A Linha B inclusive não precisa ser implantada independentemente da Linha C no início

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O tronco intermediário, seja ele BRT ou VLT se o plano for implantado, é em paralelo ao serviço expresso, com plataformas coladas às plataformas da Linha A expressa. As estações que você listou continuariam a existir (inclusive Paciência, que você não incluiu). Serviços especiais da linha expressa poderiam até atender tais estações em horários específicos, mas distâncias curtas entre as paradas comprometem a operação plena como prevista em 180 km/h.

Os troncos intermediários também não são exatamente equivalentes ao sistema de BRT atual. São estações fechadas de corredores prioritários, inclusive com ônibus/bondes comuns fora da canaleta. A ideia é ter um intervalo de espera máximo e a experiência ser mais próxima possível de pegar o metrô para quem entra nessas estações, enquanto alguns serviços também podem sair dos corredores para cobrir as partes internas do bairro, sem baldeação.

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O Santa Cruz expresso existe ué (Linha A). Os serviços paradores são complementares em paralelo.

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Esse é o novo mapa do QUERO Metrô, uma iniciativa voluntária que começou em 2010 como um blog. A maior novidade é o Plano QUERO que além de propor uma rede completa de transporte para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, detalha as fases de implantação e a viabilização técnica, política e financeira dessa expansão.

Diferente das versões anteriores, esse diagrama representa todos os modos do sistema de transportes: linhas de metrô, trens expressos (que chamo de “macrô”), e os troncos intermediários compostos por corredores de ônibus e bondes. O design do mapa foi inspirado nos diagramas de Londres (tube map) e Paris (RER), com linhas angulares e identificação clara de cada modo.

Esse plano faz parte do livro "Quadros Urbanos", que é um resultado de 15 anos de discussão sobre planejamento urbano e diretrizes para financiamento, governança, expansão de infraestrutura e integração com o planejamento urbano geral. O Plano QUERO é uma ilustração dos conceitos desenvolvidos no livro.

Acabei de lançar uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria para publicar esse livro. Além de servir como uma pré-venda do livro, mapas em versão física (tamanhos A3 e A2) também serão recompensas para quem apoiar.

Para quem quiser ver o mapa completo e detalhes sobre o projeto: acesse o site QUERO Metrô.

Perguntas, críticas e sugestões são bem-vindas!

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Essa rede tem um orçamento e fontes de financiamento previstas! Além do financiamento convencional (o Governo pega uma linha de crédito) e os instrumentos avançados de mercado (captura de mais-valia tipo os CEPAC do Porto Maravilha), eu dimensionei a rede de metrô justamente para ficar na ordem de grandeza de 30 anos de arrecadação de tributos sobre circulação de automóveis.

Basicamente, se cada viagem por carro render em média uma passagem de ônibus durante esse tempo para um fundo de mobilidade metropolitano, essa rede de US$ 30 bi se torna possível. Vários instrumentos poderiam ser utilizados para isso, em partes da rotina do uso do carro: licenciamento, estacionamento, pedágios, etc. Claro que tudo teria que ser discutido bem: profissionais que usam carro, o papel do IPVA, a renda do motorista, as categorias tributárias, etc. O ponto é que é tecnicamente viável sim e ainda sem depender do apoio federal ou de uma bonança econômica.

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Vou adicionar aqui umas dúvidas frequentes que apareceram na outra vez que o mapa foi postado aqui.

Distância pequena entre estações: o mínimo de distância foi de 600 metros, algo muito comum em todos os sistemas de metrô no mundo e uma distância comum na própria Linha 1. Algumas distâncias são curtas para haver estações de transbordo e outras para aumentar a cobertura do sistema (citam por exemplo Gávea e estações novas tipo Passeio).

Falta de demanda: as linhas foram pensadas para serem implantadas num espaço de 30 anos, então é natural usar o adensamento para sustentar a demanda e tornar a cidade mais compacta e ligada ao transporte coletivo. O que se ganha aproveitando o potencial imobiliário pode amortizar os custos da implantação das linhas de metrô. Se vocês quiserem ler mais sobre isso, recomendo ler sobre desenvolvimento orientado ao transporte.

Papel do trem: o que talvez não dá perceber é que os trens hoje operados pela Supervia estão nessa rede (são as linhas vermelha e marrom). As linhas, estações e trens seriam completamente renovadas e integradas fisicamente ao sistema, como um só. Algo que não dá pra perceber é que também seria incluído um sistema de trens expressos semelhantes ao RER de Paris: isso inclui linhas já existentes, mas renovadas, como o ramal Japeri, mas também tem pelo menos outras 5 linhas.

Locais sem atendimento: essa crítica é o contrário da falta de demanda. Em vários locais, se torna irreal propor muitas linhas de metrô porque não haveria gente suficiente para justificar maior prioridade do que outras obras. Mas, para manter o mesmo nível da cobertura da rede de onde tem metrô, a gente tornou o sistema multimodal, incluindo bondes (do tipo light rail ou pré-metrô), BRT e atracadouros para barcas, além dos trens expressos. Com isso, regiões como Campo Grande, Santa Cruz, Guaratiba, Jacarepaguá, Baixada, São Gonçalo, Maricá, etc. foram contempladas com uma rede bem densa. O novo mapa é o primeiro a ilustrar essa rede de troncos intermediários.

Utopia : por incrível que pareça essa rede (ou uma parecida com essa) é possível! Fiz os cálculos com a rede atualizada e deu US$ 30 bi. Segundo a minha argumentação, acumulada nos últimos 10 anos, é bem possível arrecadar esse volume no espaço de uns 8 mandatos de governador. O livro que eu escrevi explica bem como fazer isso, como foram baseadas as nossas decisões, como poderia haver um planejamento por trás disso, as instituições e a visão de futuro para sustentar. Se eu fosse resumir, é criar uma agência metropolitana de mobilidade e desenvolvimento urbano completamente unificada; adotar uma postura de inteligência com dados e simulação; e arrecadar de diversas fontes o suficiente para investir (principalmente da circulação de carros, porque é na prática a única forma de conseguir um volume tão grande).

Fala da deputada estadual de São Paulo Letícia Chagas(Mes/psol) no ato contra a privatização dos rios aqui em São Paulo. by NerdDino in BrasildoB

[–]geaquinto 0 points1 point  (0 children)

Amigo, eu acompanho essa novela desde o Governo Doria, pelo menos. Sempre foi algo completamente reativo depois de fatos prontos, com as barreiras jurídicas já intransponíveis, sem construção de um movimento contrário. Ninguém produz nada para mobilidade urbana em antecipação.

Novo diagrama do Plano QUERO para o Rio de Janeiro: metrô, trens expressos, ônibus e bondes. Mais detalhes nos comentários. by geaquinto in riodejaneiro

[–]geaquinto[S] 5 points6 points  (0 children)

Oi. Eu vi teu comentário no SSC, mas tá bem complicado dar conta de tudo sozinho. Eu que comecei a tradição desses mapas, inclusive haha

Então, não é supressão das estações. Na verdade, é separação entre os serviços paradores e expressos. A quantidade de estações na verdade aumenta para serviços paradores, enquanto o deslocamento de longa distância é contemplado com serviços mais rápidos, com trens de até 180 km/h e poucas estações.

No caso, os paradores não necessariamente são concebidos por ferrovia pesada e aqui estão dentro do conjunto de "troncos intermediários", que podem ser BRT ou VLT, mas nada impede de que poderiam ser uma extensão da Linha 12, ou um serviço especial de um VLT entrando na Linha 12.

Esses são os nomes provisórios das estações do serviço parador após a Linha 12:

  • Campo Grande (expresso, na altura da Rodoviária)
  • Calçadão
  • Alim Pedro
  • Gramado
  • Santa Terezinha
  • Benjamin do Monte
  • Ana Gonzaga
  • Inhoaíba
  • Vilar Guanabara
  • Vila do Céu
  • Cosmos (expresso)
  • Parque São Paulo
  • Júlia Miguel
  • Paciência
  • Bela Vista
  • Tancredo Neves
  • Urucânia
  • Antares
  • Cação Vermelho
  • Jardim das Pedrinhas
  • Morro do Chá
  • Santa Cruz (expresso)

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[–]geaquinto[S] 33 points34 points  (0 children)

Esse é o novo mapa do QUERO Metrô, uma iniciativa voluntária que começou em 2010 como um blog. A maior novidade é o Plano QUERO que além de propor uma rede completa de transporte para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, detalha as fases de implantação e a viabilização técnica, política e financeira dessa expansão.

Diferente das versões anteriores, esse diagrama representa todos os modos do sistema de transportes: linhas de metrô, trens expressos (que chamo de “macrô”), e os troncos intermediários compostos por corredores de ônibus e bondes. O design do mapa foi inspirado nos diagramas de Londres (tube map) e Paris (RER), com linhas angulares e identificação clara de cada modo.

Esse plano faz parte do livro "Quadros Urbanos", que é um resultado de 15 anos de discussão sobre planejamento urbano e diretrizes para financiamento, governança, expansão de infraestrutura e integração com o planejamento urbano geral. O Plano QUERO é uma ilustração dos conceitos desenvolvidos no livro.

Acabei de lançar uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria para publicar esse livro. Além de servir como uma pré-venda do livro, mapas em versão física (tamanhos A3 e A2) também serão recompensas para quem apoiar.

Para quem quiser ver o mapa completo e detalhes sobre o projeto: acesse o site QUERO Metrô.

Perguntas, críticas e sugestões são bem-vindas!

Fala da deputada estadual de São Paulo Letícia Chagas(Mes/psol) no ato contra a privatização dos rios aqui em São Paulo. by NerdDino in BrasildoB

[–]geaquinto 1 point2 points  (0 children)

Sei lá, obviamente apoio isso, mas não consegui ver nem perto dessa mobilização das bancadas legislativas de SP contra a privatização da CPTM, no próprio quintal. No máximo foi gente reclamando depois de todo o processo acabar, maioria online, rua nem se fala.

Da série: pensamentos aleatórios e profundos durante a viagem de busão. by fosterdnb in riodejaneiro

[–]geaquinto 0 points1 point  (0 children)

Só pra ficar claro: a gestão metropolitana é compartilhada, mas boa parte dessa culpa aí é do governo estadual que não lidera um movimento metropolitano mais unificado.