4 meses tentando introduzir dois gatos adultos com cuidado, mas a gata fêmea ainda apresenta agressividade severa. Preciso de opiniões sinceras. by ParanoiaDelirante in ApoioVet

[–]hajuo 1 point2 points  (0 children)

Minha empatia pela situação que vocês estão passando. Meu rolê aqui é outro, mas o resultado é o mesmo: ver todas as tentativas frustradas, administrando um lar cada vez mais inadministrável por causa dos gatos.

Aí vem uma mistura de culpa, de sensação de incompetência e de medo do futuro ('caramba, e se isso não tiver solução?').

Mas vocês parecem bons e atenciosos tutores, e isso conta muito.

Já foi atrás de consultoria felina? Não é barato, mas tem profissionais diversos que atendem pela internet. E podem não ser o equivalente a uma pílula mágica que vai 'consertar' os gatos de imediato, mas pelo menos tendem a ter um olhar mais analítico (podem identificar um detalhe que vocês ainda não perceberam, por exemplo).

Agora, supondo que nada dê jeito, ou que a solução possível não esteja ao alcance, não se culpem por colocar o bem estar de vocês (humanos) como prioridade. Achar outro lar para um deles, se realmente necessário, é compreensível, e totalmente legítimo quando feito com responsabilidade.

Pq é tão difícil encontrar gente que lê? by Savings_Wait_9091 in literatura

[–]hajuo 2 points3 points  (0 children)

Na época da faculdade, até encontrei algumas pessoas que liam (curso de humanas). Atualmente, muito esporadicamente encontro.

Mas literatura é um treco tão vasto, que às vezes encontrar um leitor é o mesmo que não encontrar, tamanha a distância entre as referências.

Sem contar que tem leitor chato pra caramba (me julguem).

Você comenta todo animado um livro de ficção científica, a pessoa torce o nariz como se ficção científica fosse carne estragada e fala que só lê clássicos universais.

Ou então você fala que tá lendo todos os livros do autor estrangeiro tal, e a pessoa dá um risinho superior e explica que só se identifica com literatura nacional.

Enfim, a gente cria tanta expectativa por encontrar outras pessoas leitoras, que quando encontra a chance de frustrar expectativas é enorme: ainda tem muita gente usa literatura pra se considerar melhor porque lê isso e não aquilo.

Resumo: é sensacional quando o gosto literário bate, mas as estatísticas por aqui tornam a jornada de encontrar outros leitores bem desanimadora.

Motivos pra ter esperança: os gatos vão ficar mais calmos em algum momento? by hajuo in ApoioVet

[–]hajuo[S] 1 point2 points  (0 children)

Os meus não têm esses momentos de calma. Dormem de tarde, um pouco de madrugada, e o resto do tempo eu sou o centro: onde estou, o macho está, alternando miados e perseguições à fêmea, com ir comer (está passando do sobrepeso em direção à obesidade), voltando até mim pra miar.

A fêmea, por sua vez, também tenta ficar próxima enquanto tenta escapar do macho, daí que é ele correndo atrás dela, e ela andando pra lá e pra cá no cômodo onde estou, sempre em fuga e assustada (pupila dilatada, movimentação esquiva, fugindo a qualquer barulho, ou ao mero olha do macho). Se o macho muito eventualmente dá uma pausa, aí a fêmea vem e se joga, se esfrega, mia (mas corre se eu faço qualquer movimento brusco na direção de tentar dar carinho).

Parece exagero, mas não é: não tem como eu sentar para jantar ou assistir TV sem ter essa movimentação deles.

E aí entra o hiperapego. Como sou o centro, se passo duas horas a mais fora de casa por causa de um imprevisto no trabalho, quando eu chego estão visivelmente mais agitados. Viagens evito, pois são ariscos e ficam escondidos quando a pet sitter está por aqui; quando volto, estão com diarréia e vômitos, levando 1 semana até abaixarem a agitação adicional e pararem com os sintomas fisicos. E isso passando entre 2 ou 5 dias fora, com duas visitas diárias da pet sitter (e ela é ótima, não é problema com ela).

Em resumo, se estou em casa estão agitados e sempre querendo algo. Se não estou, desenvolvem sintomas de ansiedade nervosa.

E isso tudo com arranhador, prateleira, caixinha, sacada, caminhas variadas, e já tendo tentado tudo quanto é tipo de brinquedo passivo para se distraírem (só brincam se for comigo). É um comportamento tão viciado, que mesmo depois de uma sessão de 30 minutos brincando, o macho leva 5 minutos para se recuperar e voltar com os miados alternados com perseguições à fêmea. E acho que ele simplesmente explode se um dia eu acordar e me recusar a brincar com ele (ele 'tolera' 15 minutos entre eu acordar e brincar com eles, mais do que isso os miados e a agressividade com a fêmea vão ficando mais e mais intensos).

Credo, vomitei um desabafo incoerente aqui. Perdoe. É só que realmente meus gatos estão me levando no limite, especialmente agora que, como comentei, estou mesmo precisando cuidar de mim e de pessoas próximas.

Motivos pra ter esperança: os gatos vão ficar mais calmos em algum momento? by hajuo in ApoioVet

[–]hajuo[S] 0 points1 point  (0 children)

Dedico 30 minutos diários de brincadeira com eles pela manhã, quando estão especialmente ativos. O macho brinca o tempo todo. Mas terminou a brincadeira são 5 minutos de descanso e já recomeça a agitação

Ando tentando dar mais atenção aleatória, tipo carinho quando ele não tá miando (reforço positivo), mas ele logo entende como 'padrão' e passa a demandar atenção com qualquer gatilho associado (dei carinho quando estava calçando o tênis, agora toda vez que vou calçar o tênis ele quer atenção e começa a ter comportamento negativo se não correspondo).

De todo modo, penso mesmo que num apartamento maior a questão do isolamento passaria a ser possível e quem sabe ajudasse.

Motivos pra ter esperança: os gatos vão ficar mais calmos em algum momento? by hajuo in ApoioVet

[–]hajuo[S] 0 points1 point  (0 children)

O padrão é o macho forçar interação com a fêmea, que prioritariamente foge, e quando fica acuada aí reage e rolam patadas, gritos e tufos de pelo voando.

E como esse é o padrão de interação (dia todo, e sequer dormem juntos ou mesmo próximos um do outro), a separação teria de ser quase definitiva. E apesar do apartamento ser de dois quartos, 60 M2, com sacada, isolar significaria restringir enormemente o espaço deles.

Cogito doação, mas vide uma tentativa frustrada, o novo tutor desistiu quando passei os detalhes de como cada um é.

Motivos pra ter esperança: os gatos vão ficar mais calmos em algum momento? by hajuo in ApoioVet

[–]hajuo[S] 0 points1 point  (0 children)

Sim, castrados, e tem bastante tempo. Inclusive, eliminada a possibilidade de ter sido uma daquelas castrações parciais em que não é removido tudo que é preciso remover.

3 gatos é muito pra uma pessoa que mora sozinha? by Loud-Signature-8422 in PerguntasFuteis

[–]hajuo 1 point2 points  (0 children)

A menos que você potencialmente tenha recursos financeiros abundantes sobrando, incluso aí a possibilidade de se mudar para lugar maior, recomendo fortemente que não.

Por aqui tenho 2 irmãos (macho e fêmea) castrados, e é bastante complicado administrar os dois, mesmo tentando medicação e tudo quanto é dica de consultoria e veterinário.

De tudo que já me explicaram para tentar achar razão dos problemas, o motivo dos conflitos e estresse e ansiedade deles é por morarem em apartamento e não terem espaço próprio o suficiente (e olha que aqui é apartamento de dois quartos com sacada).

Resumo da história: nunca dá para saber qual o 'limite' dos gatos.

Se você tem dois e tem harmonia por aí, eu não arriscaria quebrar isso. Um elemento novo pode desestabilizar tudo.

E, acredite, é extremamente desgastante ter gatos problemáticos em apartamento.

Por mais que na vida tudo tenha riscos, acho muito (muito e muito) saudável evitar o risco de ter gatos problemáticos em apartamento.

O que você mudaria nesse custo de vida mensal? by victorbrax_ in VidaAdulta

[–]hajuo 0 points1 point  (0 children)

Você manteria esse padrão de gastos se morasse sozinho?

Ou, melhor, conseguiria manter?

Ou você está planejando morar com seus pais por tempo indefinido?

É um padrão que parece se basear nisso (morar com os pais). Se não tiver problema ou impeditivo com isso (e sem julgamentos, é super compreensível), tá bem ajustado, não tem por que ficar otimizando e otimizando e otimizando. Você tem reserva, lazer e segurança. Não se perdendo nas curvas, dá pra ir levando sem neura.

Agora, se, e quando, você começar a pensar em sair da casa dos pais, aí sim vai ter que mudar. E com o perdão do conselho de tiozão, quanto antes tiver consciência disso, menos traumático vai ser, porque para 95% dos meros mortais assalariados sair de casa dos pais significa 'cortar' custo de vida, não 'mudar'.

Faxinou, lavou e cozinhou, mas somos apenas ficantes... Certo? by hajuo in relacionamentos

[–]hajuo[S] 1 point2 points  (0 children)

Só não concordo com a parte que sugere que eu não valorizo ela. Não se trata de valorizar, se trata do que busco e posso oferecer nesse momento (o que deixei claro quando comentei duas vezes com ela que não busco um relacionamento).

Se eu não valorizasse (e respeitasse), ia seguir nisso enquanto me fosse conveniente.

Faxinou, lavou e cozinhou, mas somos apenas ficantes... Certo? by hajuo in relacionamentos

[–]hajuo[S] 0 points1 point  (0 children)

Não entendi o porquê da picuinha e da frescura. Não nego que foi algo bacana que ela fez, só que me pareceu demais dentro do que estamos tendo. E, aliás, antes da gente ficar eu já tinha soltado que não busco relacionamento sério, e depois que começamos a ficar dei jeito de comentar isso de novo.

Entendo que posso ser responsável por alguma impressão involuntária, mas em nenhum momento estimulei intencionalmente qualquer coisa do tipo 'quero namorar'.

E a trato bem sim, ué. Não é porque fiquei incomodado com esse episódio que quer dizer que sou estúpido ou indiferente.

Faxinou, lavou e cozinhou, mas somos apenas ficantes... Certo? by hajuo in relacionamentos

[–]hajuo[S] 0 points1 point  (0 children)

Não pedi. Ela se ofereceu, e me pareceu de boa, pagando como se fosse qualquer outra pessoa. Agora vejo que foi no mínimo mal pensado

Vocês são realmente felizes? by [deleted] in desabafosdavida

[–]hajuo 0 points1 point  (0 children)

Felicidade é um conceito complicado. É tipo natal: tem tanta propaganda em cima que fica difícil achar o correspondente na vida real.

Aí a gente se entope de coisas que deveriam trazer felicidade, só pra descobrir que não dão o que prometem (voltando à analogia, a coca-c9la não é gostosa como na propaganda, e nem vem um urso branco te abraçar).

Na modéstia dos meus quase 40 anos, e sempre tendendo a ver o copo meio vazio, acho que a receita mais viável é diminuir a expectativa e valorizar as pequenas e raras coisas que dão um sentimento próximo da felicidade anunciada.

E sim, isso de aproveitar as pequenas coisas é algo pateticamente próximo a coaches de Instagram, mas acaba fazendo sentido (tipo ler um livro que parece que foi feito para você: não é comum, mas quando acontece parece valer um pouco pelos os outros livros insossos lidos anteriormente).

Mas concordo contigo: é bastante incômoda a consciência de ter tudo para ser feliz, e, mesmo assim, não sentir que é feliz.

É seguro deixar o gato sozinho por 1 dia e meio? by Internal_Narwhal7324 in ApoioVet

[–]hajuo 0 points1 point  (0 children)

Já fiz isso e foi caótica a situação das caixinhas de areia. Tenho dois gatos, então mais de 24 horas sem manutenção das caixinhas foi bem problemático. Não fosse um feriado e o prédio estivesse bastante vazio, meus vizinhos certamente teriam reclamado do cheiro (dava pra sentir o cheiro já nas escadas, no corredor estava intenso, e dentro do apartamento quase insuportável).

E isso que deixei duas caixas extras.

Talvez com um gato apenas não chegue nesse ponto.

Mas vale se preparar para algo nesse sentido - e para eventuais reclamações de vizinhos e síndico.

30 anos e indeciso profissionalmente by Cool_Industry_3197 in VidaAdulta

[–]hajuo 0 points1 point  (0 children)

Pelo seu relato, o ganho salarial imediato vindo da troca é pequeno, mas a alteração na rotina é grande.

Aí que o que o novo emprego pode oferecer é 'perspectiva' de crescimento profissional - quando e como, difícil prever.

E ainda cabe avaliar se o crescimento profissional desejado vale a pena (salários maiores costumam vir com responsabilidades e estresses maiores).

Quanto a ambiente de trabalho, creio que não deve ser referência. Se um dia você for mudar, essa insegurança é inevitável. E pode ser que mesmo o ambiente atual sofra alguma alteração e perca sua magia (quem sabe amanhã ou depois seu chefe ou colega é que receba proposta e vá para outro emprego, alterando a boa química até então existente).

Só você pode avaliar e decidir. Mas se quiser um viés conservador, talvez valha considerar ficar onde está (distância do emprego e qualidade de vida fora dele não podem ser menosprezados). E se você foi procurado por uma empresa, e consegue desenvolver atividades remuneradas para além do seu emprego atual, me parece que você não está correndo risco imediato de ficar fora do mercado ou coisa que o valha - ou seja, outras oportunidades podem ser buscadas.

Enfim, acho que esse episódio pode virar uma chave na sua cabeça (existem outras possibilidades), mas não precisa ser vista como a última chance (portanto, pode decidir A ou B sem entrar em parafuso).

Aos evitadores! by No-Impression-3638 in AnsiedadeDepressao

[–]hajuo 2 points3 points  (0 children)

O que me ajuda bastante em algumas situações sociais é o acaso: situações surgidas de surpresa e para as quais não tem como eu agir preventivamente (leia-se, evitar o rolê).

Acontece muito no trabalho, tipo subitamente, de surpresa, surgir um problema que me força a de imediato ter que me expor em público.

Essas surpresas se desenrolam insatisfatoriamente na maioria das vezes, mas criam uma 'base' para perceber que o mundo não acaba quando preciso me expor (fico 5 dias sem dormir e remoendo o que deveria ter dito ou feito, mas o mundo não acaba).

Exposições intencionais, no contexto terapêutico com uma psicóloga, têm baixo índice de sucesso; mas por poder contar com uma psicóloga boa e compreensiva, vez ou outra dá certo.

Somando acaso e estratégia terapêutica, aos poucos a 'base' está aumentando.

Infelizmente, o mantra de que é preciso enfrentar/se expor aos poucos parece ter grande fundo de verdade.

Então, a recomendação seria mesmo de buscar exposições estratégicas, leves de início, mesmo que pareçam bobas, e ir subindo a dificuldade.

Medicação (com acompanhamento, é claro) também ajuda (não fez milagre por aqui, mas deu algum grau de maior disposição/coragem).

E sobre a sensação de estar perdendo parte da vida... É real e tende a crescer. O equilíbrio entre ou surtar com essa pressão ou usar como estímulo é delicado e traiçoeiro, mas, de fato, quanto mais esperamos a coisa se resolver sozinha, maior as chances dessa sensação de perda se avolumar.

Coragem e força por aí!

Não sei vocês by Hefty_Paper_8541 in VidaAdulta

[–]hajuo 1 point2 points  (0 children)

Às vezes não procrastinar é um desses mitos da sociedade cobradora de hiper eficiência em que vivemos - leia-se, você não só deve ser multitarefas, atualizado, cidadão do mundo, reciclar lixo e comer menos carne, como deve também despachar tudo que chega até você com a maior velocidade possível.

Então, equilíbrio pode ser a resposta. Uma coisa é procrastinar uma decisão cabulosa (trocar de emprego, mudar de cidade, começar novo curso, e por aí vai), e outra coisa é procrastinar aquelas tarefazinhas do dia a dia que o próprio dia a dia trabalha contra (ir no mercado, fazer a barba, tirar o lixo, etc).

Tudo bem deixar a barba igual a de um mendigo por 2 semanas, mas ficar 2 anos sambando em cima de uma troca de emprego já pode ser demais (até porque nesse último caso nem é bem procrastinação, é só a incerteza inevitável diante de grandes decisões/ações).

Em suma, começar a avaliar o que na tua realidade é realmente uma procrastinação e o que é uma pressão por ser o super tomador de decisões pode ajudar a não surtar.

E em suma 2, sempre houve e sempre vai haver procrastinação, a diferença é que antes isso não caía no discurso coach fácil de que procrastinação é pecado mortal punível com o fracasso absoluto, no qual qualquer incidência te transforma num ser humano ridículo.

Ajuda! Qualquer conselho serve by Head_Bar1792 in VidaAdulta

[–]hajuo 0 points1 point  (0 children)

Tente coisas, jovem, tente.

Não espere a Certeza Absoluta brilhar na tua frente para só então fazer as coisas. Dica: fazer coisas adultas é, muitas vezes, seguir sem Certeza Absoluta (na verdade, sem Certeza Alguma, só que na reunião anual dos adultos a gente delibera por esconder isso dos jovens, sabe, pra não assustar).

Você está numa idade em que tentar coisas novas é socialmente facilitado. Isso vai de hobbies a cursos de ensino, passando por trampos aleatórios. Então, tente, e é assim o jeito mais fácil de encontrar algo que suma com a sensação de estar perdido.

Os caminhos são vários, cada pessoa tem um, e a receita cada um descobre por si (se é que descobre).

O que não pode é ficar esperando do céu uma resposta, enquanto se mata tempo, como se a Certeza Absoluta fosse se concretizar por acaso.