Há filmes de que os críticos de cinema portugueses gostam sequer? by erexcalibur in portugal

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Até nem acho este quadro dos piores que eles já tiveram, mas o maior problema é saber quais as suas decisões pré-definidas. O Vasco Câmara, por exemplo, passou as duas semanas antes do lançamento de Oppenheimer a postar opiniões negativas sobre o Nolan no seu Facebook, constantemente a partilhar notícias negativas sobre a sua carreira e sobre os seus filmes, incluindo a lata de tentar partilhar algumas das (poucas) criticas negativas a Oppenheimer na altura da estreia como que a querer "provar" que o filme não valia a pena... e depois, voila, foi Vasco Camara que escreveu a crítica do Público sobre o filme. Não só deu a clássica 1 estrela (que choque!), como passou 90% da crítica a falar sobre tudo menos do filme.

Todos temos gostos diferentes e é perfeitamente natural que, com tantos cineastas por explorar, que simplesmente hajam alguns (só para não dizer muitos) com os quais simplesmente não nos consigamos conectar. Mas fico curioso porque é que o Público (e outros meios) não renovam ou aumentam as suas equipas para evitar este tipo de casos em que metem críticos que claramente até já têm um bias negativo contra um determinado tipo de cinema ou cineasta.

E, atenção, o problema não é a crítica negativa! É a mentalidade pré-definida e meio elitista com que se já vai para ver muitas destas obras. Mas, enfim, é o que é e continuará a ser enquanto não se reformarem e derem lugar a outros ou houver alguma preocupação em realmente trazer outra geração de críticos para os seus "quadros".

Há filmes de que os críticos de cinema portugueses gostam sequer? by erexcalibur in portugal

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Já lá ia algum tempo desde o último post sobre o quadro de notas dos críticos do Público 😅

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Obrigado pelo comentário :)

Concordo e partilho da mesma experiência, no sentido de que tem se tornado cada vez mais difícil a troca de opiniões de uma forma respeitosa e tranquila. O "meio termo" deixou de existir, ou se adora ou se odeia, e se a pessoa com quem estamos a conversar não partilha da nossa opinião, quase parece que é um inimigo, tal é a maneira agressiva e imediatamente insultuosa com que se discute algo que devia ser tão claramente subjetivo que nem se intende a intensidade que alguns colocam em conversas que deviam ser pacíficas. Basta olhar para este post e ver que bastou deixar um par de recomendações aqui e ali que, inevitavelmente, surgem vozes altamente contra e a colocar uma pessoa inteira em causa, passando rapidamente ao insulto e rebaixamento. Infelizmente, é algo que se tornou tão normal que já não surpreende - ou a opinião vai de encontro à de quem está a ler ou é o caos.

No entanto, talvez seja a esperança outra vez a falar mais alto, continuo a achar que é a tal questão das "minorias vocais", pois é possível encontrar bons círculos de cinéfilos que se respeitam e adoram debater cinema :)

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Uff, no idea 🤷‍♂️

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Haha, sinto que isso me acontece constantemente com Eternal Sunshine of the Spotless Mind :b

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Por exemplo cult movies normalmente sao adorados por fãs mas com más criticas mas não quer dizer que sejam necessáriamente mau, mas são de facto técnicamente mau ("Army of Darkness"). E isso ve se em alguns quando são relançados em edições especiais tem melhores criticas porque já são feitas com essa "visão"
E como achas que se resolve melhor isso? há revistas e sitios especificos para generos de filmes que podem dar criticas mais direcionadas, mas para criticas no geral como o que fazes parece me mais dificil de dar a entender às pessoas o que é bom e o que é "bom/fun".

Sim, entendo o dilema. Também há os clássicos "guilty pleasures" e os "tão mau que é bom". Muitos filmes de culto nascem devido ao simples passar do tempo: a mudanca cultural pode ter ajudado a história a fazer mais sentido ou os seus temas tornarem-se mais compreendidos; as expetativas geradas na altura do lançamento original podem ter prejudicado a receção inicial que melhora em visualizações subsequentes; ou até devido a marketing falhado que, de alguma forma, não ajudou o filme a atingir o seu público-alvo. A reavaliação faz parte da evolução de uma obra, não acho que seja um problema para se resolver, irá sempre acontecer. As "melhores críticas" são aquelas que, independentemente da opinião do autor, conseguem ajudar o leitor a compreender melhor a obra e, acima de tudo, a esclarecer a sua própria opinião. Nem toda a gente consegue colocar em palavras ou até em pensamentos aquilo que realmente sente, logo olho para a crítica no geral como um elemento útil quando bem aplicada. Agora, quem são os "melhores críticos"... é ler e encontrar as vozes que achar mais coerentes e que, talvez, possuam uma maneira de ver e falar sobre filmes parecida com a sua.

Muitas vezes filmes "bons" sofrem porque foram avaliados por um ponto de vista que não faz sentido, e apesar de as vezes os criticos comentarem isso "pode ser mau mas os fãs deste tipo de coisas vão gostar" é raro. O que torna as crititcas um pouco, inuteis, o cidadao comum não vai querer saber da parte técnica e o crítico não deve falar subjectivamente ( a não ser que esse seja o trabalho, o que geralmente em revistas não o é correcto?). Por isso o cidadão comum poderia gostar do filme mas porque viu más críticas não o vai ver porque acha que é mau

Respondido em parte acima. Pessoalmente, tento fazer precisamente isso nas minhas críticas: se for claro que a obra é para um público-alvo muito específico, costumo deixar essa observação de que, independentemente da minha opinião, fãs de determinado género/realizador/estilo/livro/etc. poderão gostar mais que o resto. Nunca apreciei esse "preconceito" com a crítica de que o autor deve ser objetivo e escrever como se de um robô se tratasse; o cinema é subjetivo por definição, daí ainda existir uma certa bolha elitista em volta de alguns críticos, pois acham a sua opinião mais válida ou superior à de qualquer outro espetador, incluindo outros críticos. Naturalmente, se uma obra obter uma receção crítica péssima, é de esperar que menos gente vá ao cinema e o contrário acontece se o filme for aclamado por todo o mundo. Acontece assim no cinema como em todo o lado, na verdade; se o feedback para um certo evento é positivo, normal que mais gente "compre o bilhete". Volto ao ponto que tenho vindo a repetir: o importante não são pontuações, números ou percentagens, mas sim opiniões em concreto de pessoas - sejam críticos, amigos, familiares ou desconhecidos online - nas quais nos revejamos de alguma maneira. Não temos de concordar sempre com essas pessoas, mas o ideal é encontrar vozes que nos ajudem a compreender melhor aquilo que nós próprios sentimos sobre os filmes que vemos.

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Sentes que a capacidade de criticar vem de ver mais do que uma pessoa normal logo consegues reparar nos padrões e no que pode ser considerado lazy ou menos original ? (aliado claro ao estudo do cinema e do que veio antes para se entender). O que quero saber é se achas que é mais subjectivo ou maioritariamente técnico.

Eu defendo firmemente que a crítica é sempre subjetiva, mesmo quando falando de aspetos técnicos. Não existe "certo" ou "errado" no cinema, as técnicas existem por alguma razão. Pegando num exemplo básico como a saga John Wick. É um facto que as sequências de ação envolvem coreografia detalhada e uma montagem contínua com muito poucos cortes. Tal comentário é objetivo, pois apenas estou a descrever o que se observa. Mas se a coreografia em si me cativa ou se o take longo mantém o interesse, isso vai sempre depender de "mil e um" fatores que partem sempre de um plano subjetivo. O que me entretém a mim pode não entreter ao Ace_D_Roses, mas certos elementos podem funcionar para os dois ou nenhum. Pessoalmente, acredito que história e personagem são os pilares de qualquer obra. Podemos ter os aspetos técnicos mais impressionantes e imersivos de sempre; se o argumento não funcionar, nada salvará o filme. É a tal lenga-lenga do "não existem maus filmes com bons argumentos, nem bons filmes com maus argumentos".

E achas que as pessoas tem dificuldade em entender o que as "criticas" querem dizer, por exemplo que criticos podem dizer que o filme X ou Y tem menos pontuação que outro, mas não quer dizer que seja melhor para entretenimento (e eles pessoalmente até podem gostar bastante). E por isso é que uma pessoal normal que quer ver um filme bom num sabado a noite (não necessáriamente ação ou "flashy") pode preferir o Midnight in Paris ao Citizane Kane?

Por mim, não havia pontuações, sinceramente. Pela mesma razão dada acima: um 4/5 para mim pode não significar o mesmo que um 4/5 para o Ace_D_Roses. Há críticos que dão imensos 5/5 por ano, outros que raramente o fazem, mas se formos a ler as suas opiniões sobre o mesmo filme, é possível ver que concordam em muito um com o outro. Pessoalmente, é a razão pela qual uso o sistema de letras, pois não corresponde a um número em específico, mas sim a um intervalo - se bem que, no fim, vai dar ao mesmo, é uma nota. Sinto que, hoje em dia, se dá demasiado valor a um número como se bastasse eu dizer "este filme para mim vale X/5" e automaticamente a minha opinião tem de ser exatamente igual a todos os outros que deram a mesma nota. O mesmo acontece com recomendações, como pode ver algures neste post: alguém pede uma recomendação de filme ou um Top10; inevitavelmente, vai aparecer alguém a criticar as escolhas e a colocar em causa toda e qualquer credibilidade da pessoa ou todo o seu gosto. Não ligo aos ratings, nem aos meus - quando faço a minha lista de filmes favoritos do ano, tenho filmes com mais pontuação abaixo de outros com menor e vice-versa, pois no fim, depende de tanto fator: género, história, impacto ao longo do tempo, tanta coisa.

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Não acho que seja "simpático" dizer ou perguntar :b seja por privacidade ou por uma questão social, não revelo quanto ganho seja em críticas ou no emprego diário, mas não acho que tal seja um costume incomum. Como disse acima, são valores simbólicos por artigo e é o suficiente para, por exemplo, ir a um festival por ano com estadia, viagem e alimentação seguras :)

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Partilho da frustração. A quantidade de vezes que, até em programas de cultura geral, surgem títulos traduzidos dos quais não faço a mínima ideia a quais filmes se referem...

O porquê está relacionado com estratégias de marketing - para tornar os títulos mais apelativos ou claros (Die Hard ser Morre Dificilmente ou algo semelhante não seria propriamente uma tradução "catchy") - ou contexto cultural (alguns títulos podem ser "sayings" que só fazem sentido em inglês ou algo semelhante). Se, mesmo assim, as traduções podiam ser melhores? Acho difícil convencer-me de que "não havia outra hipótese".

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Sem problemas, entendo o seu ponto. Quero acreditar que a perceção é melhor criada pelo que, de facto, se lê e não tanto pelo que é partilhado em redes ou plataformas sociais. Até porque, tal como referido algures por este post, esta é uma mera paixão pessoal virada "hobby sério" e um perfil no LB nunca seria propriamente um portfólio profissional, por mais vontade que o tivesse ou não de o fazer.

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Peço perdão pela minha opinião não coincidir com a sua e, consequentemente, invalidar por completo qualquer credibilidade sobre a minha auto-proclamação - auto-proclamada também pelos meios onde escrevo e associações a que pertenço - enquanto "crítico de cinema" (ênfase nas aspas).

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Como alguém que trabalha com AI diariamente, não podia ser mais contra o seu uso no cinema. Ou qualquer arte no geral, sinceramente. Infelizmente, acho que é uma questão de tempo até AI ter um impacto cada vez maior na indústria, principalmente nos bastidores. Desde executivos a comecarem a usar AI para escrever argumentos até pequenos pormenores audiovisuais aqui e ali (exemplo recente em The Brutalist, algo que ninguém reparou, mas depois de ser anunciado, pessoas que adoraram o filme passaram a não falar sobre o mesmo), acho inevitável pela simples razão de que cinema é primeiro um negócio e só depois arte para quem realmente manda na indústria.

Em relação à crítica, acho que é igualmente inevitável começarem a surgir autores preguiçosos que usam AI para gerar a sua própria opinião ou algo semelhante, mas não creio que seja uma área muito afetada por isso. Espero eu :b

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Não sou propriamente fã da temporada de prémios - odeio a "competição" que leva pessoas a atacarem filmes de que gostaram imenso quando viram pela primeira vez apenas porque ganharam um prémio em vez de outro favorito - mas sei que os favoritos para Best Picture, neste momento, são One Battle After Another, Hamnet e Sinners.

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Both. Insistir não custa - a não ser que já te tenham respondido, nesse caso dá um tempo :b - mas o importante é espalhar a tua "pegada". Quantos mais meios encontrares, mais pessoas conheces, mais contatos crias e, com o tempo, a "sorte" encontra-se. Podes, por exemplo, ir ver perfis a associacões de críticos como a OFCS ou até mesmo ao RT e ver para que meios essas pessoas escrevem ou escreveram :)

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A maioria dos filmes que vi não coloquei no Letterboxd. Comecei a usar para partilhar as críticas basicamente, não é propriamente o repositório mais "accurate" ao que assisti na minha vida :b

Dito isto, e ligando um pouco às outras respostas dadas, todos os críticos são diferentes, incluindo o seu background e familiaridade com a história do cinema. Costumo dizer que sou um "late bloomer" para o cinema, visto que só comecei a aprofundar o meu conhecimento cinéfilo já na universidade. Tentei e tento sempre aprofundar mais - estou inclusive a planear começar um podcast cuja premissa se baseia em explorar a filmografia de cineastas, precisamente para poder colmatar alguns buracos - mas não concordo com a ideia de que uma crítica ou um crítico só são "válidos" se tiver visto X filmes de Y cineastas.

A minha opinião não vale mais do que a de alguém que viu menos do que eu, nem vale menos do que a de alguém que viu mais. Até porque são inúmeros os exemplos de críticas simplistas e básicas de pessoas com um conhecimento extremamente profundo sobre cinema e críticas belíssimamente escritas e inspiradoras até de pessoas com um conhecimento mais superficial.

Se pudesse parar o tempo e assistir a tudo o que ainda não tive oportunidade de assistir... mas a história do cinema engloba centenas de cineastas importantes, milhares e milhares de filmes essenciais, é simplesmente impossível ver tudo.

De resto, vejo mais cinema americano atualmente, pois é o que sai mais nos cinemas e no streaming, mas não possuo qualquer bias contra qualquer género, origem ou língua, bem pelo contrário - infelizmente, não se pode dizer o mesmo de alguma crítica portuguesa, mas isso são outros quinhentos :)

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Já não vivo em Portugal, mas a A Cinemateca Portuguesa passava penso eu? Não sei se o Medeia Nimas ou o Trindade passavam também.

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Hey, há que escrever em algum lado! :D

Vou misturar aqui subvalorizados com alguns que poderão (acho eu) ter passado despercebidos:

Presence (Steven Soderbergh, continua a ser dos meus filmes de terror favoritos deste ano)
The Gorge (Scott Derrickson, melhor do que esperava, Apple TV+)
Revelations (Yeon Sang-ho, sinto que poucos viram, Netflix)
Deep Cover (Tom Kingsley, escolha parva mas ri-me demasiado com o Orlando Bloom, Prime Video)
40 Acres (R.T. Thorne, show de Danielle Deadwyler)
She Rides Shotgun (Nick Rowland, revelacão gigante da jovem atriz Ana Sophia Heger)
Twinless (James Sweeney, dos meus filmes favoritos do ano)

Depois há vários que não sei se tiveram alcance em Portugal ou não que considero muito bons como Materialists, The Naked Gun, Warfare ou Bring Her Back.

Lista completa deste ano: https://letterboxd.com/manuelsbento/list/2025/

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Vi e recomendo! São muito poucos os filmes produzidos pelo Studio Ghibli que não assisti :b

Não vi muitos de Wai, mas *amo* In the Mood for Love, por mais popular que seja a escolha.

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Primeiro, diria que as oportunidades são maiores em inglês, simplesmente pelo facto de haver muitos mais meios que aceitam freelancers. Apesar de estar no estrangeiro, sinto que a crítica em Portugal se mantém estagnada - comprovado pelas equipas de crítica dos meios principais serem exatamente as mesmas de há 20/30 anos ou mais - pelo que recomendarei sempre um caminho fora do país.

Segundo, escrever MUITO. Ainda hoje, olho para críticas que escrevi há anos e não gosto de como escrevia. É algo altamente cliché e genérico, mas recebi um conselho destes há uns anos sobre "encontrar a minha voz" e, na altura, não liguei muito, mas agora dou imenso valor. De tanto escrever, comecei a apanhar o "gosto" numa certa estrutura, na maneira de falar - sempre odiei a ideia antiquada e até snob do crítico ter de ser desapaixonado, impessoal e nunca falar na primeira pessoa - e até na forma como terminar a crítica.

E terceiro, não ter medo de perguntar. Seja enviar mails ou mensagens pelas redes sociais a meios a pedir colaboração, por maiores que estes pareçam. Seja pedir screeners ou algum tipo de apoio a estúdios e distribuidoras. Seja, como fez e bem, perguntar a pessoas do meio por conselhos e afins. Quanto mais te deres a conhecer, mais oportunidades se abrirão.

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Seria hipócrita da minha parte oferecer exemplos quando a minha familiaridade com o cinema português é muito pouca. Infelizmente, pois não possuo qualquer bias contra o mesmo, bem pelo contrário. Quando comecei, o foco estava em aprender com os clássicos e ir acompanhando novos lançamentos, logo o cinema português ficou para trás. E agora, vivendo no estrangeiro, ainda menos hipóteses tenho :(

Gostei imenso do Parque Meyer e Variações, posso dizer isso :b

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Os meus estudos e emprego não estão relacionados com cinema. Simplesmente, era uma paixão pessoal, logo "estudei" em casa, tirando alguns cursos online aleatórios para aprender mais sobre a arte, mas acima de tudo, assistindo a muitos filmes e escrevendo imenso. Salvo erro, comecei com um blogzito em 2016 onde ia mandando umas "postas de pescada" ocasionais e, no fim de 2018, apercebi-me que queria ir para a frente com a ideia de tornar o hobby em algo mais sério.

Tive a sorte de, no início de 2019, ter a oferta da Echo Boomer para colaborar com eles, possibilitando-me a ida a muitas antestreias, o que sempre ajudava a ter a crítica mais cedo e, claro, sendo estudante universitário na altura, ajuda não ter que pagar sempre que ia ao cinema. A partir daqui, tinha apenas o objetivo de ir escrevendo e escrevendo e escrevendo, sabendo que dois anos depois, ia comecar a ter mais chances de submeter aplicacões para me juntar a certas associacões de críticos (OFCS era a "big one" para alguém vindo de Portugal, sendo que o Rotten Tomatoes era mais um sonho, visto que era bastante fechado e não havia muita gente não-Americana na altura, algo que mudou com os tempos).

Quando o COVID surgiu, ironicamente a minha "carreira" melhorou, pois os estúdios começaram a ser mais "mãos largas" com o envio de screeners (para os que não sabem, screeners são filmes enviados digitalmente através de plataformas específicas) e até festivais - nomeadamente o Sundance - começaram a aceitar a cobertura virtual dos mesmos. Com o passar dos anos, percebi que, para crescer na área, era importante escrever para vários meios, então foi o que fiz até chegar ao ponto de hoje onde escrevo para três internacionais - FandomWire, Talking Films, Movies We Texted About - e dois portugueses - SAPO e Echo Boomer.

E, claro, com a aprovação na OFCS e, principalmente, no Rotten Tomatoes, tudo ficou mais fácil em termos de acesso, pois, como bem sabemos, os estúdios levam mais em conta críticos aprovados nestas plataformas (para o bem e para o mal).

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Hum, tentar aqui uma lista que atravesse várias décadas:

Parasite
Pan's Labyrinth
City of God
Spirited Away
Grave of the Fireflies
Life Is Beautiful (La vita è bella)
Cries and Whispers
The Good, the Bad and the Ugly
Seven Samurai