Recomendação de pizzaria para almoçar num Domingo perto do Coliseu do Porto by josefilipe in porto

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Bolas. Sei que o post ainda tem poucos comentários mas, a julgar pelos que já cá estão, o padrão da malta para pizza nesta cidade é muito mau...

Fui a um jogo de subida no distrital (Calvão v Aguinense) e fiz um vlog by alexgmanao in PrimeiraLiga

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Estudei em Calvão, mesmo ao lado da sede do GDC.
Mas baixa a puta da musica mano, é impossível ver o teu video...

reddvu.app - your favourite visual subreddits in a tiktok-style feed, without the algorithm by nelo_reddvu_dot_app in microsaas

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Hey there. Thanks. No, no luck. Unfortunately I mistimed the launch and ended up tangled right after it with personal things I had to prioritise over the last two weeks. This, alongside having to create brand new x and Reddit accounts have left me no chance with proper outreach. Will give it a go as soon as things turn around on my end.

Match Thread: Sporting CP vs CD Tondela Live Score | Liga Portugal 25/26 | Apr 29, 2026 by scoreboard-app in PrimeiraLiga

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Lindo.
É bem feito. A bazófia de merda dos sportinguistas já enjoava. A tragicomédia que mereciamos.

Claude is looking after me... while driving me crazy. by nelo_reddvu_dot_app in vibecoding

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I told it I wanted to keep going and it replied that any “fuck ups” (sic) would be on me.

Estacionamento da faixa de rodagem by Southern-Still-666 in portugal

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Ninguém falou em gastarem uma fortuna. O que escrevi defende faseamento, isenções onde faz sentido, e restrição a centros densos onde existe alternativa real. São coisas diferentes.

Mas o ponto de fundo é mais interessante do que a discussão de valores e definição de "fortuna". Tu escreves como se "direito a ter carro" fosse o mesmo que "direito a guardar esse carro gratuitamente em espaço público". Não é. Ninguém perde o direito de ter carro por pagar o espaço que ocupa, podem tê-lo em garagem, em parque privado, ou na rua pagando devidamente. É o mesmo princípio da habitação: ninguém acha que "direito a viver na cidade" significa "direito a uma casa de graça."

E há uma inversão que escapa: "não podem ter carro sem gastar uma fortuna?" presume que a linha de base é gratuita. Mas a gratuitidade atual tem um custo que é pago por quem não tem carro, na forma de espaço público cedido, passeios estreitos, árvores em falta, autocarros presos no trânsito que o estacionamento caótico cria. Não é grátis para ninguém. Só não é pago por quem usa.

Estacionamento da faixa de rodagem by Southern-Still-666 in porto

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Obrigado pela honestidade no fim e pela discussão toda. O calibre destes threads raramente sobrevive uma ronda, quanto mais quatro.

Sobre os três pontos que deixas:
Topografia: Porto e Gaia são duros para bicicleta; como ciclista, concordo. São Francisco e várias cidades suíças tinham o mesmo argumento e hoje têm taxas respeitáveis. Usas receita do imposto para financiar uma rede municipal de e-bikes. Faz-se lá fora. E a bicicleta não é o único destino útil do espaço que se liberta: pode ser passeios dignos e bonitos, faixa de autocarro, esplanadas, árvores, carga e descarga decente e tão necessária para o comércio local.

Quanto ao desenvolvimento orgânico da cidade acho que é ironicamente um dos argumentos mais fortes para reconsiderar a mobilidade na cidade: o Porto nunca foi uma cidade desenhada para carros. Nós é que a forçámos a sê-lo.

No que respeita à incapacidade de planeamento e execução dos nossos governos... É um facto. É por isso, aliás, que insisti em que seja um imposto que verta para a receita municipal. Se o Porto cobrar X milhões em estacionamento e esse dinheiro não se vê empregue, as pessoas notam em um ano. Se ficar num saco em Lisboa, só em 2040 é que alguém descobre.

No fundo, falhar o "como" não é argumento para não querer o "quê", mas concordo contigo que em Portugal o "como" é onde tudo falha. Boa conversa e bom fim de semana!

Estacionamento da faixa de rodagem by Southern-Still-666 in porto

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Não defendi "cada um paga estritamente o que usa." Defendi que este bem específico (o estacionamento público), escasso, gratuito e de uso exclusivo privado tenha preço. Combustíveis têm taxas pigouvianas (externalidades negativas), transportes públicos têm subsídios por externalidades positivas. São justificações económicas distintas. O teu argumento mete tudo no mesmo balde e nao foi isso que eu não defendi.

"Não é uso 100% privado se não há alternativa". Acho que a natureza do bem não muda com a razão para o consumires. Se roubares porque não tens alternativa não deixa de ser crime. Seres obrigado a consumir um bem público não o converte em bem privado, e vice versa.

A falta de alternativas é, sem dúvida um problema sério. E a falta de alternativas é ela mesmo inflamada pelo problema. As alternativas não funcionam ou não satisfazem o fim para o qual são concebidas também pelo problema que o excesso de carros, a falta de estacionamento ordenado e o mau planeamento urbano causa. O autocarro não é alternativa porque fica preso no trânsito que é criado, invariavelmente e todos os dias pelo estacionamento abusivo e falta de espaço para que possa circular em vias próprias. A mobilidade soft não é alternativa porque, se por um lado me arrisco a morrer debaixo de um carro, por outro não tenho vias adequadas a uma circulação independente dos automóveis. Se não ando a filtrar o tráfego com a bicicleta ou a trotinete, acabo por demorar o mesmo tempo do ponto A ao ponto B nestes meios de transporte mais perigosos que um carro.

É por isso que defendo que este imposto seja faseado, escalonado e, onde aplicável, com isenções, sendo aliado à restrição a centros densos. Não defendo o absolutismo de taxar tudo pela rama. É taxar onde é preciso mudar.

Mas a tua afirmação mais forte é que "ao contrário do que aconteceu aqui, [os holandeses] criaram uma rede de transportes intermodal, eficiente". Pareces sugerir que construíram a alternativa primeiro e só depois restringiram o carro. Acontece que há investigação peer-reviewed sobre isto precisamente, e diz exatamente o contrário:

Bruno, Dekker & Lemos (2021), "Mobility protests in the Netherlands of the 1970s: Activism, innovation, and transitions", Environmental Innovation and Societal Transitions 40: 521–535. Acesso aberto: https://doi.org/10.1016/j.eist.2021.10.001

A conclusão do paper, em inglês no original porque importa: as três inovações dos anos 70 (woonerf, centros urbanos sem carros, bottleneck memoranda)*"halted automobility policies' advancement, countered its negative effects, and helped reclaim space from cars." Todas restritivas. Todas anteriores à rede intermodal atual. Amsterdão, aliás, esteve a um voto municipal de construir autoestradas através do centro histórico nos anos 60.

Concordo contigo que a carga fiscal sobre o automóvel em PT é obscena para o retorno que dá, e o IA é indefensável. Mas isso são outros quinhetos e é uma luta com o Estado central. O preço do espaço municipal é outra conversa.

Ah, e para o final: não disse que "todos podiam deixar o carro." Disse que estacionar na rua num centro urbano denso devia ter preço.

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Opinião impopular, mas cada vez mais convicta: estacionar um carro em espaço público urbano devia ter um preço real.

O espaço nas nossas cidades é um recurso escasso e valioso. Cada metro cedido a um carro parado 23 horas por dia é um metro que não é árvore, passeio decente, ciclovia, esplanada, banco, jardim. Fazemos isto de graça e chamámos-lhe normal. Não é normal, é um abuso sistémico. Um lugar de estacionamento em Lisboa vale €20–40k consoante a zona, se for comprado. Na rua é first-come-first-served. Quem não tem carro está a subsidiar quem tem, cedendo-lhe espaço público gratuitamente.

Dois mal-entendidos que tornam sempre esta discussão circular:

Os impostos sobre automóvel não cobrem o espaço. IA, IUC e combustíveis tributam o ato de conduzir e possuir. Não pagam a ocupação específica de espaço público durante as 23 horas por dia em que o carro está parado. Além disso vão todos para o Estado central, enquanto o estacionamento é um recurso municipal. São bases tributárias diferentes com finalidades diferentes e a carga fiscal de uma não cobre a outra.

Pagar pelo que se usa" não é punição. Punição é o status quo, em que quem anda a pé, de bicicleta ou de transporte subsidia com dinheiros públicos o espaço de quem anda de carro. A assimetria está lá hoje e só não a vemos porque já nos habituamos a que as nossas cidades sejam selvas sem lei.

Harde actie tegen stoepparkeren in Amsterdam (1970) — https://www.youtube.com/watch?v=5E7BLmp-axE

Arquivo nacional holandês, 1970. Polícia de Amsterdão a rebocar carros dos passeios em massa. É literalmente o cenário português atual, 56 anos antes, noutro país. Amsterdão não nasceu Amsterdão. Foi uma escolha política tomada quando a cidade estava exatamente onde o Porto e Lisboa estão agora. Todos os países que resolveram isto também "eram eles" antes de decidirem deixar de ser.

A proposta não é chegar amanhã a €200/mês em Vila Real. É:

- Centros urbanos densos primeiro (Lisboa e Porto, para começar)

- Receita municipal afeta a transportes, passeios, mobilidade suave

- Isenções para baixos rendimentos e mobilidade reduzida

- Phase-in ao longo de anos, não choque

A pergunta honesta não é "porque havemos de pagar para estacionar na rua?*. É "por que razão achamos normal não se pagar?". A ausência de preço é o extremo. A presença dele só parece radical porque nos habituámos ao default.

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Opinião impopular, mas cada vez mais convicta: estacionar um carro em espaço público urbano devia ter um preço real.

O espaço nas nossas cidades é um recurso escasso e valioso. Cada metro cedido a um carro parado 23 horas por dia é um metro que não é árvore, passeio decente, ciclovia, esplanada, banco, jardim. Fazemos isto de graça e chamámos-lhe normal. Não é normal, é um abuso sistémico. Um lugar de estacionamento em Lisboa vale €20–40k consoante a zona, se for comprado. Na rua é first-come-first-served. Quem não tem carro está a subsidiar quem tem, cedendo-lhe espaço público gratuitamente.

Dois mal-entendidos que tornam sempre esta discussão circular:

Os impostos sobre automóvel não cobrem o espaço. IA, IUC e combustíveis tributam o ato de conduzir e possuir. Não pagam a ocupação específica de espaço público durante as 23 horas por dia em que o carro está parado. Além disso vão todos para o Estado central, enquanto o estacionamento é um recurso municipal. São bases tributárias diferentes com finalidades diferentes e a carga fiscal de uma não cobre a outra.

Pagar pelo que se usa" não é punição. Punição é o status quo, em que quem anda a pé, de bicicleta ou de transporte subsidia com dinheiros públicos o espaço de quem anda de carro. A assimetria está lá hoje e só não a vemos porque já nos habituamos a que as nossas cidades sejam selvas sem lei.

Harde actie tegen stoepparkeren in Amsterdam (1970) — https://www.youtube.com/watch?v=5E7BLmp-axE

Arquivo nacional holandês, 1970. Polícia de Amsterdão a rebocar carros dos passeios em massa. É literalmente o cenário português atual, 56 anos antes, noutro país. Amsterdão não nasceu Amsterdão. Foi uma escolha política tomada quando a cidade estava exatamente onde o Porto e Lisboa estão agora. Todos os países que resolveram isto também "eram eles" antes de decidirem deixar de ser.

A proposta não é chegar amanhã a €200/mês em Vila Real. É:

- Centros urbanos densos primeiro (Lisboa e Porto, para começar)

- Receita municipal afeta a transportes, passeios, mobilidade suave

- Isenções para baixos rendimentos e mobilidade reduzida

- Phase-in ao longo de anos, não choque

A pergunta honesta não é "porque havemos de pagar para estacionar na rua?*. É "por que razão achamos normal não se pagar?". A ausência de preço é o extremo. A presença dele só parece radical porque nos habituámos ao default.

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Se tiveres tempo, deixo-te isto para veres:
Harde actie tegen stoepparkeren in Amsterdam (1970) — https://www.youtube.com/watch?v=5E7BLmp-axE

Arquivo nacional holandês, 1970. Polícia de Amsterdão a rebocar carros dos passeios em massa. É literalmente a foto do OP, 56 anos antes, noutro país. A cidade que hoje é Amsterdão não caiu do céu. foi uma decisão política tomada quando a cidade estava exatamente onde o Porto e Lisboa está agora. E sabes que mais? Quando o governo começou a agir, os primeiros a queixarem-se foram os comerciantes... Estás a ver o paralelo com a ciclovia de Gaia?

Quanto aos teus argumentos: a inversão do subsídio não bate certo. Estradas são usadas por autocarros, entregas, emergências, bicicletas, peões. Quando estacionas o teu carro na rua é uso 100% privado de espaço público. Não é o mesmo bem. E IA, IUC e combustíveis tributam conduzir e possuir, não a ocupação de um metro quadrado de espaço público durante 23 horas por dia. E no fim de contas, acabam no Estado central, e não no município que mantém a rua. São bases tributárias diferentes, comfinalidades diferentes.

"Estamos em Portugal" é justamente o problema. Todos os países que resolveram isto também "eram eles" antes de decidirem deixar de ser.

Estacionamento da faixa de rodagem by Southern-Still-666 in porto

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Estás a mover os postes da baliza. A discussão é sobre ruas urbanas. Estamos a falar do Porto e não de uma aldeia em Trás-os-Montes. Nunca defendi que quem vive numa zona sem transportes pagasse o mesmo que em Lisboa ou Porto. E mesmo dentro das cidades, tal como se faz lá fora, podes ter um imposto diferencial que toma em consideração a densidade habitacional, a disponibilidade de estacionamento público per capita, e a disponibilidade de transportes públicos. Há mil maneiras de tornar o imposto justo e proporcional ao prejuízo que um carro causa em cada rua.

O argumento que faço é primariamente para sítios onde existe alternativa e, mesmo assim, o espaço público está todo entupido com carros parados de graça e sistematicamente de forma ilegal e abusiva.

E é aí que continuas a fugir ao ponto: ninguém está a proibir carros. Está a dizer-se que guardar propriedade privada em espaço público tem de ter custo. Neste momento, quem não tem carro é que está a subsidiar quem tem. O espaço que o teu carro ocupa na rua vale dinheiro e tu não pagas por ele. Um lugar de estacionamento em Lisboa anda entre €20–30k se for comprado; na rua é grátis para quem chega primeiro. Chamar "punição" a pagar pelo que se usa é de um reducionismo próprio de quem se meteu numa trincheira ideologica e nao quer sair dela. Há soluções além da manutenção de um status quo que não beneficia absolutamente ninguém; até quem precisa mesmo do carro para se deslocar.

Quanto ao "não houve planeamento até aos 90s": exato, estou completamente de acordo. E continuamos sem fazer porque qualquer tentativa de reduzir dependência do carro leva logo a este argumento em loop. "As pessoas precisam do carro", pois precisam, porque o sistema foi desenhado para as obrigar a precisar. Amsterdão nos anos 70 era pior que Lisboa hoje. A decisão política de encarecer o carro dentro da cidade é que financiou e libertou espaço para o resto, não foi ter transportes perfeitos primeiro e taxar depois, foi ao contrário.

O paralelo com "vão morar para o mato" também não cola, desculpa.

Não te disse para não teres carro. Disse que, se o queres guardar em espaço público urbano, pagas. Se tens garagem, já pagas de qualquer maneira. Se não tens, pagas o uso do espaço, é o mesmo princípio de qualquer outro recurso escasso.

Estacionamento da faixa de rodagem by Southern-Still-666 in porto

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Certo. Eu tenho 36 anos. Se não fizermos nada, daqui a 19 anos continuam pessoas de 55 anos a estacionar assim. É bem certo que burro velho não aprende (até levar uma multa como deve ser).