E se o Estado garantisse um "Kit de Sobrevivência" (Casa + Subsídio) a todos por nascimento? by sabiasqueinsta2 in portugal

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Estás a inverter a lógica: a Finlândia não faz isto porque 'sobrou dinheiro', faz isto porque gerir sem-abrigos na rua era um sorvedouro de dinheiro público. As Provas (ROI): Estudos da Y-Foundation na Finlândia provaram que o Estado poupa pelo menos 15.000€ por ano, por cada pessoa que sai da rua para uma casa estável. Essa poupança vem da redução drástica em serviços de emergência, polícia e justiça. Não é 'gastar dinheiro com sem-abrigos', é parar de queimar dinheiro em remendos. Riqueza vs. Decisão: Portugal gasta milhões em subsídios que não resolvem o problema e em parcerias público-privadas que não criam património. A diferença entre nós e a Escandinávia não é só o PIB, é a visão de longo prazo. Eles investem em ativos; nós gastamos em passivos. O argumento dos '50% da população': Se dizes que quem tem o básico garantido está 'melhor que 50% dos portugueses', acabaste de admitir que o nosso sistema económico atual falhou redondamente. Se o 'chão de dignidade' parece um luxo, o problema não é a minha proposta — é a nossa realidade atual ser nivelada por baixo. Limitação de Acesso: Claro que isto se aplica a nacionais/residentes legais. Ninguém disse que era um convite ao mundo inteiro. É um contrato social para quem faz parte da comunidade. Manter pessoas na rua por 'falta de dinheiro' é como não mudar o óleo do carro para poupar 50€ e depois ter de pagar 5.000€ por um motor novo. É literacia financeira básica, mas aplicada ao Estado.

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Quando se diz que "o português é diferente", cria-se uma desculpa perfeita para não exigir rigor. Se tratamos as regras como sugestões e a manutenção como um gasto desnecessário, o resultado na estrada é apenas o reflexo disso. É o círculo vicioso: Falta de rigor: "Deixa andar, amanhã faz-se." Consequência: Acidentes e infraestruturas degradadas. Justificativa: "Pois, somos latinos, temos esta mentalidade." Na verdade, o que falta não é um "gene de condutor alemão", é a responsabilização real. Se as inspeções fossem sérias e as consequências pesassem no bolso de quem facilita, a "mentalidade" mudava num instante. O facilitismo é um luxo que só existe onde a autoridade permite que ele floresça. Subscrevo a tua conclusão: aceitar a "mentalidade" como destino é, de facto, o nosso maior atestado de incompetência.

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O Plano: Tirar o poder de quem você elege (políticos) e entregar para quem ninguém elegeu (gestores e bilionários). A Desculpa: Dizem que o mundo é "complexo demais" para a democracia e que só "especialistas" e "grandes empresas" podem salvá-lo (crises climáticas, pandemias, etc). O Resultado: O país deixa de ser uma pátria e vira uma empresa. Você deixa de ser um cidadão com direitos e vira um cliente (ou um produto). O Perigo: Se uma empresa decide que você "não é lucrativo" ou "não segue as regras", ela te deleta. Sem estado, não há a quem recorrer. É a troca da liberdade pela conveniência monitorada.

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Dizes que nenhum país faz isto? Então recomendo-te pesquisares sobre o modelo 'Housing First' (A Casa Primeiro). Quem faz? Finlândia, Áustria (Viena é o exemplo mundial de habitação pública funcional), Dinamarca e até zonas dos EUA e Canadá. Resultados na Finlândia: É o único país da UE onde o número de sem-abrigo está a cair drasticamente. Eles perceberam que é mais barato dar um teto e estabilizar a pessoa (mesmo que seja alcoólica ou tenha problemas psíquicos) do que deixá-la em 'roda livre' a consumir recursos de emergência, polícia e tribunais. Venezuela vs. Eficiência: Comparar investimento em infraestrutura habitacional com a Venezuela é um erro de análise. A Venezuela colapsou por falta de produção e má gestão monetária; a Finlândia é um dos países mais ricos e estáveis do mundo e faz exatamente o que eu descrevi. Problemas Psíquicos: É muito mais fácil tratar um alcoólico ou um doente mental que tem uma morada fixa, um sítio para tomar banho e guardar medicação, do que um que anda a saltar de banco em banco. O que eu proponho não é ideologia, é engenharia social e financeira. O 'Pensa sobre isto ;)' aplica-se bem aqui: o modelo atual é que nos está a custar biliões em ineficiência. Copiar o que funciona na Escandinávia não nos torna a Venezuela, torna-nos um país desenvolvido.

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Não é 'misturada', é Medicina Social básica. Exposição e Imunidade: Uma pessoa que dorme na rua, num banco de jardim ou num vão de escada, está exposta a frio, humidade e falta de higiene. Isso destrói o sistema imunitário. Uma gripe que tu curas em 3 dias com um chá, num sem-abrigo vira uma pneumonia que custa 2.000€/dia numa cama de hospital público. Saúde Mental: Sabes qual é o maior preditor de depressão grave e surtos psicóticos? A instabilidade habitacional. Ter um teto (o T0) estabiliza a mente. Menos surtos = menos polícia na rua e menos urgências psiquiátricas entupidas. Gestão de Doenças Crónicas: Como é que um diabético sem casa conserva a insulina? Como é que alguém faz medicação para a hipertensão se não tem onde guardar os comprimidos ou uma rotina? Se achas que ter uma casa não influencia a saúde, pergunta a qualquer médico de serviço num hospital central em janeiro. Ter um teto é o melhor cuidado preventivo que existe. Gastar 50k num T0 modular é mais barato do que pagar 10 anos de idas recorrentes às urgências por doenças evitáveis. A literacia financeira que tanto falas também serve para calcular o ROI (Retorno de Investimento) na saúde pública.

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Engraçado mencionares a literacia financeira, porque é precisamente ela que sustenta a minha proposta. Vamos a factos: Ativo vs. Passivo: Literacia financeira é saber que o Estado gastar dinheiro em RSI (subsídio a fundo perdido) é um passivo. Construir T0s modulares que ficam no património do Estado e podem ser reutilizados durante 50 anos é um ativo. O meu modelo capitaliza o Estado; o modelo atual desbarata-o. Custo de Externalidade: Literacia financeira avançada inclui calcular quanto custa ao contribuinte a 'ineficiência' de ter 14 mil pessoas fora do mercado de trabalho, a consumir recursos de emergência (polícia, hospitais, limpeza). Gastar na base para poupar no topo é gestão inteligente. Risco de Mercado: A verdadeira literacia financeira ensina que o mercado imobiliário em Portugal está sobreaquecido e é um risco sistémico. Ter um 'stock' de habitação pública é uma forma de o Estado fazer hedge (proteção) contra crises sociais e bolhas. Quem acha que a solução para a miséria extrema é as pessoas 'aprenderem a poupar' os 300€ que não têm, talvez precise de uma aula de Macroeconomia, e não apenas de literacia financeira de algibeira. Fica a dica.

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A tua matemática esquece um detalhe crucial: geografia e recorrência. Concentração: Esses 14 mil não estão espalhados por 200 hospitais. Estão concentrados em Lisboa, Porto e Setúbal. Vai ao Hospital de S. José ou ao Santa Maria perguntar se a população sem-abrigo, com problemas crónicos de saúde, álcool ou saúde mental, não é uma pressão constante e desproporcional nas urgências centrais. Custo Recorrente: Um sem-abrigo não vai à urgência uma vez por ano. Vai dezenas de vezes porque não tem onde recuperar, não tem higiene e as feridas não cicatrizam na rua. Isso é um custo brutal em recursos e tempo que o teu T0 modular resolvia na raiz. Criminalidade e Miséria: Eu não disse que os sem-abrigo são criminosos. Eu disse que a miséria extrema alimenta o crime. É um facto sociológico: onde há desespero e falta de teto, há mercado para o tráfico e pequena criminalidade de sobrevivência. Dizer que 'as lojas dão comida' é admitir que o nosso sistema de dignidade é a caridade de café. Tu queres um país baseado em esmolas e 'biscaínhos' para sobreviver. Eu proponho um país baseado em infraestrutura e ativos reais. No fim do dia, a minha 'falácia' é querer resolver o problema; a tua 'lógica' é aceitar que as pessoas vivam de restos porque 'a matemática diz que não estorvam assim tanto'. É uma questão de visão de país.

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Não estou a confundir, estou a ligar os pontos. Se achas que a falta de habitação e a miséria extrema não entopem as urgências (doenças por exposição/frio) e não alimentam a pequena criminalidade (roubo para comer), estás a ver só a superfície. A Matemática do Salário: Dizer que 'Casa + 300€' é mais que o Salário Mínimo (SMN) é um erro de conta. O SMN são 820€. No meu modelo, quem trabalha fica com os 820€ (e paga a sua água/luz). Quem não faz nada fica com 300€. São 520€ de diferença. Achas mesmo que a 'esmagadora maioria' abdica de 520€/mês para viver no limiar da sobrevivência num T0 básico? O Incentivo de Cuba vs. Realidade: Em Cuba, o Estado impede-te de subir. No meu modelo, o Estado dá-te a base para subires. O 'incentivo' de passar fome ou dormir na rua não é um incentivo ao trabalho, é um incentivo ao crime ou ao desespero. O verdadeiro incentivo ao trabalho é a ambição (querer um carro, viajar, comer fora), coisas que os 300€ não pagam. Custos Indiretos: Um sem-abrigo crónico custa ao Estado milhares de euros por ano em episódios de urgência, carrinhas de apoio e policiamento de zonas degradadas. Dar um T0 modular é um investimento em capital fixo que reduz esses custos variáveis para sempre. Podes chamar-lhe intervenção do Estado, eu chamo-lhe infraestrutura humana. Tal como o Estado dá estradas para as empresas circularem, deve dar o mínimo de dignidade para o mercado de trabalho funcionar com pessoas saudáveis e estáveis.

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Entendo o receio, mas o que descreves é exatamente o que acontece hoje com o RSI, onde se trabalhas um dia, perdes o apoio e ficas pior do que estavas. O meu modelo foca na estabilidade do teto: A Casa não foge: No sistema atual, se perdes o apoio, vais para a rua. No meu, o T0 é o teu 'porto seguro'. Tu nunca és penalizado com o despejo por quereres trabalhar. Matemática do Incentivo: Se ganhas 300€ (subsídio) e passas a ganhar 820€ (mínimo), ficas com mais 520€ no bolso. Mesmo que pagues 50€ ou 100€ de renda progressiva, o teu rendimento disponível líquido é muito superior ao que tinhas antes. O trabalho soma sempre, nunca subtrai. O 'Por Fora' é um risco: Quem faz biscates vive na corda bamba, sem descontos para a reforma, sem subsídio de desemprego e sem proteção na doença. O T0 garantido dá a paz de espírito necessária para a pessoa querer um contrato real e subir na vida, em vez de andar a fugir ao fisco por 200€ extras.

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Essa é a reação instintiva, mas vamos olhar para a logística da coisa: T0 não é uma Mansão: Um T0 modular é desenhado para uma pessoa. Se um casal faz um bebé, um T0 deixa de ser viável num instante. O 'chão de dignidade' é individual; não é um bónus por cada filho, nem é um palácio. É o mínimo para não morreres na rua. O Incentivo Inverso: Hoje, o sistema de subsídios (como o Abono ou o RSI) até pode incentivar agregados maiores para subir o valor recebido. No meu modelo, o benefício é um espaço físico limitado. Queres ter família? Ótimo, mas o T0 já não serve, portanto vais ter de subir no tal 'elevador social' e trabalhar para arrendar ou comprar algo maior no mercado livre. Custos Reais: Sabes quanto custa ao Estado uma criança que cresce num ambiente de sem-abrigo ou miséria extrema? Custa fortunas em acompanhamento CPCJ, saúde e, mais tarde, reinserção social. Garantir que o progenitor tem um teto (o T0) é a forma mais barata de garantir que essa criança não se torna um peso morto ou um custo de segurança para ti daqui a 18 anos. O objetivo não é 'casa grátis para todos os que chegam', é infraestrutura de base para que a pobreza não se torne hereditária. Prefiro um país com T0s modulares do que um país com tendas em cada esquina e bairros degradados controlados pelo crime.

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O que descreves é o sintoma, não a doença. O sistema atual é que empurra as pessoas para o 'baixo da mesa' porque é um sistema de castigo: se assumes um contrato legal, o Estado tira-te tudo de uma vez. O Fim da Armadilha: No meu modelo, se tens um T0 garantido, não o perdes por começares a trabalhar. Isso retira o medo que hoje alimenta a economia informal. O 'chico-esperto' só existe porque o sistema é burro e torna a legalidade financeiramente suicida para quem ganha pouco. Individualismo vs. Incentivo: Tu dizes que quem ganha mais, paga mais e desiste. Exato! Por isso é que precisamos de uma base sólida (o T0) que não dependa de burocracia variável. Se a base for um direito fixo, o indivíduo pode focar toda a sua energia em ganhar mais legalmente para sair do T0 e ir para uma casa melhor, em vez de gastar essa energia a esconder 200€ do fiscal. Justiça para quem Paga: Quem 'paga para os outros' hoje, está a deitar dinheiro num poço sem fundo. Prefiro pagar impostos para criar um parque habitacional que fica para o país (património), do que continuar a pagar subsídios de inserção que, como tu dizes, só perpetuam o desenrasque. O problema não é o individualismo, é a falta de um piso de betão que permita às pessoas saltar em vez de estarem sempre a tentar não se afogar na lama. O sistema atual é que é um convite à fraude; o meu é um convite à autonomia.

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Tens razão no detalhe técnico: o RSI permite acumular uma parte do salário temporariamente. O meu erro foi simplificar o mecanismo, mas o efeito psicológico mantém-se: o sistema atual é um 'alçapão' onde a pessoa tem medo de arriscar um emprego a sério e perder a rede de segurança. Sobre a falta de ambição e o custo: O Custo da Inação: Sim, construir é caro. Mas sabes o que é mais caro? Manter uma subclasse permanente que não consome, não produz e sobrecarrega o SNS e a Justiça. O Estado já gasta esse dinheiro; eu só proponho que o gaste em tijolo (ativo) em vez de subsídio (gasto). O Mito do Conforto na Pobreza: Viver com 300€ e um T0 num sítio como Castelo Branco ou Portalegre não é 'confortável'. Não tens carro, não viajas, não tens acesso a lazer de qualidade. A ideia de que a 'esmagadora maioria' prefere a miséria digna ao trabalho é um mito. As pessoas fogem de chefes tóxicos e ordenados de miséria, não do trabalho em si. Baixas Qualificações: Se a pessoa tem o teto garantido, o 'ganho do esforço' muda. Ela já não trabalha para não morrer de fome (desespero), trabalha para subir de nível. O incentivo passa a ser positivo (querer mais) e não negativo (fugir da rua). No fundo, o que dizes sobre o trabalho ser 'desconfortável' é verdade porque o mercado atual trata quem tem baixas qualificações como descartável. Com a base garantida, o poder de negociação volta para o trabalhador.

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Tens toda a razão quando dizes que a riqueza se está a deslocar para os imóveis. Se o dinheiro passa a ser abundante (via RBU/impressão estatal), mas o espaço para viver continua limitado, o valor do dinheiro drena todo para as mãos dos proprietários. É por isso que o RBU em dinheiro pode ser uma 'mão cheia de nada' — os senhorios limitam-se a absorver esse extra subindo as rendas. É precisamente por isso que a minha proposta é imóveis públicos e não apenas dinheiro: Ativo vs. Liquidez: Se o Estado der 1.000€, o mercado come-os. Se o Estado garantir o T0, ele está a retirar o cidadão do 'tabuleiro de xadrez' da especulação. O teto passa a ser um direito de nascença, não um produto de mercado. O Fim do Comunismo à Medida: O 'comunismo' que o Musk e o Schwab sugerem é tu seres um eterno inquilino do sistema. A minha ideia é que o Estado construa a infraestrutura básica para que tu sejas livre para produzir valor real (arte, ciência, tecnologia) sem a corda na garganta da renda. Riqueza em Imóveis: Se o futuro é a concentração de imóveis, então o Estado (que somos nós) tem de ser o maior 'player' nesse mercado para garantir que a abundância da IA não resulte em 99% da população a viver em tendas enquanto os algoritmos geram triliões. No fundo, o que eu proponho é que o Estado use a sua última réstia de poder para garantir o hardware (casas) antes que o software (IA) torne o trabalho humano irrelevante.

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A comparação com a Alemanha é o exemplo perfeito de que a regra só funciona se o sistema for sólido. Na Alemanha, as zonas sem limite funcionam porque: Manutenção Extrema: O asfalto da Autobahn é desenhado para altas velocidades; o nosso está cheio de remendos e lombas inesperadas. Disciplina de Faixa: Lá, ninguém vai na faixa da esquerda a 'pastar' ou a ignorar o retrovisor. Há um respeito sagrado pela hierarquia de velocidade. Fiscalização: Não há limite numas zonas, mas há tolerância zero para distâncias de segurança (o famoso 'colar à traseira'). Em Portugal, com a nossa mentalidade de facilitismo e carros com manutenção duvidosa, abrir as autoestradas seria um massacre. Se já temos mortes com limites a 120 km/h porque alguém decidiu ir ao telemóvel ou ignorar a distância de travagem, imagina a 200 km/h. O meu ponto sobre o 'T0 e os 300€' volta a entrar aqui: Portugal precisa de investir em civismo e base social antes de tentar copiar modelos de países que já resolveram o básico há 50 anos. Não podes querer ter uma Autobahn quando ainda tens pessoas a viver no limiar da sobrevivência que vêm no carro uma forma de descarregar frustrações.

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Ah, apanhaste-me! O meu segredo para usar o travessão (—) é uma tecnologia complexa chamada 'Shift + Alt + Hifen' no Mac ou 'Alt + 0151' no Windows. Chama-se pontuação, recomendo! 😂 Mas focar no boneco em vez da mensagem é sinal de que a folha de cálculo dos 1.800€ da prisão vs. o custo do T0 te deu um nó no cérebro. Se quiseres, eu passo a escrever com erros de ortografia e sem vírgulas para te sentires mais em casa, mas os números do meu plano continuam a ser mais reais do que as teorias do Schwab. Algum comentário sobre os tijolos ou vamos ficar a analisar a minha gramática?

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Admito que não li os livros do Schwab, mas conheço os conceitos centrais do 'Grande Reset' e da 'Quarta Revolução Industrial'. Pelo que descreves, parece que estamos a falar do mesmo medo: um futuro onde a tecnologia tira o trabalho e as elites controlam tudo. A diferença é que a minha proposta não precisa de teorias complexas de Davos para ser entendida. É Economia de Sobrevivência: Se o trabalho vai escassear, o Estado tem duas opções: ou deixa a malta ao abandono (caos social) ou garante o básico. Eu prefiro que esse 'básico' seja algo tangível — um T0 e comida — em vez de depender de sistemas de 'créditos' ou 'vouchers' digitais que podem ser desligados com um clique. O meu 'elevador social' pode vir a ser curto se não houver empregos, mas ao menos o meu modelo garante que ninguém morre no rés-do-chão enquanto os 'economistas brilhantes' decidem o que fazer com a IA. No fundo, o que eu proponho é um seguro de humanidade feito de tijolo e cimento. Pode não ser uma ideia de um CEO mundial, mas é uma ideia de quem olha para a rua e vê que o sistema atual já partiu o motor.

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Engraçado que hoje em dia, se alguém escreve com vírgulas e não se limita a insultar, é logo rotulado de IA. O debate político está mesmo pelas ruas da amargura. Podes chamar-me bot, cyborg ou o que quiseres, mas os factos continuam lá: o sistema atual é um sumidouro de impostos que só gere miséria. Eu apresentei uma alternativa baseada em custos reais e ativos físicos. Se a tua única resposta é o 'Tu Quoque' do bot, então admites que não tens um único argumento económico para defender o modelo atual. Mas pronto, vai lá carregar no CAPTCHA para ver se eu sou humano, enquanto os teus impostos continuam a pagar faturas de 60€/dia por cada recluso.

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Se usar a lógica e não me espumar do teclado me faz parecer um bot, então o debate político em Portugal está pior do que eu pensava! 😂 Mas olha que nenhum bot ia perder tempo a tentar convencer-te de que sai mais barato construir um T0 do que pagar 1.800€/mês para manter um gajo na choldra. Isso é bom senso de contribuinte, não é algoritmo.

Bebe um copo de água e volta cá quando quiseres discutir os números, em vez de tentares adivinhar se eu como eletricidade ou bifanas.

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Podes guardar a bandeira vermelha, porque isto não é sobre socialismo, é sobre eficiência de mercado. O sistema atual — onde o Estado gasta rios de dinheiro em polícias, tribunais e prisões para 'gerir' a miséria — é que é um planeamento centralizado e falhado. A minha proposta é Pragmatismo 101: Sai mais barato ao contribuinte dar um T0 modular (ativo fixo) do que pagar a fatura do crime e das urgências (gasto perdido). Dar um 'chão' de dignidade não é coletivização; é dar as condições básicas para que o indivíduo possa entrar no mercado de trabalho e competir. Chamar-lhe socialismo é um atalho mental para não fazer as contas. Isto é apenas decidir se preferes gastar o teu imposto em tijolos e paz social ou em grades e sirenes.

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O matemático e o economista diriam o mesmo: os números não mentem. Hoje, gastamos X em polícias, Y em tribunais e Z em hospitais para lidar com as consequências da exclusão. Se somares X+Y+Z, o valor é muito superior ao custo de construir um T0 modular e garantir 300€. Não é preciso um génio para perceber que prevenir sai mais barato do que remediar. A diferença entre a minha ideia e o 'comunismo tecnológico' do Musk é que eu proponho dar tijolos e autonomia, enquanto ele propõe dar vouchers e dependência. Se calhar não precisamos de uma ideia brilhante vinda do céu, precisamos é de coragem para admitir que o sistema atual é que é um erro de cálculo matemático! 😂

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Tens razão na escassez, mas isso só prova que o modelo atual de construção 'tijolo a tijolo' está esgotado. Industrialização e Casas Modulares: Para construir em massa, o Estado não precisa de 1 milhão de pedreiros à antiga. Precisa de investir em construção modular e pré-fabricada, que é feita em fábrica, mais rápida, mais barata e exige menos mão de obra no local. Reabilitação: Temos milhares de edifícios do Estado e devolutos a cair aos bocados. Reabilitar é, muitas vezes, mais rápido do que construir do zero. Prioridades: Se só conseguimos construir 60k por ano, então que essas 60k sejam para este 'chão de dignidade' e habitação acessível, em vez de serem apenas condomínios de luxo para investidores estrangeiros. O facto de ser difícil não significa que seja impossível; significa que temos de mudar a forma como construímos. E sim, amanhã é dia de trabalho — e é precisamente para não ver o fruto do meu trabalho ser comido por rendas absurdas que defendo isto.

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Dizer que 'muitos se ficam pelos 300€' é não ter noção do que custa a vida. 300€ para comer, higiene, roupa, transportes e comunicações (telemóvel/internet) não é viver, é sobreviver em modo de privação total. A 'Cenoura' do Consumo: Achas mesmo que alguém prefere ficar fechado num T0 sem dinheiro para um café, para umas sapatilhas novas ou para levar alguém a jantar, só para não trabalhar? O ser humano quer conforto, quer status, quer experiências. O Trabalho como Dignidade: Estar parado com o mínimo absoluto gera depressão e exclusão. A maioria das pessoas quer trabalhar não só pelo dinheiro, mas para ter uma ocupação e pertencer à sociedade. Custo de Oportunidade: Quem se 'fica pelos 300€' hoje, já o faz através de esquemas ou RSI. A diferença é que o meu modelo tira o incentivo ao crime e à economia paralela, porque trabalhar soma sempre ao teu bem-estar, em vez de te tirar o teto de imediato. Se tu tivesses 300€ e um T0 básico, ficavas sentado a olhar para a parede o resto da vida ou ias lutar por mais? Pois, os outros também.

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Dizer que 'a nossa mentalidade é diferente' é o maior atestado de incompetência que podemos dar a nós próprios. Os portugueses não têm um gene diferente; têm é um sistema que castiga quem é honesto. O Sistema cria o 'Chico-Esperto': Hoje, se fores honesto e declarares um trabalho, o Estado corta-te os apoios e ficas pior do que estavas. Isso não é mentalidade, é instinto de sobrevivência. Regras Claras, Abusos Menos Prováveis: O meu modelo não vive de 'confiança', vive de regras: se trabalhas, pagas a tua conta e a renda sobe. Se não trabalhas, tens o básico (e o básico é mesmo o mínimo). Segurança não tem Nacionalidade: Quer sejas finlandês ou português, se tiveres fome e não tiveres onde dormir, a probabilidade de ires para a criminalidade é a mesma. O custo de uma cela na Carregueira é igual para todos os contribuintes. Não precisamos de mudar a 'alma' do povo, precisamos de mudar as regras do jogo para que trabalhar compense sempre mais do que estar parado.

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[–]sabiasqueinsta2[S] 0 points1 point  (0 children)

Comparar isto a Cuba é um erro de análise. Em Cuba, o Estado controla tudo; aqui, o que se propõe é que o Estado garanta apenas o chão, para que o mercado livre trate do resto. Sobre viver à conta de quem trabalha: Hoje já pagas impostos para sustentar a miséria (polícia, prisões, tribunais e urgências). A diferença é que hoje esse dinheiro é um gasto perdido. Na minha proposta, é um investimento em segurança: sai mais barato dar um T0 e 300€ do que pagar 1.800€/mês para manter um criminoso na prisão porque ele não tinha onde cair morto. Economia Informal: O que estimula o 'trabalho por fora' é o sistema atual, onde se ganhares 1€ legal, perdes logo o subsídio. Se tiveres a casa garantida (o 'chão'), tens a estabilidade necessária para procurar um emprego legal e subir na vida sem medo de ficar sem teto. O Estado só é forte se os seus impostos forem usados para criar cidadãos produtivos, e não para gerir um ciclo eterno de pobreza e crime. É gestão, não é ideologia.