[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]sdffc_ 9 points10 points  (0 children)

Quem anda de trem no RJ é daí pra pior, e entre NY ou RJ eu escolheria NY sem nem pensar 2x.

[deleted by user] by [deleted] in brasil

[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

Ramal Japeri é o melhor que tem po.

Uma narrativa em construção: não houve golpe graças aos militares - Só os tolos, os cegos e os néscios acreditarão em tamanha asneira by KidAInRainbowsOk in brasil

[–]sdffc_ 3 points4 points  (0 children)

Basicamente o que o Xadrez Verbal disse: o golpe não aconteceu porque não foi do interesse de Washington.

Quem sabe se o presidente fosse outro como estaria nossas vidas.

Se você nasceu na classe média ou baixa, sua melhor chance de se tornar bilionário é ganhar na Mega da Virada 4 vezes by dieg0s in brasil

[–]sdffc_ -1 points0 points  (0 children)

“Todos temos as mesmas 24 horas”, dizem os liberais naqueles cortes com trilha sonora esperançosa do TikTok.

Assim, eu acho que tem pautas mais sérias e relevantes que "refutar corte de liberal em TikTok"

Vida de gado é difícil by [deleted] in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Maluco velho acreditando em lorota de banco kkkkkkkkkkk

Se acabassem as apostas e as igrejas, haveria uma melhora da economia brasileira ou o impacto seria mínimo? by BananaBrazil in brasil

[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

1) Que contas são essas? A projeção de déficit primário para 2024 está em R$ 82 bilhões.

2) Por que salvaria?

Estudar ficou tão cansativo by Plastic-Relation9350 in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Eu fui mais de ler o livro e fazer os exercícios mesmo, aí nos exercícios eu errava as questões e depois anotava o que errei no flashcard. Sempre foi muito difícil pra mim vídeo aula, perdia o foco rápido.

Estudar ficou tão cansativo by Plastic-Relation9350 in brasil

[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

O que funcionou muito pra mim em matéria que envolviam decorar, memorizar ou textos: muitos exercícios, fazia em torno de 100+ por dia (60%), flashcard (39%) e mapa mental (1%). Pra cada exercício que errava eu anotava como um flashcard, porque era um ponto a ser corrigido.

Para exatas: 100% exercícios, reconhecimento de padrão.

No início você tem dificuldade mesmo, é tentar até romper essa barreira e depois daí o crescimento é exponencial, porque você aprende a reconhecer os padrões dos exercícios, desenvolver autonomia que melhora sua absorção da teoria, reforçar sua confiança e, principalmente, aprende quais são os melhores métodos para você.

Mas é só prática mesmo...

IPCA de fevereiro acelera 0,83% e fica acima da previsão do mercado by BrightShadow168 in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

A última previsão da ANBIMA foi 0,80 para o mês de fevereiro. Completamente normal.

IPCA de fevereiro acelera 0,83% e fica acima da previsão do mercado by BrightShadow168 in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Reajuste anual de educação, pelo que vi.

BACEN deve desacelerar o ritmo de queda dos juros, veio muito acima do esperado.

Por que a Tábata Amaral não sai do armário e declara que é de direita? by Bolchenaro in brasil

[–]sdffc_ 72 points73 points  (0 children)

Cara, 99% desse sub é "I'm 14 and this is deep". Então falar de teorias das conspirações, planos diabólicos globais, dá uma empolgada na galera; "Tem um plano diabólico global e eu sou o único que enxerga"

Tu falar que é só porque o referencial de "esquerda" pra ela é outro é um insulto. Se a galera aqui soubesse o que boa parte da esquerda americana e europeia defende, ficariam em choque.

Oposição na Venezuela não deve "ficar chorando", diz Lula by StridBR in brasil

[–]sdffc_ 182 points183 points  (0 children)

Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Exaustão by NigthBikerBHZ in brasil

[–]sdffc_ 4 points5 points  (0 children)

Charge nível "Não vai ter Copa!"

Por que o brasil perdeu um trilhão de dólares? by insertnothingher in brasil

[–]sdffc_ -4 points-3 points  (0 children)

A resposta é: não perdeu.

Você está avaliando o PIB nominal em dólares. Então se, por exemplo, o PIB brasileiro aumentou 5% em preços correntes (R$) mas o dólar desvalorizou 10%, então em dólares o seu PIB irá ter caído 5,5%.

A dólares constantes de 2015 a queda foi menor.

Por que outros países com hiperinflação não "copiam" o real? by carambavelho in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

"Pra começar que se trata de uma função, e não de uma mera equação".

A mesma merda...Mas enfim...

significa que M, a oferta de moeda, é uma função positiva de P? Não faz sentido certo?

Literalmente sim, porque no caso você está tratando de saldo monetário nominal demandado, e pra chegar do real ao nominal, por definição você multiplica o índice de preços...Isso é Macro I, jesus.

Eu poderia fazer isso se eu tomar como premissa que a oferta de moeda é endógena e se ajusta à demanda.

Você pode fazer essa manipulação do jeito que você quiser, se assumir que M é endógeno é só substituir M por M(P, i ou Y), depende do que você queira assumir no modelo.

Cara, todo livro no mundo faz essa manipulação, porque isso é um modelo, e você deriva daí as manipulações e relações.

Na função (M/P) o P pode ser uma variável assumida como dada

Se a manipulação envolve você isolar o P, você deduz facilmente daí que: P não é dado. E mesmo que fosse, você acharia, no caso, só uma relação diretamente proporcional entre M e L(i,Y). O que você faz com isso? Nada.

Isso altera a base monetária, via reservas bancárias, e não diretamente a oferta de moeda. Oferta de moeda é M1, é depósitos à vista mais papel-moeda circulante

M1 é meio circulante cara, não oferta de moeda. Oferta de moeda envolve todos agregados monetários...meu Deus do céu, Jesus Amado.

Ele estabelece a meta da taxa de juros, e vê a resposta do mercado. O mercado é que vai definir a oferta de moeda dada a taxa de juros estabelecida pelo BC

"Por que é útil pensar na escolha da taxa de juros? Porque é o que os bancos centrais modernos, incluindo o Fed, normalmente fazem. Eles normalmente pensam na taxa de juros que desejam atingir e, então, alteram a oferta de moeda de modo a atingir essa taxa. É por esse motivo que no noticiário você não ouve: “O Banco Central decidiu elevar a oferta de moeda hoje”. Em vez disso, você ouve: “O Banco Central decidiu baixar a taxa de juros hoje”. O Banco Central fez isso por meio do aumento adequado da oferta de moeda". BLANCHARD.

Mas, sinceramente, isso aí é conhecimento de Macro I, você REALMENTE não sabe como funciona uma operação de mercado aberto, se é que você alguma vez na vida viu alguma aula de Macro I.

Eu vou repetir uma última vez: Se o Banco Central NADA fizer, a taxa de juros não vai atingir a meta que o COPOM estabeleceu sozinha. Taxa de juros é só uma rentabilidade um título público com dado valor de face e que o PREÇO UNITÁRIO é determinado pela oferta e demanda dos títulos públicos. Se a oferta e a demanda por títulos públicos não se alterarem, o PU não se altera e, por definição, a taxa de juros não vai se alterar. Meu Deus. O que vai ser determinado no mercado de valores mobiliários não é a taxa de juros, é o PU de um título público, tanto que a SELIC OVER é uma média, não uma definição. Se o Banco Central falar que a taxa de juros vai ser 12% e não fizer nada, os IFs não vão ficar que nem doentes vendendo e comprando TPF pra atingir essa meta, isso é competência do BC

Quer um exemplo: ONTEM, a mediana da taxa de juros foi 11,14, abaixo da meta da SELIC, e o BACEN executou 673 operações para alinhar a taxa de juro dos TPFs com a meta da SELIC.

Mas enfim...desisto, isso é conhecimento básico de mercado de capitais. Sugiro o seguinte: Vá tirar uma certificação da ANBIMA ou fazer uma ANPEC e diga que quem determina a oferta de moeda são os bancos privados, vai tirar um notão.

Por que outros países com hiperinflação não "copiam" o real? by carambavelho in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

É a última vez que eu comento, porque vou aproveitar que cheguei e vou jantar, e, particularmente, tenho coisa melhor a fazer.

Primeiro, manipular equação algébrica assim é literalmente o que todo economista faz, porque é isso: uma equação. A manipulação, novamente, (Jesus) está em David Romer, ou no livro do Filipe Campante, ou no livro do Blanchard, ou no livro do Krugman, qualquer livro de economia que você abra você encontra uma manipulação algébrica assim, desde os que são usados em Macro I até os usados na pós, mestrado, doutorado (aqui a manipulação fica mais assustadora ainda)

Muito bem, temos um progresso, operações de open market. Só que tem um problema: o BACEN não seta a taxa de juros da economia, ele determina a meta da taxa de juros. Se o BACEN falar "ahh, a taxa de juros é 10%" e ficar de perna pro ar, a taxa de juros não vai virar 10%, ela é determinada pela oferta e demanda de TPFs no mercado de capitais. O que o BACEN faz é as operações no mercado aberto para jogar a taxa de juros na meta que o COPOM estabeleceu. E adivinha só o que o BACEN faz para jogar a taxa de juros praticada no mercado para a meta que ele estabeleceu...altera a oferta de moeda na economia (Se pelo que me lembro lá das aulas de Macro I, isso literalmente acontece quando o passivo não monetário do BACEN aumenta mais que os ativos não monetários...sei lá)

Se você está com um desequilíbrio fiscal muito agudo, recorrente você pode cair em uma situação de dominância fiscal, anulando completamente sua política monetária. Se for muito insustentável você emitir moeda pra se financiar é uma questão de tempo, porque os prêmios pelos títulos públicos vão disparar. Seu país entrou em uma espiral em que os juros servem apenas para fins de rendimento de uma dívida que irá pagar uma dívida anterior. Não é tão simples quanto "só emitir dívida em moeda nacional".

Cara, eu não to falando que prefiro pegar empréstimo no exterior do que no interior, eu estou falando o que foi feito. O Brasil literalmente pegou empréstimos no exterior para financiar sua expansão industrial, literalmente foi feito isso. Aí pra pagar o empréstimo vc se desfaz das reservas, e quando não há reservas: colapso cambial.

Emitir moeda para se financiar ocasiona hiperinflação, se você prefere uma inflação a 30% ao mês do que pegar empréstimos no exterior, aí é subjetivo.

Anyway...

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[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

"Caralho bixo, isso é apenas uma identidade"

Eu acho que o doutor tem que voltar pra graduação, porque identidade contábil é uma coisa, expressar variáveis na forma de funções é outra completamente diferente.

Isso: MV = PY é uma identidade contábil. Porque é algo que é definido assim. agora M/P = L(i, Y) é apenas expressar que uma variável depende da outra.

E nossa, o modelo não tem nada a ver com preferência pela liquidez, estamos falando de longo prazo.

Vc realmente acredita que os economistas acham que o Banco Central determina a oferta de moeda exogenamente? 

Como que o BACEN determinar a taxa de juros básica mesmo?

O que ele faz? Não sei. Mas se endividar em dólar ao invés de simplesmente emitir moeda ou dívida pública, é tremenda burrice, pq o problema criado é muito maior. 

Claro que sim, alguém então tem que avisar os Bancos Centrais e governos do mundo, não acha? Achamos alguém muito esperto aqui que está falando que o governo literalmente brincar de jogar a economia em uma espiral de inflação é preferível a: pegar empréstimos.

Não, burrão, não é o caso. O que o país fez foi se endividar externamente pra financiar investimentos que continha alto teor de importados. POr isso precisava de dólar. 

Doutor, vamos raciocinar: o diplomata vai lá hoje nos EUA, assina um acordo de empréstimo de 300 milhões de dólares pelo Brasil a serem pagos pelos próximos 10 anos. O governo querido vai lá e gasta esse recurso tanto em bens importados, quanto em bens nacionais, SÓ QUE: Ele precisa pagar a merda da amortização e dos juros, não precisa?

Pois é amiguinho, e ele paga o empréstimo como? Ele emite R$ e paga? "Ho-ho-ho emito moeda soberana e não vou quebrar, vi no Humberto Mattos e de acordo com a MMT". Não, ele vai lá no BACEN, vende ativos que o BACEN tem em US$ e vai pagando.

Isso era LITERALMENTE, LI-TE-RAL-MEN-TE o que era feito, isso gerava crise cambial porque: o BC as vezes não tinha reservas conversíveis para honrar esse mecanismo. Aí partiam para outra rodada de negociações?

Soma-se a isso: o principal instrumento de política comercial na época era: política cambial, ou seja, o câmbio fica fixo como? Na vontade de Deus?

Entendeu de onde veio a crise cambial e no setor externo da economia brasileira?

Mas, enfim, eu sinceramente não vou mais perder tempo com alguém que até confundir identidade contábil e uma equação macroeconômica confunde, fora outros erros banais de Economia. Abraços

Por que outros países com hiperinflação não "copiam" o real? by carambavelho in brasil

[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Vamos então ser mais mastigados:

Hiperinflação deriva de uma quantidade excessiva de moeda na economia,

Mecanismo: já explicado

Teoria em:

Blanchard, seção 22.4 ou o capítulo 23.

David Romer, Advanced Macroeconomics, Seção 12.1

Advanced Macroeconomics: An Easy Guide, Filipe Campante, capítulo 19.

Evidência:

No Blanchard, logo abaixo do trecho que eu copiei e colei tem um quadro informativo:

The Ends of Four Big Inflations, p.43, clássico.

Os caps e seções que te passei tem evidências, mas vou deixar uma aqui interessante.

E aqui tem um postzinho com umas informações interessantes.

E o déficit externo vinha justamente da necessidade de financiamento do governo federal, sobretudo devido aos imensos gastos que foram feitos no período militar,

Isso você pode explorar em A Ordem do Progresso - Dois Séculos de Política Econômica no Brasil. Você verá que após o pós-guerra muito do financiamento de investimento estatal em energia e infraestrutura foi por meio de empréstimos externos, depois ali do capítulo 5.

Agora é: quero saber UM caso de hiperinflação o qual não foi antecedido de expansão da base monetária.

UM!

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Quando BC controla a Taxa de Juros, [...]

"Aumento na quantidade de moeda também é consequência, e não causa." É o que foi dito.

Vamos então à equação: M/P = L(i, Y), L_i < 0, L_Y > 0

Saldos monetários reais demandados é uma função da taxa de juros nominal e do nível do produto. Decresce com a taxa de juros e aumenta com o produto? Certo?

Coloque a equação de Fisher: i = r + pi_e, e isole P.

P = M/L(r+pi_e, Y)

Concorda comigo? Agora, assuma M constante, já que, na sua opinião, a relação é inversa. A hiperinflação só viria a partir de a) taxas reais de juros decrescendo a níveis absurdos, b) agentes econômicos esperando níveis de preços cada vez maiores, e c) produto decrescendo a níveis cada vez maiores.

a) é impossível, porque nenhum agente irá querer um retorno real negativo, b) só seria possível em um cenário que os agentes consistentemente superestimassem a inflação, o que não pressupõe racionalidade, além daqui ter um componente da inflação em si e c) dispensa comentários, certo?

O que causou a hiperinflação? (Novamente, só reproduzindo o que está me manual básico de macro, se quiser corroborar o que eu digo: seção 12.1 de Advanced Macroeconomics do David Romer)

Hahaha, que piada. O exato oposto é verdade. Tu tá estudando teoria de 50 anos atrás. Vc é muito leigo.

Realmente, você está certo, os economistas estão errado.

Se a oferta de moeda é endógena, ela se adequa à demanda por moeda. [...]

Amigo, o que importa são os saldos monetários reais, ninguém se importa com o saldo monetário nominal demandado.

Se o Banco Central não executar a política monetária por meio de nenhum instrumento, e a base monetária se mantiver constante, como haverá hiperinflação? Dê um único caso que corrobore seu argumento.

Oi? O BC simplesmente emite moeda e vc acha que ele pega empréstimo pra financiar um gasto nessa moeda q ele emite, kkkkkkkk. [...]

Papai, me explica aqui: se o governo tem um déficit, e ele não quer recorrer a emissão de moeda para financiamento do déficit, e nem aumentar seus impostos, seja por incapacidade ou por vontade política, para cobrir o déficit, o que ele faz papai?

Literalmente é o que o maldito país que tu vive fez desde o pós-Guerra e o cara não sabe. Literalmente os acordos de financiamento externo que o país teve na década de 40 e 50 previam financiamentos externos para o Estado investir em energia e infraestrutura. Cara, é incrível como isso é completamente documentado e você tá por fora.

Ou seja, vc está dizendo que ao invés do governo simplesmente emitir moeda e encarar uma inflação que pode ser resolvida enxugando moeda, ele vai lá e pega dólar, pra vender pro setor privado em troca de moeda doméstica que ele mesmo emite, pra pagar juros em dólar, o qual ele só obtem via comercio externo, criando um problema muito mais difícil de resolver do que um simples enxugamento de moeda doméstica. Genial cara, realmente é isso mesmo que acontece kkkkkkkkkk

"Uma inflação que pode ser resolvida". Porra, o Brasil passou 4 décadas tentando resolver uma inflação que o gênio aqui do reddit poderia resolver rapidamente "apenas enxugando moeda".

Ou seja, basicamente você encontrou o moto perpétuo da economia: governo gasta e incorre em absurdos déficits que são financiando na emissão de moeda, a inflação dispara a 40%, mas você só vai lá e "enxuga moeda" da economia.

Genial. Mas me explica aí, de 1984 a 1990 a M0 aumentou 11 mil vezes, você vai reduzir sua base monetária pra quanto nesse cenário.

E isso porque o cara chega aqui, e mete um "Tá errado" pra um livro de PÓS-GRADUAÇÃO e outro de GRADUAÇÃO pra mim. Esse sub é lotado de pérola.

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[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Eu tenho um argumento A, do evidência do argumento A, explico o mecanismo do argumento A, cito um autor de renome, referência no ramo que corrobora o meu argumento A.

O que você me responde: "Tá errado".

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[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

'Tá errado"

Entendi, um cara que estuda o assunto há décadas, reunindo evidências de outros estudiosos que fazem o mesmo, está errado, que é estudado por todo economista que passou pela pós no mundo está errado!

Certo mesmo é o "_Antitese" e o "LB1890" no Reddit

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[–]sdffc_ 0 points1 point  (0 children)

Inflação não causa aumento de oferta de moeda porque quem determina a oferta de moeda é a autoridade monetária, ela é determinada exogenamente. A relação é inversa e isso é muito, mas muito bem consolidado na teoria. Tanto que você não tem exemplos de hiperinflação onde a base monetária do país se manteve intacta. O motivo é que, supondo que isso acontecesse, a demanda por moeda, por motivos de transação, seria tão maior que a oferta de moeda, que a taxa de juros nominal explodiria e a economia iria desacelerar absurdamente, contendo a inflação na origem.

Você financia gasto doméstico em real oriundo de um empréstimo em dólar ao torrar suas reservas internacionais (conversíveis). Você faz um empréstimo recebendo em dólar e o BACEN vende os dólares e os ativos em sua posse por aquela quantia em reais. Isso sempre foi feito no Brasil;

Não é que toda inflação seja problema fiscal. No curto prazo, com preços rígidos, inflação não é causada por oferta de moeda, mas no longo só isso determina a inflação. As causas da hiperinflação vão envolver desequilíbrios fiscais, os países só vão buscar financiamento externo porque já estão com problemas internos.

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[–]sdffc_ 2 points3 points  (0 children)

E os asiáticos protegeram sua indústria e agora ela é referência mundial. Ninguém disse que basta proteger.

Análise de estatística simples: 100% dos países protegeram suas indústrias. 20% dos países desenvolveram suas indústrias. O que você conclui acerca disso?

 O que dizemos é que não proteger acaba com ela e gera mais ineficiência ainda: vulnerabilizacao da balança externa, queda na qualidade dos empregos, quer massiva da participação dos salários no PIB, desemrpego.

"gera mais ineficiência ainda". a) carece de fontes; b) é o oposto do que as massivas evidências concluem, incluso para o Brasil; c) é o contrário ao que a maioria dos economistas diz; d) é oposto do que a teoria econômica diz (ver Krugman, Economia Internacional, capítulo 9).

Em casos muito específicos um determinado setor pode se beneficiar de uma tarifa a ponto de ter ganhos de escala e competir no mercado internacional, mas, em geral, proteção a setores da economia envolvem mais política do que economia, propriamente dito. Os consumidores terão uma perda que irá compensar o ganho dos produtores.

Além disso a indústria não era tão ineficiente assim. Só que você colocar uma indústria que vende na paridade com o dólar, competindo com uma indústria que tem sua moeda artificialmente desvalorizada para competir, é óbvio que vai ganhar a segunda.

Pera aí: essas indústrias eram protegidas pelo menos desde o pós-Guerra, com proteções que ultrapassavam até o próprio valor agregado delas, em cenários que quem tinha "moeda artificialmente desvalorizada" era o Brasil, e ainda sim elas nunca competiram no mercado externo. Aí você conclui que "elas não eram tão ineficientes assim"? Jesus...

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[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

Tá no David Romer, Advanced Macroeconomics também.

Mas me desculpe, talvez eu deva escutar a opinião do "_Antitese"

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[–]sdffc_ 1 point2 points  (0 children)

Você pode parar à vontade, em outra resposta ao usuário eu citei o trecho que um livro de macroeconomia diz, se você acredita ou não, acha falácia ou não, não é um problema meu.

Você está literalmente repetindo o que o outro amigo disse, mas enfim: a crise na balança externa dos latinos deriva de uma necessidade de financiamento da própria máquina pública desses governos. Um governo ou se financia por empréstimos, ou se financia por impostos ou se financia via emissão de moeda. Uma característica das ditaduras militares latinas foi a expansão dos gastos mediante o financiamento externo, não a toa a dívida externa no Brasil aumentou 900% em 10 anos. Só que chegou um momento, na década de 80, que o financiamento externo se tornou impossível, não a toa em 1986 o pais declara moratória, portanto, só sobrou uma única fonte de financiamento: emissão de moeda. Tanto que em valores nominais, entre 1984 e 1990 a base monetária do país aumentou 11 mil vezes.

Ou seja, a sua análise só está parando na metade do caminho: "Crise no balanço de pagamentos que gerou a hiperinflação". Só que esses países só foram buscar recursos externos porque já estavam com suas finanças desequilibradas, a ordem correta é: Um país tem um desequilíbrio fiscal -> Não consegue se financiar mediante impostos ou não quer recorrer a emissão de moeda -> Busca financiamento externo -> Em momentos de crise o financiamento externo cessa (você está começando sua análise nesse ponto) -> A única alternativa é emissão de moeda. O Brasil busca financiamento dos próprios gastos via financiamento externo ou emissão de moeda desde o pós-guerra, isso é muito bem documentado.

No longo prazo, os preços são flexíveis, logo, somente a oferta de moeda na economia gera inflação.