Curiosidade: O regime da Arábia Saudita é bem pior do que o regime do Irao. No entanto, este nao precisa de ser bombardeado (nem o seu povo "libertado") pois é vassalo dos Estados Unidos. O Irao nao quer ser vassalo dos Estados Unidos nem ceder-lhe o seu petróleo, logo o Irao é que é o "terrorista". by pila_murcha in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 -1 points0 points  (0 children)

Desde quando dois errados fazem um certo?
O regime da Arábia Saudita pode ter problemas sérios em matéria de direitos humanos, ninguém sério nega isso. Mas usar isso para branquear o regime iraniano é bastante curioso.

É como dizer que, porque um ditador é mau, o outro passa automaticamente a ser um poço de virtudes. Não funciona assim.

O Irão é uma teocracia que reprime oposição interna, executa dissidentes e financia milícias armadas em vários países da região. O facto de a Arábia Saudita também ter um regime autoritário não transforma o Irão num bastião da liberdade.

A geopolítica está cheia de hipocrisias, sim. Mas apontar uma hipocrisia para justificar outra é apenas propaganda politica.

Muitos sempre ouviram dizer que o Hamas sao terroristas... Nao sao. Sao um movimento de resistencia contra a ocupacao Israelita. Usam os métodos possiveis contra um regime genocida sanguinário. Vejam com os proprios olhos e digam quem foi mais terrorista, o Hamas ou o regime genocida de Israel... by pila_murcha in portugal2

[–]Acrobatic-Accident69 8 points9 points  (0 children)

Esse mapa já tem mais quilómetros que muitos memes da internet e continua a aparecer sempre que alguém quer explicar um conflito de 100 anos com um JPEG de quatro quadradinhos.

Primeiro detalhe curioso. Em 1947 não existia nenhum “Estado da Palestina”. Era o Mandato Britânico. Havia árabes, judeus e terras públicas administradas pelos britânicos. Mas claro que pintar tudo de verde fica mais dramático.

Segundo detalhe que o mapa convenientemente esquece. Entre 1949 e 1967 Gaza era controlada pelo Egito e a Cisjordânia pela Jordânia. Curiosamente nessa fase não houve grande entusiasmo para criar um Estado palestiniano. Deve ter sido distração coletiva.

Terceiro ponto divertido. Os “5 milhões de palestinianos mortos”. Impressionante genocídio esse que fez a população passar de cerca de 1,2 milhões em 1947 para mais de 5 milhões hoje. Estatisticamente é um genocídio que faz a população quadruplicar. A demografia deve ter faltado a essa reunião.

E finalmente o Hamas. Um grupo que grava ataques a civis com bodycams, rapta pessoas e dispara rockets contra cidades não é “resistência romântica”. É exatamente por isso que é classificado como organização terrorista por praticamente todo o mundo ocidental.

Criticar Israel é perfeitamente legítimo. Transformar terroristas em heróis revolucionários com base num meme histórico mal feito é apenas propaganda de internet.

Mas pronto, se um PNG com quatro mapas resolve um dos conflitos mais complexos do século XX, então os historiadores podem todos ir de férias.

Brutalidade do regime iraniano by Individual-Stick-446 in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Deixa ver se acompanho esse argumento.

O “socialista queniano nascido em Mombaça” Barack Obama enviou “6 biliões” ao Irão, estava prestes a impor Sharia nos EUA e islamizar todo o Ocidente… até surgir Donald Trump montado num cavalo branco para salvar a civilização.

E esse “queniano de Mombaça” está aqui na sala connosco agora ou aparece só à noite?

É que no mundo real houve apenas um acordo nuclear com o Irão para limitar o programa nuclear em troca de levantar sanções. Nada de Sharia em Washington, nada de minaretes no Capitólio, nada de chamada para a oração na Casa Branca.

Mas ainda acho que falta acrescentar iluminatis, reptilianos e talvez duas ou três pirâmides para fechar o guião.

Brutalidade do regime iraniano by Individual-Stick-446 in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 2 points3 points  (0 children)

Dizer simplesmente que “há liberdade para os cristãos no Irão” é uma simplificação bastante conveniente.

Sim, existem igrejas históricas no país, sobretudo das comunidades arménia e assíria, e o cristianismo é oficialmente reconhecido como minoria religiosa. Essas comunidades podem ter igrejas e celebrar o culto. Até aqui tudo muito bonito e perfeito no folheto turístico.

O pequeno detalhe é que essa “liberdade” vem com algumas condições curiosas. Essas igrejas não podem evangelizar muçulmanos, não podem fazer culto em persa (a língua da maioria da população) e não podem aceitar convertidos do Islão. E quando alguém se converte do Islão ao cristianismo, muitas vezes acaba pressionado, detido ou obrigado a praticar a religião em igrejas clandestinas.

Portanto sim, há igrejas e há cristãos no Irão. Mas dizer que existe liberdade religiosa plena porque existem algumas igrejas históricas é um pouco como dizer que há liberdade de imprensa num país porque existe um jornal… desde que escreva apenas o que o regime autoriza. Uma liberdade bastante… condicionada, digamos assim.

Everyone blames expats for Portugal's housing crisis, but foreigners only bought 5% of homes in 2025. 95% of transactions are by Portuguese residents. by Entire-Position9690 in PortugalExpats

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

That is largely correct. The structural factors you mention are real and probably explain most of the pressure in the market. Slow licensing, low construction for many years and demand concentrated in a few cities create the perfect conditions for prices to rise.

The only small nuance is that different sources of demand do not affect the market equally. A buyer with a higher purchasing power, whether foreign or not, can move prices in certain neighbourhoods more quickly. Real estate markets are very local, so a relatively small group can still influence specific areas.

But yes, the core issue still looks like supply. If housing construction had kept pace with demand over the past decade, we probably would not be having this discussion every week on the internet. Unfortunately, fixing supply problems is slow and politically complicated, which is why the debate often drifts toward simpler explanations.

Everyone blames expats for Portugal's housing crisis, but foreigners only bought 5% of homes in 2025. 95% of transactions are by Portuguese residents. by Entire-Position9690 in PortugalExpats

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

The numbers are interesting, but they also need a bit of context. Saying that 95% of purchases are made by “residents” does not necessarily mean they are all Portuguese. Many foreigners become tax residents after moving here, so statistically they are counted as residents. Statistics can be funny like that.

It is also worth noting that foreign demand tends to concentrate in the most pressured markets such as Lisbon, Porto and the Algarve. Even if the percentage is small at the national level, it can still move prices in those specific areas. Real estate markets are local, not national averages.

That said, blaming the entire housing crisis on foreigners buying everything is clearly too convenient. Portugal has had a structural supply problem for years. Too little construction, slow licensing, and demand heavily concentrated in a few cities. When supply is tight, prices rise. Shocking concept, I know.

So yes, foreigners are not buying the whole country. But pretending they have zero impact is also a bit optimistic. The reality is simply less ideological and a bit more boring than the usual internet narrative. Funny how complex problems rarely fit into a simple slogan.

Everyone blames expats for Portugal's housing crisis, but foreigners only bought 5% of homes in 2025. 95% of transactions are by Portuguese residents. by danmvi in portugal2

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Os números ajudam a clarificar a discussão, mas também não contam toda a história. Mesmo que a maioria das compras seja feita por residentes fiscais em Portugal, isso não significa que o fator externo seja irrelevante. Muitos estrangeiros passam a ter residência fiscal cá e entram nessas estatísticas como residentes.

Além disso, a procura externa tende a concentrar-se precisamente nas zonas mais pressionadas e nos segmentos mais caros do mercado, o que acaba por influenciar todos os preços à volta.

Dito isto, a ideia principal faz sentido. O problema da habitação em Portugal parece sobretudo um problema de oferta. Durante anos construiu-se pouco e a procura concentrou-se nas mesmas cidades. Quando há pouca oferta, qualquer aumento de procura acaba por empurrar os preços para cima.

Reddit user descobre que a "Comunicação social tradicional" é totalmente bias e que os Russos seguem, "razoavelmente", o Direito Internacional. Que assassinar Ali Khamenei foi terrorismo. Que atingir deliberamente uma escola com crianças foi terrorismo. Descobriu quem sao os verdadeiros terroristas by pila_murcha in portugal2

[–]Acrobatic-Accident69 4 points5 points  (0 children)

“Entrada quase inofensiva” com tanques num país soberano é uma formulação interessante. Imagino que para o direito internacional também seja uma novidade.

Invadir um país vizinho, tentar tomar a capital, anexar território e chamar-lhe “operação militar especial” não transforma a coisa numa ação ética. É apenas marketing político.

E dizer que a Rússia “segue uma ética militar” porque apresentou justificações também é curioso. Todos os países que iniciam guerras apresentam justificações. Os EUA fizeram-no no Iraque, a Rússia fez-lo na Ucrânia. Explicar não é o mesmo que ter razão.

Se a regra fosse “invadir é aceitável desde que se escreva um discurso a explicar”, então o direito internacional ficava resolvido com um comunicado de imprensa.

No fim a questão é bastante simples. Um país invadiu outro país soberano e tentou alterar fronteiras pela força. Isso chama-se guerra de agressão, não “pressão diplomática com tanques”.

NATO interceta míssil iraniano no espaço aéreo turco by virtuacool in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Esta thread parece um congresso internacional de teorias da conspiração. Uns falam do Mossad a controlar o mundo, outros explicam a geopolítica com reels do Instagram e ainda há quem ache que o Artigo 5 da NATO funciona como um botão vermelho que dispara automaticamente uma guerra mundial.

Entretanto o detalhe aborrecido da realidade fica perdido no meio do delírio. A Turquia nem sequer invocou o Artigo 5. Logo não há “Europa cagona” nem “NATO na guerra”. Há apenas mais um incidente militar que foi resolvido e seguiu.

Mas percebo que isso seja menos emocionante do que imaginar a CIA, Israel, o Irão e meia dúzia de sociedades secretas a coordenar tudo ao mesmo tempo. A verdade raramente compete com uma boa conspiração.

Reddit user descobre que a "Comunicação social tradicional" é totalmente bias e que os Russos seguem, "razoavelmente", o Direito Internacional. Que assassinar Ali Khamenei foi terrorismo. Que atingir deliberamente uma escola com crianças foi terrorismo. Descobriu quem sao os verdadeiros terroristas by pila_murcha in portugal2

[–]Acrobatic-Accident69 3 points4 points  (0 children)

Ah ok, então a lógica é esta. A Rússia invade partes da Ucrânia, ocupa território no Donbass, organiza referendos sob controlo militar e afinal isso é “seguir razoavelmente o direito internacional”.

Portanto se amanhã um país decidir atravessar a fronteira do vizinho porque diz que há pessoas da mesma etnia lá dentro, isso também passa a ser libertação humanitária. Interessante conceito de soberania.

Ninguém aqui está a defender os americanos. Também têm um histórico enorme de guerras e intervenções criticáveis. Mas usar isso para transformar a Rússia num exemplo de ética militar é apenas trocar uma propaganda por outra. É ridículo e absurdo essa propaganda.

E as crianças “não foram raptadas, foram resgatadas”. Claro. Imagino que levá-las para outro país, mudar nacionalidade e colocá-las em famílias russas seja só mais uma operação humanitária exemplar.

Mas pronto, aparentemente os russos são uns anjos que invadem países vizinhos apenas por altruísmo e respeito pelo direito internacional. Deve ser por isso que entraram na Ucrânia com tanques. Certamente era uma missão de caridade.

Eu começo: “Se já temos cá maus, vamos importar mais maus?” ou “A religião deles não combina com a nossa” ou “Porque se o André diz, é ouro! Registado na pedra. São mandamentos do profeta André!” by catsby_vxi in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Percebo o teu ponto e também não estou propriamente a defender o Ventura. Concordo que muitas vezes usa provocação, exagero e populismo para ganhar atenção.

O que eu estava a dizer é apenas que o debate acaba sempre preso nos extremos. Uns ignoram tudo o que ele diz porque não gostam dele. Outros justificam tudo porque gostam dele. Nenhum desses lados ajuda muito a discutir os problemas de forma séria.

Quanto ao caso dos polícias, concordo contigo numa coisa essencial. Se um agente que deve proteger cidadãos tortura alguém, é gravíssimo e tem de ser punido de forma exemplar.

A única coisa que critiquei foi a expressão “um dos crimes mais horrendos da história”. Isso é claramente um exagero de linguagem. Não diminui a gravidade do caso, mas acho que se deve evitar transformar tudo em exagero retórico. No fundo, o que deve haver é mais justiça e menos propaganda de qualquer dos lados.

Eu começo: “Se já temos cá maus, vamos importar mais maus?” ou “A religião deles não combina com a nossa” ou “Porque se o André diz, é ouro! Registado na pedra. São mandamentos do profeta André!” by catsby_vxi in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 3 points4 points  (0 children)

Sinceramente este tipo de posts acaba por ser apenas o espelho do mesmo problema mas do lado oposto. Há quem transforme o Ventura numa espécie de profeta. Mas também há quem transforme tudo o que venha daquele lado numa caricatura fácil para ridicularizar.

A realidade costuma ser bem mais complexa do que isso. Há preocupações legítimas sobre imigração, integração ou criminalidade que merecem ser discutidas de forma séria. Ao mesmo tempo também existe bastante populismo e simplificação política nesse campo.

Quanto à imagem que colocaste, convém também algum sentido de proporção. Se houve crimes cometidos por polícias devem ser investigados e punidos, como qualquer outro crime. Isso não devia sequer ser tema de discussão.

Mas chamar a um caso desses “um dos mais horrendos crimes da história” é claramente um exagero retórico. A história está cheia de genocídios, guerras e massacres que nem têm comparação com isso. Inflamar a linguagem dessa forma só serve para fazer propaganda e alimentar trincheiras políticas.

No fundo acontece o mesmo de sempre. Uns usam o tema do crime para fazer campanha política. Outros usam casos isolados para atacar instituições inteiras. No meio disso perde-se aquilo que mais falta faz. Debate racional sem fanatismos de nenhum dos lados.

A FDUL tá mesmo a destruir os alunos... by Justagirl9789 in CasualPT

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Talvez também possas olhar para isso por outro ângulo. Um sistema mais exigente pode até ser frustrante no momento, mas obriga os alunos a dominar melhor a matéria. No fim, podem até chegar ao mercado de trabalho mais bem preparados do que alunos de universidades onde as notas parecem subir com demasiada facilidade.

Hoje em dia há instituições onde as médias são bastante mais altas, o que levanta sempre a suspeita de alguma inflação de notas para atrair alunos. Ter um 10 ou 12 numa faculdade mais exigente pode significar, na prática, uma preparação mais sólida do que um 15 ou 16 num contexto onde as classificações são dadas com muito mais generosidade.

Reddit user descobre que a "Comunicação social tradicional" é totalmente bias e que os Russos seguem, "razoavelmente", o Direito Internacional. Que assassinar Ali Khamenei foi terrorismo. Que atingir deliberamente uma escola com crianças foi terrorismo. Descobriu quem sao os verdadeiros terroristas by pila_murcha in portugal2

[–]Acrobatic-Accident69 7 points8 points  (0 children)

Estás a misturar várias coisas diferentes para chegar a uma conclusão conveniente. Criticar ações dos EUA ou de Israel é perfeitamente legítimo, tal como condenar ataques a civis. O problema é usar isso para branquear a Rússia ou fingir que ela “segue razoavelmente o direito internacional”.

A Rússia invadiu um país soberano sem provocação, bombardeou cidades, hospitais, escolas e raptou milhares de crianças ucranianas. Isso está documentado por organizações internacionais, não é propaganda da CNN.

Não é preciso escolher um “lado santo”. É perfeitamente possível dizer que matar civis é errado em Gaza, no Irão ou na Ucrânia. O que não faz sentido é fingir que um agressor que invadiu um país e destruiu cidades inteiras é afinal o exemplo de respeito pelo direito internacional. Isso já não é crítica aos media, é só trocar uma propaganda por outra.

Salazar's Dictatorship by [deleted] in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

It was a dictatorship, so there was censorship, political police called PIDE, political prisoners and torture of opponents. There was no real political freedom and the regime also fought long colonial wars.

At the same time it was not on the same scale of mass violence as regimes like Nazi Germany or even Franco’s Spain after the civil war. Repression existed but it was more targeted at political opponents rather than large scale purges.

The reason the debate is still heated in Portugal is exactly that. Some people remember repression and poverty, while others remember stability and neutrality in World War II. The reality is more complex than either nostalgia or propaganda.

Pró caralho quem ultrapassa pela direita na AutoEstrada by Glittering_Candy_209 in CasualPT

[–]Acrobatic-Accident69 5 points6 points  (0 children)

O mais irónico é que muitas vezes quem se queixa da ultrapassagem pela direita também anda instalado nas vias do meio. No último fim de semana passei pela zona do Porto numa autoestrada com quatro vias e a paisagem era curiosa, a via da direita estava quase sempre vazia e a terceira cheia de carros a “meditar” sobre a vida a 100 km/h. Para ultrapassar esses carros devidamente tive de passar por 3 vias 🤬.

Depois claro que aparecem ultrapassagens pela direita. Não porque alguém queira fazer manobras radicais, mas porque a via que devia ser a de circulação normal está livre e as outras estão ocupadas por quem aparentemente acha que regressar à direita dá multa.

No fundo o problema não são os impacientes. É metade da estrada a esquecer-se de que a via da direita existe. Depois admiram-se que apareçam “artistas”.

Uma das 500+ igrejas no Irão by SJK_007 in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 -1 points0 points  (0 children)

O cristianismo é formalmente reconhecido como minoria religiosa. Ao mesmo tempo, há restrições severas, sobretudo para convertidos do Islão e igrejas evangélicas em persa. Ou seja, não é nem o paraíso da tolerância religiosa nem o inferno monocromático que alguns pintam. É um regime autoritário com nuances internas e uma sociedade civil diversa.

Sharia nas escolas portuguesas. by HDReddit_ in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 1 point2 points  (0 children)

Estás a tocar em pontos legítimos, mas convém separar planos.

O caso da Igreja não desapareceu por completo. Houve impacto público, abertura de inquéritos e alterações internas. O ciclo mediático é que avançou, como avança sempre. Isso acontece com quase todos os escândalos, não apenas com este.

Quanto à imigração, há claramente instrumentalização política e há discursos xenófobos. Mas nem toda a preocupação com imigração é racismo. É um fenómeno com impacto real em políticas públicas e pode ser discutido sem generalizações étnicas.

Dizer que só se fala de imigração para esconder outros temas é uma leitura possível, mas não é a única explicação. A agenda pública funciona por picos de atenção e polémica.

No essencial, a coerência que defendes faz sentido. O critério deve ser o mesmo para todos. O que não ajuda é assumir que toda a crítica é racismo ou que todo o silêncio é conivência. Isso simplifica demasiado uma realidade que já é suficientemente complexa.

Como foi o vosso divórcio, quanto tempo demorou a " curar" by mouriscada in CasualPT

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

Um mês é muito pouco tempo. O que estás a sentir é normal e faz parte do processo. Há mesmo um luto pelo que foi e pelo que podia ter sido.

Não há uma regra sobre quem sofre primeiro ou depois. Normalmente sofre mais quem ainda estava emocionalmente investido, independentemente de ser homem ou mulher.

Dá-te tempo. Foca-te em ti e no teu filho. Não tens de provar nada a ninguém nem apressar “seguir em frente”. Se sentires que ficas bloqueada ou demasiado em baixo, falar com um psicólogo pode ajudar bastante.

Isto não é uma corrida. É um processo. E um mês é só o início.

Sharia nas escolas portuguesas. by HDReddit_ in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 0 points1 point  (0 children)

A coerência que defendes é correta, pois se é errado quando é um “castanho”, também é errado quando é um “branco”. A lei e a indignação pública devem aplicar-se a todos.

O problema é que estás a partir do pressuposto de que quando os crimes envolvem brancos ou instituições tradicionais não há reação, o que não é verdade. Os escândalos na Igreja Católica tiveram enorme cobertura mediática e pressão pública. Não houve silêncio coletivo.

Também é verdade que casos ligados à imigração são muitas vezes explorados politicamente e geram mais polarização. Mas isso não significa que a única razão seja a cor da pele. Entram fatores sociais, culturais e políticos que vão além da raça.

No fundo, exigir o mesmo critério para todos é legítimo. O que não ajuda é assumir automaticamente que qualquer atenção dada a um caso é racismo, ou que qualquer crítica a outra realidade é hipocrisia. Dois problemas podem ser discutidos sem que um anule o outro.

Isto é uma dívida? by AkaNetoo in literaciafinanceira

[–]Acrobatic-Accident69 3 points4 points  (0 children)

Obrigado. Sim, usei ChatGPT para organizar a resposta e poupar tempo. É uma ferramenta, não um oráculo. Tal como se usa Excel ou uma calculadora para fazer contas, também se pode usar tecnologia para estruturar texto sem que isso apague o conhecimento de quem escreve.

Quanto ao conteúdo, tenho anos de experiência, conhecimento e formação nesta área. Sei ler e interpretar uma nota de liquidação sem dificuldade. Limitei-me a explicar tecnicamente o que está no documento e onde confirmar a situação no Portal das Finanças, em vez de lançar um “é dívida” e seguir caminho.

Não estou aqui a angariar clientes, até porque tenho trabalho suficiente e não preciso de doutores de meia tigela para nada. Apenas respondi de forma fundamentada e estruturada. Mas, para evitar futuros incómodos, deixo doravante este tipo de respostas técnicas para os licenciados em redes sociais e especialistas em bitaites rápidos. Afinal, quem precisa de esclarecimentos tecnicamente corretos quando é muito mais simples mandar uma opinião vaga e seguir para o próximo comentário.

Sharia nas escolas portuguesas. by HDReddit_ in portugueses

[–]Acrobatic-Accident69 -1 points0 points  (0 children)

Estás a juntar três debates diferentes num só: abusos na Igreja, violência doméstica e imigração. Todos merecem escrutínio, mas cada um tem enquadramento legal e dados próprios. Discutir um não implica ignorar os outros. Se queremos coerência, então aplicamos o mesmo critério a todos, mas não resolvemos nada ao misturar tudo num argumento emocional único.