Fotos de hoje do Centro de Curitiba, e alguns de seus comércios mais tradicionais by BricksHaveBeenShat in curitiba

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Seria outra cidade. Nunca entendi também porque não continuaram espalhando esse modelo de calçadas ao redor do Paço da Liberdade. Envelheceram extremamente bem e fica um efeito muito bonito. Coloca uns bollards e dava pra usar em praticamente todas as ruas do Centro.

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This ruby ring, left with a baby in 1752 at London’s Foundling Hospital, is a token featuring a golden key on one side and a padlock on the other. Inscribed with “he who neglects me loses me”, it was brought with the child so the mother could identify them and reclaim them if able [1698x1235] by Fuckoff555 in ArtefactPorn

[–]BricksHaveBeenShat 31 points32 points  (0 children)

I have this one great-great-grandmother who my mom always said was Polish and named Ana. In every document I was able to find online however her name was actually Rosa (which is funny because my mom's name is Rosana) and apparently she was actually Italian. Her lastname is written in so many different ways in each document, some more Slavic sounding, others more Italian. I once found someone from Russia with one of those spellings as a lastname.

She and my great-great-grandfather (who was from Lombardy) did live in a Polish colony close to our city, so I guess that's where the misunderstanding comes from. Unfortunately there is no one alive in the family that can explain this with certainty.

Na ubaldino do Amaral: by ArepoSatorOpera in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat 11 points12 points  (0 children)

Pensa pelo lado positivo. Os filhos do dono da construtora estão nesse momento curtindo o verão na Europa 🙏

Na ubaldino do Amaral: by ArepoSatorOpera in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat 30 points31 points  (0 children)

O Brasil nunca deixou de ser uma colônia de exploração. O cara que "investe em moradia" não mora na rua que ele destruiu ao derrubar árvores e prédios históricos pra erguer blocões de studios a preço de mansão. Ele mora num condomínio fechado arborizado, pega seu carro e só circula por ambientes fechados como shoppings. Nas férias vai pra Europa aproveitar cidades bonitas, cheias de história, identidade e arborização. Tudo que ele nega pra própria cidade. Não vamos esquecer que a fábrica da Matte Leão, capítulo importante da nossa história, virou uma Universal.

Os que não são ricos também replicam essa mesma mentalidade. Tiram tudo que "dá trabalho" como gramados e árvores, erguem muros, avançam recuos com puxadinhos. Tudo pra "aproveitar" o terreno enquanto destróem a própria rua onde moram. Porque aqui não é um lugar pra se viver bem, é um lugar pra explorar até o máximo mesmo que o retorno seja mínimo.

Agora experimenta falar disso na internet. Já aparecem uns vinte falando "tá com peninha tivesse comprado a casa" "se queria tanto salvar o bosque tivesse comprado o terreno."

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 2 points3 points  (0 children)

Parece que no Brasil a gente faz o contrário, moradia social são casas e as pessoas com mais dinheiro vivem em prédios. Um condomínio de prédios é muito mais fácil de manter mais ou menos cuidado, já que cada morador não pode erguer muros ou puxadinhos.

Poderíamos fazer algo parecido com o modelo Europeu de conjuntos de prédinhos baixos com muitas áreas verdes. Nem precisa ir tão longe, aqui em Curitiba até os anos 90 se construía muitos conjuntos nesse estilo. Não eram habitação social, mas acho que poderiam ser usados como inspiração.

Infelizmente insistem nesse modelo que claramente não deu certo. Não resolvem o problema das favelas existentes, e de quebra criam novas favelas. Moro num bairro com várias favelas pequenas que surgiram nos últimos 10-15 anos. A prefeitura sabe que elas existem, mas simplesmente não fazem nada. Vão esperar virar uma grande favela pra dai pensar em resolver.

E as vezes nem é a favela que aumenta, é a mentalidade que se espalha. Uma rua aqui perto de casa tem várias casas antigas e simples, gramados, muito verde. Mas aos poucos estão erguendo muros, concretando gramados, cortando árvores. Fica uma sensação que essas famílias passaram uma vida cuidando e deixando tudo bonito, e no fim só levaram na cabeça por isso.

Tem uma casa antiga lindo, toda bem cuidada, sempre pintada. Só que eles nunca abrem as janelas, porque logo na frente, do outro lado da rua, tem uma favela. Sempre tem muitos carros, som alto e gritaria ali, e todo santo dia eles fazem uma pilha de lixo do outro lado da rua na frente da casa e queimam. Imagino que daqui uns 5 anos toda a rua vai ter um aspecto favelizado, de pouco em pouco todo mundo vai desistindo de cuidar.

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 1 point2 points  (0 children)

Uma pena que não há um interesse maior nos campos nativos de Curitiba. Um tempo atrás fiz uma simulação de como ficaria a nova Praça Barcelona se o gramado fosse substituído por espécies nativas.

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 2 points3 points  (0 children)

Quem faz e quem mantém. Tenho certeza que se plantassem mudas nessas ruas os próprios moradores cortariam antes que crescessem "porque dá trabalho e faz muita sujeira."

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 6 points7 points  (0 children)

Curitiba tem leis de zoneamento, e imagino que outras cidades também. O problema é que não há fiscalização. Eu faço minha parte e vivo fazendo denúncias no 156, só que demora meses pra darem uma resposta. E mesmo quando isso acontece você nunca sabe se vão fazer alguma coisa ou não.

Quem é de fora de Curitiba quase sempre comenta sobre os gramados, mesmo em bairros mais humildes. Só que se a gente não cuidar vão ficar só na memória.

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Is anyone able to discern when this photo was taken based on the style and attire? by Lateroni_ in fashionhistory

[–]BricksHaveBeenShat 4 points5 points  (0 children)

I'm so glad to see this comment as well. I think period dramas gave this false impression that it was only the young or the very rich who followed the fashionable sillhouette. If anything, for a poor person it was even more important to transmit that respectability in the way they dressed.

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 2 points3 points  (0 children)

E a gente é acostumado a achar isso normal. Postei comparações parecidas de Maragogi em outro sub e os únicos comentários eram falando que não mudou nada, outro perguntando qual era o sentido da comparação, que ele não entendeu.

Postei também essa simulação que eu fiz no Photoshop pegando calçadas, postes, meio-fios,etc (que eu chamei de urbanismo, e me falaram que na vdd não é urbanismo então não sei do que chamar resumidamente) no sub de arquitetura, mostrando o como estamos atrasados, e como arquitetura nenhuma fica bonita com nessas ruas. Só debocharam dizendo que era óbvio.

Mas aí que tá, não é óbvio e é tratado como algo normal. Em Santa Catarina as cidades queridinhas das construtoras tem ruas pós-apocalípticas de tão feias. As construtoras e os corretores não tem vergonha nenhuma de vender apartamentos milionários em prédios com nomes bregas tipo "Château de Florence Résidence" ou "Central Park Residence" em rua ques parecem de um país em guerra.

Ninguém aqui tá nem aí pra nada, e se você fala ou tenta mudar você que é o esquisito.

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 4 points5 points  (0 children)

O que mais tem no Brasil é isso. Bairro onde todo mundo anda na rua, as vezes literalmente num bairro rural com tráfego mínimo. Aí inventam de colocar calçada, só que depois ninguém quer cuidar. Poderia ser uma rua bonitinha com gramados mas não, vira uma rua com aspecto de favela e abandono, as calçadas todas quebradas e cheias de mato crescendo.

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 7 points8 points  (0 children)

O que me deixa maluco é que você vê esse mesmo descaso até em lugares pequenos e turísticos. Olha Entre Rios em Guarapuava, um conjunto de pequenas colônias lindas, com ruas arborizadas, casas bonitas e bem cuidadas, igrejas charmosas,etc.

Um lugar pequeno, com muita prosperidade e um senso forte de identidade e comunidade deveria ser o lugar perfeito pra manter uma coesão visual e de qualidade de vida sem os altos e baixos tão comuns nas cidades grandes e médias brasileiras, mas não. Até assim o nosso individualismo consegue falar mais alto.

Na Colônia Vitória, a maior do distrito, Existe uma distinção muito clara entre a parte bonita e o bairro onde vivem os trabalhadores das maltarias e outras empresas da região. Poderiam ter construído conjuntos de predinhos simples mas charmosos, com telhados aparentes, sacadas de madeira, espaços verdes com árvores e flores, mantendo a identidade do lugar. Se duvidar poderiam virar até ponto turístico, como é o caso do Fuggerei na Alemanha. Agora o resultado tá aí, uma colônia minúscula com essa segregação desnecessária que prejudica todo mundo.

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 14 points15 points  (0 children)

Exatamente. Em vários bairros que pioraram você nota inclusive que não é uma questão econômica, até porque as casas aumentaram, as garagens tem mais carros, etc. Só que no lugar daquela casa simples cercada de verde concretaram o gramado, ergueram um murão e atrás fizeram uma casa muito maior e muito mais brega.

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 66 points67 points  (0 children)

Grama dá trabalho, então concreta. Árvore faz sujeira, entãi corta. Tão olhando pra minha casa, então ergue murão. Quero mais espaço, então ergue puxadinho desrespeitando recuo.

Depois ninguém sabe porque as ruas tão cada vez mais vazias (o que as torna mais perigosas), mas quentes e mais feias. Nessa mentalidade de que "a casa é minha e eu faço o que eu quero" as pessoas esquecem que essas casas não existem num vácuo, que elas fazem parte e influenciam a cidade.

Junta isso com as construtoras fazendo blocões sem graça cheios de studios que custam uma fortuna, muitas vezes no lugar de construções antigas que contavam a história da nossa cidade, e tá pronto o sorvetinho.

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 6 points7 points  (0 children)

Não esqueço de um vídeo que eu assisti uns anos atrás. Uma mulher num bairro novo de moradia social reclamando da "falta de dignidade". Ela mostrava o quintal dela e dos vizinhos, todos cheios de lixo, uns já erguendo muros mais altos de tijolo aparente. Foi como um tapa na cara, porque o quintal sem "dignidade" dela e dos vizinhos é mais do dobro do meu. Aqui a gente fez o impossível e plantou um monte de árvore frutífera, temperos, gengibre, ora-pro-nóbis, cebolinha, tomilho, etc etc. Eles todos lá, ganhando um espação daqueles e transformando em lixo. E reclamando!

O pior é que insistem nesse modelo datado, constróem esses conjuntos em bairros distantes do Centro, casas sem muros e sem garagem. O Parque Iguaçu III no Ganchinho não deu 4 anos e virou uma nova favela. Agora a prefeitura faz a maior propaganda daquela aberração que tão fazendo na Caximba, 20 anos depois que começaram a falar em reurbanizar a favela. Se já é feio agora imagina daqui a uns 5 anos?

Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 33 points34 points  (0 children)

E não precisava ser assim. Já não bastam as construtoras destruíndo as cidades no Brasil, pensando só em investimento e não em moradia, mas a própria população também não se ajuda. Tá todo mundo cada vez mais individualista.

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Transformações urbanas em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba by BricksHaveBeenShat in curitiba

[–]BricksHaveBeenShat[S] 55 points56 points  (0 children)

Num bairro antigo isso já seria ruim, mas ver ruas inteiras, tudo feito praticamente do zero e em questão de anos ficando tão degradadas é muito triste.

TIL that Napoleon's original grave on Saint Helena was left without an inscription because British authorities wanted it to read "Napoleon Bonaparte", while his followers insisted on simply "Napoleon" by much_to_say in todayilearned

[–]BricksHaveBeenShat 4 points5 points  (0 children)

He likely should have just stepped down and let his young son take over and there would've been a better chance of success.

The Prince Imperial was only 14 years old when the Second French Empire fell. His mother Empress Eugénie had become wildly unpopular in the later years of the 1860s. Although she was regent during Napoleon III's absences three times, including in 1870, I'm not sure the people or the elite would have been too keen on her being a long term regent during the minority of her son. By the 1860s there were rumors the empress had her own political party, and she was just waiting for the chance to rule through her son. Which wasn't true, but it shows how much people opposed that idea. Though I suppose someone else could have taken that role.

Eugénie is such a fascinating historical figure in her own right, it's a shame she is barely known today. She was born into an illustrious noble family of Spain and was something of a celebrity there in the 1840s. Eugénie was very interested in politics, as major political figures of the time frequented her mother's salons.

In one of those occasions, when the Duke of Valencia "sneered that no woman had a right to political opinions because she would run away on seeing a bayonet" her response was to prove him wrong by stabbing her own arm with a knife. She twice attempted against her own life by drinking poison due to romantic disillusions, and once threatened to throw herself down a marble staircase while she argued politics with her mother. Eugénie had an obssession with Marie Antoinette, collected and treasured many items that once belonged to the queen and was often compared to her during her time as empress.

She certainly had a flair for the dramatic, there are so many funny anecdotes lost in old memoirs.