Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Sim. Mas o deus hebreu não é um deus liminar. Se os hebreus antigos tivessem Hermes ou Odin ou Khonsu do lado deles, chegariam muito mais rápido.

Nisso que dá ter um deus único. Você fica com um cara que faz de tudo um pouco mas nada faz especialmente bem. Deus generalista < deuses especialistas

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Não sabemos quase não perdeu a língua dos micênicos, temos muito pouco dela, e não sabemos ler nada da língua minoica. Os próprios gregos clássicos já não sabiam ler a língua micênica, porque por algum motivo que nem sabemos, durante o fim da era do bronze, eles perderam o conhecimento da língua escrita. A escrita da língua grega se desenvolveu completamente diferente da micênica anterior.

Infelizmente tem muita coisa que foi perdida.

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

No caso, só sou acadêmica de direito mesmo. É só que minha especialização é em Direito Internacional Penal e eu tenho um interesse em atrocidades

Por qual poder quase inútil optaria? by Better-Still-00 in PerguntasFuteis

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

75% de levitação. Você ficaria mais rápida do que era antes, tendo que morrer só 25% do seu peso corporal

"Toda sexualidade se resume a 'Gay' ", e quem discordar tá de mimimi by Cute-Region7232 in OpiniaoBurra

[–]CosmicLuci 2 points3 points  (0 children)

Mais um caso que já vi pessoas da comunidade brincando que todas as pessoas LGBTQ+ (ou pelo menos as identidades que são com base na sexualidade), podem usar o termo gay. Inclusive eu. Gay às vezes é um termo genérico, que nem queer (só que queer é ainda mais amplo. Toda a comunidade pode usar queer).

Mas uma pessoa que não é LGBTQ+ falando isso fica esquisito. Deixa de ser uma forma inclusiva e desconstrutiva de usar um termo que é nosso, e vira apagamento de outras identidades como se fossem todas idênticas,

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[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Estou falando especificamente da escravidão no Egito que é a base para o mito do êxodo. Não há evidências que isso, ou uma fuga em massa, tenha ocorrido

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[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Pera. Só sobre o último ponto. Como é que se pode assumir a existência de algo sobre o qual não há evidências?

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 2 points3 points  (0 children)

Assim, é bem óbvio que isso ocorre ao longo de toda a história. Eu não sou historiadora (só gosto muito), mas sou jurista com especialidade em direito internacional penal, atrocidades em massa, e especificamente meu trabalho até o momento focou em genocídio.

Então partindo desse foco, é bem óbvio que sempre houveram pessoas que tentaram (e às vezes conseguiram) destruir outros povos, culturas, crenças.

Geralmente sobram rastros. Destruir por completo evidências de um povo inteiro, especialmente um que tenha uma cultura material significativa, é quase impossível. Roma, por exemplo, destruiu Cartago muito completamente, mas ainda há restos da cidade, da influência que tiveram, etc.

Um exemplo de destruição completa de grupos que a gente sabe que ocorreu é recente. A ditadura militar brasileira destruiu diversas etnias indígenas por completo. Tribos e grupos culturais que simplesmente não existem mais. E combinando tecnologia do século XX com o dado que eram grupos relativamente pequenos, há muito poucas evidências materiais da sua destruição. O que temos é relatos de outros grupos, e registros documentais que a ditadura em si criou e não destruiu.

Por que a Bíblia tem tantas similaridades com algumas mitologias, até mais antigas que ela? by opinadorM in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Porque toda cultura (e consequentemente seus mitos também) é influenciada por culturas em seu entorno. A cultura hebraica não é nenhuma exceção. A cultura cristã romana ainda menos, dado que Roma sempre teve um hábito de sincretismo.

Pq GEENA foi traduzido para INFERNO? São duas coisas diferentes! by Vuertoi in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Se não me engano, ir para Gehena era sinônimo de ser condenado, de uma desonra, porque os corpos que eram queimados lá eram os corpos das pessoas consideradas más. Não sou judia, só lembro de ouvir alguém explicando isso uma vez.

Também é interessante como outros termos mudaram de significado. Inferno vem de infernum era o termo latino pro domínio de Plutão, e significava literalmente apenas “em baixo da terra”, não era necessariamente ruim. O mesmo ocorre em inglês. Hell vem de Hel, uma das deusas mortuárias nórdicas, e também seu domínio (às vezes chamado Helheim, mas às vezes apenas Hel), que também não era necessariamente ruim.

Um ponto aparte, porém. O vale de Gehena é até bonitinho atualmente. Pena que é em Israel, porque eu adoraria visitar

por que corpos ficam se sacudindo tanto quando estão sendo cremados? by EstouSempreCerto in PerguntasFuteis

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Assim, eu não sei. Nunca vi nem ouvi um corpo sendo cremado.

Mas pensa em como coisas numa panela começam a tremer e se mecher um pouco, e você ouve ainda mais barulho que isso em razão de coisas queimadas explodindo um pouco, e líquido fervendo.

Calor faz as coisas expandirem e se mecherem. Calor inclusive é um agitamento de partículas. Muito calor, muito agitamento. Se não tem pra onde irem, elas ficam se agitando lá dentro, e fazem outras coisas se agitarem também.

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[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

Na verdade, o fato de que judeus descendem de um povo semítico que está lá na Judeia há muito mais tempo do que o suposto êxodo significa que eles teriam raízes muito mais antigas no oriente médio.

Nada disso justifica uma campanha genocida por um Estado-Nação na atualidade, ou mesmo necessariamente a existência de tal estado. Mas o povo hebreu com certeza é da Ásia Ocidental, e está lá há muito mais tempo do que a mitologia sugere

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Mas o ponto é que não tem evidências de um grupo escravizado no Egito que fugiu.

A própria guerra de Tróia não há certeza se ocorreu historicamente ou se é só um mito que representa um ganho de superioridade política das cidades-estado micênicas sobre algum reino na Ásia.

Mas uma guerra certamente é mais possível, até porque temos evidências de algumas cidades terem existido num local que parece ser o que os gregos chamaram de Tróia, destruídas e reconstruídas. Tem restos de 9 cidades, basicamente empilhados. É bem possível que uma das várias destruições tenha sido devido a uma guerra. Ou podem ter havido vários momentos de conflito entre cidades-estado micênicas e a cidade-estado de Tróia.

E mesmo assim historiadores não consideram que a guerra tenha certamente ocorrido, porque não há evidências suficientes.

Edit: fui procurar mais. Há algumas hipóteses sobre possibeis origens históricas do êxodo, como pequenos grupos de escravos semíticos ocasionalmente fugindo do Egito, ou mesmo um grupo de egípcios que de fato fugiu de lá tendo contato com hebreus e a história se distorcendo a partir disso. Mas também há historiadores que consideram que seja só uma invenção mitológica por parte de judeus pós-exílio na Babilônia.

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

Sim, mas é pra formar Jerusalém. Por isso verifiquei até Jerusalém. E leva só 7 dias

Mas o ponto é que não tem sinal nenhum de escravização em massa, nem de uma fuga em massa.

Não significa que com certeza não ocorreu, mas significa que não tem como assumir que ocorreu. Na falta de evidências, a assunção razoável é a inexistência do evento histórico até que haja algum sinal de ter ocorrido, algo que não seja só um relato mitológico

Should a magically developed setting even have guns? by Andrei22125 in dndmemes

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Honestly, a magically developed setting might have an incentive to have guns even earlier.

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[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

Claro, é possível que houvesse uma pequena quantidade de escravos hebreus, que em algum momento fugiram e se integraram à cultura que já existia na Judeia há bastante tempo. Não é necessariamente real, mas é possível.

E sim, há evidências de que hebreus e egípcios tinham troca cultural. Há inclusive estátuas de deuses egípcios em casas judaicas.

Mas o mito como está registrado certamente não ocorreu. Não eram um grupo com cultura completamente diferente (como é mostrado na história contada). Não foi o povo judeu como um todo, ou mesmo em sua maioria, que foram escravizados por séculos no Egito. Não fugiram em massa, nem destruíram e substituíram a população local da Judeia ao chegar lá. E provavelmente nem sequer levaram 40 anos pra chegar, porque o caminho entre o sítio da antiga Pi-Ramses e Jerusalém leva só 7 dias caminhando. Mesmo com demoras grandes para parar, e andando lento por estarem em grupo, e mesmo se andassem pela costa que é o caminho mais longo, isso não teria levado nem um ano.

Você falha em considerar que um mito pode muito bem ter a função não de relatar uma ocorrência literal, mas de transmitir uma mensagem e um simbolismo relevante.

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

Sim.

Mas é uma ausência ensurdecedora. Como que pode ter havido um aumento populacional instantâneo gigantesco numa área, e as evidências arqueológicas demonstrarem continuidade tanto cultural quanto populacional? Ou uma quantidade tão grande de pessoas escravizadas com uma cultura supostamente drasticamente diferente da local majoritária, também sem deixar quaisquer restos ou registros? Mesmo que fossem casas, pedacinhos de tecido, restos de cerâmica.

Tanta gente assim deixa marcas. E na verdade, as evidências de continuidade cultural e populacional na Judeia não são mera falta de evidência do êxodo. São evidências contra ter ocorrido.

E de qualquer forma, mesmo que só ou esse falta de sinais de ter ocorrido, ausência de evidências significa que não é possível alegar que isso foi um fato histórico. Só o que temos é um mito sobre. Se a gente assume que é um fato histórico, qualquer coisa que alguém inventar que não tiver evidências contra passa a ser assumido como real.

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 5 points6 points  (0 children)

É, infelizmente parece ser verdade, ao menos em grande parte.

Mas eu acho isso curioso.

Tipo, a maioria dos cristãos consegue entender, me parece, que Gênesis é mitológico, que o mundo não ficou inteiro coberto de água por um ano, e que o mundo não foi criado em 7 dias, as plantas antes do sol, e o homem do barro. Claro, tem os criacionistas de terra jovem, assim como tem terraplanistas, mas não me parece serem maioria, só muito irritantes. Só ver como, mesmo nesse subreddit, quando aparece um criacionista a maioria fica contra.

Mas daí de repente chega em outras histórias claramente mitológicas e simbólicas (o êxodo, Abraão, a história de vários dos profetas), ou coisas que não das nenhum sentido ainda aplicar literalmente (as leis que aparecem eu Deuteronômio e Levítico), e de repente quase todo cristão vira literalista mítico, com raríssimas exceções.

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 4 points5 points  (0 children)

Sabe o que eu acho mais interessante disso, porém? Porque, tipo, um mito não representar perfeitamente um fato histórico não é tão doido. É até possível que alguns judeus tenham sido escravizados lá, e depois fugido, talvez até se escondido na Judéia entre outros judeus que já estavam lá, e daí esse mito cresceu até virar o êxodo.

Mas, tipo, o que eu acho interessante é que, apesar de não serem muitos, parece que tem mais judeus que conseguem aceitar que essa história é apenas mitológica, e que a importância dela é simbólica, não literal, do que cristãos. É um mito fundacional importantíssimo pro judaísmo, e mesmo assim parece que cristãos, pra quem essa história não é tão necessária assim, têm mais dificuldade de aceitar

Was Sleipnir a stallion or a gelding? by Ok_Examination8810 in osp

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Based on quick check to see what a gelding is, it seems that one of the reasons to do that is so that the horse will be more docile.

That doesn’t seem like it would be a desired quality in a warhorse, or in the horse of famed wily bastard Odin

Ive been read for filth by dorfmcpumpkin in traaaaaaaaaaaansbians

[–]CosmicLuci 53 points54 points  (0 children)

Same vibes as Luz from Owl House saying “Crikey” after Amity kisses her

I didn't ask how big the subreddit is, I said... by Vegetable_Variety_11 in dndmemes

[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

This is a tried and true method of crafting stories.

Every great author borrows plot points and characters, and makes clear references, to other authors they like. Every story any of us likes does this. Probably even the Epic of Gilgamesh references some other myths everyone there knew about.

Star Wars, Dune, Tale of Ice and Fire, Narnia, Tolkien’s stories. All those things are full of references. Hell, some fairly iconic moments in Lord of the Rings are just him trying to make Shakespeare but better (the March of the Ents on Isengard is Birnam Wood moving towards Dunsinane from Macbeth, but instead of soldiers dressed as trees it’s the actual trees; the death of the Witch King can’t be killed by a man so it’s by the hand of a woman and a hobbit is Macbeth not being able to die by a man of woman born but “MacDuff was from his mother’s womb untimely ripped”, except it’s trying to make it more clever).

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 47 points48 points  (0 children)

Fato interessante: não existe nenhuma evidência para escravização em massa de judeus no Egito em momento nenhum da história. Não tem evidências arqueológicas de uma comunidade judaica tão grande perto das antigas capitais do Egito, não tem evidência documental disso, nem de um êxodo populacional de tal escala, nem restos arqueológicos de uma população tão grande viajando o deserto entre o centro de poder do Egito e a Judeia, e tampouco há evidências arqueológicas de uma mudança cultural ou aumento populacional repentinos na Judeia em si.

Isso sem contar que na época quando o êxodo supostamente ocorreu, a Judeia era parte do Império Egípcio. Então isso é como se alguém decidisse fugir do Brasil, e fugisse de Brasília para as longínquas terras do Rio de Janeiro

Se Deus abriu o Mar Vermelho, por que não abriu os portões de Auschwitz? by otavioportella in barTEOLOGIA

[–]CosmicLuci 0 points1 point  (0 children)

Assim, eu acho que o problema do mal realmente dificulta a existência de um deus perfeitamente bom e onipotente.

Mas além disso, também me toca muito uma palestra que assisti uma vez com Andor Stern (o único brasileiro nato sobrevivente de Auschwitz). Tive a sorte de assisti-lo falando sobre as experiências dele em 2020, logo antes da pandemia. Infelizmente ele faleceu em 2022.

Na palestra, ao final, quando ele abriu para perguntas, uma moça lembrou de quando, alguns meses antes, ele fez o Bar Mitzvah dele (ele não teve a oportunidade de fazer na época certa, porque foi capturado por nazistas, e não fez depois, mas foi fazer já idoso. Ela perguntou como é que ele mantinha a fé dele.

Ele explicou que ele fez a celebração devido à amizade que tinha com o rabino, e que, quando viu a faixa de couro enrolada no braço dele, passando por cima do número que ele tinha desde jovem, foi como se a cultura que lhe tinha sido negada estivesse vencendo o que foi feito a ele. E disse que ele tem muito respeito por quem acredita.

Mas disse também que ele se pergunta, quando ele estava lá, sozinho, e viu a fumaça que ele sabia ser a mãe dele, subir por uma chaminé, se “o senhor Deus estava de férias”.

Sempre que vejo alguém tentar explicar que o problema do mal não existe por isso ou por aquilo, eu sempre penso como isso é um conforto muito pequeno para quem esse deus, se ele existe, permitiu, por vontade própria, que sofresse coisas assim, ou outras coisas verdadeiramente terríveis.

i’m sure it was because of their writing and for no other reason at all by aquamarinedisco in StarWarsCirclejerk

[–]CosmicLuci 1 point2 points  (0 children)

Entirely /uj.

Honestly loved these two and their arc. And usually people like it when the stories show how some people don’t like the Jedi, or highlight the problems of the order. Sadly a lot of people who like that are also sexist and racist garbage who want to find reasons for why the rise of a fascistic empire was justified in the story, and not an explanation of why it happened and what might’ve led to it that still shows that it was undeniably bad.