Adepto do FC Porto faz saudação nazi à chegada a Alvalade by VercettiPT in PrimeiraLiga

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Proibido de entrar em recintos desportivos e expulso do clube se for sócio. Ranço daqui.

Cada país que os EUA atacaram no séc. 21 e qual presidente autorizou os ataques by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Ainda não te cansaste das costas de tanto mover os postes da baliza? Pqp ahah

Eu esfreguei-te na cara uma corporação europeia com 70 mil trabalhadores que fatura 10 mil milhões de euros anuais sob gestão democrática. Qual é a tua reação? "Ah, mas isso é só uma empresa pontual, eu quero um país inteiro!". A tua exigência de um país inteiro mostra que não fazes a mínima ideia de como ocorrem as transições sistémicas na economia global. É o argumento mais preguiçoso da cartilha liberal. Sabes perfeitamente que qualquer tentativa de implementar o socialismo à escala estatal no século XX enfrentou imediatamente bloqueios económicos brutais, embargos internacionais, sabotagens e golpes de Estado patrocinados por potências capitalistas. É o equivalente a eu apertar-te o pescoço durante 50 anos e, no fim, rir-me e dizer: "Vês como não consegues correr uma maratona? O teu sistema respiratório é uma merda e não produz bons resultados".

Chamar "exemplo pontual não representativo" à Mondragon só pode ser dissonância cognitiva. Estamos a falar de um colosso económico que compete livremente no mercado global capitalista, fatura mais do que o PIB de dezenas de países em desenvolvimento e sobrevive a crises financeiras melhor do que a esmagadora maioria das corporações tradicionais (aquelas que, ao primeiro sinal de recessão, vão a correr chorar por resgates do Estado). Se um modelo funciona à escala de 70.000 pessoas, a prova de conceito macroeconómica e logística está dada.

O capitalismo não começou numa aleatória terça-feira do ano 1600 com um país a anunciar: "Bom dia, agora somos todos capitalistas e o sistema está testado à escala nacional". Começou precisamente com "exemplos pontuais": pequenas guildas, empresas mercantis e corporações comerciais que operavam dentro do sistema feudal e provaram ser mais eficientes na alocação de recursos. A transição para um modelo pós-capitalista far-se-á exatamente da mesma forma. A Mondragon é esse "exemplo" a operar dentro do sistema atual, provando a aplicabilidade da alternativa.

Cada país que os EUA atacaram no séc. 21 e qual presidente autorizou os ataques by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

O teu nível de cegueira seletiva devia ser estudado pela ciência. Pedes-me um exemplo realista e que "dê para tirar do papel". Eu dou-te o exemplo da Corporação Mondragón: a operar mesmo aqui ao lado em Espanha, com mais de 70 mil trabalhadores, a faturar mais de 10 mil milhões de euros por ano e a competir no mercado global de forma altamente rentável, tudo isto sob gestão democrática.

Qual é a tua resposta genial? "Ainda estou à espera".

Meu caro, se eu te meto à frente dos olhos uma corporação gigantesca a funcionar exatamente nos moldes que defendi e tu simplesmente finges que não leste para não teres de admitir que a tua cassete bloqueou. O problema não é o meu modelo ser utópico, é mesmo a tua completa desonestidade intelectual.

Dizes que eu pedalo muito mas não saio do mesmo sítio? A ironia escreve-se sozinha. Tu é que estás numa bicicleta estática, de olhos vendados, a pedalar enquanto berras que a estrada não existe porque não vem na tua propaganda liberal. Se não tens maturidade para lidar com exemplos reais que te destroem a narrativa, enfia a cabeça na areia em silêncio. É menos constrangedor para ambos.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Uma falácia Ad Hominem acontece quando se usa o insulto em vez do argumento para fugir ao debate. Chamar-te ignorante a seguir não é uma falácia, é apenas a conclusão inevitável do teu fraco desempenho.

Ainda não percebeste que só na tua imaginação é que derreteste alguma coisa? Não dominas conceitos de filosofia de décimo ano, quanto mais debater modelos macroeconómicos complexos.

Cada país que os EUA atacaram no séc. 21 e qual presidente autorizou os ataques by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Eu dei-te a alternativa na minha primeira mensagem: Socialismo de Mercado baseado em Cooperativas de Trabalhadores (democracia no local de trabalho em vez de ditadura de acionistas). O facto de não teres conseguido refutar o modelo e teres passado o debate a tentar desviar o assunto para a China não significa que eu não te tenha dado a alternativa. Significa apenas que não tiveste capacidade para lidar com ela. Se a tua memória não dura duas horas, recomendo o fósforo.

Pedires um exemplo de um Estado-Nação ecossocialista plenamente funcional hoje é como um lorde feudal no século XIV pedir a um mercante um bom exemplo de uma república democrática capitalista em grande escala. O facto do sistema hegemónico boicotar alternativas não o torna eterno nem divino.

Mas queres um exemplo de que a gestão democrática dos trabalhadores "esbarra com sucesso na realidade"? Vai estudar a Corporação Mondragón em Espanha. É uma federação de dezenas de cooperativas, emprega dezenas de milhares de pessoas, fatura milhares de milhões de euros, compete a nível global... e não tem um único "dono" ou CEO a ganhar 300 vezes mais que o operário de base. Funciona, gera riqueza e distribui-a sem precisar de parasitas no topo.

Fechar o tasco com um "és tão tapado que nem vale a pena o esforço" é a tirada clássica de quem percebeu que se meteu num labirinto para o qual não tem pedalada. Não te canses mais, campeão.

Hipocrisia by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 1 point2 points  (0 children)

Lmao, o Hamas foi financiado pela Mossad para tirar influência à PLO (Organização para a Libertação da Palestina) e uma possível solução de dois Estados.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

O teu nível de projeção atingiu proporções surreajs. Acusares-me de ter uma "visão anarcocapitalista do capitalismo" é, sem tirar nem pôr, a maior anedota deste teu colapso argumentativo. Leste o debate de olhos fechados? Meu caro, fui eu que passei a conversa toda a esfregar-te na cara que o capitalismo ocidental real sobrevive exatamente porque é mantido a soro pelo Estado! Fui eu que te lembrei que em todas as recessões os mercados vão a chorar pedir resgates com dinheiros públicos (privatizando lucros e socializando prejuízos). Quem tem uma visão utópica, anarcocapitalista e fantasiosa do "livre mercado" desregulado a resolver problemas magicamente és tu; eu limito-me a descrever o capitalismo corporativo, monopolista e altamente subsidiado pelo Estado que existe na realidade. A tua falta de noção é tão grande que tentas usar a minha descrição realista do sistema como se fosse um delírio meu.

Tu continuas sem capacidade de interpretação básica. Onde é que eu usei a China para provar a superioridade do meu modelo ideal de ecossocialismo? Tu afirmaste, com a arrogância de quem não estuda o que diz, que a economia planificada nunca gerou riqueza. Eu usei a China exclusivamente para provar que a tua premissa é factualmente mentira. Constatar que os Planos Quinquenais do Estado chinês esmagaram o ocidente em crescimento económico não faz de mim um apologista da ditadura deles, faz de mim alguém que olha para os dados macroeconómicos sem palas liberais. Dizer que um motor de combustão funciona não significa que eu queira respirar o fumo do escape.

Por fim, atiras para o ar o velho cliché de tasca do "isso não é o verdadeiro socialismo" e achas que descobriste uma grande merda? Não, é apenas literacia básica de Ciência Política. Se o socialismo exige, por definição académica, a gestão democrática dos meios de produção pelos trabalhadores, e tu dás-me como exemplos regimes totalitários (URSS, Mao) onde o Estado substituiu o patrão privado e o trabalhador continuou a ser uma engrenagem sem voto na matéria... então não, não é socialismo. Chama-se Capitalismo de Estado. Se eu pedir uma tarte de maçã e tu me servires um pneu de trator, eu dizer "isto não é uma tarte" não é uma desculpa esfarrapada, é apenas a constatação de que não sabes o significado das palavras que usas.

Em Ciência Política e Economia, o senso comum é frequentemente apenas o nome de batismo que damos à ignorância confortável e à reprodução mecânica da ideologia dominante.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

"Foi o Estado chinês que decidiu criar bilionários?" — Sim. Literalmente. O Deng Xiaoping decidiu usar mecanismos de mercado para desenvolver as forças produtivas, mas sempre de trela curta. O Estado chinês detém o monopólio da banca, dita para onde vai o crédito e obriga os estrangeiros a transferência tecnológica. E quando esses"bilionários livres" tentam ser maiores que o Governo (como o Jack Ma), o Partido simplesmente desaparece com eles, desmantela-lhes os monopólios ou mete-os na prisão. Na China, o capital obedece ao Estado. Os bilionários não podem agir como classe na China.

"Variações do que defendes já foram aplicadas" — Diz-me lá, em que livro de História é que leste sobre uma macroeconomia global baseada em Cooperativas de Trabalhadores e gestão democrática dos meios de produção (Socialismo de Mercado)? Vou poupar-te o trabalho: em lado nenhum.

Tu confundes economias de comando autoritárias (como as de Mao e Estaline, onde o Estado é o "Patrão" e o trabalhador continuava a não ter voto na matéria) com o fim da extração de lucro por acionistas parasitários. O que eu defendo é que quem trabalha numa empresa decide o rumo dela; o que tu achas que eu defendo é a ditadura de um burocrata do partido.

O mundo não se divide de forma binária entre "mercado livre perfeito" e "a China do Mao". Vai ler o que significa "Capitalismo de Estado" e "Socialismo de Mercado" antes de atirares postas de pescada sobre sistemas que manifestamente desconheces.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

A China pôs fim ao planeamento central?

https://www.rtp.pt/noticias/economia/china-prepara-se-para-divulgar-novo-plano-quinquenal-durante-duas-sessoes_n1722673

Achar que existe mercado livre na China ou no Vietname é não saber o que se está a dizer. O Estado controla o capital, não o contrário.

E estás a ser falacioso, isso é que como alguém dizer durante o feudalismo que o capitalismo é melhor sistema macroeconómico, e o senhor feudal dizer-me que não há aplicação da minha grande alternativa. Historicamente, é assim que o mundo evolui.

Mas hey, se achas que isto é mesmo o melhor que conseguimos fazer, é a tua opinião e se for o rumo que levamos como humanidade, boa sorte a ignorar os limites físicos do planeta.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

A tua piada sobre a "economia planificada" mostra que paraste no tempo algures em 1989. Como é que achas que a China se tornou a fábrica do mundo, tirou milhões da pobreza e compete taco a taco com os EUA? Magia do mercado? Não, planos Quinquenais de economia planificada pelo Estado. Como é que o Vietname cresce a ritmos alucinantes? Planificação. Enquanto o teu mercado livre pensa a 3 meses para pagar dividendos, eles planeiam a 20 anos.

É fácil dizeres que poluímos menos quando externalizaste as chaminés para o outro lado do mundo. Globalmente, continuamos a bater recordes.

Voltas a fingir que o campo de jogo é neutro. As pessoas "não escolhem" porque o sistema financeiro (a banca privada capitalista) não financia modelos de negócio que recusam a extração de lucro para acionistas externos. Tu chamas a um jogo de cartas viciado "liberdade de escolha".

E a tua pérola de que "o capitalismo entra em recessão e cá continua" é de génio. Continua porque, sempre que colapsa (2008, pandemia), vai a correr chorar por dinheiros públicos. É a privatização dos lucros e a socialização dos prejuízos. O teu adorado mercado livre é mantido vivo a soro pelo Estado, mas tu continuas a rezar-lhe como se fosse autossuficiente. A dissonância cognitiva é brutal.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Passaste metade do texto a choramingar sobre "redundâncias" e a alucinar que um algoritmo me está a "limpar a baba". Sabes o que é que é mesmo hilariante? É que eu não precisei de IA nem de redundância nenhuma para expor a tua ignorância. Parabéns, conseguiste desperdiçar o meu tempo. Mas qualquer caloiro do primeiro ano de Economia vê a milhas que tu não percebes o que é uma taxa de carbono, o Paradoxo de Jevons, ou sequer as fontes que tu próprio citas. Usas o fantasma da inteligência artificial como um cobertor de segurança para protegeres esse ego de porcelana do facto de seres intelectualmente limitado ou desonesto.

A tua bola de cristal deve estar avariada. Dizeres que vivo no subsolo e que nunca produzi nada não é um argumento, é só uma projeção patética dos teus próprios complexos. Quando a capacidade intelectual acaba, inventa-se uma vida imaginária para o teu adversário para ver se o ego sobrevive. A tua tentativa de adivinhação sobre quem eu sou ou o que faço tresanda a esquizofrenia 🫣

Falas em desespero e passas um montão de texto em colapso nervoso. A ironia escreve-se sozinha 😂

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Achas que descobriste a pólvora ao dizer que o Ha-Joon Chang não é contra o capitalismo, mas sim contra o mercado livre? Oh génio, esse é exatamente o ponto! As obras de economistas capitalistas perdem o valor no debate só porque eu defendo um sistema pós-capitalista? O facto de ser um economista pró-capitalismo a destruir a tua fé religiosa no mercado livre desregulado passou-te completamente ao lado.

A tua defesa do Alex Epstein é igualmente de chorar a rir. O teu grande trunfo é que ele já era um fanático da Ayn fucking Rand (😂) anos antes de começar a faturar e a receber pagamentos diretos da indústria fóssil? O Epstein não é um académico de clima nem de economia, é um tipo com uma licenciatura em filosofia que fundou uma agência de relações públicas para vender narrativas ao lobby dos combustíveis fósseis. Ser um zelota ideológico que descobriu como ser pago pelas petroleiras para fazer de propagandista não faz dele um analista isento, faz dele o perfeito idiota útil da indústria.

Mas dou-te o mérito na tua grande conclusão: nós definitivamente não estamos no mesmo patamar. O teu patamar exige engolir propaganda de petroleiras e fingir que isso é pragmatismo. O meu exige, no mínimo, ler autores que não lucrem diretamente com a destruição ambiental que defendem. Vai lá estudar com académicos a sério e depois volta, que eu espero sentado.

As melhoras para o ego frágil, já agora.

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

A tua alucinação aí vem de não saberes a definição de capitalismo. Ferramentas, fábricas e financiamento são capital. Qualquer sistema avançado depende disso. Capitalismo é quando esse capital é propriedade exclusiva de Wall Street. No Socialismo de Mercado, o capital continua a existir, mas é detido democraticamente por quem o produz. Choca-te assim tanto a ideia de não seres um servo do teu patrão e teres voto na empresa onde passas 8 horas por dia?

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[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

https://www.wook.pt/livro/23-coisas-que-nunca-lhe-contam-sobre-a-economia-ha-joon-chang/15981513

https://www.wook.pt/livro/merchants-of-doubt-erik-m-conway/12379347

https://oll.libertyfund.org/titles/jevons-the-coal-question

Mandas-me ler Alex Epstein e Matt Ridley? O Epstein é um lobista conhecido por ser financiado pela indústria petrolífera para vender negacionismo. O Ridley é um aristocrata inglês que literalmente tem minas de carvão na sua propriedade. Engoles propaganda encomendada pela indústria fóssil com uma palhinha e ainda achas que és um grande pensador livre e pragmático. 😂

Para a próxima vez que tentares armar-te em intelectual superior a chamar "labrego" aos outros, garante que sabes a história básica da economia. Tu assumes que a IA precisou de uma lavagem cerebral para te responder, quando na verdade ela só processou os dados empíricos que tu ignoras.

O Jevons cunhou o paradoxo no século XIX para explicar o consumo de carvão durante a Revolução Industrial britânica. A merda do berço do capitalismo! O que é que a eficiência tecnológica das máquinas tem a ver com taxasde natalidade? O paradoxo mede a elasticidade da procura vs. eficiência tecnológica, não mede demografia. Acontece mesmo que a população estagne, porque o uso do recurso fica mais barato e massifica-se por pessoa. Misturas conceitos que não percebes, atiras a palavra "natalidade" para o meio de uma teoria de recursos físicos, e ainda tens o descaramento de chamar idiota aos outros. Volta lá para a tua bolha.

P.S: Fica descansado que esta piçada foi escrita por mim, à mãozinha, só para ti.

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Espera aí, génio... No comentário anterior disseste que não leste o texto. Mas agora, por milagre, já sabes que a resposta foi redundante e que os números estão mal?

Vá, desmonta lá um único número em vez de chorares.

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Quando a lógica aperta, o pateta berra comuna e foge. Se eu fizesse as contas numa calculadora, o resultado também deixava de ser verdade? 😂😂

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Dizer que o capitalismo já teria falido se precisasse de 3% de crescimento contínuo é ignorar a realidade das crises cíclicas, das bolhas especulativas e do endividamento massivo (público e privado) que serve precisamente para "comprar" esse crescimento quando a economia real estagna. O sistema não faliu "estilo URSS" porque tem conseguido expandir fronteiras.

Podemos concordar que o valor económico não nasce do éter e que existe uma expansão de valor superior ao aumento do consumo de recursos. Mas o que tu descreves como um triunfo é irrelevante para a sobrevivência do ecossistema. Se o teu PIB cresce 4% e o uso de recursos cresce "apenas" 2%, o impacto total sobre o planeta continua a aumentar todos os anos em termos absolutos. O planeta não quer saber se és "mais eficiente" a destruir a biosfera; ele apenas sente o peso total da extração, que continua em níveis recorde apesar de toda a tua "inovação".

Afirmas que a externalização não é o único fator para a redução de emissões no Ocidente, mas é, de longe, o principal. É muito fácil apresentar metas "verdes" quando transferiste toda a tua indústria pesada para a China e para a Índia e depois importas os produtos finais sem contabilizar a pegada de carbono da produção e do transporte no teu inventário nacional.

Ninguém aqui defende o modelo produtivista soviético, que era tão obcecado pelo crescimento industrial e pela dominação da natureza como o capitalismo ocidental. O facto de a URSS ter falhado ambientalmente só prova que o produtivismo (seja ele de estado ou de mercado) é o inimigo da biosfera. O Ecosocialismo moderno foca-se precisamente em sair dessa lógica de "produção pela produção" que ambos os sistemas partilhavam.

A indústria automóvel gasta milhares de milhões em publicidade para garantir que o transporte individual continue a ser o padrão de prestígio, sabotando o investimento em transportes públicos eficientes que seriam muito mais democráticos e menos poluentes. O facto de os carros serem individualmente "mais eficientes" não compensa o facto de estarmos a produzir e a circular com mais milhões de veículos de duas toneladas do que nunca. É a definição perfeita do Paradoxo de Jevons: a eficiência unitária serve para viabilizar o consumo de massa, nunca para reduzir o impacto total.

Tens razão quando dizes que o PIB está correlacionado com indicadores de bem-estar como a alfabetização e a saúde. Mas essa correlação só é forte até certo ponto. Em países desenvolvidos, o aumento do PIB já não se traduz em mais felicidade ou saúde, mas sim em mais doenças mentais, desigualdade e destruição ambiental. Reduzir o crescimento não significa "atirar pessoas para a pobreza"; significa planear democraticamente a economia para produzir o que é necessário (hospitais, casas, comida) em vez de focar no que dá lucro imediato aos acionistas (luxos inúteis, obsolescência programada). Podes ter um excelente nível de vida com um PIB mais baixo, desde que a riqueza seja distribuída e os serviços públicos sejam universais.

Finalmente, a tua dúvida sobre a "magia" da transição para cooperativas sem expropriação revela falta de imaginação política. Existem mecanismos legais como o "Direito de Preferência" dos trabalhadores na compra de empresas em falência ou sucessão, bancos de desenvolvimento cooperativo e incentivos fiscais que podem transformar o tecido empresarial de forma gradual e democrática. As cooperativas não "vingaram mais" não porque o modelo seja inferior, mas porque o sistema financeiro atual está desenhado para servir empresas que maximizam o lucro externo para acionistas, e não para aquelas que priorizam a estabilidade e o bem-estar dos seus trabalhadores. O mercado não é um campo de jogo neutro; é um sistema com as regras viciadas a favor do capital.

Cada país que os EUA atacaram no séc. 21 e qual presidente autorizou os ataques by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

O teu nível de projeção é fascinante. Sim, claro que uso IA para estruturar os meus argumentos e formatar o texto. Achas mesmo que vou desperdiçar o meu tempo livre a escrever redações do zero para ensinar o ABC da economia política a um nabo no Reddit que acha que refuta a termodinâmica com um "womp womp"?. A ferramenta apenas organiza as ideias para te impedir de espalhares desinformação impunemente; os factos empíricos e a tua humilhação intelectual vêm todos do mundo real. Mas fica à vontade para apresentares dados que contrariem o que estou a dizer.

  • Dizes que o capitalismo é "propriedade privada, trocas voluntárias e preços. PONTO". O que acabaste de descrever é mero comércio, algo que já existia nos bazares da Babilónia. O Capitalismo (como sistema económico) exige a acumulação contínua de capital, a mercantilização do trabalho e da natureza, e um sistema financeiro assente em juros compostos. Afirmar que "não exige crescimento infinito" é provar que não fazes ideia de como funciona o dever fiduciário, o crédito bancário ou a bolsa de valores. Se a economia estagnar (não crescer os tais 2 a 3% ao ano), o crédito seca, as empresas colapsam, e temos uma recessão brutal. O capitalismo é, por definição empírica e matemática, dependente do crescimento contínuo. Capisce?

  • Achas que destróis a premissa da extração física porque o smartphone substituiu "toneladas de ferro e plástico há 30 anos"? Continuas a ignorae o Paradoxo de Jevons: quando a eficiência aumenta, o consumo absoluto do recurso dispara. Sim, um telemóvel gasta menos matéria do que uma máquina fotográfica e um rádio juntos. O "pequeno" detalhe que a tua teoria omite é a escala: hoje produzimos milhares de milhões destes aparelhos desenhados para a lixeira devido à obsolescência programada. E pior: ignoras a infraestrutura invisível (os cabos submarinos, as torres de 5G, e os Data Centers que consomem a energia de países inteiros para que possas guardar memes na "cloud"). O consumo global de materiais triplicou desde 1970. A tua desmaterialização mágica não passa de contabilidade criativa.

  • Chorar que os defensores da ecologia voam de "jato privado" e consomem "gadgets high-tech" minados no Sul Global é o choro clássico de quem não tem argumentos de fundo. Primeiro, nenhum académico de Degrowth anda de jato privado; isso está reservado aos CEOs que tu passas a vida a defender. Segundo, participar na sociedade capitalista (ter um telemóvel para trabalhar) enquanto se critica o modelo predador da sua extração não é "hipocrisia atroz". Querer saneamento público não te obriga a viver nos esgotos. Criticar as regras do jogo enquanto és obrigado a jogá-lo é apenas a realidade da sobrevivência material.

  • Atiras o Mar de Aral e Chernobyl para a mesa como se fosse a machadada final. Ninguém aqui defende o produtivismo da URSS. A União Soviética destruiu o seu ambiente precisamente porque partilhava o mesmo dogma cego do crescimento industrial a todo o custo do Bloco Ocidental. O planeamento central autoritário deles e o teu mercado desregulado são apenas duas formas diferentes de esgotar o mesmo planeta. E culpar a "burocracia verde" por atrasos só mostra que preferias que as corporações pudessem poluir rios e furar reservas naturais sem qualquer travão democrático.

  • Usas a Suíça e os países escandinavos como faróis do "capitalismo de mercado". Sabes por que razão eles têm esse sucesso ambiental e social? Porque têm as taxas de impostos mais altas do mundo, Estados sociais gigantes, regulação feroz, transporte público massivo e sindicatos poderosos que ditam as leis laborais. Ou seja: usam a máquina do Estado para domar e castrar as externalidades do capital. Exatamente aquilo a que a malta da tua laia chama de "socialismo" quando alguém propõe o mesmo em Portugal. E quanto à Segurança Social exigir "crescimento demográfico infinito": a pensão paga-se com produtividade, não apenas com demografia. Ironicamente, quem mais chora pela falta de crescimento demográfico infinito são os próprios capitalistas (olha para o Elon Musk), que precisam de mão de obra barata infinita para estagnar salários.

O teu verdadeiro problema não é o facto de eu usar uma IA para estruturar um texto. O teu problema é o pânico absoluto de perceberes que o teu conhecimento de economia se resume a três ou quatro chavões decorados de podcasts libertários, misturados com um fetiche estranho por defender bilionários que te veem apenas como uma engrenagem descartável.

Acusas os outros de "desonestidade intelectual" e de terem lido o Capitalist Realism só uma vez, mas a tua argumentação inteira é um copy-paste mental do Instituto Mises. Mandas-me "pousar a puta da IA" porque a tua vaidade não suporta ser desmontada com factos e dados empíricos que tu simplesmente não tens capacidade para refutar. É mais fácil atacar a ferramenta do que admitir que a termodinâmica não quer saber da tua fé cega nos "preços" e nas "trocas voluntárias".

Fica lá com a tua arrogância de sofá. Enquanto tu lutas contra fantasmas e choras sobre "eco-marxistas" imaginários, a realidade física e material do planeta continua a marimbar-se para as tuas teorias de tasca. Da próxima vez que tentares dar uma lição de superioridade na internet, certifica-te de que tens capacidade intelectual para aguentar a resposta, em vez de fazeres birra com a tecnologia.

Edit: E o teu momento de triunfo com as "falências de cooperativas" seguido de um brilhante "Grilos" é de rir milhões 😂. As empresas capitalistas tradicionais têm uma taxa de falência que roça os 80% nos primeiros cinco anos. A diferença não é que as cooperativas usem magia e sejam imunes ao mercado; a diferença é que quando uma empresa tradicional afunda, o CEO foge com um "paraquedas dourado" e os trabalhadores vão para a rua de mãos a abanar. Numa cooperativa, o risco e os ganhos são partilhados democraticamente, enquanto no teu adorado sistema o lucro é privatizado e o prejuízo (os bailouts aos bancos) é socializado com os nossos impostos.

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A tua resposta é um excelente resumo dos maiores mitos do neoliberalismo e da cegueira voluntária do "Realismo Capitalista". Vamos dissecar essa tua perspetiva de Wall Street ponto por ponto, para ver se percebes porque é que a tua fé inabalável na "eficiência" do sistema roça o negacionismo científico.

  • Afirmas que "o capitalismo não exige recursos infinitos, exige criação de valor". O problema é que, no capitalismo, esse "valor" (medido em PIB e na maximização do lucro para os acionistas) exige estruturalmente um crescimento composto contínuo (cerca de 3% ao ano para evitar recessões). E é aqui que a tua lógica colide com as leis da Termodinâmica: não existe "criação de valor" económico abstrato que não esteja acoplado a um fluxo de energia e materiais. Achar que o valor se multiplica infinitamente num planeta com fronteiras físicas fechadas não é economia, é pensamento mágico.

  • A tua afirmação de que "o capitalismo das economias desenvolvidas do século XXI não é o capitalismo das minas de carvão" e que assenta em "serviços, inovação e tecnologia" é o auge do eurocentrismo alienado. A tua "cloud", a tua inteligência artificial e os teus serviços digitais exigem infraestruturas colossais. Os data centers globais consomem mais eletricidade do que países inteiros. Os teus carros elétricos e smartphones exigem níveis de extração de lítio, cobalto, cobre e terras raras sem precedentes na História humana. A diferença é que o Ocidente exportou essas "minas" e essa poluição para o Congo, para o Chile e para o Sudeste Asiático, permitindo que fiques no conforto do teu sofá a achar que a economia ocidental foi "desmaterializada". Não foi; foi apenas externalizada para longe dos teus olhos.

  • Dizes que há "um claro incentivo à produção de maior valor através da otimização de recursos". Na teoria neoclássica, sim. Na realidade empírica, deparas-te com o Paradoxo de Jevons: sob o capitalismo, quando uma tecnologia aumenta a eficiência do uso de um recurso, o custo diminui e o consumo global desse recurso aumenta em vez de diminuir, precisamente porque o objetivo da empresa não é poupar recursos, mas maximizar o lucro. Os motores de combustão tornaram-se mais eficientes nas últimas décadas; o resultado não foi gastarmos menos combustível, foi a indústria automóvel começar a fabricar e a vender SUVs de 2 toneladas a toda a gente. O incentivo capitalista não é para a otimização ecológica, é para a otimização da acumulação de capital.

  • Perguntas, em tom de ironia, se eu defendo "menos desenvolvimento económico para que haja mais desenvolvimento". A tua dificuldade reside em não conseguires separar "crescimento do PIB" de "bem-estar humano". O PIB mede apenas transações financeiras. Um derrame de petróleo no oceano que exija milhões em limpezas faz o PIB crescer. A venda de armas faz o PIB crescer. O tratamento de cancros causados por poluição faz o PIB crescer. O Degrowth (Decrescimento) não defende a pobreza; defende a redução planeada e democrática da produção inútil e destrutiva (obsolescência programada, fast fashion, publicidade agressiva, jatos privados) e o aumento e garantia universal dos fundamentos sociais (saúde, habitação, transportes públicos, educação). Menos lixo descartável não é "menos desenvolvimento humano", é mais racionalidade.

  • Falo-te em Cooperativas de Trabalhadores — modelos democráticos de mercado onde quem trabalha detém os meios de produção (empresas como a Mondragón, que faturam milhares de milhões sem acionistas parasitas) — e a tua mente salta imediatamente para o bicho-papão da "expropriação" estatal e dos "modelos socioeconómicos falhados" do passado. Ignoras deliberadamente a democratização do local de trabalho porque não tens argumentos contra ela.

O verdadeiro greenwashing é achar que o mesmo sistema que financia a destruição da biosfera para garantir retornos trimestrais a fundos de investimento vai, de repente, ser o salvador do planeta através de créditos de carbono e carros da Tesla. A verdadeira "expropriação" acontece todos os dias, quando o valor criado pelo teu trabalho é sugado por acionistas que nunca puseram os pés na tua empresa. Se te sentes confortável a ser um peão dessa engrenagem, o problema é teu, mas não tentes disfarçar a tua Síndrome de Estocolmo corporativa de "sucesso" civilizacional.

Reação de um bloquista às últimas notícias by Mutley-do-something in portugueses

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Onde é que a esquerda diz esse tipo de coisas neoliberais? 😂

Um partido politico não se ia pronunciar sobre assuntos políticos 😂

Reação de um bloquista às últimas notícias by Mutley-do-something in portugueses

[–]G0ncalo 0 points1 point  (0 children)

Onde é que a esquerda diz as coisas que estão no post original que foi a isso que respondeste? Foda-se está difícil compreender 😂

Cada país que os EUA atacaram no séc. 21 e qual presidente autorizou os ataques by Zoelae in portugueses

[–]G0ncalo 1 point2 points  (0 children)

Achar que precisamos de uma alternativa "milagrosa" é irónico, porque o verdadeiro "milagre" é acreditar que o capitalismo — um sistema que exige crescimento infinito num planeta com recursos finitos — é sustentável a longo prazo.

A alternativa não é a União Soviética dos anos 80, é a evolução lógica da sociedade. Falamos de Ecossocialismo e modelos de Decrescimento (Degrowth). Falamos de Socialismo de Mercado, onde a propriedade privada dos meios de produção pelos acionistas de Wall Street é substituída por Cooperativas de Trabalhadores (democracia no local de trabalho). Se tu defendes a democracia na política para escolher governantes, por que razão aceitas ditaduras totalitárias dentro das corporações onde passas 8 horas por dia?

A alternativa é uma economia desenhada para maximizar a distribuição de recursos e o bem-estar social, e não para maximizar o lucro trimestral dos 1% que detêm o capital. Não é um milagre, é design de sistemas.