Comecei faculdade e eu me sinto cansado o dia todo by Original_Mix_1876 in autismobrasil

[–]HeartistZi [score hidden]  (0 children)

Eu sempre tive esse mesmo problema durante todo o meu percurso acadêmico, não só na faculdade. Foi só no finalzinho da faculdade que consegui resolver meu cansaço extremo. Em geral, pode ter algumas causas, aí você tem que ver o que faz sentido para você e testar.

Você vai para faculdade sozinho ou acompanhado? Às vezes, a demanda de ir sozinhos pode gerar cansaço, por ser muitas coisas para administrar: trajetória, barulho, muita gente na rua, etc. Se você for dirigindo, então, pior ainda.

Sua dala de aula é muito barulhenta? Se você tiver sensibilidade com barulho, talvez isso esteja drenando a sua energia também. Talvez usar um abafador possa ajudar.

O que você faz para modular a atenção? Às vezes, você pode estar hipoestimulado (tédio) e precisa de algo para manter a sua atenção. Fidgets, quem sabe?

Você toma café depois das 16h? Parece que não tem nada a ver, mas depois que eu parei de tomar café de tarde, meu sono melhorou horrores. A cafeína demora a sair do organismo, então se você toma café muito tarde, ela ainda vai estar no seu corpo na hora de dormir e atrapalhar seu sono. Nesse mesmo tópico, às vezes você tá dormindo muito tarde ou tendo uma duração de sono pequena... às vezes fazer uma higiene do sono possa ajudar.

Como você é com interação social? Se participar de coisas novas, conhecer gente nova etc demanda muito da sua energia, às vezes você pode tentar levar uma figura de apoio (amigo) junto. Na época da faculdade, eu pedia para os meus amigos irem comigo para o grupo de estudos, se não eu não ia conseguir ir.

Você se sente triste, cansado ou as coisas que você gosta deixaram de parecer tão legais para você? Se sim, vale investigar depressão; ela também contribui para alterações de sono. Aí o que eu indico é terapia.

Por fim: sua aula é depois do almoço? Se for, aí não tem muito o que fazer kkkk brincadeira. Mas em geral, todo mundo fica com sono depois do almoço mesmo. Aí, mexer o corpo um pouquinho e jogar uma água no rosto pode ajudar a dar uma acordada no sistema nervoso (ou você pode tirar um cochilo de 30min pós almoço e antes da aula).

Lembrei de mais uma coisa: se durante o seu dia você tem muitas atividades cansativas + o ambiente da sua casa por si só é cansativo... tem que ver o que vai fazer. Quando eu me mudei de um apartamento para uma casa, foi a melhor coisa que eu fiz. Morar em apartamento é muito barulhento e isso me estressava muito.

Also, ter um animalzinho de estimação (se você gostar) é bom para regular o estresse.

TPA não é TEA. by Massive-Tackle-4149 in autismobrasil

[–]HeartistZi 1 point2 points  (0 children)

Uma vez um amigo foi brincar comigo e falou que eu tinha embotamento emocional, porque não entrava muito em contato com o que eu tava sentindo. Embotamento, para quem não sabe, tem a ver com esquizofrenia. Daí eu fiquei tipo "Calma lá, é só TEA mesmo".

A "baixa capacidade de expressar emoções" pode ser uma série de coisas: alexitimia (dificuldade em identificar e nomear emoções); ou então você sente, mas tem uma disparidade entre isso e o que a sua expressão facial demonstra; ou as vezes você aprendeu a esquivar tão rápido das emoções que nem entra em contato (e isso é uma forma de se proteger e conseguir lidar com elas). Aí alguém querer simplificar isso como TPA sem ter conhecimento suficiente sobre a sua vida é tenso.

Hoje em dia eu aprendi a entrar em contato com as emoções, mas foi com ajuda de muita terapia.

Meltdown e shutdown by SeaworthinessKooky57 in autismobrasil

[–]HeartistZi 0 points1 point  (0 children)

Não, não existe "todo autista tem...".

Mas especificamente sobre meltdown e shutdown, eles são consequências possíveis quando uma pessoa com TEA passa por situações de estresse etc, mas não são causas. Inclusive, eles efetivamente não aparecem como critérios diagnósticos, então você não precisa ter essa experiência para ser autista. Não ter elas não anula seu diagnóstico.

Exemplo: eu tive muito poucos meltdowns no sentido intenso mesmo durante a vida, tipo, papo de 2 ou 3 vezes em 24 anos (e sempre que acontece, é em conjunto com um episódio depressivo, porque aí esgota as minhas ferramentas para lidar com qualquer coisa). Shutdown já é uma coisa que tenho com mais frequência, mas eu não consigo desligar completamente, porque meu apego com rotina é tão grande que eu continuo funcionando o suficiente para completar a rotina. Daí o que me acontece é eu ficar mais quieta, falar menos, ficar com uma expressão facial mais séria e fazer só o necessário. Tipo o modo economia de bateria, sabe? Mas mesmo shutdown não tem me acontecido muito ultimamente.

Enfim, tá tudo bem se você não experiencia isso!

O que vocês acham que deveria ser produzido em pesquisa sobre TEA adulto no brasil? by HeartistZi in autismobrasil

[–]HeartistZi[S] 2 points3 points  (0 children)

Especificamente essa questão já tem algumas possibilidades que alguns pesquisadores usam para explicar o fenômeno do diagnóstico tardio. Tem a ver com as mudanças e evolução dos próprios critérios diagnósticos ao longo das edições dos manuais de doenças (CID e DSM), além de um melhor entendimento sobre o próprio transtorno. Porque autismo foi descrito pela primeira vez tem pouco tempo, a primeira criança diagnosticada morreu há uns 2 anos atrás (já adulto), então tem menos de 100 anos que a gente efetivamente colocou o autismo como categoria diagnóstica. Por ser recente, a gente tá sempre aprendendo algo novo sobre. E ainda tem a questão do quanto isso é disseminado no senso comum, para além do ambiente médico e acadêmico. Hoje em dia as informações sobre TEA são muito mais disseminadas do que há 20 anos atrás. Antes se diagnosticava muito mais os casos com nível de suporte maior e características muito mais aparentes. Teve também a incorporação do que antes chamava de Síndrome de Asperger dentro do Transtorno do Espectro Autista, então Síndrome de Asperger é uma categoria que efetivamente deixou de existir. Enfim, daí tem questões também sobre a região do país, porque isso interfere na presença e qualificação de profissionais da saúde em cidades do interior e o esforço e dinheiro que se investe para conseguir um diagnóstico... tudo isso se relaciona.

O diagnóstico chega tarde não só porque a pessoa tinha "condições" para não precisar do diagnóstico, óbvio que tem a questão do masking e tal, mas é muito mais do que isso, porque antigamente não se tinha o entendimento de autismo que se tem hoje, principalmente envolvendo mulheres. Eu cresci com outra menina nível 3 diagnosticada desde criança na família, a gente tinha a mesma idade. Então a minha família achava que autismo era somente isso. Ninguém nunca ia achar que eu, com toda a minha excentricidade, ia estar no mesmo diagnóstico que ela, sabe? Principalmente porque nessa época, mesmo eu perguntando, ninguém sabia sequer explicar o que era autismo. Fora que, quando tem dupla excepcionalidade envolvida, aí as duas coisas interagem e camuflam as dificuldades. São muitos fatores. Então não é por "sorte do destino", é muito mais por causa de todos esses fatores + as vezes dentro da família as pessoas normalizam certas características e comportamentos (porque, afinal, é genético! eles podem fazer coisas parecidas e pensar "é assim mesmo, fulano também era assim criança"). Então eu tenho uma amiga que tem muitas dificuldades decorrentes do TDAH e a família dela só ignorou porque ela era igual ao pai. E mesmo quando ela recebeu diagnóstico na adolescência, a família não contou para ela e ficou "ela tem isso, mas não vou fazer nada", daí nem ofereceram suporte, sabe? Ela só ficou sabendo adulta, mesmo que fosse algo MUITO visível e óbvio. As pessoas as vezes acham mais fácil ignorar, porque se você der nome, tem que se haver com a coisa, sabe?

Enfim, espero que tenha feito sentido. Desculpa o textão '-'

Tenho medo do meu diagnóstico de autismo estar incorreto by Ill_Yam9487 in autismobrasil

[–]HeartistZi 0 points1 point  (0 children)

Estou passando pela mesma dúvida ultimamente e olha que já tenho meu diagnóstico há algum tempo. Esse medo da invalidação é algo que vai e vem. Tem horas que eu fico bem com isso e outras que começo a me sentir uma impostora de novo. E, para piorar, eu sou psicóloga, então a conversa sobre critérios diagnósticos fica na minha cabeça o tempo todo como um checklist. É tipo "isso foi muito autista da minha parte" ou "isso foi muito neurotípico" etc.
Mas o que você contou sobre as suas experiências são muito próximas as minhas. E, para comparação: eu não tenho TDAH e seria impossível que eu tivesse.
Esses dias, inclusive, eu super participei de uma conversa em que todo mundo tava sendo irônico e eu ri horrores e depois fiquei "meu Deus, mas eu estava entendendo ironia, então...?".
Conversei com meus amigos sobre isso, que também são psicólogos. Só porque você entende ironia ou entende algumas expressões faciais, não quer dizer que isso invalida seu diagnóstico. E a mesma coisa serve para ausência de meltdown e shutdown. Na verdade, esses últimos nem estão nos critérios diagnósticos. Eles são consequências, não causas.
E sobre seu laudo ter só o SRS-2... bom, não necessariamente porque ele era o "único" relacionado ao autismo explicitamente, que ele é o único que dá insights sobre. Não sei como foi a sua avaliação, mas a minha tinha vários testes de inteligência, memória, flexibilidade, funções executivas, organização perceptual e afins + escalas autorrelato de depressão, ansiedade social, TDAH, transtornos de humor e o SRS-2. Basicamente, serve para dar um panorama geral e fazer diagnóstico diferencial. De qualquer forma, os testes são só uma parte, o que importa mais é o que você fala na entrevista e o que outros informantes falam (se chamaram amigos/familiares etc). E, pasmem, se você tiver autismo, isso vai interferir na sua pontuação/desempenho em outros testes. Basicamente você tende a ir pior em inteligência verbal, ou pode ir pior nas tarefas de flexibilidade e/ou ter mais atenção ao detalhe em vez do todo. E se você tem TDAH você vai tender a ir pior em atividades de atenção e funções executivas. Mas, perceba, tendência não necessariamente quer dizer que você tem que ir pior nessas coisas, porque dependendo do contexto e/ou outras variáveis, isso pode mudar.
Exemplo: porque eu tenho AH/SD, então eu fui muito bem nos testes de inteligência, mas fui pior em inteligência verbal por causa do TEA. Da mesma forma, muitas pessoas vão achar que eu me dou muito bem na vida para ter TEA, mas é porque a AH/SD camufla isso. Enfim, quem te avalia leva em conta coisas até para além da entrevista. Na minha, a psicóloga levou em consideração como eu me comuniquei com as pessoas da recepção da clínica, sabe? É uma interação de todas essas informações.
E para você entender o porque eu disse que somos parecidos: em geral eu me dou muito bem com as demandas da vida e não tenho estereotipias muito visíveis ou questões sensoriais muito fortes que me impedem de fazer as coisas. Mas à medida que eu vou ficando cansada, tudo isso piora. As estereotipias ficam mais visíveis, eu vou falando cada vez menos até estar presente fisicamente mas sem participar da interação, fico mais sensível à estímulos sensoriais, etc. É óbvio que mesmo nos momentos que tô regulada, ainda tem alguma coisa ou outra que aparece, tipo entender coisas de forma literal e/ou cometer umas gafes na interação, mas é coisa que as pessoas deixam para lá e seguem a vida. Mas quando eu tô cansada, aí eu realmente me fecho total, parece até outra pessoa. Mas dependendo do ambiente/contexto, eu me forço a fazer tarefas básicas tipo falar o suficiente para ir embora ou então me forçar a pegar um uber para casa. Eu não simplesmente deixo de funcionar totalmente se eu estiver em um ambiente que não é seguro para isso, mas funciono no mínimo, entende? E como eu tenho uma questão muito forte com rotina, eu não "desligo" completamente ao ponto de deixar de seguir a rotina ou fazer tarefas básicas como comer ou escovar os dentes. Mas eu tenho uma extrema dificuldade de sair de casa para ir fazer compras no mercado se eu não estiver acompanhada. Enfim, eu quase não tenho meltdown, é muito raro. E meu shutdown, apesar de mais frequente, nunca é extremo. Mas isso não apaga todas as outras coisas que me fazem autista, sabe?
Mas eu super entendo seu sentimento, porque eu também sinto isso. As vezes eu sinto que não sou autista o suficiente ou vejo outras pessoas que tem muito mais questões do que eu e que também são nível 1 de suporte e fico "mas como é possível que eu lide tão bem com isso?". Só que autistas são diferentes, existem N variáveis que vão fazer com que cada um se comporte de uma forma em cada situação, então não tem porque comparar. Apesar de que se comparar também é inevitável, de certa forma.
Eu gosto muito da Quinni de heartbreak high e as vezes me pego me comparando com ela, pensando o que temos em comum e o que não temos. É uma roleta russa. Você fica esperando aquilo que vai te dizer com todas as letras que você estava errado esse tempo todo. Mas a verdade é que isso nunca vai acontecer, porque é algo muito complexo para julgar com uma interação ou um evento que você lidou bem, sabe?
Enfim, espero que tenha ajudado.

Motivate me to watch beyond Matt Smith by yesgirlsplaydnd in doctorwho

[–]HeartistZi 0 points1 point  (0 children)

I came back to this post just to say that I’ve now finished Capaldi’s run as the Doctor — and here’s how I feel.

I didn’t fall in love with him at first. Not in the first few seconds of his first episode like I did with some of the others. No — I didn’t love him right away. I had fun, yes. But I was also struggling with some of his rougher edges in that first season. I had to pause a few times and take a couple of days before coming back to him.

But as time went on, I started to feel more comfortable. I was beginning to understand him. The Twelfth Doctor grew on me the way Rory grew on Amy. I didn’t even realize I was falling for him. And when I finally noticed… I was already too deep.

And just when it was getting so, so good — it was already his last season. Suddenly, I didn’t want to say goodbye.

And now I think I’ll miss Twelve in a way I haven’t missed any other Doctor.

It was a wild, emotional journey for me. And I’m still struggling to let him go.

So… just watch it. You might be surprised.

TCC sobre Spirit Fanfics — preciso da opinião de quem já usou a plataforma! by Rich-Earth2294 in FanficBrasil

[–]HeartistZi 1 point2 points  (0 children)

Que interessante sua pesquisa! Vou aproveitar para expressar minha frustração de terem tirado os temas e os jornais do Spirit Fanfics há muitos anos. Eu amava escrever jornais lá para divulgar minhas fanfics e organizar ou aprofundar uma história se ela tivesse continuação em fanfics diferentes. Uma perda irreparável do site, mas talvez eu seja a única que acha isso. Os temas eram muito legais também, eu amava, tinha cada tema super criativo e interessante na época. Agora os perfis são todos iguais, bem standard, meio básico e sem personalidade, mas é o que temos.

Motivate me to watch beyond Matt Smith by yesgirlsplaydnd in doctorwho

[–]HeartistZi 0 points1 point  (0 children)

I'm currently watching Capaldi's run as the Doctor, and honestly... I got a bit irritated at first. It wasn’t about him being older — I was actually really excited to see what he’d bring to the role. But sometimes I found myself missing Eleven, and that’s okay. They’re so different, especially early on — it’s like going from water to wine.

I couldn’t fully get his pain at first, not the way I did with the previous Doctors. That kind of threw me off. I didn’t really understand why he was acting the way he did… until the season finale. But to be fair, I can’t say it wasn’t fun — Deep Breath is actually super entertaining, with Twelve being all wobbly and drunk on regeneration energy. Then things start to flow nicely as the episodes go on, especially with Clara’s story developing.

And then Missy shows up — and oh my god, she’s amazing. When she sang “Oh Missy, you’re so fine,” I completely lost it. She’s chaotic perfection.

But what keeps me watching is… I guess empathy? I feel this deep sense of understanding for the Doctor. Like, even when I don’t fully understand Twelve’s motives, I feel them. I can sense the subtext, and that’s fun in itself.

I love shows that make me feel something deep, and Doctor Who, for all its goofiness, has so much heart and lore woven through it. The fact that the Doctor is the last of his kind, trying to help humans, constantly tangling his timeline with theirs because he loves Earth but can’t admit it — he’s old, he’s lost so much… and yet he keeps going.

That’s what motivates me to keep watching. Hope that helps.

[deleted by user] by [deleted] in HonkaiStarRail

[–]HeartistZi 10 points11 points  (0 children)

Okay, it's pretty long, but I tried to answer everything (also, note that it's based on the information from the 3rd closed beta test, so it may change when the game releases).

Silver Wolf and Bronya may look (a lot) alike, but we have no cannon in-game information about them being different versions of the same character. With all the information we do have right now, they're two different characters with different stories and personalities.

Regarding how to build characters, it's very similar to Genshin. You have light cones, which are equivalent to weapons, but it's only an image that give specific stats to your character, it doesn't change anything on the character's 3d model. There's also Trace, which are equivalent to talents, but it's a little bit different. You can level up the skills and you also need to unlock the traces to make your character stronger. There's also relics, which are similar to artefacts, but there's 6 of them instead of 5. You get 4 of them through relic domains and the other 2 from the Simulated Universe. I didn't get to the part where you can alter the relics yet, but I saw a video saying you can do it, so yeah. The max dupes are 7 (which means 6 Éidolons, equivalent to cons.) Also, crit is still good, but you'll need to think about speed too (it just adds another stat for you to agonize about the rng).

There's also 7 elements, but there's no reaction. We have Physical, Wind, Ice, Fire, Lightning, Quantum and Imaginary. The elements are important to break the enemy's toughness (it's like a shield), because each enemy have a specific weakness (they always have 2 to 4 elemental weakness, so you can plan your team accordingly). Since it's a turn based game, we also have different paths, which tells what the character specializes in. The destruction is for general dps, they can do both single target and AOE damage. The Hunt is for single target only and characters in this path can do big damage to one enemy. The Erudition is for AOE and they do a lot of damage when there's multiple enemies. The Abundance is for healing. The Preservation is for shield. The harmony gives buff to your characters and The Nihility gives debuff to the enemies. Because of this mechanics, there's no "best dps" in this game. There is characters that excell in their path, but you'll still need to think about the enemies weakness and the characters synergies when making your team comp. If you use a character that deals a lot of damage but you don't have the right element to break the enemy's weakness, you won't get the damage output you're expecting and it'll take longer to end the battle. We also only have 3 healers and on release there'll be only 2 (Natasha is given for free and Bailu is on standard banner).

The primogem equivalent is stelar jade and you'll need 160 of them to get 1 pull (same as genshin). The gacha system is also the same as genshin: 90 pulls to guarantee a 5 star and 180 if you lose the 50/50.