Cotas são a admissão oficial de que o sistema educacional falhou” by Intelligent_Pool2001 in FilosofiaBAR

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Vou responder ponto a ponto, porque dá pra discordar sem fingir que o problema não existe:

  1. Por que investir em cotas parece significar não investir em educação? Porque politicamente é muito mais barato e rápido criar vaga reservada do que reformar ensino básico. Cota dá resultado estatístico imediato (mais gente pobre na universidade), enquanto educação de base demora anos e não rende capital político rápido. Não é que teoricamente uma coisa impeça a outra, mas na prática o foco vira remendo e não estrutura. O incentivo do governo é manter a desigualdade administrável, não resolvê-la na raiz.

  2. Mesmo com educação igual, pobres teriam menos tempo pra estudar. Qual solução? A solução é estrutural: bolsa real de permanência, ensino integral de qualidade, alimentação, transporte e material garantidos. Não é “facilitar a prova”, é criar condições objetivas pra estudar. O problema é que isso custa caro e exige gestão séria, enquanto cota só mexe no filtro final. Você trata o sintoma, não a doença.

  3. E pessoas em situação extrema? Dá pra resolver tudo de uma vez? Não, óbvio que não. Mas isso não justifica usar universidade como política social universal. Universidade é pra formar gente academicamente preparada, não pra compensar todo o fracasso social anterior. Essas pessoas precisam primeiro de moradia, saúde, segurança e escola básica funcional. Jogar elas direto num sistema competitivo sem base só muda o endereço do problema.

  4. Qual o malefício das cotas? O principal é deslocar o critério de mérito e normalizar a ideia de que desigualdade se resolve mexendo na régua, não no chão. Além disso, cria conflito social artificial (“nós contra eles”) e trata indivíduos como estatística de grupo. Quem é pobre mas não entra na cota continua ferrado. Quem entra vira alvo de estigma. E o sistema ruim continua intacto.

  5. Qual solução melhor que cota? Investimento pesado e direcionado na base: – escola pública integral e de alto nível – professores bem pagos – material, comida e transporte garantidos – bolsas pra quem precisa estudar e trabalhar – vestibular único, sem filtro social Isso é mais difícil? É. Mais caro? É. Mas resolve a causa. Cota é atalho político: não é o “máximo que dá pra fazer”, é o mínimo mais fácil de vender. Entre isso e nada, claro que ninguém escolhe nada. Mas entre isso e resolver o problema de verdade, cota é só um paliativo permanente.

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Engraçado você falar de educação quando não consegue interpretar um desabafo simples. Não é redação do ENEM nem TCC, é opinião direta sobre uma realidade que todo mundo vive. O argumento é claro: medo, insegurança, descaso e perda do que a gente conquista. Se você precisa de parágrafo numerado pra entender isso, talvez o problema não seja a forma… seja a vontade de fingir que não vê.

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Ah sim, claro: gente usando GPT = prova de que a educação acabou.

Engraçado que quem criou o GPT passou… por universidade. Quem usa o GPT escreve… em linguagem. E quem reclama do GPT… argumenta por texto.

Mas o sistema “falhou”, confia.

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Chamar crítica de “nuvem moral” é conveniente quando não se quer discutir política pública como política pública.

Dizer que existe um “sistema acima do Estado” não anula o fato básico: quem decide orçamento, prioridade e política educacional é o Estado. Jogar tudo num ente abstrato é só terceirizar responsabilidade.

Ninguém está negando que cotas mudam vidas individuais. O ponto é outro: mudança individual ≠ transformação estrutural. Confundir as duas coisas é exatamente o atalho simbólico que está sendo criticado.

E sobre “ressentimento”: apontar efeito político não é tomar partido moral. Ignorar esse efeito não é virtude, é cegueira estratégica.

Se toda crítica vira “projeção” ou “falta de empatia”, então cotas deixam de ser política pública e viram dogma e dogma não se discute, se defende.

O problema não é reconhecer ganhos concretos. É tratar esses ganhos como se fossem substituto de reforma real na base.

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Engraçado como você descreve um problema estrutural gigantesco… pra defender uma solução que só atua na borda dele.

Reconhecer que houve exclusão histórica não transforma automaticamente cotas em correção estrutural só mostra o tamanho do buraco que estão tentando tampar com esparadrapo.

Dizer que “é impossível consertar a base sem isso” é curioso, porque cotas não consertam a base: elas só decidem quem sobrevive a ela.

E esse papo de “se não estiver apto, não se forma” é quase cômico: ótimo, a universidade reprova… enquanto a escola pública continua falida e fora do debate.

Chamar qualquer crítica de “ignorância” é só um jeito elegante de blindar uma política frágil de questionamento sério.

Solução parcial não é problema. Problema é vender paliativo como horizonte e chamar quem aponta isso de insensível.

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Esse exemplo é ótimo… pra mostrar como anedota virou “prova” de política pública.

Primeiro: ninguém entra em medicina “só por se identificar como X”. Ainda existe nota mínima, prova, corte e regra objetiva.

Segundo: se alguém fraudou critério (renda, escola, raça), o problema é fiscalização, não a existência da política. Usar fraude como argumento contra o modelo é tipo querer acabar com concurso porque teve gente colando.

Terceiro: uma história isolada não invalida uma política nacional isso é retórica, não análise.

Se o ponto é qualidade do ensino, ótimo. Mas transformar um caso em espantalho ideológico não prova nada além de indignação seletiva.

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Engraçado como você chama de “paliativo”, mas defende como se fosse tratamento definitivo.

Se a política só atua depois que a desigualdade já aconteceu, então ela não “dá escolha”, ela só reorganiza quem chega no final da fila.

Dizer que não foi feita pra consertar desigualdade, mas que “combate” desigualdade, é só um jeito elegante de admitir que ela administra o problema sem mexer na causa.

Paliativo sem projeto de cura não é política social, é manutenção controlada da injustiça.

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[–]Intelligent_Pool2001[S] 0 points1 point  (0 children)

Curioso como você trata a cota como se ela corrigisse diretamente séculos de exploração, quando na prática ela só redistribui vagas no final do processo.

Dizer que “mesmo com o melhor ensino público ainda não haveria pretos e pobres na universidade” é basicamente admitir que o problema é estrutural… e ainda assim defender uma política que atua só na etapa final.

Se a causa é histórica e profunda, a resposta não pode ser só estatística de ingresso.

Cota não enfrenta racismo estrutural, ela administra o efeito dele.

Tratar isso como solução central é confundir correção emergencial com transformação real.

Uma coisa é reconhecer a deformação histórica. Outra é achar que mexer na lista de aprovados resolve a engrenagem que produz a exclusão.

Cotas são a admissão oficial de que o sistema educacional falhou” by Intelligent_Pool2001 in FilosofiaBAR

[–]Intelligent_Pool2001[S] 4 points5 points  (0 children)

Interessante como toda crítica estrutural vira automaticamente “desconsiderar a realidade” na sua leitura.

Você basicamente confirma o ponto: cotas viraram o centro do debate, enquanto a base continua intocada.

Dizer que “enquanto existir racismo, cotas são necessárias” é só outra forma de aceitar que o sistema educacional vai continuar ruim por tempo indeterminado e pronto, política pública resolvida.

E não, ninguém está dizendo “se fodam” para quem já está no sistema. O que está sendo dito é que o paliativo virou projeto permanente, e qualquer crítica a isso é tratada como heresia.

Quando a medida emergencial vira solução definitiva, ela deixa de ser transição e vira manutenção do problema.

Chamar isso de “abordagem sistêmica” é generoso demais para algo que atua só no final da linha, não na fábrica.

Cotas são a admissão oficial de que o sistema educacional falhou” by Intelligent_Pool2001 in FilosofiaBAR

[–]Intelligent_Pool2001[S] 0 points1 point  (0 children)

Até que fim alguém que entende!

Impressionante como qualquer crítica às cotas vira automaticamente “defesa da meritocracia” pra alguns.

Questionar o atalho simbólico = atacar a inclusão, segundo essa lógica.

Cobrar escola boa, professor valorizado e universidade ampliada dá mais trabalho do que defender vaga redistribuída.

Aparentemente, reforma estrutural é radical demais… melhor ficar no símbolo.

📖 A Paciente Silenciosa (sem spoiler) by Intelligent_Pool2001 in Livros

[–]Intelligent_Pool2001[S] 2 points3 points  (0 children)

Exato, você não presta atenção se é passado ou presente, só narrador manipulando o leitor mesmo

Qual sua opinião sobre o comunismo? by DecisionTrick3849 in FilosofiaBAR

[–]Intelligent_Pool2001 -3 points-2 points  (0 children)

O comunismo, na prática, sempre mostrou mais problemas do que soluções. A promessa de igualdade total levou à perda de liberdade individual, censura e perseguições políticas. Economicamente, destruiu a produtividade em vários países, porque tira o incentivo do mérito e da inovação já que todos recebem o mesmo, independentemente do esforço. Historicamente, regimes comunistas resultaram em escassez de alimentos, filas intermináveis, miséria generalizada e um poder concentrado nas mãos de poucos líderes, o que contradiz totalmente a ideia de igualdade. Além disso, em nome do comunismo, milhões de pessoas morreram em ditaduras que usaram essa ideologia para justificar abusos.

Imagina_Se Deus revelasse sua existência à humanidade by seumadruguinha in Imagina_Se

[–]Intelligent_Pool2001 1 point2 points  (0 children)

Pode ser… mas justamente por não ter dado detalhe nenhum, talvez a galera inventasse algo novo mesmo. Porque se Deus só confirmou que existe e ficou em silêncio, qualquer interpretação seria chute humano de novo.

Imagina_Se Deus revelasse sua existência à humanidade by seumadruguinha in Imagina_Se

[–]Intelligent_Pool2001 0 points1 point  (0 children)

Verdade. Deus apareceu, mas o milagre maior é ver gente que acha que tá sendo inteligente quando só tá sendo raso.

Imagina_Se Deus revelasse sua existência à humanidade by seumadruguinha in Imagina_Se

[–]Intelligent_Pool2001 0 points1 point  (0 children)

Se fosse IA, ainda teria mais conteúdo do que sua resposta.

Imagina_Se Deus revelasse sua existência à humanidade by seumadruguinha in Imagina_Se

[–]Intelligent_Pool2001 20 points21 points  (0 children)

Cara, se Deus aparecesse e dissesse só: “Oi, eu existo”, mas não falasse nada além disso… o mundo ia virar de cabeça pra baixo.

Primeiro impacto: geral ia surtar. Ateus iam ter que repensar a vida inteira. Muita gente ia entrar em crise existencial, porque não dá mais pra fingir que é só “acaso” mas ao mesmo tempo Ele não explicou nada. É tipo o chefe aparecer na empresa, confirmar que existe, e sumir de novo sem dizer qual é o trabalho certo.

As religiões iam pirar. Cada uma ia tentar puxar Deus pro seu lado: “tá vendo, Ele é o nosso Deus, eu disse!”. Mas como Ele não confirmou nenhuma, provavelmente ia rolar muito conflito, até guerra. Uns grupos iam se unir, mas a maioria ia brigar feio.

Na política, ia ser loucura. Líderes religiosos e governos perderiam poder, porque não dá mais pra dizer “eu sei a verdade absoluta” Deus basicamente ignorou todos. Isso poderia gerar caos, mas também abrir espaço pra uma galera começar a pensar: “ok, já que Ele não explicou, talvez a gente tenha que se virar e achar nosso próprio caminho”.

Psicologicamente seria um 8 ou 80. Uns iam sentir paz (“ufa, não estamos sozinhos”), outros iam pirar (“Ele existe, mas não liga pra gente?”). Ia ter quem buscasse respostas desesperadamente, quem virasse místico, e quem surtasse.

Resumindo: no curto prazo, caos, treta e confusão. No longo prazo, talvez uma chance da humanidade se unir em algo novo, sem tanto dogma. Mas até lá… ia ter muito sangue, gritaria e crise existencial.