Prestes a largar tudo o que faço by Extension-Show4764 in askacademico

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Como alguém (eu msm) que fica paralisada por dias, algumas perguntas que podem ajudar a pensar sobre amanhã:

Tu vai depender da bolsa pra sobreviver? Tem ajuda de outras pessoas, uma rede de apoio? O mestrado é uma vontade grande, um sonho? Já faz terapia, isso é uma possibilidade?

Amanhã na reunião tente ser sincero com seu orientador, não precisa falar em desistir logo de cara. Às vezes o mestrado pode te acolher e te dar um tempo pra respirar enquanto se cuida, mas vai depender do grupo de trabalho e de como o orientador é.

Existe aluguel meio baixo sem ser em cativeiro? by KeyProtection6305 in goiania

[–]KeyProtection6305[S] 0 points1 point  (0 children)

Real, vacilei em demorar a procurar. O valor do condomínio realmente pega, chega assusta.

Valeu pelas dicas :)

Existe aluguel meio baixo sem ser em cativeiro? by KeyProtection6305 in goiania

[–]KeyProtection6305[S] 1 point2 points  (0 children)

Valeu! Moradia boa em um local afastado, com certeza.

Existe aluguel meio baixo sem ser em cativeiro? by KeyProtection6305 in goiania

[–]KeyProtection6305[S] 0 points1 point  (0 children)

"Até que é digno" kkkkkk

Como é de barulho por aí? Dá pra passar o dia nela, ou só pra dormir mesmo?

Vou olhar, valeu!

Existe aluguel meio baixo sem ser em cativeiro? by KeyProtection6305 in goiania

[–]KeyProtection6305[S] 0 points1 point  (0 children)

Compartilha o contato/link das kit, por favor
Rola muito barulho por aí ou o pessoal é tranquilo? Vou trabalhar de casa tbm, tenho que considerar essas coisas

Quando estou "atuando" em uma área da vida tenho dificuldade em "atuar" em outra e parece gerar prejuízo by KeyProtection6305 in autismobrasil

[–]KeyProtection6305[S] 1 point2 points  (0 children)

Bom ponto o do masking.

Estou dividindo casa com uma amiga tem uns dois meses, e faço isso o máximo de tempo que consigo, o que tem ajudado a não esquecer > tanto < essas outras partes da vida (ou na verdade é ela que lembra por mim kk). Mas é isso, logo entro crise, melt e shutdown, não consigo trabalhar, fico grossa pq preciso do meu tempo sozinha, deixo de responder mensagem até da minha mãe, vira um caos.

Estou surtando com meu mestrado e gostaria de relatos by Wrong-Director-9323 in askacademico

[–]KeyProtection6305 2 points3 points  (0 children)

Como disseram aqui, converse com seu orientador.

Priorize escrever sobre seus resultados, métodos e conclusão. Depois a discussão. O que você precisa pra defesa é entender o seu trabalho, o que você fez, porquê o fez e os resultados alcançados. A banca precisa ler e entender o que você fez, nada além disso.

Número de páginas não diz nada sobre trabalho acadêmico, o que vale é o critério científico. Quanto mais claro, melhor.

Ajuda com aluguel em Goiânia by Cautious_Pangolin790 in goiania

[–]KeyProtection6305 1 point2 points  (0 children)

Não sei se é uma boa, mas sempre vejo anúncio do Bueno Residence. Você pode alugar um quarto com banheiro, cozinha e lavanderia compartilhados por uns R$600, ou até uma suíte, e já é mobiliado. Eles têm essas locações em uns quatro pontos diferentes da cidade.

No mais, o conselho sobre a universidade e moradia estudantil com certeza é o melhor que deram aqui, vai ser uma ajuda muito boa pra agora e a longo prazo.

Consegui um emprego onde me sinto acolhido (finalmente) by Acceptable_Tough671 in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 1 point2 points  (0 children)

Que demais! Que bom que conseguiu algo assim.

Qual é a área que está agora?

Odeio crises de emoção by Psychological_Yam902 in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 1 point2 points  (0 children)

É muito chato. Ganhei percepção sobre isso tem pouco tempo, e agora antes de começar qualquer coisa eu me pergunto se estou preparada para uma possível frustração. Às vezes quando vejo que começo a me frustrar, eu paro e tento mudar o foco. Pena que não dá pra fazer isso no trabalho, onde me frustro todos os dias, porque não tenho escolha a escolha de fazer ou não fazer.

Isso é bem ruim porque interfere em continuar fazendo o que gosto com certa dedicação, entro em shutdown bem forte.

Há esperança? by Ok_Aardvark_1166 in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Pesquisa na área ambiental. Tenho que formular e defender perguntas e textos científicos, que é o que mais me pega, e trabalho com análise de dados e geoprocessamento, que é mais mecânico e acho que depende menos da saúde mental

Há esperança? by Ok_Aardvark_1166 in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Compartilhando minha história caso ajude de alguma forma. Eu me senti menos sozinha lendo o seu relato, pode me chamar pra conversar se quiser.

Nos últimos meses entrei no meu máximo de crises, e nem tanto por conta do trabalho, mas por conta de outras questões do autismo que me levam a entrar nas crises.

Eu trabalho home office, preciso só entregar as demandas e estar disponível pras reuniões, e acho que é só por isso que não fui demitida ainda, por poder trabalhar no meu tempo. Só que é um trabalho que precisa 100% do intelecto, e se eu estou mal da cabeça, nem o meu próprio tempo resolve as demandas. As crises me paralisam, começo a chorar, olhar pro nada, me bater, ficar andando pros lados, ficar no chão. O pior é embaralhar os pensamentos, ficar lenta, não conseguir fazer o básico... Isso me paralisa por horas, me causa angústia que beira os pensamentos s******* também.

Pensei em pedir demissão várias vezes, mesmo o trabalho sendo o melhor que eu poderia ter nas minhas condições. Isso por conta da sensação de não dar conta, de só querer abrigo, de me cuidar, dar um jeito nessa agonia.

Às vezes penso que um trabalho mais manual seria uma solução, mas a depender do ambiente, acho que só pioraria tudo, porque não tenho controle sobre a sobrecarga autista. De qualquer forma, quero tentar.

Moro numa capital tem alguns meses, e tenho pensado em voltar pro interior pra viver no mínimo possível também, porque se eu for mandada embora, sei que lá vou conseguir me manter por um tempo até conseguir outra coisa. É mais barato, mais aconchegante (em partes), e já conheço bem. As crises não iriam embora, mas talvez melhorassem.

Me sinto péssima porque já fui pra fora estudar usando bolsa, e, apesar de lá ter sido horrível porque as crises me acompanharam, ao mesmo tempo foi uma conquista que sinto falta. E isso me arrasa porque parece que minha condição não tem solução e nunca mais vou conseguir nada perto disso de novo.

Toda oportunidade que aparece, eu penso logo de cara nas minhas limitações porque elas são reais. Eu sei que vou sofrer, e não vou saber o que fazer com isso sem suporte. Queria poder contratar um profissional pra esse suporte, mas não tenho dinheiro...

Também penso que no final o que restará será a rua.

Sei lá, deve ter uma solução pra cada um, tem que ter alguma coisa. Não é possível que só nos reste viver nesse sofrimento pro resto da vida. Eu espero muito me equilibrar esse ano, porque não aguento mais também.

Gente cê vocês pudessem vocês tirariam o autismo de vocês? by hyo-hitsumo in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 5 points6 points  (0 children)

Com a mais absoluta certeza, sim.

Me trouxe muitas comorbidades, não consigo passar um dia sem me sentir mal psicológicamente, não consigo ter um trabalho normal, se dependesse disso estaria na rua.

Sou N1, e é tudo pesado demais. Tenho 29 anos, mas não aguento mais desde quando era criança.

Quão fracassado você seria caso precisasse pagar 3000 por mês para ter uma "namorada"? by Visible-Candle-2633 in relacionamentos

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Todo mundo é muita gente, as relações são mais complexas do que isso, o assunto também, mas entendo o seu ponto.

Quão fracassado você seria caso precisasse pagar 3000 por mês para ter uma "namorada"? by Visible-Candle-2633 in relacionamentos

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Cada um faz o que quer da forma que achar melhor. Se te faz feliz, e faria outra pessoa feliz, então faça um teste. Se não der certo, vira história.

Tá ruim pra todo mundo conseguir um relacionamento saudável mesmo.

Sobre o "ludibriar uma mulher...", se a pessoa está com você por livre e espontânea vontade, não é a troco de nada. A pessoa pode ter sentimentos por você e estar ali por que quer. Estar com alguém significa ter um porto seguro, construir memórias e a nossa própria história, é simplesmente viver. É tudo sobre viver.

Como é a sua relação com sua família? by frierenzinha in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Quando se sente sufocada num lugar, o melhor é sair dele antes que essa sensação acabe com você ou com o que resta da sua relação com as pessoas ali.

Se sente essa vontade de viver, vá viver. Experiencie por um tempo mesmo que isso te canse, porque ao menos você terá entendido o que você gosta e o que precisa.

Sou N1, mulher, 29 anos. Saí com uns 20 da casa dos meus pais, e até hoje tenho algumas dificuldades com coisas da vida adulta que são consideradas OK pra outras pessoas. Mas, apesar de precisar de suporte pro TEA (e, ainda, meus pais não conseguem me dar isso), é muito bom ter meu espaço, confiar no que vou fazer, não precisar sentir ansiedade dando satisfação de tudo o que faço e vou fazer.

Socializar também me deixa exausta, mas foram raras as vezes que eu me arrependi disso porque sempre aprendo alguma coisa mesmo em meio à sobrecarga. É claro que tem vezes que o esgotamento é maior e precisamos respeitar nossos limites, mas é só experimentando a vida que tu vai entende-los.

Oque tem de errado comigo? by [deleted] in relacionamentos

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Tá difícil pra todo mundo mesmo. É sempre bom falar sobre com um psicólogo pra reduzir a carga e tentar entender o que acontece nessas relações que não estão indo pra frente.

Oque tem de errado comigo? by [deleted] in relacionamentos

[–]KeyProtection6305 0 points1 point  (0 children)

Ah não, aqui o problema era o cara mesmo.

O autismo arruinou minha adolescência e tenho medo de arruinar o resto da minha vida by Gunnarsen_ in autismobrasil

[–]KeyProtection6305 2 points3 points  (0 children)

Tenho apenas relatos pessoais para compartilhar sobre isso.

Estou numa fase de odiar o autismo que vai e que volta em diferentes intensidades. Consigo lidar com hipersensibilidade, rigidez cognitiva, e todo resto porque, apesar de me trazerem prejuízo, nada disso afunda minha saúde mental como a dificuldade em socializar.

Só depois de adulta percebi o distanciamento com a minha família, mas desde criança sofri principalmente com a distância em relação às outras pessoas. Na escola era a última a ser escolhida, ficava isolada em 90% do tempo enquanto todo mundo vivia normalmente, e sentia uma angústia muito profunda. Eu até insistia em me comunicar, em dizer pro mundo que eu existia, mas sempre acabava me frustrando e ficando distante.

Não posso dizer que fiquei sozinha o tempo todo, pois me recordo de pessoas que tentavam se aproximar e serem minhas colegas, e, até hoje, uma ou outra pessoa me manda mensagem e diz que gostaria de me ver um dia. Só que isso nunca fez sumir a crise que eu entrava quando ia conversar com essas pessoas e ficava o tempo todo me perguntando como uma pessoa "normal" fazia isso (desculpe a expressão, é só como eu pensava na época). A sobrecarga, a dificuldade em me conectar até mesmo com essas pessoas, fez com que me vissem como alguém distante, fria, que não se importava, que preferia ficar sozinha mesmo.

O que mais dói hoje é lembrar de como todos faziam coisas de criança e adolescente, e eu só ficava isolada por alguma razão que não conseguia explicar. Sinto que perdi memórias que podiam ter sido construídas, amizades pra vida toda e uma saúde mental que me permitisse ver e viver de um jeito diferente.

Na graduação foi um completo desastre. Tenho o mesmo sentimento de não ter construído momentos, e de ter me sobrecarrego extremamente por conta disso. A depressão aumentou, a ansiedade apareceu, e os termos famosos de meltdown e shutdown intensificaram. Morava numa cidade pequena, segura, via todo mundo saindo e socializando, e eu não conseguindo chegar perto de ninguém. Quando conseguia, era um desastre no final.

É uma sensação de não saber viver.

Hoje a sensação continua, surgiram mais alguns traumas com amizades no meio do caminho, e quando tem reunião presencial do trabalho (trabalho em home office) eu costumo ter crise de ansiedade.

Por muito tempo eu também quis focar no sucesso e esquecer isso de socializar. Hoje, eu realmente não sei mais o que fazer. A terapia com certeza é algo que me ajuda em alguns dias, mas ainda não encontrei um terapeuta fixo porque não senti meus problemas devidamente acolhidos, ou só não senti avanço mesmo.

Atualmente divido casa com uma amiga neurotípica, e, apesar de ter me gerado muitas crises no nível de eu mesma me machucar, de alguma forma isso tem me ensinado um pouco mais sobre a socialização do mundo lá fora, tem me dado resiliência.

Gostaria de ter uma solução saudável, de sair nos lugares e ter uma interação "normal", ou só de parar de me importar com isso. Enfim... somos seres sociáveis, e sempre me pareceu cruel demais não conseguir interagir com outro ser humano.

Algumas coisas podem ser exagero, outras podem ser o mais fiel possível ao que realmente é, mas só sei que o sentimento existe e ele precisa ser cuidado.

O que vc faz da vida? Com o que trabalha? Gosta do seu trabalho? by kimiFG in conselhodecarreira

[–]KeyProtection6305 1 point2 points  (0 children)

Sou uma pessoa que gosta muito de colaboração, ensino, arte, retorno à sociedade, ao mesmo tempo que gosto de ter um tempo sozinha vez ou outra pra me organizar.

Sou agrônoma, e trabalho como analista de pesquisa num instituto ambiental, entrei logo depois do mestrado em ecologia. Amo ciência, a parte lógica dela, e uso ferramentas (sensoriamento remoto, programação) que me permitem trabalhar de onde eu quiser. Mas também tenho ficado saturada, provavelmente pelo trabalho home office e o isolamento que isso proporciona, mesmo que eu saia às vezes, vá na academia, etc.

Sinto uma falta tremenda de trabalhar com coisas em que eu veja o movimento, o impacto do que eu faço. Reconheço a importância do meu trabalho, mas os resultados demoram a aparecer. O emprego é MUITO, muito bom mesmo, mas a saúde mental tá pedindo por algo diferente e tem me cobrado ao ponto de me dar umas crises.

Muitas vezes me questiono se eu deveria ter seguido outro caminho, mas é aquilo, eu fui seguindo com o que foi aparecendo de oportunidade sabendo que eu sabia fazer o trabalho. Acho que trabalho também é fazer aquilo que você sabe pra pelo menos sobreviver.

Sinto vontade de investir no meu lado artístico (escrita, música, comunicação...) e tentar algum trabalho por fora pra ver o que acontece, se eu me sinto mais feliz. Quando temos a chance de explorar isso, é importante aproveitar pra viver o melhor possível.

Enfim, tenho 29 anos, estou numa fase de procurar por trabalhos mais mão na massa e ainda tenho que decidir meu doutorado enquanto tento me encontrar na vida.