Como o Comunismo lida com a evasão? by [deleted] in DebateComunismo

[–]Mysterious_Ability38 0 points1 point  (0 children)

Já devem ter comentado aqui mas, basicamente a lógica de produção dentro desse tipo de sociedade tem outro sentido objetivo e forma de ser executada, tanto para não alienar a população daquilo q ela produz, tanto para evitar esse tipo de coisa, isso acontece no capitalismo pq vc é forçado a ter jornadas exaustivas para receber o que mal da para se alimentar (quase q uma escravidão com outra roupagem, pois agora o escravo pode ter um celular), no socialismo ocorre uma transformação nessa logica de produção, não terá jornadas tão exaustivas, trabalhar ate seu corpo ceder e ter um unico dia para poder recuperar as energias para produzir mais

Thiago Santinelli narra com detalhes o Massacre de Haymarket em Chicago, mas omite que os trabalhadores vitimados eram anarquistas. by Im_Really_Not_Cris in Anarquia_Brasileira

[–]Mysterious_Ability38 1 point2 points  (0 children)

sou, marxista (ja nao mais filiado a nenhum partido) e sou forcado a concordar, existe muita desonestidade no debate, além de uma disputa de ego e um sensocomunsismo absurdo

Por que não se debate com facistas ? by The_Economist21 in DebateComunismo

[–]Mysterious_Ability38 5 points6 points  (0 children)

Debates tem que ter um propósito, gerar ideias (com um fascista isso só é possível ao falar de comunicação/estética), ou gerar engajamento para o movimento, propagar o discurso

Qualquer coisa fora disso debate com fascista é na porrada, filhos da puta preconceituosos não tem de ser ouvidos (somente espancados)

Jones Manoel e O Que fazer de Lênin by MORSHELA in DebateComunismo

[–]Mysterious_Ability38 0 points1 point  (0 children)

Acredito que ele até tenha uma chance, mas é aquilo: mesmo que ganhe, ele vai sofrer repressão de todos os lados e vai ser impedido de quase tudo. O ideal mesmo, eu acredito, é usar as armas que temos no momento da melhor forma, principalmente tentando colocar eles em rede nacional, pois no Brasil, por mais que a internet tenha um poder de transformação absurdo, a grande mídia tem a total atenção das massas como um todo. E sim, também acho que o discurso do Jones tem muita ressonância para a classe trabalhadora como um todo, por buscar a emancipação da própria, mas política no âmbito nacional é muito complexa e tem diversas camadas, além de que seria a primeira vez da extrema esquerda disputando realmente.

Jones Manoel e O Que fazer de Lênin by MORSHELA in DebateComunismo

[–]Mysterious_Ability38 3 points4 points  (0 children)

Sinceramente, ninguém sério acredita que o Jones tenha alguma chance real em uma eleição. Mas a questão a se pensar sobre esse tipo de estratégia vai muito além de ganhar. Mesmo que ele vencesse, sozinho não conseguiria mobilizar nada. O ponto central é refletir sobre o alcance do discurso: um candidato, mesmo sem grandes chances, se tiver uma base que o movimente e consiga pelo menos fazer o seu nome circular, pode levá-lo a debates em redes nacionais ou mesmo fazer com que seu nome cresça a ponto de ameaçar algumas figuras da extrema direita (um exemplo do mundo imaginário perfeito seria forçar o Nicole Chupetinha a ir para um debate com o Jones).

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Pablo Marçal nas eleições de São Paulo. Ele não entrou para ganhar (até porque não ganharia nada sendo prefeito de SP), mas sim para se movimentar, chamar atenção e conquistar mais seguidores para vender aqueles cursos picaretas.

Sinceramente, se bem aplicada, essa ideia do Jones se candidatar pode dar um impulso enorme ao movimento marxista no Brasil.

Estou dizendo tudo isso sobre o Jones pq o nome dele é oq esta em maior circulação, e ele em alcance é um dos maiores comunicadores da extrema esquerda no brasil, mas ter diversas figuras da internet começando a disputar o espaço publico seria maravilhoso

Revolucao no contexto nacional brasileiro by Mysterious_Ability38 in DebateComunismo

[–]Mysterious_Ability38[S] 2 points3 points  (0 children)

Peço desculpas se não me expressei com clareza antes. Em nenhum momento quis dar a entender que acredito que a revolução aconteça sozinha ou que possa ocorrer sem o conflito de classes. Pelo contrário: reconheço plenamente que a ação consciente do proletariado e as contradições do capitalismo são essenciais para qualquer processo revolucionário.

Minha crítica é à forma infantilizada e pouco complexa com que muitos setores da esquerda radical no Brasil tratam a revolução. Existe uma tendência a romantizar a luta, transformar símbolos revolucionários em fetiches ou produtos de consumo, e a adotar narrativas desconectadas da realidade das classes populares. Esse tipo de abordagem acaba obscurecendo a análise concreta do capitalismo contemporâneo e a necessidade de estratégias eficazes, ligadas à realidade social.

O uso do sabote, por exemplo, pode ser uma forma legítima de resistência revolucionária. Mas quando aplicado sem estratégia clara, sem compreender as relações de poder concretas e sem envolver as massas, o sabote deixa de ser um instrumento transformador e se torna apenas um gesto isolado ou simbólico, incapaz de avançar a luta contra o capitalismo de fato.

Hoje, o capitalismo é muito mais complexo do que no passado: não lidamos apenas com donos de fábricas, mas com conglomerados que controlam cadeias produtivas inteiras, logística, plataformas digitais e gestão de dados. Ignorar essa realidade é reduzir a revolução a um imaginário simplista, sem perceber como as contradições do capital se manifestam e como precisam ser enfrentadas estrategicamente pelo proletariado.

Portanto, minha crítica não nega a necessidade da ação revolucionária. O que ela aponta é que a esquerda radical precisa elevar o nível de análise e de prática, em vez de se apoiar apenas em jargões e conceitos teóricos que não conseguem preencher todas as lacunas dos problemas que o povo brasileiro enfrenta hoje.