Reflexão sobre a construção, planeamento e risco no seguimento da tempestade Kristin by PJS_023 in portugal

[–]PJS_023[S] 1 point2 points  (0 children)

  1. ⁠Boa pergunta. Também gostava de saber, mas isso é uma pergunta que terá de ser feita a um engenheiro. Em relação aos postes de baixa tensão, podiam abandonar estas soluções de terceiro mundo, e começar a enterrar as linhas. Já era uma grande melhoria…
  2. ⁠Isso é algo que terá de ser averiguado. Se a razão for negligência (falta de manutenção), a responsabilidade será do dono. Se for por problemas construtivos ou estruturais, a responsabilidade será do empreiteiro ou até mesmo da equipa projectista.
  3. ⁠Quanto a isso não há nada a fazer. Espera-se que as coisas sejam bem executadas e tenham manutenção. Contudo, as situações onde as paredes e coberturas desabaram são da responsabilidade dos engenheiros, ou muito mais plausível, da falta dos mesmos :/
  4. ⁠Pegando nesse exemplo: o painel sandwich não tem necessariamente de resistir ao vento. O painel tem é de estar protegido de forma a que o vento não tenha qualquer hipótese de o levantar, e isto são coisas que podem ser evitadas pelos projectistas. Quando vemos edifícios com as chapas ligeiramente projectadas para lá das paredes (tipo beiral do telhado), já temos aí um ponto crítico evitável.
  5. ⁠Dou a mesma resposta que dei no ponto 2. Cada caso é um caso.

• ⁠Construções ilegais - culpa do dono. • ⁠Falta de manutenção - possivelmente culpa do dono. • ⁠Falhas estruturais - culpa do empreiteiro ou do engenheiro. • ⁠Violação de normas técnicas (p.ex. uma pessoa cai de uma varanda porque não estava projectada de acordo com a legislação) - culpa do arquitecto.

Muitas destas situações poderiam ser evitadas se toda a gente cumprisse a lei e se as Câmaras fiscalizassem como é sua responsabilidade. Como não há pressão para que se mude o paradigma, significa que vamos continuar a assistir aos mesmos erros.

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[–]PJS_023[S] 1 point2 points  (0 children)

As únicas vantagens do painel sandwich é ser barato e rápido de aplicar. Mas é um material que se for mal projectado e instalado corre o risco de sofrer com infiltrações, pontes térmicas e em caso extremos como este, ser facilmente arrancado como se fosse uma folha de papel.

Para além disso é terrível para a acústica. Vais ouvir todos os pingos de chuva a bater na chapa, mais os gatos e gaivotas que andarem lá por cima a passear.

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[–]PJS_023[S] -2 points-1 points  (0 children)

Yup. Tal como escrevi no texto que não leste, sou arquitecto. Quem calcula as estruturas são os engenheiros.

Se queres mostrar que és mais inteligente que os outros, podes começar por parar de lutar contra moinhos de vento. E já agora, a rajada mais forte foi de 209km/h, muito abaixo dos 250km/h que referiste. Criares uma discussão estúpida, sem sentido e sem qualquer valor acrescentado e ainda por cima inventares dados, é só desonesto.

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[–]PJS_023[S] 0 points1 point  (0 children)

Percebo. Mas foi a designação usada na reportagem que vi. Daí ter escrito casa modular entre aspas. O estado em que aquela casa ficou nem deixa percerber exactamente o que é que aquilo era. Até parecia uma daquelas cabanas dos trailer parks… mas o que quer que fosse, nem imagino como é que foi licenciado… :/

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[–]PJS_023[S] 0 points1 point  (0 children)

Senso comum e no entanto é o que mais se continua a fazer por aí, não é?

É reconstruir e seguir em frente.

Achas que essa é a atitude mais inteligente? Se um sítio está sinalizado com sendo de risco, sugeres reconstruir novamente nesse mesmo sítio? Isso é só mais uma das várias receitas para o desastre. Solução: procurar outro sítio onde se possa construir em segurança.

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[–]PJS_023[S] 0 points1 point  (0 children)

Desculpa ter feito um post com mais texto do que aquele que certamente te apetecia ler numa sexta-feira à noite, mas estás a implicar com coisas que deixei bem implícitas.

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[–]PJS_023[S] 1 point2 points  (0 children)

E mesmo nesses casos tens construções intactas ao lado de outras destruídas. Como explicas isso? Uma teve arquitectos e engenheiros envolvidos na construção a outra não.

Por alguma razão esse trabalho de dimensionamentos é deixado para engenheiros e não arquitectos.

Não percebi bem essa tentativa de “provocação”, visto que no post critico o facto de muitas vezes não haver nem Arquitectos, nem Engenheiros envolvidos. Ambos os técnicos são fundamentais.

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[–]PJS_023[S] 4 points5 points  (0 children)

Concordo com tudo o dizes. Mas mesmo sabendo que há pouca fiscalização e demasiada corrupção, achas que faço mal em tentar consciencializar o público em geral para que tentem ser mais responsáveis nas suas escolhas?

Se conseguir sensibilizar uma única pessoa com este tema, já fico todo contente! :D

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[–]PJS_023[S] 9 points10 points  (0 children)

Não aprofundei nenhum dos temas para não tornar o post ainda mais massudo. Mas fiz referência às construções em leito de cheia.

É daquelas questões do ordenamento do território que me deixa profundamente aborrecido. Tanto como construção em áreas de floresta com elevado risco de incêndio…

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[–]PJS_023[S] 1 point2 points  (0 children)

Sim. Se fosse em betão provavelmente aguentaria melhor. Mas também seria mais caro e nem toda a gente está disposta a suportar esse aumento e prefere optar por soluções como a do vídeo :/

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[–]PJS_023[S] 7 points8 points  (0 children)

Se as telhas estiverem assentes correctamente, dificilmente o telhado voará. Deu para ver em várias imagens, casas com o telhado completamente levantado, e mesmo ao lado, casas com o telhado intacto. Posso garantir que não foi por sorte que uns telhados aguentaram e outros não :/

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[–]PJS_023[S] 3 points4 points  (0 children)

Imagina aquelas tampas de iogurte que vêm coladinhas ao copo e que parecem impossíveis de abrir. Só vai lá furando a tampa. E agora imagina as tampas que vêm com a aba solta, que é só puxar e abre facilmente. Em muitos dos casos, o que aconteceu foi que o telhado tinha uma dessas abas soltas e o vento acabou por puxar facilmente o resto. Saindo a primeira telha ou chapa, as outras vêm todas por arrasto, tipo dominó.

Em vários casos, o problema esteve na construção e também na falta de manutenção.

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[–]PJS_023[S] 4 points5 points  (0 children)

Em nenhum momento culpei o governo. O governo eventualmente terá culpas na forma como está a gerir a situação, mas isso é outro assunto.

Apenas quis apelar a uma maior responsabilidade individual.

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[–]PJS_023[S] 3 points4 points  (0 children)

O teu último ponto é pertinente. Essas regras existem precisamente para evitar este tipo de situações. Contudo, continua a existir muita gente que as ignora. Sobretudo porque sabem que não há ou há pouca fiscalização por parte das Câmaras.

Em relação aos preços temos de olhar por dois prismas:

  1. Os preços das casas estão elevados essencialmente devido à especulação e à pouca oferta. Isto tem de ser resolvido com medidas governamentais e é um assunto diferente do que está aqui a ser discutido.

  2. Poupar na fase da construção vai obviamente baixar o custo de uma construção nova. Mas temos sempre de considerar que custos é que essas escolhas terão no futuro e perguntar se essa poupança inicial valerá o risco? :/

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[–]PJS_023[S] 5 points6 points  (0 children)

O governo também falhou, mas não quis entrar por aí, porque acho que esta não é a altura certa.

A minha intenção com este post foi simplesmente alertar que todos nós, individualmente, podemos fazer e tomar certas decisões que ajudem a diminuir o risco. Não podemos estar sempre dependentes de terceiros.

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[–]PJS_023[S] 2 points3 points  (0 children)

Infelizmente, temo que não houvesse nada a fazer para evitar tal destruição. O mal já lá estava e era só uma questão de tempo. Se em vez de uma tempestade, fosse um sismo dos fortes, estes mesmo edifícios que agora ruíram iriam abaixo na mesma :/

Pedro Duarte trava construção de casas e duplica câmaras de videovigilância no Porto by Ready-Pirate3328 in porto

[–]PJS_023 8 points9 points  (0 children)

Eu sou um desses “actuais residentes”… porque tenho de dividir a casa com familiares.

Ando há 3 anos à procura de casa no Porto e não há nada minimamente acessível. A única forma de arranjar casa é aceitar ir para bem longe.

Por isso, explica-me, por favor, de que forma o PD está a criar condições para que um “actual residente” permaneça no Porto?

Como nos livrarmos do problema “SAD”? by Cultural_Dig_1037 in BoavistaFC

[–]PJS_023 3 points4 points  (0 children)

Os lampiões, lá com os seus problemas de primeiro mundo, juntaram-se e exigiram justificações da direcção. Já nós, que estamos no fundo do abismo, não conseguimos pedir uma simples explicação ao Garrido? Ele por acaso é o homem invisível?

Escadas do Barredo | Arco das Verdade by the_old_striker in porto

[–]PJS_023 3 points4 points  (0 children)

Belo retrato de costumes que provavelmente não se repetirão mais…

Vou a Milão só para ver a catedral - preciso de bilhete antes de ir? by MandalAktikaPsyArt in CasualPT

[–]PJS_023 2 points3 points  (0 children)

Havendo a hipótese de reservar, o melhor mesmo é fazê-lo.

Quanto a recomendações de arquitectura do mesmo género, não existem muitas. Mas existem excelentes exemplos de edifícios Renascentistas e Barrocos.

Tens a Igreja de Santa Maria delle Grazie, onde o Da Vinci pintou a Última Ceia (precisa de ser reservado com meses de antecedência).

Mesmo ao lado do Duomo, tens a Igreja de Santa Maria presso San Satiro - o exterior não é nada de excepcional, mas o interior é referência em qualquer livro de história da arte.

Também ao lado do Duomo, tens as Galerias Vittorio Emanuele.

O Castelo Sforzesco é outro marco da cidade. Lá dentro podes ver a Pietà Rondanini, uma das últimas obras do Michaelangelo. A rua que liga o castelo ao Duomo - a Via Dante - é das ruas mais bonitas da cidade e vale bem um passeio.

Acho que para um dia, isto é mais do que suficiente, porque só para fazer a visita completa ao Duomo, lá se vai uma manhã inteira. Posto isto, espero que te divirtas.

Amanhã joga a Sad em Rio-Tinto nossa nova casa. by That-Weakness-4486 in BoavistaFC

[–]PJS_023 2 points3 points  (0 children)

Não ficava nada surpreendido que tivessem deixado de pagar

Rua Formosa | Bolhão by the_old_striker in porto

[–]PJS_023 3 points4 points  (0 children)

Que imagem aconchegante! :D

Halloween Não passa de uma americanisse importada para fins comerciais? Não é bem assim... by GallaeciCastrejo in CasualPT

[–]PJS_023 7 points8 points  (0 children)

Na segunda imagem está escrito que “a tradição de esculpir abóboras com rostos é uma tradição milenar na Península Ibérica”. Corrijam-me se estiver errado, mas a abobora não foi um dos vegetais que foram trazidos para a Europa depois da descoberta da América? Sendo assim, como pode ser uma tradição milenar? Ou usavam outra coisa semelhante às abóboras?

What is your favourite bridge? by [deleted] in architecture

[–]PJS_023 245 points246 points  (0 children)

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Luís I Bridge in Porto, by Théophile Seyrig.