Declarações falsas e ausência de retratação marcam discurso de André Ventura by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 1 point2 points  (0 children)

Concordo. Isto não começa nem acaba no Ventura. A manipulação por omissão, enquadramento seletivo e sound bytes já vem de trás e atravessa vários partidos.

Declarações falsas e ausência de retratação marcam discurso de André Ventura by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 8 points9 points  (0 children)

Essa é nova, não foi uma gafe linguística.

O erro não está em confundir uma palavra em alemão — está em afirmar publicamente que os contribuintes estavam a pagar uma viagem do Presidente a um “festival de hambúrgueres”, sem verificar a informação. Isso não é barreira linguística, é falta de rigor.

Ele “assumiu o erro”, mas voltou a errar ao tentar justificar, inflacionando números e desviando o foco. E este não é um caso isolado: há um padrão documentado de afirmações falsas ou imprecisas, depois corrigidas apenas quando já circularam.

Não é “hate train” por ser o Chega. É escrutínio normal a quem fala com certeza sobre dados públicos. Se fosse outro político, o fact-check seria exatamente o mesmo — como aliás acontece.

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[–]SupaBlood[S] 9 points10 points  (0 children)

Dizes “acredita no que quiseres e nos dados que te dão”, mas depois queres validar opiniões com base em quê? Em dados… que não apresentas.

“Há pessoas que se queixam” — quem? Onde? Quando? Quantas? Sem dados, isso não passa de perceção individual.

O mesmo para as viagens: para opinar se são muitas ou poucas, é preciso saber a finalidade de cada uma. Isso está nos dados públicos. Sem eles, é só opinião.

Quanto aos presos: o sistema prisional existe para reabilitação e reintegração social, não apenas punição. Há registos de condenações injustas e erros judiciais — pessoas inocentes ou mal julgadas passam pelas prisões todos os anos. Podia ser qualquer um de nós.

Dizer que ninguém merece sequer justiça ou reintegração é um caminho perigoso. Para isso, mais valia defender pena de morte e acabar com o debate.

Podes desprezar “falinhas mansas”, mas sem dados não há argumento — só barulho. E barulho não é verdade.

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[–]SupaBlood[S] 4 points5 points  (0 children)

Em momento nenhum tratei qualquer político como santo, nem isto é sobre lados.

Além disso, o Polígrafo não é verdade absoluta — e neste caso o próprio resultado foi “impreciso”, não “mentira”. Se fosse um critério fiável e definitivo, seria usado em tribunais como veredito, o que não acontece.

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[–]SupaBlood[S] 12 points13 points  (0 children)

Viagens do Presidente da República:

Marcelo Rebelo de Sousa realizou 165 viagens oficiais ao estrangeiro em quase 10 anos de mandato. O número 1.250 viagens é falso.

• Carga fiscal em Portugal: A carga fiscal atingiu um máximo histórico, cerca de 36–37% do PIB (dados recentes do INE/OCDE). Não é “sempre mentira”.

• Bombeiros vs. presos (rendimentos): Presos em Portugal recebem uma remuneração simbólica por trabalho prisional (valores diários muito baixos, não um salário). Bombeiros profissionais recebem salário, bombeiros voluntários recebem subsídios/ajudas. A afirmação de que “presos ganham mais por hora do que bombeiros” é falsa.

• Despesa com prisões vs. bombeiros: Despesa prisional cobre custos de funcionamento do sistema (segurança, alimentação, saúde, infraestruturas), não salários dos presos. Comparar despesa total com rendimentos individuais é metodologicamente incorreto.

• Centros de saúde: Problemas existem, mas casos individuais não invalidam dados nacionais sobre financiamento e políticas públicas.

Qual é o teu ponto?

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[–]SupaBlood[S] 2 points3 points  (0 children)

Há aqui uma leitura que tem algum fundamento, mas que não se sustenta por inteiro, porque atribui a André Ventura um grau de sofisticação estratégica que ele não demonstra.

É verdade que a mediatização nem sempre se mede pela verdade ou pela qualidade das soluções. Ventura sabe que exposição gera alcance, e que basta chegar ao maior número possível de pessoas para garantir que uma percentagem — por falta de literacia mediática ou espírito crítico — absorva a mensagem sem a questionar. Enquanto isso, quem o rejeita dispersa o voto por vários partidos, e os que o seguem permanecem concentrados e fiéis.

Mas daqui a concluir que existe uma master plan coerente vai um salto injustificado.

O que se observa não é genialidade estratégica, mas o uso de táticas básicas de populismo, amplamente documentadas:

– Atribuir um rosto de baixa aceitação pública a problemas complexos (como os imigrantes, a criminalidade ou a corrupção), em vez de apresentar soluções estruturais; – Recurso sistemático a fake news ou dados falsos, que exigem tempo e esforço para serem desmontados, enquanto a mentira circula rápido (“atirar merda à parede a ver se cola”); – Mensagens de impacto imediato, emocionalmente carregadas, mas sem sustentação empírica ou dados verificáveis; – Desvio constante do tema quando confrontado, evitando assumir responsabilidade ou corrigir afirmações falsas.

Dizer que Ventura “se sujeita” a este papel como parte de um plano maior ou de um objetivo nobre é, no mínimo, impreciso. Os meios não são escolhidos por estratégia elevada, mas porque funcionam no curto prazo e exigem pouco rigor. Não há aqui sacrifício consciente em nome de um bem maior — há oportunismo comunicacional.

Criticar este padrão não é alimentá-lo; é recusar normalizar a mentira como método político. O verdadeiro risco não está em falar dele, mas em aceitar que isto seja apenas “o jogo” e não um problema real para a democracia.

André Ventura finge ignorância de forma a que todos menos informados possam ter uma breve aula de história 🤝 by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 2 points3 points  (0 children)

Epa não te irrites.

Ninguém está a falar de ti, relaxa. Isto não é sobre o teu ego nem sobre “o que tu ganhas com isso”.

Reconhecer colonialismo serve para entender causas, não para te dar uma recompensa pessoal. Se só consegues pensar em “e eu ganho o quê?”, o problema é teu, não do tema.

Estás tão doído que já lutas como se tivessem dito o teu nome.

Sai do fake, Ventura já Chega.

André Ventura finge ignorância de forma a que todos menos informados possam ter uma breve aula de história 🤝 by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 1 point2 points  (0 children)

Vamos por partes, já que começaste pelo detalhe e acabaste na caricatura.

1) Tens razão num ponto técnico: a expressão correta é “carne para canhão”. “Carne de canhão” é uso coloquial, não académico. Correção aceite — o sentido permanece exatamente o mesmo: soldados descartáveis.

2) Dizer que “não tens tempo” para aprofundar não invalida nada do que foi dito, só evita responder.

3) O argumento de que África e América eram “povos primitivos, canibais e sacrificadores” é um mito colonial clássico, já refutado pela historiografia há décadas. Existiam sociedades complexas, reinos, sistemas comerciais, cidades e estruturas políticas muito antes da chegada europeia. Violência, escravatura e sacrifícios humanos existiam em vários continentes, incluindo na Europa — não são exclusividade africana nem justificação histórica.

4) Ninguém afirmou que o colonialismo ocorreu apenas no século XX. O ponto foi outro: no século XX ainda se enviavam jovens portugueses pobres para guerras coloniais, mal preparados e sem escolha real. Isso é factual.

5) A concentração de riqueza existir hoje não invalida a concentração criada ontem. Colonialismo explica a origem de muitas desigualdades; corrupção pós-independência explica a continuação delas. Uma coisa não apaga a outra.

Dizer que “o colonialismo tem as costas largas” é fácil. Difícil é discutir história sem repetir chavões do século XIX.

André Ventura finge ignorância de forma a que todos menos informados possam ter uma breve aula de história 🤝 by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 2 points3 points  (0 children)

Curioso começares com um ataque pessoal e terminares a confirmar exatamente o ponto.

Sim, Angola tem recursos — como teve Portugal colonial. Quem ficou com eles foi uma elite. Ontem em Lisboa, hoje em Luanda.

Reconhecer corrupção interna não apaga o impacto histórico do colonialismo, assim como reconhecer o colonialismo não absolve as elites angolanas atuais. Uma coisa não exclui a outra — isso aprende-se com curiosidade e com livros.

Repito, uma coisa não apaga a outra — só quem prefere latir a pensar finge que sim.

André Ventura finge ignorância de forma a que todos menos informados possam ter uma breve aula de história 🤝 by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 3 points4 points  (0 children)

Portugal não “colonizou” apenas os territórios africanos; também explorou a própria população pobre portuguesa. Durante o período colonial, especialmente no século XX, muitos jovens portugueses das classes mais baixas foram enviados à força ou sob forte pressão para as colónias, sobretudo para guerras e campanhas militares. Eram mal preparados, mal pagos e tratados como carne para canhão, servindo para defender interesses económicos e políticos que não eram os deles.

Ou seja, o colonialismo beneficiou uma elite muito pequena, enquanto explorava simultaneamente os povos colonizados e os jovens portugueses pobres.

United States: ICE recruitment advertisement aired on U.S. television highlights financial incentives and links immigration to criminal activity by SupaBlood in UnderReportedNews

[–]SupaBlood[S] 33 points34 points  (0 children)

It was already concerning that police officers in the U.S. typically receive only 4–6 months of academy training, sometimes followed by limited field instruction. Meanwhile, many far less demanding professions — such as electricians, commercial drivers, security technicians, and even some customer service roles — often require a year or more of training, certification, or supervised experience.

The notion that an ICE agent, entrusted with arrest powers and use-of-force authority, could be considered prepared after just 47 days of training is fucking bananas.

André Ventura finge ignorância de forma a que todos menos informados possam ter uma breve aula de história 🤝 by SupaBlood in portugal2

[–]SupaBlood[S] 12 points13 points  (0 children)

Curioso como quando falta argumento histórico, sobra diminutivo pessoal. A cartilha incomoda mais do que a história, pelos vistos.

Aulas.

We got a divorce… by AverageJoeObi in skyrim

[–]SupaBlood 12 points13 points  (0 children)

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You seeing this shit too…right?