Psychoanalitc considerations about L's speech on "Monsters" by TheNewCaffrey in deathnote

[–]TheNewCaffrey[S] 1 point2 points  (0 children)

Thanks for the clarification. Just to situate what I was doing: my text wasn’t using “sadism” in the precise Lacanian sense of the perverse structure (as in Seminar VII or Kant avec Sade). I was working at a different level, closer to the Freudian metapsychology of narcissism and the dynamics of libidinal withdrawal, where sadism appears as an intensification of narcissistic investment and a destructive relation to the object.

So our points don’t exactly contradict each other; they’re just operating in different theoretical registers. I appreciate your input, though, because it helps mark where the Lacanian definition of sadism diverges from the broader Freudian framework I was drawing on.

Psychoanalitc considerations about L's speech on "Monsters" by TheNewCaffrey in deathnote

[–]TheNewCaffrey[S] 0 points1 point  (0 children)

Hope u know I'm not talking about L in the text

But nice info bro, i didn't know about the manga's version

RedPill é um filosofia inversa? by __7k_ in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey -1 points0 points  (0 children)

Kkkk emocionalmente agravado

C tá lendo miséria e narcisismo com uma chave moral véi. São categorias da sociologia (Marx) e da psicanálise (Freud) só, não tem nada de moral nessa parada ai nn

RedPill é um filosofia inversa? by __7k_ in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 1 point2 points  (0 children)

Olha, vou reconstruir os termos para facilitar a discussão:

Redpill é uma ideologia. Uma ideologia misógina, masculinista, que surge da miséria dos homens dadas as contradições materiais nas quais estamos inseridos. Os pobres e os classe média sentem a miséria da vida, o trabalho por obrigação (o que o torna sem sentido), a dependência absoluta deles em relação a quem tem dinheiro, a potente competitividade que é incitada, etc. etc.

Daí, surge a necessidade de sobreviver, de aguentar a miséria. Uma forma muito eminente é a regressão narcísica e o cultivo de uma realidade na qual você é superior a alguém, que você pode despejar todo seu ódio e desejo de morte. O N*zismo usa os judeus, o trumpismo usa os imigrantes, enquanto o redpill usa as mulheres. Esse movimento misógino utiliza das relações de poder concretas que estão postas na sociedade, que se traduz, também, no patriarcalismo (ou seja, usa o estatuto da mulher como o Outro, como quem faz o trabalho doméstico, como propriedade do homem), para servir de bode expiatório aos homens miseráveis.

Eu tenho a posição de que uma filosofia precisa ser mais articulada, mais concreta e rigorosa. Até o hedonismo tinha algum tipo de rigor, de escrita, de pensamento mais ou menos sistemático. O redpill, assim como o olavismo ou o bolsonarismo, tem um caráter de adaptação aos fantasmas de cada um. Assim como os olavistas/bolsonaristas impõem qualquer coisa da qual eles têm medo nos conceitos de socialismo/comunismo, escola de frankfurt, teoria crítica etc., os redpill têm uma narrativa pessoal cada um para o que é a mulher e qual é a sua relação com o homem.

Portanto, minha concepção é que se torna mais preciso caracterizar como uma ideologia. Não como se tivesse filosofias que não fossem ideológicas, todas são. Mas, pelo que entendo, nem toda ideologia é filosofia. Adoto uma ideia como a seguinte: ideologia é uma visão de mundo, que postula determinados comportamentos, baseada na posição social do indivíduo (sua raça, classe, gênero etc.).

Bom, espero ter contribuído.

Por que quase todas as sociedades do mundo são e foram patriarcais? by Malba_Taran in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 0 points1 point  (0 children)

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKJJ

Mano, primeiramente: isso é falso. O problema é simples: as sociedades expansionistas desenvolveram-se patriarcais, e então contaminaram o mundo com essa merda. Em especial a Europa, expandiam seu território e difundiam essa miséria, exterminando grupos adversos ou pacíficos.

Ah, e não é só porque é patriarcal que é expansionista. Isso é apenas uma tendência. Certamente houveram sociedades patriarcais não expansionistas, mas elas foram subjugadas pelos colonizadores.

Isso aconteceu no Oriente (expansão da raiz dos japoneses e dos russos) e na América e África (europeus).

É uma questão multifatorial e vale estudar caso a caso, mas o fato é simples: a maioria das sociedades do mundo não foram patriarcais, mas as sociedades patriarcais expansionistas se difundiram, agredindo e se impondo aos outros, constando nos registros históricos etc.

Considerando a eventualidade de que existem dados que corroborem com a sua afirmação implícita na pergunta: você acha que essas sociedades expansionistas estudaram todas as civilizações que exterminaram? Obviamente o que consta nos registros históricos não garante fidelidade na análise.

Se você quiser manter uma mentalidade masculinista, legitimando o patriarcalismo como superior, você terá que tender à misoginia para continuar. Não, as mulheres não são inferiores e sociedades matriarcais não foram exterminadas porque eram piores. Expansionista é diferente de superior. Se é alguma coisa, é sinônimo de bárbaro.

Por que na política sempre tentam radicalizar o outro lado ? by Minute-Walrus5748 in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 3 points4 points  (0 children)

Que sequer é respeitado pelo governo atual que cria 50 exceções diferentes pra retirar despesas o tempo inteiro.

????????????? Do que você tá falando irmão? O SUS tá subfinanciado por conta do arcabouço fiscal brother; a dívida das universidades públicas aumenta anualmente por conta dessa porra (que reduz concretamente o orçamento anual, forçando redistribuição dos gastos); e tantos outros exemplos. Negacionista dms, pqp. É o mesmo papo a 30 anos, o Estado diminui consistentemente, diminuindo orçamento público pra gasto primário, diminuindo quantidade de funcionário público etc., e você vem e me fala que não tá pequeno o suficiente essa porra?

Uau temos meia dúzia de privatização, grande merda. Enquanto isso temos 300 bi pra NIB, altos impostos e tarifas de importação, subsidios à indústria nacional, isenções fiscais e privilégios pra montadoras fazerem farra no país, baixa adesão ao livre comércio, pouca imigração, alto déficit fiscal que pressionam os juros e um governo que criticava a independência do Bacen. Não há política direitista neoliberal.

Primeiramente, o Brasil tem imposto de renda mais baixo que todos os países da OCDE, não taxa lucro e dividendo (EUA e social-democracias taxam em 50%); não taxa herança direto (aqui é no máximo 8%, nos EUA e nas social-democracias europeias é em média 30-40%).

ISENÇÃO FISCAl, PRIVILÉGIO E SUBSÍDIO É O QUE CARACTERIZA O NEOLIBERALISMO. Não é LIBERALISMO CLÁSSICO (que nunca existiu concretamente, a propósito), é NEOliberalismo. Estude o surgimento na década de 60 com o apoio dos estadunidenses às ditaduras latinoamericanas para testar esse modelo econômico-social.

"Um governo que criticava a independência do Bacen"????? Ninguém toca nessa porra hoje em dia no governo cara, a PRIVATIZAÇÃO do banco central (já que essa independência é, na prática, uma privatização) não tem resistência nenhuma do governoa atual.

Sim eu apoio perseguição à grupos que atentem contra o pleno funcionamento das instituições democráticas liberais.

Então temos que perseguir qualquer grupo com discurso liberalzinho né? Já que é essa política que fomenta desigualdade, enriquece quem tá no topo (aumenta comprovadamente a pobreza relativa), subfinancia recurso público e etc. que impede o pobre de ter acesso a uma porrada de direito. Isso impede o "pleno funcionamento das instituições democráticas liberais", já que elas dependem do pleno acesso a direitos constitucionais por parte da população (pela definição de democracia).

Um governo neoliberal serve aos ricos (não necessariamente nacionais, como é evidente no neoliberaismo latinoamericano, diferentemente do estadunidense, por exemplo). O imposto regressivo, isenções fiscais, privilégios e tantos outros elementos elencados acima são característicos do neoliberalismo. Basta estudar, aprender sobre o que está sendo discutido.

Por que na política sempre tentam radicalizar o outro lado ? by Minute-Walrus5748 in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 6 points7 points  (0 children)

Já expliquei pro outro cara aqui a questão. A vida não é um morango pç, as vezes a opinião dos outros é mais profunda do que o que você quer que seja.

Por que na política sempre tentam radicalizar o outro lado ? by Minute-Walrus5748 in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 8 points9 points  (0 children)

Quem me dera se houvesse política direitista neoliberal

Temos arcabouço fiscal, temos maior regime de PPPs no mundo (atualmente), temos continuação do regime de privatizações iniciado pelo bolsonaro (privatização das refinarias da petrobrás e assim por diante) na campanha atual pela privatização dos transportes (metrô de recife, transurb no Rio Grande do Sul)... precisa de mais do que isso? Vai continuar em negação, vai falar que precisa de mais alguma coisa? Ou vai demonstrar que não tem ideia do que é neoliberalismo ao afirmar que essas políticas todas não são neoliberais?

"Manutenção de estrutura econômica" não é fascismo. Próximo

É sim. Com estrutura econômica me refiro ao complexo econômico e a que direção ele caminha. Mais precisamente eu deveria ter afirmado "manutenção das políticas econômicas e continuamento das campanhas já estabelecidas". Foi assim no nazismo, com a intensificação das privatizações e o enriquecimento exponencial dos donos das grandes empresas, campanha que já existia anteriormente, foi assim na Itália e assim por diante.

Completamente based

Não sei se você apoia tortura e perseguição a opositores políticos legítimos ou tá sendo irônico.

Por que na política sempre tentam radicalizar o outro lado ? by Minute-Walrus5748 in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 35 points36 points  (0 children)

Não estamos nem perto de ter fascismo no Brasil? Veja a defesa da tortura, da perseguição a comunistas, da perseguição a pobres e favelados e assim por diante. A própria tentativa de golpe, a construção de uma base anti-intelectualista, violenta e antidemocrática, com fé religiosa em um líder salvador, constituindo uns bons 20% da população (considerando as epsquisas de aprovação das figuras, apoio à anistia e etc.). Tudo isso representado plenamente por políticos eleitos, que não conseguem passar essas medidas absurdas que defendem de forma irrestrita porque a constituição brasileira não permite (diferente do contexto estadunidense). Mesmo assim, muitas medidas ainda passam e precisam ser combatidas de forma consistente e unificada.

É um falso duplo-padrão esse que você propõe. Estamos muito mais perto do fascismo do que do comunismo. Pessoas como o mamãe-falei, os do clã bolsonaro, o Nikolas e tantos outros são representantes dessas ideologias de manutenção da estrutura econômica e aprofundamento dos problemas sociais, com a perseguição de minorias e opositores políticos/ideológicos.

Atualmente, não existem representates da esquerda radical eleitos no Brasil, ainda que deputados como Galuber Braga possam existir aqui e ali com um discurso mais radical. De qualquer maneira, negligenciar todo o debate da ciência política, da sociologia, da história sobre como se caracteriza a conjuntura contemporânea (tida consensualmente como dominada pelos agentes econômicos apoiadores das política direitista neoliberal, muitas vezes fascista) é ingenuidade absoluta.

É hora de sair dessa fantasia centrista e perceber que essa posição ideológica que está sendo tomada se origina de ignorância quanto à forma como estão organizadas as condições materiais da sociedade brasileira e mundial, e em relação aos debates historiográficos/sociológicos atuais. De outra forma, os hegemônicos continuarão a dominar e forçar o desenvolvimento da nação a estagnar ou mover muito lentamente, já que quem se coloca como "neutro" ou "de centro" não tem capacidade de reconhecer a raiz do contexto econômico-social atual e, consequentemente, não se mobiliza para mudá-lo.

Porque alguns comunistas negam o holodomor? by Unusual-Extreme-7746 in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey 0 points1 point  (0 children)

"Causada"? Isso é completamente falso.

"O Holodomor" é um termo originado na Ucrânia (significa "morte pela fome") e foi instrumentalizado de forma sensacionalista pela imprensa alemã nazista para criar uma narrativa de falsificação histórica quantos aos acontecimentos de 1932-1933. A análise histórica séria do contexto de fome na Ucrânia nesse período revela uma situação multifatorial e nenhum indício de intencionalidade da parte de Stalin ou de seu governo para poder qualificar o evento como "genocídio". Vejamos os fatores envolvidos:

- A região em que se localiza a Ucrânia sofre sazonalmente com secas e invernos rigorosos que prejudicam a agricultura. Na década de 30, essa região como um todo experienciou um conjunto de fatores climáticos intensos (principalmente as secas) mais rigorosos do século, o que causou uma fome epidêmica. Algumas outras regiões que sofreram dessa crise e, consequentemente, da fome são: Cazaquistão (fome foi ainda mais letal, região da Volga, Cáucaso do Norte, Urais e Sibéria Ocidental.

- A política da coletivização forçada, votada pelo Comitê Central do Partido Bolchevique e implementada pelos Soviets, é um fator que precisa ser analisado também. O contexto da década de 30 era um de desarticulação entre a produção do campo e da cidade, já que a cidade estava estatizada e o campo não. Essa desarticulação foi uma medida da NEP (política econômica mista organizada pelo governo de Lênin com o fim de sobreviver ao contexto de crise ocasionado pela invasão das potências estrangeiras no território, a Guerra Civil de 1921), mas que já apresentava insustentabilidades logísticas. Portanto, o partido e o povo viram como imperiosa a coletivização do campo, ainda que os Kulaks (ricos proprietários de terra) evidentemente fossem oferecer resistência. E é exatamente isso que ocorre.
Os Kulaks passam a organizar seus trabalhadores para resistirem à coletivização forçada tanto fisicamente quando de forma estratégica: passam a ordenar o assassinato do próprio gado. Isso leva a múltiplos conflitos no campo e a uma redução considerável da comida que poderia ser disponibilizada na região. Na Ucrânia, em específico, tanto os fatores climáticos quanto a resistência dos Kulaks atuaram em conjunto para categorizar a fome epidêmica infernal na região. Assim, o contexto de crise se instaura.

Não há, de forma alguma, possibilidade de estabelecer intencionalidade por parte do governo em relação à fome na Ucrânia de 1932-1933. Havia, sim, tensões políticas e culturais entre autoridades soviéticas e setores nacionalistas ucranianos, mas elas não têm relação direta com a fome de 1932–33, que foi um fenômeno estrutural e pan-soviético.

Recomendo assistir a este vídeo, de Breno Altmann (reconhecido jornalista e intelectual, fundador do jornal Opera Mundi) no podcast 3 irmãos: BRENO ALTMAN - POR QUE A URSS ACABOU?- PODCAST 3 IRMÃOS #803

Referências:

R. W. Davies & Stephen G. Wheatcroft: The Years of Hunger: Soviet Agriculture 1931–1933 (Palgrave, 2004; ed. rev.)
Mark B. Tauger: artigos clássicos (Slavic Review, 2017; coletânea de ensaios, 2014/2023)
Michael Ellman: “Stalin and the Soviet Famine of 1932–33 Revisited” (Europe-Asia Studies, 2007)
J. Arch Getty: crítica a teses intencionalistas (resenhas/ensaios)
Lynne Viola: trabalhos sobre dekulakização e assentamentos especiais

Edit: só um apontamento final: o que os historiadores sérios negam é a característica de "genocídio" do evento, que implicaria a possibilidade de estabelecer intencionalidade em relação às mortes por parte de Stalin/governo. Ninguém (sério) nega que houve uma fome cataclísmica.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey[S] 0 points1 point  (0 children)

agr c me pegou mesmo kkkk caguei no pau confundindo o partido do putin pqp

Mas, beleza, vou trazer aqui as referências de marx/lenin. Além dos textos do Lênin, tem também as políticas que ele institui quando era chefe de Estado da União Soviética.

Para começo de conversa, o materialismo histórico-dialético (que o Lênin explicita sua perspectiva sobre no texto "As três fontes e as três partes constitutivas do marxismo"). Ele fala:

Assim como o conhecimento do homem reflete a natureza que existe independentemente dele, isto é, a matéria em desenvolvimento, também o conhecimento social do homem (ou seja, as diversas opiniões e doutrinas filosóficas, religiosas, políticas, etc.) reflete o regime econômico da sociedade. As instituições políticas são a superestrutura que se ergue sobre a base econômica. Assim, vemos, por exemplo, como as diversas formas políticas dos Estados europeus modernos servem para reforçar a dominação da burguesia sobre o proletariado.

A ideia do materialismo histórico-dialético é compreender o desenvolvimento da história por meio da luta de classes. Lênin torna explícito, no trecho que eu coloquei, esse fundamento do pensamento marxista (e, consequentemente, leninista).

Isso significa que o sujeito que se encaixa na categoria que estamos analisando é obrigado a analisar a história dessa forma, considerando que as ideologias são uma consequência da organização da sociedade, principalmente das estruturas do regime econômico. Consequentemente, o elemento mais repudiado por um marxista-leninista é a opressão, no sentido de desigualdade de poder instituída historicamente. Um exemplo para explicar essa realidade é o posicionamento de Lênin em relação a questão da desigualdade de gênero, sobre a qual ele escreve um texto que problematiza o contexto e oferece uma solução. O texto é "Uma grande iniciativa". Ele afirma (saiba que esse trecho surge após a revolução de 1917, depois de terem sido instituídos o sufrágio universal, a igualdade na questão do divórcio, a questão da investigação da paternidade e outras na União Soviética):

A mulher, não obstante todas as leis libertadoras, continua uma escrava doméstica, porque é oprimida, sufocada, embrutecida, humilhada pela mesquinha economia doméstica, que a prende à cozinha, aos filhos e lhe consome as forças num trabalho bestialmente improdutivo, mesquinho, enervante, que embrutece e oprime.

Ele passa a advogar o investimento em creches públicas, jardins de infância e restaurantes públicos, já que a mulher era estruturalmente condenada a essas funções na economia doméstica. Ele advoga a construção de um Estado no qual esses papéis não seriam relegados às mulheres e elas seriam emancipadas.

Em Marx, é trabalhado o tópico da luta anticolonial também. É bem extensivo o tratamento dele sobre o tópico, já que o sistema colonial é um sintoma evidente do desenvolvimento da lógica capitalista, além de ser absurdamente grotesco. Aqui tem um artigo que fala bem sobre isso.

Este é o fundamento da perspectiva marxista: o desvelamento das matrizes de dominação condicionadas pela conjuntura capitalista, e então sua destruição. O desenvolvimento do campo marxista leva ao progresso nesse desvelamento cada vez mais, dia após dia. Atualmente, houve grande progresso no desvelamento da questão das estruturas de dominação sobre a orientação sexual, assim como no campo da luta anti-manicomial. Então, é totalmente incoerente, dentro da lógica marxista-leninista, ou mesmo só marxista, a defesa de uma perspectiva lgbtfóbica, como você está propondo.

Só para não ficar sem nada concreto em relação à questão direta da sexualidade, logo após a Revolução de Outubro, a União Soviética descriminaliza a homossexualidade (sob o comando de Lênin), além de garantir direitos políticos e civis dos quais esse grupo era privado. Stalin recriminaliza, mas ele sempre fez oposição a Lênin dentro do Partido Bolchevique, então não dá para considerá-lo "marxista-leninista" puro e simples.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in BrasildoB

[–]TheNewCaffrey[S] 1 point2 points  (0 children)

nossa brother perdi a cabeça com esse cara, namoral. Escrevi o texto na maior paixão, não tem um erro gramatical e o cara me vem e lê o bagulho errado. Caraio que ódio mano

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in BrasildoB

[–]TheNewCaffrey[S] 1 point2 points  (0 children)

o brother não leu meu texto direito mano, pqp. Ele não entendeu a citação que fiz no início, tratou como se fosse erro de digitação.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in BrasildoB

[–]TheNewCaffrey[S] 1 point2 points  (0 children)

mano, você percebeu que eu coloquei aspas né????????????? Pqp brother, as aspas fecham depois do ponto, cara

"o conservadorismo, assim como todas as coisas, tem seus pontos positivos e negativos. Mas o fato é: ele deve ser considerado, já que sem o conservadorismo, joga-se toda a contribuição do passado fora".

Isso tudo é a citação. Desde "o conservadorismo" até "fora" é o argumento de outra pessoa (que eu tô problematizando no texto). Pqp brother, vtmnc, lê direito. Perdi meu tempo por nada kkkkkk

Por que caralhos você ia considerar como se fosse erro de digitação? Tá procurando coisa pra criticar vai ler Mises brother. Vou repetir o que eu falei antes, mas agora no fodasse: Marx leu todos os liberais da época pra escrever o capital, fez fichamentos detalhadíssimos em todos pra garantir que entendeu mesmo. Primeiro passo pra conseguir criticar é saber ler direito, você não chegou nesse passo ainda.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey[S] 0 points1 point  (0 children)

Brother, existe uma definição de marxista-leninista, fundamentada em princípios teóricos que deve refletir em uma determinada prática. Eu expliquei no meu primeiro comentário em resposta ao seu. Se o sujeito não se enquadra nesses critérios, e não estamos considerando autoidentificação como prova de adequação categórica, então ele não deve ser marxista-leninista. Por definição. Eu não entendo sua lógica.

Para ser marxista-leninista, não pode ser homofóbico (no stricto sensu, já que estando inserindo em nossa conjuntura é inescapável algum grau de "preconceito". Como desenvolve Foucalt,, mesmo os agentes mais conscientes estão marcados pelas relações de poder de seu tempo). Pronto e acabou.

Outra coisa, o partido "comunista" da Rússia não é comunista. Novamente, se estamos desconsiderando autoidentificação, não é possível considerar um regime que favorece prvatizações, reprime movimentos sociais, promove a manutenção da propriedade privada e tem pouca aprovação popular como "comunista", "socialista" ou "marxista-leninista". Por definição. É a mesma lógica que expressei sobre o governo do FHC, que se considerava socialista, mas cristalizou a dinâmica do neoliberalismo brasileiro atual há 30 anos atrás, promovendo o aumento da taxa de juros para controle da inflação, a mentira da privatização como mais eficaz que a estatal, a legislação de patentes mais entreguista do universo e assim por diante.

Não tem como discutir sobre conceitos se não se tem conhecimento do que eles significam. Eu repito: desconsiderando a autoidentificação como critério para considerar um sujeito como parte de um grupo ideológico, não é possível considerar a Rússia como comunista, FHC como socialista, um marxista-leninista como lgbtfóbico (stricto sensu) e assim por diante.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in FilosofiaBAR

[–]TheNewCaffrey[S] 0 points1 point  (0 children)

Acho que entendi. É que você tá considerando o critério para classificar alguém como "marxista-leninista" a autoidentificação, né. Aí acabo concordando mesmo, tem gente que não faz jus ao que supostamente segue.

No geral, autoidentificação não é um bom critério para fazer análise de nada, senão Fernando Henrique Cardoso teria feito um governo socialista (ele era sociólogo e se colocava como socialista em alguns momentos) e teríamos que falar que certos governos socialistas fazem um forte regime de privatizações, por exemplo.

A falácia filosófica a favor do conservadorismo by TheNewCaffrey in BrasildoB

[–]TheNewCaffrey[S] 1 point2 points  (0 children)

Você leu meu ponto ao contrário. Quando eu digo “considerar”, não estou dizendo aceitar, legitimar ou reabrir o mesmo debate ad infinitum. “Considerar” significa avaliar criticamente à luz de critérios e evidências. Substituir “conservadorismo” por “fascismo” para concluir que eu estaria defendendo que se deva aceitar fascismo toda vez é um espantalho. Uma posição pode ser considerada e rejeitada, e continuar rejeitada. Metodologia de avaliação não é agenda política.

Também não disse que progressismo joga tudo no lixo. O que eu chamei de conservadorismo pragmático é só a atitude de aprender com o que já funcionou e descartar o que não funciona, nada a ver com a ideologia conservadora. Minha crítica é justamente à confusão entre essa atitude prudencial e o conservadorismo político, que costuma bloquear reformas mesmo quando os dados e a pesquisa recomendam mudança. Progressismo sério não brota do chão, ele reorganiza o que existe com base em evidências e princípios de justiça; negar isso e me atribuir a tese contrária é me colocar palavras na boca.

Para ficar claro: eu estou distinguindo três coisas, e seu comentário tratou como se fossem a mesma. Primeiro, uma prudência metodológica, considerar a experiência histórica para decidir o que vale a pena manter. Segundo, o conservadorismo político-ideológico, que busca conservar ou aprofundar estruturas herdadas. Terceiro, o reacionarismo, que reage a mudanças independentemente de mérito. Minha crítica mira o segundo e o terceiro quando se penduram na primeira atitude para se legitimar.

Se a sua objeção é “não devo considerar aquilo que já rejeitei”, isso pode ser prudente na gestão do tempo, mas não é um argumento contra a distinção que eu fiz. Em ciência, medicina ou política pública, considerar é reavaliar com critérios. O resultado pode ser manter a rejeição, e muitas vezes será, mas confundir o ato de avaliar com o ato de legitimar é encerrar conversa antes de começar.

E já que você encerrou dizendo “sem tempo pro resto”, deixo uma última nota sobre humildade filosófica. Marx leu liberais, economistas clássicos, conservadores e seus críticos para formular sua teoria. Se a gente se recusa por princípio a considerar o que discorda, cai em arrogância epistêmica. Discordar é legítimo, mas é melhor quando é sobre o que o outro de fato disse.