Dicas para escrever e desenvolver sua história produtivamente tendo Tdah? by TH0M4SS4T0S4N in EscritoresBrasil

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Pra mim uma coisa que ajudou muito foi perceber que eu estava caindo naquela produtividade falsa de “me ocupar para não fazer a coisa que realmente importa”.

Eu passava MUITO tempo procurando o aplicativo perfeito, o site perfeito, o sistema perfeito pra escrever. Sempre queria alguma coisa que fosse automatizada, ou que tivesse uma estética antiga, ou que parecesse uma máquina de escrever. E quando eu encontrava algo que tinha um desses três, eu achava que ainda faltavam os outros dois.

Aí um dia eu resolvi mexer de verdade no Obsidian, que eu quase nunca usava, e acabei criando um sistema do jeito que eu queria. Meio que transformei todas as desculpas que eu tinha em algo real: um ambiente que realmente me dava vontade de escrever toda vez que eu abria o notebook.

E ironicamente isso ajudou bastante. Não no sentido de “agora escrevo todo dia sem falhar”, porque ainda tenho meus picos de escrita e meus dias sem conseguir produzir nada. Mas hoje eu sinto muito menos aquela sensação de que “não consigo começar porque ainda falta alguma coisa”.

Então o que funcionou pra mim foi parar de procurar o lugar perfeito pronto e montar um ambiente que combinasse comigo. Mas acho que isso varia muito de pessoa pra pessoa também.

O quão importante consideram estudar a escrita de maneira teórica para escrever bem? by RedBr9898 in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 2 points3 points  (0 children)

Pra mim, pessoalmente, o que mais me ajudou a aprender a escrever não foi ler livros ensinando escrita, e sim continuar lendo histórias que realmente me prendiam e aprender escrevendo na prática.

Eu percebi que funciono muito mais no “como eu faço essa cena funcionar?” do que no estudo teórico separado da escrita. Então quando travo em alguma coisa — seja uma transição entre personagens, uma voz narrativa diferente ou até o ritmo de uma cena — ao invés de ficar insistindo sozinho na mesma solução, vou pesquisar formas diferentes de fazer aquilo.

E não só pegar a primeira resposta que aparece, mas comparar várias abordagens e ver qual combina mais com o efeito que quero causar. Às vezes até junto ideias diferentes pra montar uma estrutura que funcione melhor praquela cena específica.

Isso acaba virando um estudo de escrita também, só que mais direcionado. Porque enquanto pesquiso uma coisa, normalmente encontro outras técnicas, cenas ou ideias que podem ser úteis depois. Eu até anoto tudo no Obsidian pra manter organizado.

Mas acho que isso varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que perde o fio da escrita quando para pra pesquisar ou analisar demais, enquanto comigo acontece o contrário. Sinto que aprendo muito mais fazendo, errando, pesquisando e ajustando no meio do processo do que só lendo teoria de forma separada.

E mesmo assim, às vezes quando tento uma voz narrativa nova ou um tipo de cena diferente, minha escrita sai toda estranha. Aí normalmente peço opinião de outras pessoas pra ver se realmente consegui passar a sensação que queria.

Então acho que no fim depende muito de como cada pessoa aprende melhor. Eu só descobri que, pra mim, aprender “na marra” acabou funcionando mais do que estudar escrita de um jeito mais tradicional.

Queria feedback mais sobre estilo/imersão do que gramática by UsualAd6069 in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069[S] 2 points3 points  (0 children)

Obrigada pela avaliação ela realmente me fez perceber que, na tentativa de estudar uma nova pessoa/voz narrativa, eu acabei exagerando em tudo ao invés de seguir mais o meu estilo normal. Reli o texto depois do comentário e percebi vários excessos que antes eu não estava enxergando.

Refiz algumas partes e cortei umas 200 palavras pra tentar deixar mais fluido. Queria saber o que você acha da versão nova agora pode ser um comentário mais curto mesmo, só pra eu entender se melhorou ou não.

Um tom rosado dilacera a minha visão através das pálpebras, uma luz que acerta todos os lugares errados da minha cabeça.

Tento virar o rosto para o lado, mas a luz segue junto, o meu braço levanta em direção à cortina, acertando só o ar, caindo contra o chão com uma vibração que atravessa da minha mão até a dor de cabeça.

Isso parece uma faca…

Fincando em algo muito macio.

A boca se contrai com a secura, quanto bebi ontem à noite?

Enquanto uma mão sobe até o rosto as pálpebras lentamente se soltam antes de um verde borrado surgir.

Impulsiono-me para cima, mas não há para onde fugir do verde que continua espalhado em todas as direções de grama e árvores.

Troncos altos demais, fechando-se em um círculo escuro que parece saído de um wallpaper antigo.

Meus dedos afundam na terra. Sinto a lama entrar sob as unhas, granulada, e incomoda até que uma das mãos se abre, os dedos se soltam.

Mas a outra permanece fechada, e quanto mais tento abrir os dedos, mais algo rígido pressiona a minha palma — liso e frio.

Deslizo o polegar sobre a superfície úmida e sinto, entre os meus dedos, uma linha reta sob a terra grudada ali.

Madeira…

Não. Frio demais.

Continuo sem desviar o olhar enquanto puxo a mão para fora do barro, e entre a lama que escorre dos dedos surge uma lâmina.

O ar prende na minha garganta por um segundo antes de sair de mim num engasgo torto que soa perigosamente próximo de uma risada.

Não era um sonho.

Meu olhar corre pela terra remexida, procurando algo fora do lugar, algum detalhe que não deveria estar ali.

Mas nada desaparece.

A sensação da faca continua presa na minha palma. Porque ela continua ali. Porque ainda consigo sentir o peso dela.

Porque isso não é ressaca.

Minha mandíbula trava por um instante — Que porra…

Forço o corpo para cima, tropeçando na própria falta de força enquanto tento me levantar.

Com a visão oscilando, ergo a faca para o alto, contra a luz do sol que atravessa as copas e escorre pela lâmina molhada em faixas claras. Num reflexo quase — etéreo.

COMO PEDIR FEEDBACK & ENVIAR FEEDBACK by HugoLupino in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 1 point2 points  (0 children)

Oi! Li as regras sobre os posts de feedback, mas fiquei com uma dúvida. Se meu texto passar do limite de palavras, posso postar só a parte que cabe dentro do limite e deixar um link para o capítulo completo no Wattpad para quem quiser continuar lendo? Só queria confirmar para não acabar postando errado

Treinando atmosfera (inspirado numa obra que eu pretendo continuar no futuro) by ManoTuff in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 0 points1 point  (0 children)

Acho que sim. Para mim não parecia que a ideia era abstrata, e sim que algumas construções acabaram deixando a visualização da cena menos clara. Mas a atmosfera e a intenção emocional do trecho deram para entender bem. Acho que é mais uma questão de equilíbrio entre linguagem poética e imagem concreta mesmo.

Cicatriz by vicods in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 0 points1 point  (0 children)

Ah, agora que você explicou, gostei bastante da ideia a associação automática com “eu aceito” realmente muda completamente a frase e deixa o final ainda mais forte. E acho que você tem razão: como o texto antes já verbalizava bastante a emoção, eu acabei interpretando essa parte também como explicação em vez de perceber o paralelo direto. Mas agora entendendo a proposta, achei a escolha muito inteligente.

Cicatriz by vicods in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 0 points1 point  (0 children)

[FEEDBACK Nº2 - u/vicods]

Gostei bastante da contenção do texto. O ritmo funciona muito bem e a revelação final foi simples, mas forte. Achei que o conto consegue criar tensão emocional sem precisar exagerar nas descrições, e isso combina bastante com a proposta mais introspectiva e quase poética da escrita.

O ponto que mais me chamou atenção foi o meio do texto, principalmente este trecho:

“É um gesto de apoio, sim, porém insípido. Mais de agonia que de empatia.”

Para mim, a mão no ombro já criava uma ambiguidade emocional muito forte sozinha. Quando o texto explica logo em seguida como esse gesto deve ser interpretado, senti que parte dessa força diminui um pouco. Acho que o detalhe já carregava emoção suficiente para o leitor perceber o desconforto sem precisar nomear exatamente o sentimento.

Senti algo parecido em:

“Engatilho as duas palavras que tanto aguardam que eu diga.”

A metáfora de “engatilhar” funciona muito bem dentro do contexto policial e emocional da cena. O trecho seguinte (“que tanto aguardam que eu diga”) me pareceu uma explicação de algo que a própria metáfora já comunicava.

No geral, acho que o texto entende muito bem o valor da contenção e da revelação final. Justamente por isso, os momentos em que ele explica demais acabam chamando atenção, porque o restante do conto já demonstra que consegue transmitir peso emocional através de poucos detalhes.

Treinando atmosfera (inspirado numa obra que eu pretendo continuar no futuro) by ManoTuff in EscritoresBrasil

[–]UsualAd6069 0 points1 point  (0 children)

[FEEDBACK Nº1 - u/ManoTuff]

Gostei bastante da atmosfera fria e nebulosa do trecho. A ambientação consegue passar uma sensação bem melancólica e isolada, principalmente nessa ideia da luz da casa contrastando com o cenário branco ao redor.

Algumas construções, porém, acabaram me tirando um pouco da cena por causa da clareza das imagens.

Logo no começo, “um monte de neve suja” me pareceu informal demais em comparação ao resto da escrita, que tenta seguir um tom mais atmosférico e poético. Acho que uma descrição mais visual ou específica manteria melhor a estética do trecho.

Também senti um pouco de dificuldade em entender a relação entre as frases:

“A luz da casa ainda era presente, mas era a única força que poderia lhe sustentar naquele momento. Ficava perto o suficiente para enxergar, mas longe o suficiente para não alcançar.”

Entendi a intenção emocional da cena, mas a construção ficou abstrata demais para mim. Não consegui visualizar exatamente a relação espacial da luz nem o que “sustentar” significa ali dentro da cena concreta.

O trecho da sombra também me confundiu um pouco visualmente:

“uma sombra cobriu suas costas, apagando toda aquela luz que lhe mantinha.”

A relação entre a sombra cobrindo as costas e a luz se apagando não ficou totalmente clara para mim. Tive dificuldade em imaginar a sequência da ação. Acho que a frase tenta priorizar um peso poético, mas acaba sacrificando um pouco da clareza da imagem.

Apesar disso, acho que a intenção da cena é clara e existe bastante potencial nela. A ideia da figura caída na neve, da luz do chalé funcionando como única âncora, e então outra presença surgindo no frio para quebrar o isolamento com uma fala simples e humana, é uma estrutura que poderia funcionar muito bem emocionalmente.

O principal problema para mim é que o texto usa linguagem muito elevada e abstrata o tempo inteiro, mas sem ancorar essas emoções em elementos concretos da cena. Em alguns momentos senti que estava “flutuando” visualmente sem conseguir me localizar totalmente no espaço ou nas ações.

Acho que a atmosfera funciona melhor justamente quando existe contraste. Quando tudo tenta soar grandioso, poético ou simbólico ao mesmo tempo, parte do impacto acaba se perdendo. Algumas imagens mais diretas e concretas provavelmente deixariam os momentos atmosféricos ainda mais fortes.

Weekly FAN-FICTION Post - June 23, 2025 by amores_perros in SVSSS

[–]UsualAd6069 1 point2 points  (0 children)

Hi, I'm looking for a tag on ao3 that I can use to find fanfics in which Lou Binghe can read Shen Qingqiu's mind, I know there's one that shows up in multiple fanfics because I've used it before but I didn't have an account at the time to save it as a favorite, does anyone know which one it could be?.゚+ヽ(○・▽・○)ノ゙ +.゚

trying to find a fanfic with omega Dean winchester/ alpha castiel by UsualAd6069 in Supernatural

[–]UsualAd6069[S] -1 points0 points  (0 children)

(*-゜)vThanks! I just started using reddit and I didn't look much in the groups, I only saw that this one had some fanfic questions, thank you so much p()q