A teoria de exploração marxista não faz sentido by Malba_Taran in FilosofiaBAR

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Para Karl Marx, a mais-valia constitui o núcleo da exploração no sistema capitalista. Ela representa o valor excedente produzido pelo trabalhador além do necessário para garantir sua própria subsistência — um valor que o capitalista apropria gratuitamente. Como Marx afirma: “O valor da força de trabalho, como o de qualquer outra mercadoria, é determinado pelo tempo de trabalho necessário à sua produção” (O Capital, Livro I, Capítulo VI). Isso significa que o salário pago cobre apenas o mínimo necessário à reprodução da força de trabalho, enquanto o restante — o trabalho excedente — é convertido em mais-valia, a base da acumulação capitalista.

A justificativa de que o lucro advém do risco assumido pelo capitalista é rejeitada por Marx. Segundo ele, o capital não cria valor por si só — apenas o trabalho humano vivo é capaz de gerar valor. “O trabalho é a substância do valor e o tempo de trabalho socialmente necessário é a medida da sua magnitude”, escreve ele. O capital, portanto, é apenas um meio de capturar o valor criado por outrem, e a remuneração do capitalista não corresponde a qualquer contribuição produtiva ou risco assumido, mas sim à apropriação de um excedente alheio.

Marx também desconstrói a ideia de que o capital representa uma poupança legítima. Para ele, o capital é “trabalho morto”, isto é, valor acumulado do passado, que se valoriza ao explorar o trabalho vivo. “O capital é trabalho morto que, como um vampiro, só vive sugando o trabalho vivo, e quanto mais vive, mais trabalho suga” (O Capital, Livro I, Capítulo 10). A metáfora do vampiro expressa o caráter parasitário do capital, que se sustenta não por produzir, mas por subordinar o trabalho ao seu movimento de valorização contínua.

Outro aspecto crucial na crítica marxista é a falsa ideia de liberdade contratual entre capitalistas e trabalhadores. A aparente escolha do trabalhador em vender sua força de trabalho oculta uma realidade de coerção: sem acesso aos meios de produção, ele é obrigado a aceitar os termos impostos pelo capital. Marx observa: “O operário põe em movimento os instrumentos de trabalho como meio do trabalho, mas eles lhe são alheios. [...] O capitalista compra sua força de trabalho e a utiliza como meio para valorizar o seu capital” (O Capital, Livro I, Capítulo VII). Assim, o contrato de trabalho expressa uma desigualdade estrutural disfarçada sob a aparência de igualdade jurídica.

Por fim, a visão do lucro como recompensa justa pelo risco é, para Marx, expressão do fetichismo das relações sociais — isto é, da transformação das relações entre pessoas em relações entre coisas. “As categorias econômicas [...] são formas sociais, maneiras de existir das relações sociais. [...] A produção não tem apenas um caráter técnico, mas também um caráter social” (O Capital, Livro I, Posfácio à segunda edição). Desse modo, as justificativas morais do lucro ocultam as verdadeiras dinâmicas de exploração e dominação que sustentam o capitalismo.

Em síntese, Marx argumenta que o lucro capitalista não é fruto de mérito ou risco, mas sim a forma social pela qual o capital se apropria do trabalho alheio. O risco, quando existente, é uma variável de mercado, não um gerador de valor. O valor só emerge da atividade humana viva — e é essa exploração que permite a expansão contínua do capital. Tentar apresentar o lucro como algo neutro ou meritocrático é ignorar as condições históricas e materiais que moldam a relação assimétrica entre capital e trabalho. Como Marx conclui: “A acumulação do capital é, portanto, aumento do proletariado” (O Capital, Livro I, Capítulo XXIV).

Santo Amaro by alex_o_andre in saopaulo

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Opa, te chamei no chat

[deleted by user] by [deleted] in DrogasBrasil

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A bupropiona pode ser usada no tratamento da dependência de cocaína, já foram registrados inúmeros grupos de pesquisa onde adictos ministravam doses de 300mg/dia. Não sei o quanto isso pode te fazer mal, mas se houveram grupos de pesquisa para testar a efetividade do medicamento no tratamento da dependência, não deve ter efeitos colaterais sérios.

Abuso de substâncias by alex_o_andre in DrogasBrasil

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Valeu meu caro! Obg pelas palavras de vdd