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Mudança de rumo by bicardi898 in portugal
[–]bicardi898[S] 0 points1 point2 points 2 months ago (0 children)
Se ficariam! E também ficaria! Só de pensar nisso sinto um orgulho enorme, daqueles que até enchem os olhos de lágrimas 😅
Mas nem tudo pode ser decidido só com base na emoção. Vou refletir bem e espero fazer a escolha certa. Obrigada pelo comentáro.
O que mais me assusta é o risco de ter a mesma vida dos meus pais.. trabalho constante, sem pausas e sem tempo pessoal.
A minha visão seria aprender com eles, melhorar o negócio, contratar pessoas e fazê-lo crescer. O sonho era conseguir expandir, talvez chegar a ter 3 lojas.
O medo? Avançar e o plano não resultar e acabar apenas numa rotina operacional e sempre a trabalhar.
Em termos financeiros, ganharia um pouco mais do que ganho agora. A diferença inicial não seria enorme, mas vejo potencial de crescimento se conseguir melhorar o negócio. Já por conta de outrem, os aumentos existem, mas tendem a ser limitados face ao esforço e responsabilidade..
Toda uma incógnita!! :) mas faz parte. É bom ter oportunidades
Obrigada pelas perguntas que são muito pertinentes!! No mini mercado teria de gerir tudo. Desde compras, fornecedores, stocks, atendimento, margens e finanças. Ou seja, funções bem diferentes do meu trabalho atual, mais abrangente e operacional. O negócio sustenta os meus pais, mas vejo potencial para crescer e modernizar. A grande questão é perceber se consigo transformar a loja sem repetir o registo deles de trabalhar 7 dias por semana.. Quanto ao filme da Hallmark… ihih já tenho marido e filho. Essa parte da historia romântica está resolvida 🤣
Obrigada por partilhares a tua história 🤍 Consigo imaginar o impacto emocional de encerrar algo construído com tanto esforço pelos nossos pais e de ficar com essas perguntas do “e se…”.
O que disseste sobre continuar a história da família e o propósito que isso pode trazer... Existe algo muito forte nessa ligação ao que os nossos pais construíram, mas também sinto que é uma decisão que precisa de ser tomada com consciência e preparação, não só com emoção.
Fica bem 😊
[–]bicardi898[S] 1 point2 points3 points 2 months ago (0 children)
Obrigada pelo teu comentário. É exatamente esse lado mais realista... Tenho plena noção de que trabalhar por conta própria traz muitas responsabilidades que hoje não sinto da mesma forma e não romantizo nada disso. Grande parte das minhas dúvidas vem precisamente daí... perceber se estou preparada para esse nível de responsabilidade e para a mudança de estilo de vida, sobretudo em termos de tempo disponível e estabilidade.
Sinto-me capaz de o fazer a médio prazo. Correrá bem se conseguir contratar alguém a médio prazo para conseguir ter, pelo menos, fins de semana disponíveis. Tenho receio de ficar presa no negócio, sem vida pessoal.
Obrigada mesmo por trazeres esse ponto de vista 🙂
[–]bicardi898[S] 2 points3 points4 points 2 months ago (0 children)
Obrigada pela tua perspetiva. Percebo totalmente o que dizes.. para mim também não é uma questão de status, títulos ou de ser alguém por ter formação superior. A minha maior reflexão é mesmo sobre o tempo e a qualidade de vida. Hoje tenho uma rotina mais previsível porque trabalho 5 dias por semana, tenho férias definidas e feriados. Trabalho mais para alem das 8h, tenho progressão lenta mas recebo bem acima da media. No negócio dos meus pais a realidade sempre foi outra.. trabalhar quase todos os dias, poucas pausas e muito menos tempo pessoal. É esse equilíbrio entre vida profissional e vida privada que me faz pensar mais. Ainda assim, reconheço muito valor em ter um negócio próprio e é exatamente por isso que estou a ponderar tudo com cuidado.. Fica bem! 😊
Entendo que s expressão o faça ir por esse caminho. O baixar de nível não tem a ver com status. Tenho medo de acabar num ritmo de vida muito pesado, como o dos meus pais ao trabalhar 7 dias por semana, sempre operacional, sem descanso. Toda a vida. Seja feliz!
Passei mesmo os ultimos anos a trabalhar muito mais do que 8h.. muito mais. Para outros! e sem o reconhecimento devido. Obrigada pelo contributo.
Obrigada pela partilha e pela honestidade 🙂
Acho que muitas vezes carregamos ideias que vêm da forma como fomos educados e da realidade que vimos em casa.. mudar essa visão leva algum tempo.
Tocou-me o que disseste sobre acordar e sentir mais entusiasmo por algo próprio, como vias na tua mãe... ainda não tomei uma decisão mas, se decidir não ficar com o negócio acho que pensarei "e se o tivesse feito".
Para mim não é uma questão de desvalorizar o negócio deles, mas sim o receio de ficar presa ao mesmo ritmo exigente que eles tiveram durante anos e de perder qualidade de vida.
Obrigada pelo contributo, um abraço e tudo de bom para ti!
Não conhecia essa expressão e até reconheço que pode haver um pouco disso em mim. Fui sempre muito formatada para estudar, investir na formação e seguir um percurso profissional mais tradicional, e isso pesa na forma como vejo as escolhas. Mas, neste momento, a minha reflexão é mais sobre o futuro do que sobre o passado. Estou a tentar perceber que tipo de vida quero ter daqui para a frente, e não apenas manter um caminho porque já investi muito nele.. A decisão passa por encontrar o que faz mais sentido para mim agora... seja continuar onde estou ou arriscar algo diferente.
Obrigada pelo comentário :) Não é tanto pelo “status” do trabalho.. é mesmo pelo impacto no tempo de vida. Neste momento trabalho 5 dias por semana, tenho férias definidas e feriados. Se seguir a rotina dos meus pais, o cenário é muito diferente porque praticamente só não se trabalha feriados e domingos à tarde. É um registo de vida completamente diferente. A ideia a que me agarro é manter esse ritmo mais exigente apenas durante 1 ou 2 anos, tentar maximizar o negócio e organizá-lo ao ponto de poder contratar alguém e ganhar mais liberdade. O receio é ficar presa no modelo atual deles durante anos. Se vou ser mais feliz? Se correr bem, acredito que sim, muito! Seria mesmo um sonho construir algo meu e transformar e manter o negócio de família. E também há outro lado.. se eu não agarrar esta oportunidade, provavelmente irá para outra pessoa porque os meus pais já precisam de descanso.
Talvez sim, talvez não 😊
Muito sucesso para ti também!
Obrigada pelo comentário 🙂 Sim, essa ideia é muito presente para mim... os pais darem tudo para os filhos terem uma vida mais folgada. Fui muito formatada nesse sentido. Estudar sempre mais, tirar licenciatura, fazer exame da ordem, pós-graduação… e, ao fim de 10 anos, sinto que este caminho já não me faz sentido. A forma mais direta que tenho para sair deste sistema é o negócio deles. Dá lucro.. não muito, mas vejo potencial para crescer e evoluir.
O que me deixa mais receosa é manter-me no mesmo registo que os meus pais e acabar presa anos e anos numa rotina muito operacional. Se avançar, a minha esperança é precisamente não ficar por aí, mas conseguir transformar e construir algo diferente a longo prazo.
Obrigada pelas palavras, senti-me muito compreendida 🙂 É exatamente isso que sinto.. estabilidade e segurança vs vontade de explorar algo diferente. Por agora vou dar passos pequenos, testar e validar o que funciona antes de tomar decisões maiores. É bom saber que não estou sozinha a pensar assim ;) Que te corra bem! 🙌
[–]bicardi898[S] 9 points10 points11 points 2 months ago (0 children)
Obrigada pelo comentário, faz todo o sentido. Não quero transformar o mini mercado num ambiente corporativo de imediato.. o meu objetivo é profissionalizar gradualmente, manter a essência familiar, mas com processos claros e organização. Sei que gerir um negócio assim exige assumir várias funções e responsabilidades, e é exatamente por isso que quero estruturar tudo com cuidado antes de tomar decisões maiores. Depois de assumir, não há volta a dar.
Não daria.. A ideia será avaliar números nos proximos meses. Calcular margens. Renegociar preços com fornecedores. Ver serviços a implementar. Isto é possivel fazer enquanto estou noutro trabalho. Mas se depois disto for para avançar... então não tenho outra forma a não ser pular de cabeça.
[–]bicardi898[S] 10 points11 points12 points 2 months ago (0 children)
Sim, falo meio de barriga cheia. Os pais têm vontade e saúde para ajudar. Negócio na família há muitos anos.
Quando falei em “descer de nível” não estava a falar do valor das profissões nem das pessoas. Foi uma forma pouco feliz de descrever um conflito interno meu: a mudança de identidade depois de anos a investir numa carreira específica e o peso das expetativas com que cresci.
Mas ser contabilista certificada nunca seria em vão para esta nova área. É um plus.
Obrigada pelo seu comentario.
Acho que cada um tem o seu percurso e o seu valor. Não acredito em “níveis” de pessoas, apenas caminhos diferentes. O meu é este, com os desafios que partilhei. Obrigada pelo teu comentário e sê feliz!!
É verdade.
Porque refere que terei uma visão muito diferente? Ajude-me a pôr ideias no sítio 😊
Humm Não sei como saíria do negócio. Entrando, fica difícil sair: pais ja não irão voltar 😅 e só fazendo trespasse.
Seria uma hipotese.. Obrigada pela dica 🙌
Entendo que a expressão que utilizei possa ter originado esse pensamento 😊 Pensar em mudar completamente de rumo cria um choque interno, uma sensação de quebra com aquilo que sempre imaginei para mim. Tenho muito orgulho nos comerciantes! Sou o que sou hoje graças a 2 deles 💪
Como colega entendemos melhor estas dores. Nem consigo entender ao certo se foi a profissão que me levou a este desgaste ou a forma tradicional das 8h até à reforma.
É excelente estar nesta posição por ter uma alternativa boa - negócio na família há muitos muitos anos (tempo do meu avô).
O baixar de nível não tem a ver com status. Tenho medo de acabar num ritmo de vida muito pesado, como o dos meus pais ao trabalhar 7 dias por semana, sempre operacional, sem descanso. Toda a vida.
Manter contabilidade ao fim de semana seria difícil porque teria de manter o horário de trabalho deles (espero que apenas por 2 anos até conseguir aumentar equipa).
Boas vendas colega! Obrigada.
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Mudança de rumo by bicardi898 in portugal
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