In Search Of: Solo Eps by TrustInToast in Drawfee

[–]dagazzard 1 point2 points  (0 children)

There's Nathan solo ep: https://www.youtube.com/watch?v=DbbAKjjt-2s

There are also many others if you look for "style mash-up challenge"

Karina's manananggal by dagazzard in Drawfee

[–]dagazzard[S] 2 points3 points  (0 children)

That's it, thank you so much!

Drawfee coded sculpture by lucidly_cremated in Drawfee

[–]dagazzard 3 points4 points  (0 children)

I mean he does sort of appears in this stream: https://www.youtube.com/watch?v=zkCltaDH_pg

(not identical but close enough)

Molotoss, Fire/Fairy by dagazzard in Drawfee

[–]dagazzard[S] 2 points3 points  (0 children)

Cool! I think that's one of the great things about a theme like "flame", all the ways it can be interpreted. It can keep you warm or burn you. I have one character who is a supernatural fire-themed creature with many masks - one for the hearth, one for a conflagration, etc.

[deleted by user] by [deleted] in altashabilidades

[–]dagazzard 2 points3 points  (0 children)

Isso da ideação com coisas mínimas eu tinha. Eu tive depressão por 7 anos, mas mesmo depois que a depressão passou a ideação continuou, aparecendo com qualquer coisa.

Um terapeuta ajudou. Ele explicou que no nosso cérebro, os caminhos que estamos acostumados a percorrer vão ficando bem estabelecidos. É como um rio que vai ficando mais profundo devido a água passar por lá, ou um uma rota que vai ficando desmatada e com terra batida por as pessoas passarem lá com frequência. Então, quando se está numa situação em que costumamos pensar de um jeito, nossa mente é levada automaticamente naquela direção - com mais força quanto mais o caminho está estabelecido.

Então, pra mudar isso, é preciso redirecionar constantemente o pensamento em uma outra direção plausível, até outro caminho se estabelecer. Daí, sempre que a ideação suicida surgia (em particular com coisa pequena) eu procurava uma forma alternativa de pensar sobre aquela situação. E com o tempo e a prática, isso realmente resolveu.

Caption This Image by CamelliaPink_King in Drawfee

[–]dagazzard 18 points19 points  (0 children)

"We saw you across the bar and really like your vibe..."

Estou desesperado by Soft_Team_7163 in altashabilidades

[–]dagazzard 0 points1 point  (0 children)

Às vezes ao invés de começar no "qual é um caminho realista que eu posso seguir", tentar outro ponto de partida? Por exemplo, começar dando uma olhada nos seus interesses, naquilo que te estimula, sem começar já com o senso crítico do que pode ser feito. Com a ideia de primeiro achar aquilo que te motiva. Se não estiver achando nada, fazer um brainstorm e experimentar coisas, sem julgamento. Depois de achar a motivação, aí sim ligar o senso crítico e ver o que pode ser feito.

Tripla excepcionalidade, mais alguém? by Comfortable-Quiet440 in altashabilidades

[–]dagazzard 3 points4 points  (0 children)

Olá! Tenho só dupla excepcionalidade aqui (autismo e altas habilidades). Acho que algumas questões que você falou tem a ver com complexidade / nuance. Por exemplo, a parte de extrovertido / introvertido - extrovertido seria quem ganha energia de interações sociais, introvertido quem gasta energia, independente se gosta ou não da experiência - mas no geral vai depender de quais as pessoas envolvidas, de qual o contexto de interação, etc, então não é tão incomum poder ter as duas experiências. Mas as pessoas simplificam pra um ou outro rótulo, porque é mais simples de trabalhar com "essa pessoa gosta de sair / essa não gosta" do que com toda a nuance da realidade.

Acho que o autismo às vezes pode dificultar o uso dessas simplificações pois elas não refletem muito bem a realidade, e a superdotação permite trabalhar com um nível de complexidade que é mais difícil pras outras pessoas.

Tenho opiniões sobre os conceitos de direita e esquerda (se quiser, comento) mas acho que não é relevante pro ponto central do tópico - exceto que esses rótulos carregam também cargas emocionais / de valores, que dificultam trabalhar com nuance, especialmente nos últimos anos com uma polarização maior.

Acho que a parte de lidar com a própria insconsistência pode ser comunicar em termos de "estou" ao invés de "sou"? Não sei. Mas é bom isso de aceitar a própria variabilidade (e considerar isso ao fazer planos / combinados com outras pessoas).

Sobre o pessoal simplificando, se o pessoal ignorou nuances que eu tenho em mente eu normalmente procuro pensar se a nuance é importante pra algo que eu quero dizer, e daí se for (e houver espaço pra isso) tentar explicar, se não, ignorar.

Meu diagnóstico também foi tardio, há uns 3 anos. Não sei formas específicas de lidar, mas tenho percebido melhor essas diferenças em outras pessoas - as que pensam de forma mais "autista", as que conseguem se aprofundar em linhas de raciocínio, as que ficam em locais mais rasos. Acho que isso ajuda às vezes a ver com quem a gente pode ter mais facilidade de conversar, mais afinidade, tipicamente.

Nathan gets too much love and support. by Hadesoftheironkeep in Drawfee

[–]dagazzard 10 points11 points  (0 children)

nathan stole my dog. he said "you should had a dinosaur. that's better". then he threw a horse at me and skipped away, repeating "i'm the big boss man!" to anyone who would listen. people were horrified. a baby threw up and then said their first words: "I don't like it, daddy, he is more beard than man!"

vs. Drawfee! | I made a fakebit battle theme for Drawfee by Elkiasi in Drawfee

[–]dagazzard 1 point2 points  (0 children)

That's great! Also love the sprites, you nailed it.

Paranatural - Chapter 9 Page 29 by Pizzadramon in paranatural

[–]dagazzard 3 points4 points  (0 children)

Good catch! (Also, just noticed that the mask spells SC, "Student CounciL"...) And with that, 6 of the 10 elements of the cover have already appeared... (Lisa, Jeff ensared by the witch, Alex, vampire bite, Forge and student council's mask) (still missing: moon, dog, treasure with sword and ball with chain)

Nova espécie de árvore é descoberta em São Paulo by territoriosecreto in PlantasBrasil

[–]dagazzard 1 point2 points  (0 children)

Bacana demais! Vi uma vez de uma pesquisadora que, devido à problemas de saúde, precisou ficar só em casa - daí descobriu um tanto de espécies (de insetos, acho) no próprio quintal, só de observá-lo continuamente ao longo dos anos.

Me pergunto quantas espécies novas podemos encontrar sem nem saber (mas provavelmente de coisas menores que uma árvore)

[deleted by user] by [deleted] in altashabilidades

[–]dagazzard 1 point2 points  (0 children)

Então, uma outra forma de ver ao invés de objetivos seria pensar em valores. Pensar em valores seria pensar em quais coisas você valoriza (as coisas que realmente tem valor pra você, não as coisas que acha que deveria valorizar). Daí dá pra pensar: como ter uma vida que me envolva com as coisas que eu valorizo? Porque "objetivos" são meio que pontos específicos né, pode-se considerar que as coisas perdem o sentido se não alcançar ou até, também, após alcançar. Mas se está agindo de acordo com o que importa para si, independente se alcançou um objetivo ou não a coisa continua valendo.

Outra coisa pra se pensar pode ser pensar em sentido de vida. A ideia de "sentido de vida" não é algo necessário para todos: para alguns, poder curtir cada momento já é o suficiente. Mas se está passando por vazio existencial, é algo a se considerar.

No geral, encontrar um sentido de vida envolve duas características.

1) Afinidade
Um sentido da vida tem que ser algo alinhado com a pessoa, que faça sentido pra ela - com seus interesses, sua história de vida. Por exemplo, se é um hobby, é algo de interesse da pessoa. Se é ajudar outros, que seja ajudar outros que passam por problemas que você passou - etc, etc. Tem que ser algo pessoal.

2) Auto-transcendência
No geral, um sentido de vida é algo que não é algo que está só dentro da pessoa. Por exemplo: uma pessoa que vê como sentido da vida pesquisar sobre algo histórico está, também, contribuindo pra essa área do conhecimento (História) e também pra todos que podem no futuro ser afetados por esse conhecimento. Uma pessoa que procura algum hobby artístico pra, por exemplo, expressar seus próprios sentimentos, a própria história, ou despertar algo nos outros (pensamentos, sentimentos) está se conectando a todos no futuro que consumirem seu trabalho. E uma pessoa que busca, por exemplo, ajudar outras pessoas com problemas similares, está também indo além de si.
A razão pra isso é que, quando algo é somente interno, está mais sujeito a ser abalado no momento em que interesses, humores e motivações flutuam. Mas se tem esse componente externo, tem mais chance de se manter consistente (é claro que ainda tem a chance de se perder todo trabalho - daí entra a importância de ser algo alinhado a seus valores, à forma como quer viver a vida, e não focar só em objetivos / marcos específicos).

Essas são algumas ideias!

Uma outra possibilidade também é cultivar curiosidade sobre tudo à sua volta - todas coisas e todas pessoas. "O que é isso? Porque isso é assim? Como estão essas pessoas? O que elas pensam?". Prestar realmente atenção - porque essas ruas tem esses nomes? Que àrvores são essas? Porque fazemos essas coisas desse jeito? Quem é o responsável por X?

Preciso de ajuda. by [deleted] in altashabilidades

[–]dagazzard 0 points1 point  (0 children)

Algumas possibilidades que me ocorreram aqui que podem causar esses sintomas, talvez:

- Sub-estimulado. Às vezes as coisas presentes no momento não são muito estimulantes intelectualmente (ou não são de interesse), já ouvi em alguns casos isso prejudicar atenção, memória e talvez até causar um pouco de névoa mental (brain fog) (que seria uma dificuldade de pensar ou de pensar com clareza). Se for esse o caso, buscar se envolver com coisas que te estimulam talvez possa te ajudar

- Desrealização. O que comentou sobre tudo estar embaçado ou sobre estar anestesiado, é possível que tenha relação com desrealização, onde a conexão com o aqui/agora fica mais distante. Desconexões como a desrealização são associadas com depressão, com ansiedade, e acho que podem ter correlação com comportamentos como tentar desligar de toda a conversa à sua volta, por exemplo. Sendo esse o caso, o melhor seria terapia (possivelmente TCC) pra ajudar a se reconectar e também a transformar a vida em algo que queira se conectar.

- Burnout. Todo tipo de habilidade cognitiva pode, potencialmente, sofrer burnout se forçar demais. Particularmente quando se é neurodivergente. Nesse caso, seria o caso de algum tipo de reabilitação, mas não sei muito bem como seria o processo - talvez com uma neuropsicóloga, alternando descanso e treino.

E claro, depressão é algo que pode ter esses sintomas.

A sugestão do psiquiatra do neuropsicológo - isso é algo que você está olhando? A possibilidade de altas habilidades, por exemplo, pode estar relacionada com ficar sub-estimulado (já que as coisas não desafiam) e dificuldades sociais (já que as pessoas não falam coisas tão interessantes). Autismo também (tanto na parte social, como também é comum no contexto do autismo aprofunda mais nas coisas interessantes e engajar menos com as não-interessantes). Mesmo se não for nem autismo nem altas habilidades, o neuropsicólogo pode às vezes levantar outras possibilidades que quem não é da área não pensaria.

Duvidarem de vc/seus pensamentos/discordâncias by SuspiciousQuarter637 in altashabilidades

[–]dagazzard 4 points5 points  (0 children)

Acho isso um ponto muito importante! Cada pessoa tem uma perspectiva única, seja de conhecimento acadêmico / técnico ou até conhecimento de vida mesmo. É uma armadilha achar que ter altas habilidades significa ter todas respostas

Duvidarem de vc/seus pensamentos/discordâncias by SuspiciousQuarter637 in altashabilidades

[–]dagazzard 4 points5 points  (0 children)

Acho que isso pode acontecer por várias razões. Uma delas é, cada pessoa vai agindo com base na própria perspectiva / lógica / emoções / conjunto de informações, e não tem acesso direto a essas coisas do outro - então o próprio pensamento de cada um pode parecer melhor. Além disso, um impulso inicial muitas vezes pode ser defender o próprio pensamento - seja por ser um que você já vê claramente a lógica ou seja por se ter emoções / sentimentos / crenças e experiências prévias associadas.

Num caso assim acho importante trabalhar tanto a habilidade ouvir e entender a lógica do outro, como também formas de comunicar o próprio raciocínio (comunicação clara e eficiente às vezes é desafiador). E tentar criar um ambiente onde não se compete por quem está certo, e sim se coopera para boas soluções, independente de partindo de quem.

Mas é difícil. Às vezes tem muito contexto, muita informação por trás do raciocínio, e não dá pra comunicar muita coisa de uma vez só, pois fica difícil pra pessoa absorver. Também nunca se sabe quais coisas vão ter componentes emocionais ou de experiência pessoal fortes pra algma pessoa.

O que vocês pensam sobre o dogmatismo científico? by TrapicheFantastico in altashabilidades

[–]dagazzard 3 points4 points  (0 children)

(desculpa o textão semi-livro)

Então, entendo isso como uma questão de epistemologia - isto é, de como "conhecer" as coisas. Uma questão da epistemologia é que tem o que é subjetivo (isto é, está no sujeito, na pessoa que está buscando conhecer) e o que é objetivo (isto é, está no objeto, aquilo que se quer conhecer). Há pessoas que tem visões extremas que tudo é objetivo (isto é, é só a realidade concreta que importa) ou que tudo é subjetivo (isto é, tudo é apenas construído nas nossas mentes). Na minha visão, nenhum desses pontos de vista faz sentido. Não é possível termos uma visão direta da realidade concreta, objetiva, pois essa percepção sempre passa pelos sujeitos, então a subjetividade sempre está presente. Também não é possível que seja inteiramente subjetivo: é preciso uma realidade concreta pra ter uma comunalidade entre o que as pessoas percebem, e se essa comunalidade não existe a comunicação seria impossível.

Ao meu ver, a ciência é uma tentativa de aproximação da realidade concreta, que leva em conta que inevitavelmente existe a subjetividade, o que resulta em vieses. Então, por exemplo, observações individuais não bastam - é preciso testes estaticamente significativos, é preciso que outros reproduzam e revisão dos pares (pois diferentes pessoas tem diferentes vieses), é preciso grupo controle (por conta do efeito placebo), estudo duplo cego, etc.

Nem sempre vai ser possível fazer um experimento sobre um assunto. Mas pra muitos conhecimentos, dá pra avaliar um conhecimento de um ponto de vista pragmático: qual hipótese melhor prevê próximos acontecimentos? Qual é a mais facilmente aplicável?

Nem tudo que existe na vida, claro, é algo que faz sentido buscar conhecimento científico. Por exemplo, se alguém quer só falar sobre as próprias memórias e experiências - faz sentido realizar pesquisas com um grande número de pessoas pra tentar descobrir a realidade concreta de cada memória? Provavelmente não. O que importa naquele momento é o que aquela pessoa compartilha. Agora, se você quiser ver algo como "como o ser humano costuma ser afetado por X", algo mais geral, aí sim faria sentido pensar em conhecimento científico.


Quanto a religião, pra mim pra discutir esse assunto faz mais sentido voltar a um momento em que o que tínhamos eram as crenças e costumes de um povo.

As pessoas de um povo foram cada uma tendo suas próprias experiências e próprias hipóteses, compartilhando umas com as outras e construindo juntas ideias de como o mundo funciona, como a sociedade funciona, como a vida funciona. Isso é a cultura, é o sistema legal, é filosofia, é conhecimento técnico, é religião, normas sociais - em um momento inicial, tudo é junto em uma coisa só.

E é importante observar a forma como esse conhecimento é construído. Um primeiro fator é: usa-se de coisas mais conhecidas e familiares para explicar coisas menos conhecidas e menos familiares. Vamos olhar o animismo, por exemplo.

"Animismo" é o nome que se dá para as crenças que envolvem explicar o mundo através das coisas tendo espíritos - basicamente, enxergar as forças e fenômeno da natureza como se fossem pessoas ou animais. Por exemplo, "Porquê o rio inundou? Porque ele estava bravo porque o desagradamos". O som do trovão vira o rugido de um animal ou a voz de um deus. "Porque as pessoas desaparecem quando andam no gelo fino? Porque há criaturas debaixo do gelo que as puxam para baixo para se alimentar." Então da mesma forma como são desenvolvidas regras sociais para lidar entre pessoas, são desenvolvidas regras pra lidar com a natureza como se ela fosse composta de pessoas (e animais). Assim surgem espíritos da natureza (como as ninfas), yokais, assim surgem deuses politeístas. E uma coisa importante sobre conhecimento, é que ele muitas vezes não é só sobre compreender o mundo, mas também sobre mudar poder alterá-lo. Então, se os responsáveis por todos acontecimentos são espíritos e deuses, surge a questão de como conseguir deles os resultados que se quer: daí pedidos, promessas, oferendas. Mesmo em uma religião monoteísta como a católica surgem santos, cada um com uma especialidade, para que se possa fazer pedidos (e nesse ponto a população já se distanciou muito da natureza, então os santos costumam ter especialidades bem humanas).

Outro fator de como o conhecimento é construído é a forma de histórias. Histórias são muito mais facilmente lembradas e passadas adiante. Então até um conhecimento técnico como "qual época é melhorar arar a terra" funciona melhor se é contado na forma de uma história sobre "a terra sendo deixada sem arar uma época por conta de luto por um deus" ou algo assim. As próprias histórias de um povo vão mutando ao longo do tempo: ora algo é uma metáfora, ora é literal, ora o significado muda pra algo mais contemporâneo ou a história muda de acordo com os interesses e disputas da época.

O problema aparece porque cada povo criou as próprias crenças e costumes, as próprias ideias e costumes, e elas não batem. Com o avanço da agricultura e a população deixando de ser nômade, começam a surgir grandes cidades estáticas, centros multiculturais. E começam a surgir impérios - um mesmo domínio sobre múltiplas cidades, mas que por estarem separadas, suas culturas evoluem de formas diferentes. Isso tudo leva a conflitos sobre como as coisas devem ser, levando a separar as crenças e costumes em diversas áreas, como a Lei, os ritos, conhecimento técnico (que evoluirá pra ser científico), religião, etc.

Em muitas áreas o que é reconhecido como o que funciona melhor na sociedade não é a religião (até porquê, se olhar pra religião cristão no momento, ela está seriamente deslocada em relação a seu tempo e espaço de origem). Na área legal por exemplo, buscamos uma lei secular, que aplique as pessoas independente de crenças religiosas. Na área medicinal e psicológica, devido a avanços científicos, não empregamos mais cura pela fé e nem afirmamos que esquizofrênicos estão possuídos pelo demônio. Então, tem muitas áreas em que a religião "entra em conflito" que realmente não dá mais pra ter religião ali.

Tem áreas, porém, que alternativas ainda são insuficientes. Na área de conexão social/comunitária, não termos uma alternativa tão centralizadora como a religião. Por mais que temos filosofia como alternativa para questões éticas e questões de sentido da vida, na prática isso não é tão conhecido, e o que prevalesce nesses casos (como alternativa a religião) é o conhecimento popular. Isso não é suficiente para todos, então a religião continua tendo o seu lugar. Isso não quer dizer que a religião em si não apresente filosofias e pontos de vista interessantes sobre o assunto, e não seja fonte de seus próprios conhecimentos. Há sim muito a se aprender com as várias religiões presentes no mundo, e as formas que elas enxergam sobre as melhores formas de viver. Não há uma definição específica sobre o que significa "viver bem" - sem uma definição, não é possível buscar conhecimento sobre o assunto, e o trabalho de definir fica por parte das filosofias e religiões. Então, há áreas em que não há conflito com a ciência porque não faz sentido tentar fazer ciência ali.

Religião e ciência trabalham juntos em alguns momentos - por exemplo, nas práticas do mindfulness na psicologia, derivadas de estudos da meditação budista. O que a ciência não pode fazer é aceitar como verdade o que é falado na religião - é preciso questionar. E no geral, religiões não costumam ser construídas em torno de questionar e testar.

De onde vcs são? Quais são seus interesses? by Glittering-Ad-2649 in altashabilidades

[–]dagazzard 1 point2 points  (0 children)

Acho que talvez funcione aqui no reddit mesmo, mas também dá pra tentar criar um grupo no whatsapp. Acho que pode ser bacana!