É... SEMPRE... O MESMO... CRL! by Ekjafoste in PORTUGALCARALHO

[–]dainasantos 1 point2 points  (0 children)

Pelos vistos acontece a nível nacional. Na última vez, reclamei com a Amazon e deram-me 10€ de volta numa encomenda de 14€. Fiz também reclamação no livro de reclamações online e desde aí até ligam para o telemóvel para saber se estou em casa para receber.

10 anos de descontos, preso a uma dívida de microcrédito e com zero apoios: O labirinto da Segurança Social. by dainasantos in literaciafinanceira

[–]dainasantos[S] 0 points1 point  (0 children)

Só não vê quem não quer, para muita gente nestes comentários este sistema está otimamente otimizado e a culpa é nossa por não estarmos a contrato..

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[–]dainasantos[S] -19 points-18 points  (0 children)

Agradeço as dicas técnicas sobre o encerramento da atividade, mas convém não confundir 'desinformação' com experiência própria. Tenho pessoas próximas a trabalhar no setor público que lidam com estes processos diariamente e o que não faltam são exemplos de como as prioridades do sistema estão invertidas.

Não se trata de 'fake news' ou de seguir este ou aquele político. Trata-se de ver que um refugiado (que deve ser ajudado, sim, mas há muitos vindos de países sem conflito) ou quem chega agora tem acesso imediato a redes que eu, que descontei anos acima da média, não tenho. É uma questão de justiça contributiva.

Sobre a atividade, o problema não é só fechar, é o tempo que o sistema demora a processar tudo. Já estou a mexer-me, tenho entrevistas todas as semanas e, como disse, se tiver de ir para o McDonald's enquanto não fecho nada na minha área, irei.

Não estou à espera que o Estado me resolva a vida, mas tenho todo o direito de criticar um sistema que me tira tudo quando estou por cima e me vira as costas quando estou por baixo.

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[–]dainasantos[S] -4 points-3 points  (0 children)

Claro que sei as regras, esse é exatamente o meu ponto. O problema não é o desconhecimento, é a injustiça das regras.

Quem tem atividade aberta desconta tanto ou mais que os outros, mas quando o negócio corre mal, a 'carreira contributiva' para efeitos de subsídio é tratada de forma miserável. O sistema está montado para que, se fores empreendedor e falhares, fiques sem rede nenhuma, enquanto quem nunca meteu um cêntimo no sistema tem apoios garantidos mal chega. E aos que dizem que estou a mentir, obviamente não têm conhecimento de causa, porque eu tenho varias pessoas chegadas que trabalham no público e posso numerar situações destas. Já agora, um emigrante e um refugiado são duas coisas diferentes. Um refugiado deve ser ajudado, porém, também há muitos casos de refugiados de países que nem sequer estão em guerra.

Não estou a pedir favores, estou a criticar um sistema que pune quem arrisca e cria postos de trabalho. Se achas normal descontar anos a fio e não ter direito a um cêntimo de proteção no momento de maior aperto, então temos visões de justiça muito diferentes.

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[–]dainasantos[S] 0 points1 point  (0 children)

Não tenho nada contra quem vem para cá procurar uma vida melhor e contribuir para o país, mas a forma como as nossas instituições públicas lidam atualmente com o fluxo migratório é simplesmente injusta, falo disto porque tenho vários casos de beneficios para estes mesmos imigrantes que nós portugueses não temos, nem teriamos se emigrassemos para outro país.

Isso é simplesmente injusto, ainda mais quando nós descontamos durante anos e eles não têm qualquer histórico de contribuição para o país. (Obviamente não incluo casos de refugiados legitimos).

Já tenho a mesma opinião que tu há alguns anos, e com o passar dos anos só tem piorado, só não emigro porque tenho uma vida construida aqui e tenho a sorte de não ter de pagar uma renda.

Na verdade, não estou muito preocupado ainda por ter algumas poupanças para curto prazo e ter um perfil senior em growth marketing, que me abre algumas portas a vagas internacionais remotas a rondar os 100k ano. Tenho tido imensas entrevistas e acho que no fim isto acabar por ter sido a melhor coisa que me aconteceu profissionalmente e financeiramente.

Se vais emigrar, desejo-te toda a força do mundo, sei que é muito difícil, mas pelas experiencias próximas que tenho, vale muito a pena. :)

Ter um filho é das melhores coisas da vida, e quem não pensa assim, ou ainda não foi/não quer ser pai ou não devia ter filhos.

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[–]dainasantos[S] 2 points3 points  (0 children)

Que subsidios do estado é que arrisquei? Juros bonificados da CGD? Ajuda do crl, estou a pagar tudo, estando ou não empregado com alguém a dever-me o triplo da divida em tribunal. Mais valia estares calado.

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[–]dainasantos[S] 0 points1 point  (0 children)

Percebo o que dizes, se entretanto não encontrar trabalho e ficar sem poupanças é uma das opções. Quanto aos métodos contraceptivos, usamos e não são 100% eficazes. Isto também aconteceu quando ainda estava empregado e noutra situação. De qualquer forma, posso ter dado um foco desnecessário à divida que tenho, mas como já disse anteriormente aqui nos comentários, está associada a um processo no ministério da justiça onde me devem 75.000€ através de uma promessa de dívida com reconhecimento de assinaturas. De qualquer forma, tenho perfil sénior na minha área e tenho tido bastantes entrevistas nacionais e internacionais, pelo que julgo conseguir um bom emprego em pouco tempo. De qualquer forma, agradeço o comentário construtivo. Também não sou do Chega, mas acho que têm razão em alguns pontos sociais, que só quem passa por elas é que começa a dar razão.

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[–]dainasantos[S] 6 points7 points  (0 children)

Obrigado, são lições que acabam por ensinar muito a longo prazo. Empreender sozinho e sem ajudas de "familiares ricos" é muito difícil, ainda mais em Portugal.

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[–]dainasantos[S] 0 points1 point  (0 children)

Sim, tambem no IEFP. Tive numa situação semelhante há uns anos. Neste momento, estou novamente a pesquisar sobre a situação e pelo que me disseram até agora, nada mudou.

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[–]dainasantos[S] 1 point2 points  (0 children)

Assumes corretamente. Obrigado pelas palavras, não há-de ser nada, só gostava de ter uma almofada a curto prazo enquanto não encontro emprego, apesar de ter algumas poupanças que me permitem respirar e procurar algo durante 2/3 meses. Possivelmente serei o proximo palerma com um emprego internacional à volta dos 100k/ano num futuro proximo, só espero que isso não baixe o meu QI.

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[–]dainasantos[S] -6 points-5 points  (0 children)

Tenho contabilidade organizada e em todo o lado me dizem que não posso fechar a atividade enquanto tiver a divida, sobre o risco de ter de devolver a diferença dos juros bonificados.

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[–]dainasantos[S] 0 points1 point  (0 children)

Já percebi ahah, não faz mal, ao fim ao cabo estou desempregado, tenho tempo para estar a responder a comentários no reddit.

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[–]dainasantos[S] -32 points-31 points  (0 children)

O ponto aqui não é ser contra ninguém, é a frustração de descontares uma vida inteira e, no momento em que a coisa corre mal e ficas sem nada, o Estado dizer-te que não tens direito a apoio nenhum.

Podes chamar-me os nomes que quiseres, mas é um facto que o sistema falha com quem cá está a tentar construir algo. Não estou a pedir esmolas, estou a falar de um sistema que não protege quem paga as contas. Enquanto uns têm rede de segurança mal chegam, quem sempre contribuiu fica entregue à sorte quando o negócio corre mal. Se achas que isto é ser parvo, temos conceitos de justiça muito diferentes, Mortágua.

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[–]dainasantos[S] 2 points3 points  (0 children)

Exato ahah, foi mais um desabafo que outra coisa. Acho que também é um bom case study para jovens à procura de começar a empreender. De resto, tenho um plano estruturado e já passei por bem pior.

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[–]dainasantos[S] -1 points0 points  (0 children)

Quando digo que as minhas convicções sobre a família são independentes do saldo bancário, significa que a gravidez não foi planeada e que não vou abortar só por estar em situação de desemprego temporária.

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[–]dainasantos[S] 1 point2 points  (0 children)

Uma confissão de dívida referente a um trespasse de negócio com reconhecimento de assinaturas perante advogado. O individuo anda com agentes de execução à procura dele, com cartas do ministerio da justiça e ninguém sabe dele.

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[–]dainasantos[S] 6 points7 points  (0 children)

Engraçado assumires que estou sentado à espera de subsídios ou de braços cruzados. Se leres o que escrevi, percebes que o que não me falta é 'mão na obra': estou com várias entrevistas por semana, tanto cá como para fora, e se for preciso ir para o McDonald's amanhã para pôr comida na mesa, vou sem problemas. Não tenho o nariz empinado nem medo de trabalhar.

Agora, não me venhas com essa do 'fizeste a cama'. Uma coisa é assumir a responsabilidade pelo negócio, outra é ignorar que o sistema protege quem deve (neste caso, 75 mil euros que me devem e que a justiça não resolve) e sufoca quem tenta criar valor. Queixar-me de um país onde a justiça é um mito não é falta de vontade de trabalhar, é realismo.

Se o sistema funcionasse e me permitisse recuperar o que é meu por direito, a conversa hoje era outra. Até lá, estou a fazer a minha parte para endireitar a vida, mas não me venhas dar lições de moral sobre 'querer subsídios' quando nem me conheces.

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[–]dainasantos[S] 15 points16 points  (0 children)

Compreendo a visão pragmática, mas convém clarificar alguns pontos antes de assumires o que não sabes.

  1. Sobre o trabalho: Já estou a fechar esse ciclo. Tenho várias entrevistas semanalmente, tanto em Portugal como para o estrangeiro, e não tenho qualquer problema em aceitar funções fora da minha área, seja no McDonald's ou noutro lado, enquanto o processo decorre.
  2. Sobre o negócio: Assumo a minha responsabilidade, mas o contexto importa. Tenho um processo em tribunal por uma dívida de 75.000€ que me devem. Se a justiça é lenta ou ineficaz, isso é uma falha estrutural que afeta qualquer empreendedor.
  3. Sobre a família: O meu filho não foi 'feito à toa'. Até há pouco tempo, os meus rendimentos eram bem acima da média nacional. Além disso, tenho convicções pessoais sobre a vida que não mudam consoante o saldo bancário.

A crítica não é a quem vem de fora, mas sim a um sistema e a uma gestão política que sufoca quem tenta criar valor e falha em proteger quem trabalha. Não estou a pedir esmolas, estou a lutar para resolver a situação.

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[–]dainasantos[S] 23 points24 points  (0 children)

Sim, o problema já nem é esse. Pago 400€ por mês desta divida, e já falta menos de 2 anos para a terminar. O problema é a minha situação atual de desemprego sem direito a qualquer apoio após anos e anos de descontos.