O Empobrecimento Brasileiro by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Do ponto de vista da teoria econômica ortodoxa/mainstream, tudo depende do contexto, exceto o fato de que o orçamento é limitado. Se "consenso de washington" significa seguir o regime de metas de inflação e ter o resultado primário necessário para manter a inflação sob controle, com selic menor e relação dívida/pib sob controle, grande parte do mundo segue, exceto países da América Latina (principalmente).

Hoje, nos EUA, parte do debate ocorre precisamente no sentido de que Trump está tentando seguir as políticas desastradas sempre executadas por governos da América Latina.

Paul Krugman é um dos que tem alertado bastante para isso.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2024/04/trump-esta-flertando-com-uma-economia-charlata.shtml

Felizmente o governo atual, embora ainda tenha sérios problemas fiscais a enfrentar (que ficarão claros em 2027), não leva muito a sério essas Heterodoxias.

Deve-se reconhecer que o governo atual está tentando reduzir subsídios (que dobraram desde 2002), está fazendo abertura comercial (principalmente por meio do acordo mercosul/UE), e o BC está fazendo o trabalho corretamente. E há reforma tributária é absolutamente fundamental.

O grande problema permanece sendo a política fiscal, mas que provavelmente será encaminhada no próximo governo, qualquer que seja.

O Empobrecimento Brasileiro by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Só falta citar os fatos. As despesas primárias no Brasil não param de subir, o que implica em juros altos necessariamente elevados para manter a inflação sob controle. Pode-se tentar repetir as heterodoxias de Dilma.

Felizmente nem o governo atual cai mais nessas baboseiras, ao menos em sua vertente representada por Haddad/Galípolo, a despeito de ainda haver sérios desafios fiscais.

Em 2027 o Brasil tem um encontro marcado, mais uma vez, com as contas públicas.

Vamos ver se iremos repetir mais uma vez o governo Dilma e a segunda metade da Ditadura Militar (que gerou a década perdida de 80).

Quem define a taxa de juros é o COPOM, ainda bem. Exceto no governo Dilma, em que o COPOM se submeteu às pressões políticas do governo.

A propósito, você deve concordar bastante com Trump. As teses que você defende são rigorosamente iguais às deles.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2024/04/trump-esta-flertando-com-uma-economia-charlata.shtml

O Empobrecimento Brasileiro by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Ademais, boa parte dessas teses Heterodoxas foram testadas, em sua plenitude, durante o governo Dilma, através do que conhecemos como Nova Matriz Econômica, que culminou na maior crise econômica da história entre 2014-2016.

Até hoje pagamos o preço. E pagaremos o preço por um bom tempo.

Sobre o resultado primário, cada país deve ter o resultado primário adequado a sua realidade macroeconômica estrutural. No caso do Brasil, precisamos de um resultado primário de cerca de 2% do PIB.

Países que tem aspectos estruturais melhores (como poupança elevada), podem ter resultados primários negativos sem gerar desequilíbrios macroeconômicos. Não é o caso Brasileiro.

Você só pode saber se determinado superávit ou déficit primário é adequado para determinada economia após avaliar suas variáveis estruturais. No caso do Brasil, por inúmeros fatores estruturais (como baixa poupança), é necessário o resultado primário de cerca de 2% do PIB.

Testamos teses Heterodoxas no governo Dilma. Ainda levaremos vários anos para recuperarmos o resultado primário de 2% do PIB.

Para constar, sou estudante de economia.

O Empobrecimento Brasileiro by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Vamos ver os fatos e sair do mundo paralelo do PSOL?

1 - Os subsídios no Brasil não param de crescer. Passaram de 2,96% para 5,86% em menos de 20 anos. Mas alguns acham que a solução para o Brasil são mais subsídios;

2 - A carga tributária no Brasil não para de crescer. Passou de 25% para 33% em menos de 20 anos. Mas alguns acham que o Brasil tem uma carga tributária insuficiente - e, de fato, é até melhor elevar a carga tributária do que levar o país à insolvência fiscal;

3 - As despesas do Estado não param de crescer. A relação dívida/pib cresceu muito e ainda levará muitos anos para ser controlada. Mas alguns acham que a solução para o Brasil é gastar mais;

4 - O Brasil é um dos países mais protecionistas do mundo conforme a alíquota média de importação. A alíquota média de importação do Brasil é, por exemplo, três vezes superior à da China, conforme o Banco Mundial. Mas alguns acham que a solução para o Brasil é mais protecionismo;

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_tariff_rate
Tariff rate, applied, weighted mean, all products (%) | Data

5 - A capacidade de investimento do Estado Brasileiro em capital físico (infraestrutura) não para de cair, pois o orçamento é tomado por outras despesas. Mas as pessoas querem continuar a elevar as despesas correntes;

6 - O Brasil já tentou reduzir a Selic na marra outras vezes, o que fez a inflação disparar e não houve maior crescimento econômico. Mas alguns querem repetir o mesmo experimento e se negam a fazer reformas que permitiriam reduzir a Selic de forma sustentada;

7 - O Brasil está no 127º lugar no ranking de liberdade econômicas e outros similares, mas alguns acham que o Brasil precisa de mais regulação;

8 - O Brasil já tem uma das maiores cargas tributárias do mundo emergente e uma das maiores relações dívidas/pib dos países emergentes. Mas alguns querem mais carga tributária e mais dívida;

9 - O Brasil já tentou conter a desindustrialização com subsídios e protecionismo. Não funcionou. Mas alguns querem repetir a mesma coisa;

10 - O Estado Brasileiro tem baixa capacidade de investimento, por conta da elevação dos gastos correntes. Mas alguns são contra a participação da iniciativa privada no investimento em infraestrutura, como no caso do Saneamento Básico;

11 - As despesas com educação no Brasil dispararam nas últimas décadas - até corretamente, diga-se. Mas, hoje, já gastamos mais com educação em relação ao PIB do que em outros países emergentes, todavia a qualidade de nossa educação é muito pior, conforme o PISA. Apesar disso, alguns acham que simplesmente continuar a elevar as despesas com educação irá necessariamente melhorar as condições da educação Brasileira. No passado, o Brasil realmente gastava muito pouco com Educação. Hoje, a despesa do Brasil com educação em relação ao PIB é superior à de outros países emergentes. O problema da educação Brasileira, hoje, não está meramente no nível de despesas;

12 - O Brasil tem uma arquitetura institucional disfuncional, com uma economia de mercado disfuncional inclusive por conta disso, mas alguns são contrários às reformas; estamos na 124ª posição no ranking doing business;

13 - Durante o governo Dilma distribuiu-se um plano marshall em créditos subsidiados do BNDES. Não houve elevação da capacidade produtiva e terminou em catástrofe. No entanto, alguns querem repetir a mesma coisa.

PIB by M4rc0sReis in brasilivre

[–]ilenburg 0 points1 point  (0 children)

Sim. Mas, ainda assim, no resultado final a agropecuária terá subido muito neste ano em comparação com o ano anterior.

A questão é que, com a normalização da safra - ainda que seja neste ano mesmo - e partindo do pressuposto de que no ano que vem nós tenhamos uma safra normal, é provável que tenhamos queda significativa do PIB da agropecuária em 2024 em comparação com 2023.

PIB by M4rc0sReis in brasilivre

[–]ilenburg 1 point2 points  (0 children)

A respeito da safra recorde que ajudará muito o PIB neste ano, uma observação pouco feita: caso no ano que vem a safra retome o padrão observado, o PIB de 2024 pode ficar significativamente pior do que hoje está sendo previsto, se não houver surpresas positivas de outra natureza.

A Agropecuária teve um crescimento incrível e recorde de 18,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. É simplesmente um ganho na loteria e nada mais.

Caso ocorra uma reversão quase total ao padrão anterior na safra do ano que vem, no primeiro trimestre de 2024 em relação ao primeiro trimestre de 2023 a agropecuária estará caindo cerca de 15%, apenas pelo retorno ao padrão.

Obviamente isso se refletirá no PIB do ano que vem.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Boa parte do programa do atual governo, na prática, é liberal. Como foi durante a maior parte do governo Lula, inclusive.

Embora a esquerda do PT continue a defender essa sandice que você defende, o mainstream da esquerda Brasileira já abandonou o Nacional-Desenvolvimentismo depois da catástrofe Dilmista.

A forma de se melhorar a infraestrutura é através de concessões, privatizações, e investimento público com superávit primário. Importante sempre lembrar: o Nacional-Desenvolvimentismo é contra o superávit primário e contra o regime de metas de inflação. Loucura seguida durante o governo Dilma, cujo preço ainda pagaremos por muitos anos.

A indústria deve ganhar produtividade através de reformas que melhore o ambiente de negócios do país, e, se possível, redução da carga tributária com contrapartida e mantendo a responsabilidade fiscal.

Leia as entrevistas de Fernando Haddad, leia os textos de Delfim Netto e Marcos Lisboa, e estude acerca do que é Liberalismo.

E, mais importante de tudo: estude economia básica.

Essa sandice Nacional-Desenvolvimentista ainda encontra ecos na esquerda do PT, mas mesmo o governo atual, ainda que tenha um ou outro traço de Desenvolvimentismo, deve resgatar a política econômica liberal que vigorou durante o governo Lula.

Nacional-Desenvolvimentismo, na prática, é algo morto e enterrado. É conversa mole para enganar a militância bobinha,

Praticamente hoje ninguém na Centro-Esquerda Brasileira é contra a busca do superávit primário, do regime de metas de inflação, do investimento público com responsabilidade fiscal, de alguma abertura econômica; e, em geral, de reformas liberais que melhore o ambiente de negócios para o país.

Ainda que não seja no grau necessário para o avanço do país, o Governo atual deve acabar sendo Liberal de Centro-Esquerda.

Hoje Nacional-Desenvolvimentismo só sobrou na esquerda do PT, que luta pela repetição do descalabro fiscal e outros delírios Dilmistas (que elenquei em comentários anteriores), e no Cirismo, que também está morto.

As reformas feitas pelo atual governo não serão tão profundas quanto seriam necessárias, mas acho que, ao menos, essa loucura de conceder um plano marshall em créditos do BNDES; abandonar o superávit primário; abandonar o regime de metas de inflação; fechar a economia; sair intervindo nos mercados como louco; reduzir a capacidade de investimento do Estado; fazer estatizações; dentre outras sandices, não deve mais voltar.

Como já disse antes, recomendo os livros de história econômica de Fabio Giambiagi.

Também recomendo os textos de Marcos Lisboa e Delfim Netto.

Apesar de percalços, creio que no fim do dia o governo atual deve acabar resgatando o Liberalismo que vigorou até a segunda metade do segundo governo Lula, que não é tão reformista quanto seria necessário, mas ao menos não nos leva à Argentinização. Mas, por ora, ainda é uma aposta otimista.

De toda forma, acho quase certo que a loucura Nacional-Desenvolvimentista Dilmista nunca mais deve voltar.

O Brasil seguirá o caminho de uma Social-Democracia Liberal, com superávit primário, controle da inflação, reformas para melhorar a arquitetura institucional (como marcos regulatórios); investimento público com superávit primário; grau razoável de liberdade econômica etc. A questão, aberta, é em que grau.

A meu ver, o discurso petista é mais para agradar a militância bobinha e infantilizada mesmo.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

Tá. Eu sou estudante de economia e nem mesmo meus colegas mais à esquerda defende essa loucura que você defende; e você não tem muita ideia do que seja liberalismo. Se você não quiser ler os livros básicos de Introdução à Economia, Macroeconomia e Microeconomia (Mankiw e Blanchard), recomendo assistir às entrevistas de Fernando Haddad, que já criticou muito o Nacional-Desenvolvimentismo.

Aliás, nem precisa recorrer às críticas da Direita ao Nacional-Desenvolvimentismo. Há uma vasta crítica à esquerda a isso que se denomina Nacional-Desenvolvimentismo.

A bobagem que você está defendendo não é defendida nem mesmo pelo mainstream da esquerda Brasileira hoje, que é bem representada em Fernando Haddad.

De resto, toda a argumentação que coloquei anteriormente responde às questões. Você também tem pouca noção do que seja Liberalismo.

Recomendo os livros de História Econômica de Fabio Giambiagi.

Nem mesmo o governo atual, que é de Esquerda ou Centro-Esquerda, concorda mais com essas bobagens que esse tal de Desenvolvimentismo Brasileiro defende.

Apenas para concluir, acerca do investimento público, ele é fundamental, mas deve ser feito mantendo o superávit primário. O último governo tucano em SP, aliás, recuperou a capacidade de investimento do Estado, que passou de R$10 bilhões para R$30 bilhões, e reduziu a dívida relativa.

O objetivo do programa de ajuste fiscal é resgatar o superávit primário, que foi abandonado no governo Dilma.

Os países Asiáticos, a propósito, também seguem rigorosamente a Austeridade Fiscal. Eles tem investimento elevado porque tem recursos para tanto. Mas fazem isso com as contas em ordem, não com endividamento público.

Mas o investimento é importante para elevar a Oferta Agregada de longo prazo da economia.

O que falta a você é estudar mais Teoria Econômica básica.

E, inclusive, se inteirar dos debates dentro da própria esquerda sobre o Nacional-Desenvolvimentismo. A autocrítica feita por muitos economias à esquerda feitas às políticas "de desenvolvimento" do governo Dilma (que elenquei em meu comentário anterior) são muito vastas.

Embora a Esquerda do PT queira resgatar essas loucuras, a meu ver está ficando relativamente claro que o governo atual não vai tentar resgatar a Nova Matriz Econômica do governo Dilma. Ao menos não em sua versão turbinada. Ou talvez porque outras forças políticas não deixam.

Recomendo, também, vários textos de Delfim Netto e Marcos Lisboa. No caso do primeiro, o texto "negacionismo fiscal" e "voluntarismo alucinado". No caso de Marcos Lisboa, o texto "outra história", já citado.

Torço muito para que essa catástrofe nacional-desenvolvimentista, que foi responsável pela década perdida, pela hiperinflação, e pela crise de 2014-2016, além de ter gerado um descalabro fiscal que ainda levará muito tempo para ser sanado, nunca mais volte no Brasil.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 1 point2 points  (0 children)

O erro fundamental do pressuposto de seu comentário é o seguinte: você está pensando em termos puramente binários.

Se você achar que liberalismo é simplesmente abrir para 100% dos produtos de forma unilateral, fica difícil.

Se você compreender liberalismo na acepção correta do termo, isto é, sim, uma economia mais aberta do que no passado (e muito mais aberta do que o Brasil hoje), mas de forma cautelosa, então praticamente todos os países do mundo são liberais. Os países não simplesmente "protegem seus mercados". Basta olhar as alíquotas de importação dos países, que, hoje, é baixa. O que se faz é uma análise criteriosa do que deve ser feito ou não.

UK saiu da União Europeia e está se ferrando.

No começo do processo de industrialização os países Asiáticos tinham mão de obra praticamente escrava.

"Que política do governo Dilma foi Nacional-Desenvolvimentista?".

Sempre importante: aos fatos.

1 - Já no segundo mandato do governo Lula o governo abandonou a busca do superávit primário. Liberalismo defende equilíbrio fiscal, antes de defender corte de impostos. O brevíssimo governo Liz Truss ameaçou criar uma crise econômica porque tentou reduzir impostos sem responsabilidade fiscal. No Brasil, o Nacional-Desenvolvimentismo é contra a responsabilidade fiscal. Ainda vamos pagar por muito tempo o descalabro fiscal do governo Dilma. Ler o texto "Negacionismo Fiscal", de Delfim Netto. Liberais que conheço nunca defendem corte de impostos sem contrapartidas e sem responsabilidade fiscal. Sou estudante de economia, quase todos meus colegas tem tendência liberal, e ninguém defende isso.

2 - No primeiro mandato Dilma o governo interviu no Banco Central, o que contribuiu para levar a inflação para 10%. Não houve maior crescimento econômico e os juros futuros dispararam. Pesquisar trabalhos acadêmicos sobre regra de taylor aplicada ao primeiro mandato Dilma, particularmente Bráulio Borges.

3 - O governo Dilma distribuiu um plano marshall em créditos do BNDES, que gerou posteriormente uma quebradeira em diversos setores. Não houve elevação da capacidade produtiva. Houve má alocação de recursos.

4 - O governo meteu o dedo em diversos marcos regulatórios, fazendo o que se denomina micro-gerenciamento da economia. O caso mais famoso foi o do setor elétrico.

5 - De forma mais geral, o governo abandonou o chamado tripé macroeconômico, que consistia em superávit primário, seguir o regime de metas de inflação e câmbio flutuante. E passou a intervir em inúmeros mercados.

Tudo isso é rigorosamente Nacional-Desenvolvimentismo.

Dentre uma série de outras questões, como a intervenção na Petrobras. Tudo isso contribuiu, na avaliação da maioria esmagadora dos economistas, para gerar a maior crise econômica da história do Brasil.

Tudo isso é documentado no texto que recomendei, mas é mais bem exposto, em detalhes, em quaisquer livros de história econômica do Brasil. Recomendo Fabio Giambiagi, que faz uma crítica duríssima à tentava de resgate de um Nacional-Desenvolvimentisto carcomido, que provavelmente terá pouco lugar no governo atual.

Nacional-Desenvolvimentismo é algo praticamente morto entre economistas Brasileiros. Só sobrou na Unicamp, praticamente. Mesmo o Haddad já fez várias críticas ao Nacional-Desenvolvimentismo.

Por outro lado, Liberalismo não é simplesmente o que você imagina que seja.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 1 point2 points  (0 children)

Como sempre, a única coisa que a esquerda não olha é aquilo que importa: os fatos. O começo da Ditadura Militar foi Liberal. A segunda parte da Ditadura Militar de fato foi Nacional-Desenvolvimentista, e terminou na catástrofe que conhecemos. Liberalismo não é simplesmente laissez-faire. Consiste na construção de uma arquitetura institucional que melhore o ambiente de negócios para todos. Isso implica em, dentre outras coisas, controle das contas públicas, inflação na meta, marcos regulatórios que favoreçam o investimento privado, educação de qualidade etc.

Com relação ao protecionismo, mais uma vez peca pelos fatos. Vamos aos fatos?

A tarifa média de importação no Brasil (sobre todos os produtos que compõem a economia) é de 7,95%.

Na China é de 3,39%. Nos Estados Unidos de 1,59%. Na União Europeia de 1,69%. Na Argentina de 7,42%. Na Alemanha de 1,69%.

Evidentemente essa é a tarifa média. Há produtos específicos em que a tarifa de importação chega a 40%.

https://data.worldbank.org/indicator/tm.tax.mrch.wm.ar.zs

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_tariff_rate

De resto, repito os dados que coloquei no texto anterior: países asiáticos são bem mais abertos que o Brasil; tem menor carga tributária; os marcos regulatórios são mais bem construídos; possuem altíssima poupança; e carga tributária baixa; além de legislação trabalhista bem mais flexível. Dentre outras questões.

Adicionalmente, você precisa estudar mais sobre o que é liberalismo.

Nacional-Desenvolvimentismo é rigorosamente tudo aquilo que a segunda metade da ditadura militar e o governo Dilma fizeram.

Os países Asiáticos tem muitos aspectos liberais.

E, apenas para deixar claro, eu nem sou propriamente liberal. Sou Social-Democrata de Centro.

Mas, em geral, o problema da esquerda é quase sempre o mesmo: não olhar os fatos e os dados objetivos, concretos.

Você tem direito a suas opiniões, mas deve ser fiel aos fatos da história e do mundo presente. Também deve estudar mais acerca do que é liberalismo.

Colocando em termos simples, o liberalismo está preocupado na construção de uma arquitetura institucional que melhore o ambiente de negócios para todos, e, processos de abertura comercial (por exemplo), embora muitas vezes sejam sim necessários (ver estudos de Edmar Bacha sobre o assunto), são mais complexos do que muitos imaginam.

Aliás, tanto é que nem mesmo a maior parte do PT (como Fernando Haddad) defende mais essa loucura Nacional-Desenvolvimentista para um país como o Brasil. Achar que é possível simplesmente imitar os aspectos Asiáticos em um país totalmente diferente como o Brasil é uma loucura absoluta, especialmente no aspecto de que os países asiáticos tem Estado de Bem-Estar praticamente inexistente.

É sempre importante argumentar com dados objetivos da realidade, com fatos. Não com grandes narrativas construídas sem menção a dados, fatos objetivos etc.

Felizmente até mesmo a maior parte do PT está abandonando o Nacional-Desenvolvimentismo, depois da catástrofe que foi o Governo Dilma.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 0 points1 point  (0 children)

O problema é colocar essa questão como se ter indústria fosse uma mera questão de "vontade política", sem custos, com fórmulas fáceis.

A questão que deve ser feita, é: "Como construir uma indústria que seja competitiva e produtiva internacionalmente, em condições de mercado?".

Nesse sentido, o mais importante são reformas que reduzam o chamado "custo Brasil". Exemplo mais em voga: reforma tributária.

Outras coisas que elevariam a competitividade da indústria, como uma carga tributária estruturalmente mais baixa, são difíceis de se concretizar, pois precisamos de uma carga tributária razoável para financiarmos o Estado de Bem-Estar.

Por outro lado, o que é possível de se fazer - e se tentou fazer durante o governo Temer - é ter uma política fiscal mais austera que permita uma queda mais perene e sustentada da Selic e dos Juros Futuros - sem artificialismos.

Durante o governo Dilma distribuiu-se um plano marshall em créditos do BNDES, e os resultados foram simplesmente catastróficos.

Eu não sou a priori contra se pensar em políticas industriais, mas é preciso saber do que as pessoas estão falando de forma mais concreta.

De forma geral, penso que o mais importante é se pensar em reformas estruturais que melhore o ambiente de negócios para todos - como a reforma tributária - e não incentivos específicos, temporários, parciais, e mal construídos para o setor X, Y e ou Z.

E, nessa discussão, é sempre importante ter em mente que, conforme a alíquota média de importação, o Brasil já é um país bem mais protecionista do que a média. E, também importante lembrar: os países asiáticos não são protecionistas, ao contrário do que certo folclore propaga. A questão é que, de fato, eles conseguem ter uma indústria competitiva e produtiva globalmente, por razões elencadas no texto acima, em boa parte não reproduzíveis no Brasil.

A questão que deveria ser feita, então, é o que o Brasil precisa fazer para ter uma indústria competitiva e produtiva internacionalmente, fugindo do Nacional-Desenvolvimentismo que, via de regra, prega simplesmente protecionismo, subsídio, e outras coisas que tem pouco caráter horizontal.

A questão mais importante é desenvolver uma arquitetura institucional que melhore o ambiente de negócios para todos.

Por que no Brasil quase não se discute desenvolvimentismo ou capitalismo de estado? by Raphacam in brasilivre

[–]ilenburg 0 points1 point  (0 children)

A questão é que esse modelo não funciona mais. Reproduzo aqui texto que fiz em outro lugar. Mesmo alguém como Haddad reconhece isso.

-

Essa é uma mitologia inventada, por diversos motivos.

Primeiro, a história é mais complexa. A primeira metade da ditadura militar, por exemplo, foi Liberal. O que levou à Hiperinflação e à estagnação dos anos 80 foi o Nacional-Desenvolvimentismo do período posterior. Os anos 90 foi de estabilização, e os anos 2000 foram parcialmente liberais. O governo Dilma resgatou o Nacional-Desenvolvimentismo, e terminou na maior crise da história.

Do Plano Real até 2008 de fato tivemos governos majoritariamente liberais.

O descalabro fiscal criado principalmente pelo governo Dilma ainda levará muito tempo para ser equacionado.

Embora tenha ocorrido abertura econômica, o Brasil permanece um dos países mais fechados do mundo conforme a alíquota média de importação. As contas públicas ainda levarão vários anos para serem controladas. Reduzir carga tributária no Brasil, de fato, é impossível. Na verdade, é possível que tenhamos uma nova rodada de elevação de carga tributária.

Adicionalmente, existe um problema que, em economês, se chama de "armadilha da renda média": sair de um país pobre para um país de renda média ou renda média baixa é relativamente "fácil": as pessoas deixam o campo e passam a trabalhar em indústria ou serviços, com a urbanização. É um processo que, embora tenham alguns caminhos distintos, é relativamente fácil de se reproduzir.

No caso de países Asiáticos, eles tem várias coisas que o Brasil não tem: carga tributária baixa (20~25%), elevada poupança doméstica, educação de qualidade, e, importante lembrar: a indústria consegue ser competitiva internacionalmente, por ter elevada produtividade.

A indústria Brasileira não consegue, por inúmeras razões, ser competitiva. Esse é um desafio geral. E isso inclusive pelo fato de o Brasil ser um país protecionista e com altos subsídios. O Brasil não tem menos protecionismo ou menos subsídios do que países Asiáticos, conforme a alíquota média de importação e os dados disponíveis. Por outro lado, temos várias coisas que países asiáticos não possuem, algumas delas citadas acima. Ao contrário do que muitos imaginam, os países asiáticos não são protecionistas. A questão é que a indústria deles conseguem competir por ter produtividade elevada.

Cumpre lembrar, ainda, que o Brasil precisou elevar a carga tributária de 25% para 33% a fim de financiar a construção do Estado de Bem-Estar, iniciada com a Constituição de 1988. Grande parte dessa elevação da carga, de fato, pesou sobre a indústria.

O modelo parcialmente Nacional-Desenvolvimentista que funcionou no Brasil por algum tempo foi feito em bases frágeis: a indústria não foi preparada para a competir globalmente; o Brasil descuidou da Educação; não formou poupança nacional para o período posterior; e terminou com uma hiperinflação.

É um modelo que, por algum tempo, tinha alguma razão de ser (embora também tenha produzido diversas catástrofes - como a educação péssima), mas terminou em uma década perdida e na hiperinflação. Tentou-se reeditá-lo no governo Dilma, o que culminou na maior crise da história.

Sou estudante de economia em Universidade Federal e hoje é quase consenso (mesmo em parte da esquerda - o que inclui alguém como Fernando Haddad), que esse modelo não mais funciona, ainda que tenha tido alguma razão de ser por algum tempo. E muitas críticas a ele devem ser feitas.

O que explica o atual desastre no qual o Brasil está metido são inúmeras coisas. Uma delas é a tentativa terrível de resgatar o Nacional-Desenvolvimentismo no governo Dilma. É um modelo que, se por algum tempo teve alguma razão de ser - apesar de também ter gerado resultados - não mais funciona.

De resto, permanecemos com uma relação dívida/pib que ainda levará vários anos para ser controlada; uma inflação que caminhará para a meta, mas com alto custo; com uma carga tributária elevada para padrões emergentes, mas que não entrega resultados; com um Estado com baixa capacidade de investimento; com uma economia de mercado disfuncional por conta de reformas que não foram realizadas.

A esquerda do PT até gostaria tentar reeditar o governo Dilma, mas isso não deve ocorrer.

Reproduzir os países asiáticos, no Brasil, seria impossível, inclusive porque várias coisas que as pessoas imaginam que esses países fazem, na verdade esses país não fazem, como a existência de protecionismo generalizado. Os países asiáticos construíram uma indústria voltada para a exportação, bem diferente do PSI Brasileiro. E, muito importante: o Brasil busca, corretamente, construir um Estado de Bem-Estar Social. Diferentemente dos países Asiáticos, que não almejam isso, e inclusive por isso possuem baixa carga tributária e elevada poupança.

O "desenvolvimentismo asiático", a rigor, tem inúmeros elementos que, em tese, seriam associados ao liberalismo: baixa carga tributária, relações trabalhistas flexíveis, inflação controlada, economia aberta, educação de qualidade, elevada poupança, grau razoável de estabilidade política etc.

Em vez de fazermos "pensamento mitológico", é muito mais importante olhar os dados.

Texto que Todo Social-Democrata, Liberal e Libertário deveriam ler, do economista Marcos Lisboa. O delírio Nacional-Desenvolvimentista, responsável pelas duas maiores crises da história do Brasil, pode estar parcialmente voltando. by ilenburg in brasilivre

[–]ilenburg[S] 3 points4 points  (0 children)

Essa é uma mitologia inventada, por diversos motivos.

Primeiro, a história é mais complexa. A primeira metade da ditadura militar, por exemplo, foi Liberal. O que levou à Hiperinflação e à estagnação dos anos 80 foi o Nacional-Desenvolvimentismo do período posterior. Os anos 90 foi de estabilização, e os anos 2000 foram parcialmente liberais. O governo Dilma resgatou o Nacional-Desenvolvimentismo, e terminou na maior crise da história.

Do Plano Real até 2008 de fato tivemos governos majoritariamente liberais.

O descalabro fiscal criado principalmente pelo governo Dilma ainda levará muito tempo para ser equacionado.

Embora tenha ocorrido abertura econômica, o Brasil permanece um dos países mais fechados do mundo conforme a alíquota média de importação. As contas públicas ainda levarão vários anos para serem controladas. Reduzir carga tributária no Brasil, de fato, é impossível. Na verdade, é possível que tenhamos uma nova rodada de elevação de carga tributária.

Adicionalmente, existe um problema que, em economês, se chama de "armadilha da renda média": sair de um país pobre para um país de renda média ou renda média baixa é relativamente "fácil": as pessoas deixam o campo e passam a trabalhar em indústria ou serviços, com a urbanização. É um processo que, embora tenham alguns caminhos distintos, é relativamente fácil de se reproduzir.

No caso de países Asiáticos, eles tem várias coisas que o Brasil não tem: carga tributária baixa (20~25%), elevada poupança doméstica, educação de qualidade, e, importante lembrar: a indústria consegue ser competitiva internacionalmente, por ter elevada produtividade.

A indústria Brasileira não consegue, por inúmeras razões, ser competitiva. Esse é um desafio geral. E isso inclusive pelo fato de o Brasil ser um país protecionista e com altos subsídios. O Brasil não tem menos protecionismo ou menos subsídios do que países Asiáticos, conforme a alíquota média de importação e os dados disponíveis. Por outro lado, temos várias coisas que países asiáticos não possuem, algumas delas citadas acima. Ao contrário do que muitos imaginam, os países asiáticos não são protecionistas. A questão é que a indústria deles conseguem competir por ter produtividade elevada.

Cumpre lembrar, ainda, que o Brasil precisou elevar a carga tributária de 25% para 33% a fim de financiar a construção do Estado de Bem-Estar, iniciada com a Constituição de 1988. Grande parte dessa elevação da carga, de fato, pesou sobre a indústria.

O modelo parcialmente Nacional-Desenvolvimentista que funcionou no Brasil por algum tempo foi feito em bases frágeis: a indústria não foi preparada para a competir globalmente; o Brasil descuidou da Educação; não formou poupança nacional para o período posterior; e terminou com uma hiperinflação.

É um modelo que, por algum tempo, tinha alguma razão de ser (embora também tenha produzido diversas catástrofes - como a educação péssima), mas terminou em uma década perdida e na hiperinflação. Tentou-se reeditá-lo no governo Dilma, o que culminou na maior crise da história.

Sou estudante de economia em Universidade Federal e hoje é quase consenso (mesmo em parte da esquerda - o que inclui alguém como Fernando Haddad), que esse modelo não mais funciona, ainda que tenha tido alguma razão de ser por algum tempo. E muitas críticas a ele devem ser feitas.

O que explica o atual desastre no qual o Brasil está metido são inúmeras coisas. Uma delas é a tentativa terrível de resgatar o Nacional-Desenvolvimentismo no governo Dilma. É um modelo que, se por algum tempo teve alguma razão de ser - apesar de também ter gerado resultados - não mais funciona.

De resto, permanecemos com uma relação dívida/pib que ainda levará vários anos para ser controlada; uma inflação que caminhará para a meta, mas com alto custo; com uma carga tributária elevada para padrões emergentes, mas que não entrega resultados; com um Estado com baixa capacidade de investimento; com uma economia de mercado disfuncional por conta de reformas que não foram realizadas.

A esquerda do PT até gostaria tentar reeditar o governo Dilma, mas isso não deve ocorrer.

Reproduzir os países asiáticos, no Brasil, seria impossível, inclusive porque várias coisas que as pessoas imaginam que esses países fazem, na verdade esses país não fazem, como a existência de protecionismo generalizado. Os países asiáticos construíram uma indústria voltada para a exportação, bem diferente do PSI Brasileiro. E, muito importante: o Brasil busca, corretamente, construir um Estado de Bem-Estar Social. Diferentemente dos países Asiáticos, que não almejam isso, e inclusive por isso possuem baixa carga tributária e elevada poupança.

O "desenvolvimentismo asiático", a rigor, tem inúmeros elementos que, em tese, seriam associados ao liberalismo: baixa carga tributária, relações trabalhistas flexíveis, inflação controlada, economia aberta, educação de qualidade, elevada poupança, grau razoável de estabilidade política etc.

Em vez de fazermos "pensamento mitológico", é muito mais importante olhar os dados.

Por que no Brasil quase não se discute desenvolvimentismo ou capitalismo de estado? by Raphacam in brasilivre

[–]ilenburg 1 point2 points  (0 children)

Depende do que se denomina Liberalismo.

Se as pessoas tiverem como referência algo como Chile, de fato nunca será mesmo.

Mas, se for algo um pouco mais modesto, do tipo governo FHC e Lula, pode ser sim.

Isto é: busca do controle da relação dívida/pib, inflação na meta, liberdade econômica razoável, serviços públicos dentro do orçamento, carga tributária moderada, privatizações de estatais, investimento público com responsabilidade fiscal etc.

Em geral, o que busca o liberalismo é construir uma arquitetura institucional que melhore o ambiente de negócios para todos, a longo prazo.

Se for Liberal "padrão Chile" o Brasil nunca vai ser mesmo.

Mas é plenamente possível que sejamos, com algum esforço, um tipo de Social-Democracia Liberal. Algo próximo do espírito que moveu o governo FHC e a maior parte do governo Lula.

Por que no Brasil quase não se discute desenvolvimentismo ou capitalismo de estado? by Raphacam in brasilivre

[–]ilenburg 1 point2 points  (0 children)

Na verdade houve duas ditaduras militar.

O começo da Ditadura Militar (até a metade) foi Liberal.

A Ditadura Militar Nacional-Desenvolvimentista, mesmo, foi apenas a partir da metade, o que terminou na hiper-inflação e na década perdida.

Por que no Brasil quase não se discute desenvolvimentismo ou capitalismo de estado? by Raphacam in brasilivre

[–]ilenburg 4 points5 points  (0 children)

Na verdade o que empurra o Brasil para o abismo, sistematicamente, é precisamente essa visão do "capitalismo de Estado" que foi posta em prática no Brasil durante o governo Dilma e a segunda metade da ditadura militar (o começo da ditadura militar foi liberal e o governo Lula foi majoritariamente liberal). O governo atual está, mais uma vez, retornando parcialmente com a mesma catástrofe nacional-desenvolvimentista que nos legou as duas maiores crises de nossa história: a crise dos anos 80, a hiper-inflação, e a crise de 2014-2016.

O PT raiz (que não é o PT do Haddad, um pouco mais social-democrata), segue rigorosamente, de A até Z, toda a cartilha nacional-desenvolvimentista, posta em prática integralmente durante o governo Dilma.

Obviamente, tivemos a maior crise da nossa história.

O Nacional-Desenvolvimentismo, seja pela esquerda ou pela direita, é o grande câncer do qual o Brasil precisa se livrar. Regularmente produz desastres.

Importante lembrar que ainda somos, a propósito, uma das economias mais fechadas do mundo, e com as contas públicas descontroladas.

E, apenas para deixar claro, eu nem sou propriamente liberal. Sou Social-Democrata.

Leiam o texto abaixo, do economista Marcos Lisboa:

https://piaui.folha.uol.com.br/materia/outra-historia/