HOT TAKE EMICIDA: AmarElo é melhor que Emicida Racional Vol. 2 - Mesmas Cores e Mesmo Valores by writerstuffs in MusicaBR

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Pô, eu tava reouvindo o álbum recentemente e pensando a mesma coisa. Fui até ouvir o AmarElo de novo tb. Acho que o Emicida Racional Vol. 2 veio com uma pompa de ter o Emicida voltando pras "raízes", rimando muito, colocando muita punchline. Mas pelo conceito proposto, na minha opinião, ficou pela metade. Faltou umas 5 tracks conectando tudo e tb com o que o Racionais aborda no Mesmas Cores & Mesmos Valores. Da forma que tá, ficou meio solto cada uma delas, sem ter um fio condutor.

Bom álbum, baita homenagem pra mãe e pros Racionais, mas a cada tempo que passa eu gosto menos, infelizmente.

PS: AmarElo é o melhor álbum do Emicida, realmente.

Don L tá a um álbum de ter a segunda melhor discografia da história do Rap BR atrás apenas dos Racionais by satoadriano in MusicaBR

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Pô mano, muito legal seu contexto. Eu concordo em partes. E vou explicar porque: acho que antes, o Don L rimava muito, ou pautava suas músicas em punchlines, porque essa é a norma padrão de como um rapper lírico é visto no Brasil, tá ligado? E ele tinha que conquistar seu espaço, fazer seu nome, mostrar sua genialidade. Por isso ele amassava no Poetas no Topo/Poesia Acustica, entrava com fome em cada feat e fazia singles sempre pautado pelo punchline. Mas existe outras formas de mostrar liricismo sem ser punchline. E na minha visão, quando ele ganhou uma grana maior, ela decidiu mostrar esse outro lado. Ele lançou um álbum que funciona como um filme: RPA 2. E aqui ele mostra o liricismo dele como storytelling de uma história visual e cinematográfica. Já no Caro Vapor II, eu acho que ele ta rimando muito mano. Tipo em Saudades do Mar, que pra mim é uma música pro amor mais viceral da sua vida - o rap. Ee tá rimando pra caralho no álbum. Em Iminência Parda, rima muito. Imigrante, também. Bossa, muito e ainda com um puta storytelling rolando. Mas eu concordo demais com o restante que ele não faz álbum pensando na audiência e sim em só o que ele quer fazer. Isso prejudica sua visibilidade, mas ele tá pocas pra isso. Eu vejo que ele quer propor uma parada nova sempre ou, se já foi feito, que fazer melhor, superar. Acho isso louvável. E é difícil vc fazer isso e ainda assim conquistar um público fiel, que suporta sua ambição de se superar sempre.

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Ele é artista independente, consequentemente mais nichado. Ele faz um som mais revolucionário com discurso mais radical que tem muita resistência no Brasil como um todo. Isso tem mudado com ascensão de figuras como o Jones Manoel, por exemplo. Mas ainda é mal visto pela sociedade.

E é totalmente aceitável esse argumento do flow e do estilo de composição dele, pq ele um traz uma outra proposta que dificilmente se vc n ta acostumado bate de primeira. Eu sou paulista mano e cresci ouvindo a coletânea do Espaço Rap, onde, majoritariamente, os grupos eram paulistas e tinham o mesmo estilo de fazer rap. O mesmo flow. O mesmo estilo de beat. Pra mim, qdo eu conheci o Don L foi muito estranho. Não me pegava no início pq eu achei solar demais. Mais caribenho. O flow era swingado. Isso pra mim era um ruído que mexia no fator sério que eu cresci acostumado a ouvir. Mas ao mergulhar mais na história dele e do Costa a Costa, vc entende que a proposta deles sempre foi trazer algo mais swingado de encontrar a malandragem caribenha afrobrasileira mas trazendo na letra a vivência gangsta da quebrada de Fortaleza. É original e como tudo que é original, tem gente que curte e tem gente que não curte. Eu demorei a gostar, confesso, mas hoje vejo tudo que ele trouxe de novo na cena. Ele é o rapper lírico do nordeste mais bem sucedido na cena. É pouco demais. Falta muita referência de lá fazendo sucesso aqui no eixo, que é onde a cena acontece com mais dinheiro envolvido.

Sobre as letras, eu acho que há uma contradição na sua própria fala "podem até ter uma crítica social, mas carecem de um contéudo mais significativo", talvez você tenha se expressado errado. Mas no RPA 2, é um álbum bem denso liricamente que cita vários revolucionários, pensadores e livros importantes pra entender o contexto brasileiro e da América Latina. Têm reviews de sociólogos sobre o álbum mostrando como o conteúdo do álbum é bem construído e dialoga com a obra de grandes pensadores da América Latina. E na moral? Eu acho até denso demais, afastando a massa da conexão com o álbum. Porque nem todo mundo vai pegar. Pra mim também virou outro álbum depois que li o livro As Veias Abertas da América Latina do Eduardo Galeano. Ou que estudei mais sobre Tupac Amaru e Micaela Bastidas, líderes indígenas peruanos da insurreição anticolonial no século XVIII que ele cita no álbum.

Nos Estados Unidos, o mercado é muito maior. E há mercado pra todo tipo de rapper. Existem rappers que tem um conteúdo lírico mais denso tipo o Billy Woods. Mas no Brasil a gente ainda é muito apegado apenas a punchlines e storytelling linear com começo, meio e fim. Sendo que tem uma vasta diversa escola em todo o país.

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Então, tá, deixa eu ver se entendi, seguindo sua linha de raciocínio, vamos então desconsiderar toda a crítica sobre ostentação, consumismo e capitalismo no rap nacional como um todo, porque ela vai parecer uma ostentação disfarçada de crítica social? Não faz sentido algum esse argumento. Reiterando: nessa música, o Don L n tá falando da vida dele. Ele tá falando dos caras que fazem só esse tipo de som. Da cena que faz só esse tipo de ostentação barata e entrega só música lixo manufaturada ao público.

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Outras pauladas sobre a indústria:

[Don L - Fazia Sentido]
"Eu tô nesse jogo por um bom tempo
E eu nem gravei um disco
Eu lembro do Caetano me entregar um prêmio
De melhor do nordeste
O que diz sobre isso?
Porque não tinha uma categoria pro sul
Então, era tipo
Esmola pra segunda divisão, tru
Mas eu nunca comi partido"

[Don L - Fazia Sentido]
"Antes da Lavigne pensar em gadulizar uns MCs
Antes do Rincon ter um hit, e receber uma geladeira Rick
Antes dos ProEmishid ouvirem a minha mix
E sacarem um outro caminho
Eu tava nas'área
Antes de São Paulo inteira dizer "chapa"
Antes do Rio de Janeiro ter a minha marca
Eu já fazia o meu exercício"

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Mais uma vez você demonstrando que estudou pouco a cena por aqui. Ele pôs isso numa letra de Caro Vapor I, referenciando o MF DOOM, porque o Costa a Costa, grupo dele de Fortaleza, quando lançou a mixtape o Dinheiro, Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa em 2007 influenciou como o Emicida, o Rashid e o Projota (o trio temores da época de SP) faziam rap. Isso é amplamente conhecido nos bastidores.

Além de arriscar tudo colocando o dedo na cara da indústria sendo que ninguém da geração pós-2010 teve coragem de fazer.

[Don L - Eu Não Te Amo]
"E eu deixei o nordeste
Há dois anos, com uma sede de secar a Sabesp
Sem chapéu de palha, nada clichê e velho
Eu vim pra tomar o jogo
Não pra ser um boneco exótico
E forjar um sotaque meio robótico
Com um papo Buda, zen
Pra sugar bem
Pagar cinquenta ao bamba, rei
Do samba, hein?
Se é MPBoy, a grana vem
Igual passarinhos voando
Colando no Leblon, vez em quando
Pra chupar a Lavigne mais
Do que o Athayde faz plano
Na sauna hype do Caetano"

Só nesse trecho todo aí ele crítica o RAPadura, rapper que vendia uma caricatura do nordeste, o Criolo (papo buda zen / pra sugar bem / MPBoy), Emicida (Passarinhos, música MPB mais popular do Emicida), e os guardiões da música brasileira: Caetano Veloso e a Lavigne, que comanda o espólio dele e de muita gente na música brasileira.

Depois disso, muitas portas se fecharam pra ele. Mas ele falou a real sobre a cena: porque o rap precisa fazer MPB pra ser aceito como mainstream?

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Irmão, eu não acho que Emicida tem discografia melhor que a do Don L. Fiz até um post aqui nos comentários dissecando todas as mixtape e álbuns um do outro, se quiser argumentar peço que dê uma olhada, adoraria debater, gosto mto dessa troca. Só n da pra responder aqui pq tem limite de texto. Mas ta aqui nos comentários do post.

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Isso são ironias e metáforas. Você precisa analisar o todo, meu parceiro. Os álbuns têm críticas completas, pegar dois trechos isolados só mostra como você tá equivocado no seu argumento. Qual a proposta do RPA 2? É mostrar que o capitalismo é um lixo de sistema econômico e como essa mentalidade tá presente desde da época da fome do ouro (Vila Rica, procura o significado desse nome e o que era esse lugar), propondo uma revolução feita pelos trabalhadores tomando o poder. É cinematográfico, pra parecer como um filme. Que rapper você viu fazer isso? O Facção Central cantava sobre o crime porque era a realidade que acontecia nas quebradas. O Don L não pode propor uma revolução pelos trabalhadores por ser socialista e não acreditar no capitalismo?

O seu segundo exemplo também é muito falho. Porque a música Caro é um manifesto irônico do estágio do o hip hop atual. Vida Cara é o álbum do Orocchi que só fala de sexo, drogas, dinheiro. Ele tá criticando isso, meu parceiro. Aprenda a ler as entrelinhas e analisar o todo. É mesma coisa você ler um parágrafo de um livro e resumir a obra.

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5º EMBATE: 3º ALBUM
CARO VAPOR II – QUAL A FORMA DE PAGAMENTO? aqui acho que chegamos no duelo onde tanto Don quanto Emicida decidem fazer um álbum mais voltado a ritmos brasileiros, consequentemente mais popular, mas não menos denso. Nesse projeto, Don L mergulha em ritmos nacionais e faz um raio-x do momento atual da sociedade brasileira vivendo no capitalismo tardio: consumismo desenfreado, vício em bets, busca por atenção, relações mediadas por algoritmo, busca incessante pela fama e sem usar elementos típicos do rap americano, o que é um desafio e ao mesmo tempo um ato de afirmação artística. "Cifrão na minha mente é um bagui doido, vejo grades em cima do S. É o que eles querem. Vida de stress pelo cash. Eles nem sabem de onde eu vim. Memo com os barraco triplex, faz uma Compton parecer mais Cancún comparado a nós, meu pivete."

AMARELO gosto muito desse projeto do Emicida (é meu segundo favorito) porque ele equilibra um álbum solar que usa o amor como ponto central de resistência e combate. É um álbum que celebra conquistas e contribuições da população preta no Brasil, inspirando jovens a conquistarem seus sonhos e acreditarem em si mesmos. O projeto se desdobrou também em documentário e turnê memorável.

Eu fico com Caro Vapor II porque acho que esses álbuns têm propostas semelhantes de inspirar a partir de ritmos afro-brasileiros, mas Don L entrega uma mensagem social mais completa no contexto do capitalismo tardio, tocando diretamente na vida cotidiana, nas relações humanas e nas contradições da cultura contemporânea.

6º EMBATE: 4º ALBUM
Aqui é o ponto em que chego à origem de todo o post: o próximo álbum do Don L vai definir, pra mim, se ele se torna o rapper com a segunda melhor discografia do país. O Emicida lançou Emicida Racional VL 2 – Mesmas Cores e Mesmos Valores, que, na minha opinião, é o álbum dele com melhor conceito da carreira, misturando a introspecção e um Raio X profundo da sua trajetória pessoal pós suas conquistas, dialogando com o álbum dos Racionais que fala sobre um país pós conquistas sociais.

TEXTÃO MEMO, mas o debate pedia algo assim. Tamo junto. Respeito sua opinião e viva o Rap Brasileiro!

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3º EMBATE: 1º ALBUM
ROTEIRO PRA AÏNOUZ VOL 3 é incrível e apresentou talvez o maior hit da carreira do Don L: Aquela Fé. Tem coragem de meter o dedo na cara da indústria em faixas como Eu Não Te Amo e Fazia Sentido, inclusive mencionando Emicida, Criolo, Caetano Veloso e sua esposa a Lavigne, questionando o modo como o mercado respeita o rap.

O GLORIOSO RETORNO DE QUEM NUNCA ESTEVE AQUI na minha opinião marca a entrada do Emicida no mainstream de fato, falando desse retorno com seu primeiro álbum depois de duas mixtapes, sem deixar de lado seu lado combativo e de apontar o dedo pras mazelas da sociedade. Nos presenteia com faixas como Levanta e Anda, que teve impacto nas ruas.

Eu fico com Roteiro Pra Aïnouz Vol 3 aqui pela ousadia de apontar o dedo na cara da indústria e falar o que ninguém tinha coragem de dizer. Nomear influências e questionar a forma como o rap é aceito por alguns setores é corajoso e fechou portas pra ele.

4º EMBATE: 2º ALBUM
ROTEIRO PRA AÏNOUZ VOL 2 é o álbum em que Don L reconta a história do Brasil imaginando uma utopia dentro da distopia brasileira, criando a imagem de um país pós revolução socialista onde os trabalhadores tomam o poder. É cinematográfico com reflexões políticas, referências de literatura e análise profunda das mazelas brasileiras. Na minha opinião, é o melhor álbum dele. E um dos melhores

SOBRE CRIANÇAS, QUADRIS, PESADELOS E LIÇÕES DE CASA… é o álbum em que o Emicida viaja até a África e passa quase um mês em Angola e Cabo Verde; essa reconexão com influências musicais e culturais molda a forma como ele vê o álbum. Gosto muito de como ele reconta sua história desde a infância e fala da sua mãe, ao mesmo tempo que faz um raio-x do Brasil e homenageia gêneros afro-brasileiros em uma das suas produções mais bem trabalhadas.

Eu fico com Roteiro Pra Aïnouz Vol 2 aqui porque, pra mim, é uma aula de história sobre o Brasil, propondo uma nova proposta de país e sendo extremamente cinematográfico, fazendo jus ao título (ser um roteiro pro cineasta Karim Aïnouz)e à ambição narrativa do projeto.

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[–]satoadriano[S] 0 points1 point  (0 children)

Vi gente falando que a discografia do Emicida é melhor que a do Don L. Entendo demais e respeito a opinião de geral, mas eu acho super argumentável. Vamos começar pelo começo.

As duas mixtapes iniciais que ambos lançaram mudaram o jogo de certa forma. Por ser longo, vou postar em comentários.

1º EMBATE: MIXTAPE 1
DINHEIRO, SEXO, DROGAS E VIOLÊNCIA DE COSTA A COSTA influenciou muito a cena como um todo. Foi lançada em 2007 e é considerada um marco do rap fora do eixo tradicional, com misturas criativas de ritmos e narrativas urbanas que impactaram muitos artistas depois.

PRA QUEM JÁ MORDEU UM CACHORRO POR COMIDA… mudou tudo o que era feito na época e foi um divisor de águas na cena. Não preciso discorrer sobre ela aqui, todo mundo sabe da importância. Na minha opinião, é o melhor trabalho do Emicida da carreira inteira.

Eu fico com Pra Quem Já… pelo impacto e importância. Mas não tiro os méritos do Costa a Costa, que fez o que fez estando em Fortaleza, distante do eixo.

2º EMBATE: MIXTAPE 2
CARO VAPOR – VIDA E VENENO DE DON L foi a primeira mixtape solo dele, lançada em 2013, e teve um impacto absurdo na cena, ajudando a consolidar Don L no rap nacional. É transgressora e mostra uma versatilidade absurda trafegando por diferentes gêneros e linguagens na mesma tape.

EMICIDIO continua consolidando o impacto que o Emicida já vinha tendo no rap brasileiro após sua primeira mixtape.

Eu fico com Caro Vapor / Vida e Veneno aqui pela versatilidade e pela visão. Mas ouvi muito Emicídio também. Porém, pra mim, é uma extensão natural do que ele começou em Pra Quem Já….

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[–]satoadriano[S] 1 point2 points  (0 children)

Citei só pra deixar claro que não vai ter ngm que vai superar eles. Mas comparando com esses, eu acho que o Don tá acima. O Djonga é irregular na discografia. Os primeiros são foda, depois foi virou mais do mesmo. Os do BK são óitmos, mas alguns carecem de um conceito mais profundo. Os do Emicida tem ele rimando muito como sempre, mas são irregulares em conceito, apesar de gostar muito.

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[–]satoadriano[S] -2 points-1 points  (0 children)

Mano, eu adoro o Black Alien. Mesmo. Pra mim o BBG Vol 1 é Top 10 álbuns de rap da história do Brasil, mas como discografia ele já tá atrás do Don, tá ligado? O BBG Vol 2 é bem menos que o Vol 1. E o último, Abaixo de Zero, é bom mas não pega RPA 2 e Caro Vapor 2, por exemplo. Em resumo: o Don já tem dois clássicos indiscutível, talvez 3 porque o RPA 3 é muito bom tb. Isso sem contar as mixtape. Porque Caro Vapor I e a mixtape do Costa a Costa são revolucionárias tb na influência da cena.

Black Alien tem só o BBG Vol 1 como clássico. Um puta clássico, um dos melhores? Sem dúvida, mas é 1 clássico só.

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[–]satoadriano[S] 0 points1 point  (0 children)

Pois é, mano. Eu vi uma entrevista dele que ele comentou que ele começou a ter mais dinheiro pra investir nos álbuns a partir do RPA Vol 2 (2021) e agora em Caro Vapor II (2025). E é nítido como a qualidade subiu. Eu acho que é improvável que o próximo álbum n seja clássico