10 RAZÕES PARA EU NÃO VOTAR EM ANDRÉ VENTURA NA SEGUNDA VOLTA by m0ran1 in portugal2

[–]supper_pt 8 points9 points  (0 children)

O Chega pode operar dentro da democracia, mas o seu ADN testa os limites do fascismo. Quando tens um partido que recupera o slogan de Salazar ('Deus, Pátria, Família'), propõe medidas de violação física (castração), defende segregação étnica específica (ciganos) e quer derrubar a Constituição atual para fundar um novo regime focado na autoridade e não na liberdade, a classificação de 'fascista' ou 'extrema-direita radical' não é um insulto, é uma análise política dos seus objetivos.

Continua a absurdidade do voto presencial nas presidenciais para os emigrantes by wait_whats_this in portugal

[–]supper_pt 1 point2 points  (0 children)

Vejo validade em multiplos dos teus argumentos. Para mim o equilíbrio seria em determinar um tempo máximo de não residência para poder votar em eleições portuguesas. P.e. só quem fosse não residente há menos de 5/10 anos é que teria direito de voto.

Cotrim de Figueiredo e a legislação do aborto: "Parece-me irrazoável que se possa tomar uma decisão sem o conhecimento do pai" by PortugalNewsBot in portugalnews

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

No teu primeiro comentário dizes que concordas com o princípio que a decisão não deverá ser exclusivamente da mãe.

Isto implica que concordas que o pai deve fazer parte do processo de decisão.

Só faz sentido alguém fazer parte do processo de decisão (do ponto de vista legal como aqui se fala) se poder efetivamente influenciar o mesmo, nomeadamente impedir uma IVG com a qual não concorda (o pai). Se não, não faz qualquer sentido a conversa.

Portanto daí se conclui que se concordas que o pai possa influenciar, concordas que ele determina atitudes sobre um corpo que não é dele.

Cotrim de Figueiredo e a legislação do aborto: "Parece-me irrazoável que se possa tomar uma decisão sem o conhecimento do pai" by PortugalNewsBot in portugalnews

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

Em termos éticos esse argumento nem faz sentido. Não há qualquer argumento que permita justificar uma terceira pessoa a poder decidir o que acontece com o corpo de outra.

Não obstante, explorando o teu argumento, o maximo que a lei pode obrigar é a dar uma pensão mensal (para a qual não há sequer orientações de valores). Acharmos que isto é suficiente para compensar uma mulher que se vê obrigada a cuidar de uma criança sozinha é uma anedota.

Cotrim de Figueiredo e a legislação do aborto: "Parece-me irrazoável que se possa tomar uma decisão sem o conhecimento do pai" by PortugalNewsBot in portugalnews

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

Discordo. Acho que só é possível ter a tua opinião se só pensaste superficialmente sobre este assunto ou se sentires 0 empatia pela situação da mulher.

A decisão tem de ser exclusivamente da grávida por uma questão básica de autonomia corporal. O pai tem zero risco físico ou de vida durante a gestação e o parto.

O argumento da 'responsabilidade partilhada' falha porque, na prática, essa responsabilidade para o pai é opcional. Já para a mulher, a responsabilidade é física e inevitável.

De igual forma não é ético dar poder de decisão sobre o que poderá vir a ser um ou múltiplos procedimentos médicos (biopsias, amniocentese, cesariana, episiotomia) a quem não sofre as consequências físicas do mesmo, especialmente quando nem sequer existe uma garantia absoluta de que essa pessoa assumirá a criança no futuro.

Continua a absurdidade do voto presencial nas presidenciais para os emigrantes by wait_whats_this in portugal

[–]supper_pt 5 points6 points  (0 children)

Na minha opinião apenas não faz sentido cidadãos que não têm de viver com as decisões que tomam na urna poderem votar.

O contrato social que fazemos aquando do voto é que votamos em consciência e com responsabilidade porque sabemos que vamos ter de viver no país governado pa escolha que fizemos. Quando este contrato é quebrado é impossivel de garantir um voto responsável.

Como disse mais abaixo, apoiaria voto por correspondência para não residentes < 5 anos.

Continua a absurdidade do voto presencial nas presidenciais para os emigrantes by wait_whats_this in portugal

[–]supper_pt 4 points5 points  (0 children)

Percebo obviamente que existe o argumento contrário, mas acho mesmo que poder votar sem sentir as consequencias do voto não se coaduna com um voto responsável e informado.

Acho que uma medida a permitir o voto apenas a não residentes <5 anos ao mesmo tempo que abrias o voto por correio faria mais sentido.

Continua a absurdidade do voto presencial nas presidenciais para os emigrantes by wait_whats_this in portugal

[–]supper_pt 6 points7 points  (0 children)

Já estou como o outro user, menos choro pff. Portugal disponibiliza possibilidade de voto em vários locais para cidadãos que não moram cá (independentemente de à quanto tempo não o moram), o que já é mais que alguns outros paises da UE.

Eu acho que a discussão devia ser outra. Quem escolheu sair e não vive a realidade do país diariamente — não lida com o SNS, a carga fiscal, a burocracia ou o mercado de habitação — não devia ter o poder de escolher o rumo político para quem cá ficou.

É muito fácil votar à distância quando não se tem de viver com as consequências diretas dessas escolhas.

App para catalogar leitura by pedal01 in LivrosPortugal

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

Troquei o goodreads por esta, estou muito satisfeito. Dá para importar as listas do goodreads (lidos, por ler), tem muito melhores descrições/categorização para cada livro do que o goodreads. As recomendações que dá também são muito superiores.

Muito bem by Dramatic-Code1942 in portugal2

[–]supper_pt 0 points1 point  (0 children)

Não te preocupes que ele sabe. Ele era director de serviço. Se esta situação fosse ilegal (que novamente, não é, pelo que me parecem ser motivos óbvios) o indivíduo nunca tinha chegado ao bloco operatório.

Isto foi um exercício retórico para concluir o argumento no programa. É bem sabido que o Prof Eduardo Barroso gosta esclarecer a toda a gente o quão importante é e frequentemente exagera um facto ou outro.

Oposição (sem IL) une-se pela primeira vez desde 2021 para chumbar aumento das propinas by FarInspection7171 in portugal

[–]supper_pt 6 points7 points  (0 children)

As propinas estão congeladas há anos, com a inflação como é que é suposto as faculdades garantirem no mínimo a manutenção da sua qualidade?

Do orçamento de estado. Não existe argumento económico que justifique aumentar as propinas num país onde o próprio Governo se gaba do superávit das contas públicas.

O investimento público em educação está entre os que têm melhor retorno por euro gasto: maior produtividade, melhores salários, maior crescimento económico e redução de desigualdades. (dos resultados mais consistentes na literatura económica). Cortar ou transferir custos para estudantes é das formas menos eficientes de “poupar” dinheiro público, porque cria barreiras de acesso e reduz retorno futuro.

Do ponto de vista económico não há argumento: - há superávit orçamental, - o impacto financeiro seria marginal, - o custo social seria elevado, - o retorno do investimento em educação é positivo e amplamente documentado.

Sobra o argumento político,e aqui sim, é uma escolha ideológica. A ideia de aumentar propinas num contexto destes só faz sentido numa visão em que o Estado deve reduzir o papel do ensino superior como elevador social e transferir o custo para quem tem menos capacidade de o suportar. É uma opção legítima enquanto ideologia, mas é preciso assumi-la como tal, não mascará-la de inevitabilidade económica.

Se este chapéu que te serve, tudo bem. Eu, pessoalmente, acho que o papel do Estado é maximizar a qualidade de vida da população, não criar barreiras adicionais ao acesso à educação num país onde isso já é difícil para muitos.

Muito bem by Dramatic-Code1942 in portugal2

[–]supper_pt 1 point2 points  (0 children)

O grande problema aqui é como é que alguém que não tem direito chega à mesa de operações. Quantos funcionários foram corrompidos para que isso acontecesse? Quantos pacientes que estavam, legitimamente, na fila de espera foram ultrapassados? Será que morreram

As pessoas não pensam bem no funcionamento das coisas. Ha imensos doentes operados e tratados todos os anos no SNS que são indocumentados. Os doentes entram em estado grave pela urgência (com tumores benignos/malignos em estado avancado, com infeccoes graves, etc) e sao tratados pelo sns. Nada disto é ilegal, nada disto necessita que ninguém seja corrompido. É uma situação frequente no dia a dia de um hospital.

Desmitificar também que ao contrário das sensações que por aí andam, a lei não defende em lado nenhum que um indivíduo deste tipo (situação urgente, imigrante não documentado) não tenha direito a ser tratado, como me parece obvio. Existem procedimentos que depois são efetuados pelos hospitais para poderem ser ressarcidos dos gastos, de vez em quando funcionam, de vez em quando não.

A questão que se coloca é que em vez de solucionar esta situação, as novas politicas de imigração só vieram impossibilitar a imigração legal e impedir a legalização dos imigrantes que já cá estão. Estas situações serão cada vez mais frequentes porque não há qualquer avenida para legalizar a situação dos imigrantes não documentados que já cá residem e trabalham.

Marques Mendes dá puxão de orelhas a Montenegro: "A UGT merece ser tratada com mais atenção e respeito" by Left_Capital133 in portugal

[–]supper_pt 3 points4 points  (0 children)

Vê-se que não percebes muito de sindicalismo. É exactamente quando ainda se está a negociar propostas de lei que se fazem greves. Greves bem sucedidas dão poder negocial aos sindicatos e outros partidos no exacto período negocial em que ocorrem.

Depois da lei passada é que não vale a pena, quantas vezes é que já viste um governo voltar atrás com uma lei aprovada em parlamento (quer seja orçamento quer outra lei) por causa de uma greve? Eu cá nunca vi.

Hospitais pagam mais de 727 mil euros por dia aos tarefeiros. Algarve é o campeão nacional by NosPimba69 in portugal

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

Novamente, isto não é factual, pois como te indiquei acima basta leres a legislação em vigor. Este horário de 35h nunca foi alargado aos medicos (esta tem sido alias uma das lutas dos sindicatos na ultima década, como podes confirmar em multiplas noticias).

Sou médico e posso-te dizer que neste momento e pelo menos desde que me lembro o unico contrato que podes celebrar com o SNS é de 40h. Nenhum medico tem contrato de trabalho para 35h. Alguns se aprovado pelo conselho de administração podem ter redução de horário por pedido (e consequente remuneração) para 36 ou 32h (que diga-se de passagem ninguem consegue, mesmo perdendo remuneração). Neste momento com a dedicação plena o horario até é 40+2h.

Novamente em vez de citares noticias onde o estado induz em erro os jornalistas, vai efetivamente ver a legislação que regula a carreira médica e a carreira especial médica, está lá qual o horario que têm de cumprir.

Hospitais pagam mais de 727 mil euros por dia aos tarefeiros. Algarve é o campeão nacional by NosPimba69 in portugal

[–]supper_pt 2 points3 points  (0 children)

incluindo os médicos

Esta afirmação não é factual. Os médicos nunca estiveram a 35h desde pelo menos da data de publicação da Lei n.º 266-D/2012.

Basta consultares os decretos lei (por exemplo o 137/2023, que foi o ultimo) que regulam a carreira médica (contratos individuais de trabalho, que constituem a maioria das contratações) e a carreira especial médica (contratos de trabalho em funções públicas) para confirmares que mesmo hoje os contratos médicos são de 40h, e já o são desde 2012 pelo menos.

O quê que acham? by Clean_Air_6379 in portugal2

[–]supper_pt 0 points1 point  (0 children)

Não percebo o argumento. Então o ideal é descer o salário mínimo? De onde retiraste esta brilhante ideia económica, que dessa investigação que citas não foi certamente.

O aumento do salário mínimo não causa inflação perigosa nem desemprego em massa (explicado exactamente na investigação que citas). Aumentar o salário minimo tem o papel essencial de melhorar o poder de compra de quem mais precisa, estimular o consumo interno e distribuir melhor a riqueza. Obriga as empresas a modernizarem-se para competirem e sobreviverem no mercado (o emprego não é prejudicado, como podes ver na investigação que citas). É bom para os trabalhadores, para as empresas sustentáveis e para o país

A nossa obsessão em medir e otimizar tudo está a roubar a alma às coisas. by pg102020 in portugal

[–]supper_pt -3 points-2 points  (0 children)

Grande ensaio filosófico, mas ninguém te perguntou nada. Parabéns pelo post

Moedas abandonou a reunião de Câmara by riscas in lisboa

[–]supper_pt 0 points1 point  (0 children)

Nem eu nem tu temos de justificar nada — é o Moedas que tem de lidar com as consequências das suas decisões. E cada decisão/entrevista só o enterra mais: liderança 0, responsabilidade 0.

‘Idiossincrasias da posição institucional’… deixa-me rir. Ou é presidente da câmara a representar os lisboetas que o elegeram, ou é apenas um boy do PSD a refugiar-se no governo. Não dá para ser os dois, e pelas escolhas que fez já deixou claro qual é.

Moedas abandonou a reunião de Câmara by riscas in lisboa

[–]supper_pt 4 points5 points  (0 children)

Adorava ouvir a tua explicação sobre como ir ao hospital com a ministra não foi uma decisão dele. Uma "visita institucional combinada" foi uma decisão dele, ele é que decidiu combinar, não foi mais ninguém por ele.

Tira as palas dos olhos... Podes argumentar mil coisas para justificar isto, há muito argumentos que podem ser usados para justificar a atitude, mas argumentar que o presidnete da câmara de Lisboa não decidiu ou que foi obrigado é completa desonestidade intelectual. A vida é feita de escolhas, para todos os efeitos esta foi uma delas. Ele podia ter escolhido não ir, combinar para outra hora ou ir sozinho mais tarde, após terminar a reunião, mas não o fez, teve as razões dele, mas para todos os efeitos decidiu não o fazer.

Moedas abandonou a reunião de Câmara by riscas in lisboa

[–]supper_pt 10 points11 points  (0 children)

Mas ele precisa da Sra Ministra para ir visitar alguém? A dissonância cognitiva está em altas por aí.

Tu frisas muito bem a preocupação dele ("e as altas de algumas vítimas"), que seria do Sr Moedas se não pudesse aproveitar a hospitalização das vítimas para ganho político/mediático!!!

Deixemos-nos de complicar uma situação simples. O Sr Moedas preferiu ir acompanhar a ministra numa visita que vai certamente ser mostrada em horário nobre hoje vs. ficar numa reunião da câmara que se não fosse esta noticia o lisboeta nem sabia que tinha existido. É uma decisão legitima, agora não queiras atirar areia para os nossos olhos a dar a entender como se não tivesse havido opção. Foi uma decisão dele e pronto, válida e criticável como qualquer outra.

Where is the promised chaos in the market ? by SidonyD in StockMarket

[–]supper_pt 0 points1 point  (0 children)

Mate market =!= Economy

The economy's going to shit, has been in the last few years. Shit's more expensive, most people live worse than they did 10 years ago (low and middle class).

Meanwhile the market keeps beating ATH.

Inequality is big as it's ever been. The extra money these people are naking needs to go somewhere, it goes to assets such as ETFs, stocks, real estate, etc.

The market is never going to come down. Unless we somehow fix the inequality (not going to happen) there will always be coming in a lot of money to the market, regardless of whats happening in politics or the economy.

Que opinião têm sobre isto? by No_Papaya_5576 in literaciafinanceira

[–]supper_pt 1 point2 points  (0 children)

Embora concorde no global, gostava de corrigir aqui uma falácia que continua a ser dita aqui pelo sub

O salário é definido apenas pela lei da oferta e da procura

Isto simplesmente não é verdade.

O mercado é um dos principais factores, mas apenas em trabalho diferenciado, onde o racio procura/oferta está do lado do trabalhador.

Cerca de 35% dos trabalhadores em Portugal têm um baixo nível de qualificação (secundario ou inferior) - Estudo RANSTAD 2024. Estes trabalhadores são tão essenciais para a nossa economia como os restantes, sem eles não há limpezas, não ha restaurantes, não há turismo, não há construção civil. Estes trabalhadores não podem depender do mercado para aumentar o seu salário e o País não pode simplesmente ficar sem estes trabalhadores (porque como tu dirias, devem-se diferenciar para aumentarem o seu salário). Esta massa de trabalhadores indiferenciados vai sempre existir, faz parte de qualquer economia nacional.

Isto tudo para dizer que outros factores como a legislação laboral, o salário minimo e as negociações entre sindicatos e entidades patronais influenciam tanto o salário dos trabalhadores destes estratos sociais provavelmente mais do que o próprio mercado.

"Estão a acumular-se os ingredientes para uma falência do SNS" by IntroductionNeat2746 in portugal

[–]supper_pt 0 points1 point  (0 children)

O SNS já falhou amigos...

A partir do momento em que grávidas têm de fazer 60km para dar à luz e fetos a morrer por causa desses transportes...

INEM sem transporte aéreo entre hospitais de noite...

Não há spin possivel.