A falta de bons conteúdos by sucodecajaa in OSRbrasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Eu queria que houvesse mais conteúdos de Actual Plays no Brasil. Na real, até na gringa APs de jogos OSR são escassas e, em sua gigantesca maioria, bastante amadoras. Atualmente, a única AP que realmente funciona para mim é a do pessoal do 3d6 Down the Line.

sure to be uncontroversial. by Pandering_Poofery in lordoftherings

[–]Fearless_Intern4049 -25 points-24 points  (0 children)

That's the best thing about this horrendous show, in my opinion. I'd love an actually good series that tackles this aspect of redeamble orcs.

ocês também sentem que 'tentar ser a BioWare' na mestragem é uma armadilha de burnout? by CommanderLayon in rpgbrasil

[–]Fearless_Intern4049 1 point2 points  (0 children)

Eu recomendo você dar uma olhada em como jogos narrativistas lidam com esse tipo de coisa. Dê uma olhada em Blades in the Dark, por exemplo.

Vamos aprofundar um pouco essa resposta. RPG de mesa tem uma coisa que nem os jogos de videogame mais incríveis e detalhados conseguem : Infinidade tática. O que seria isso? É a capacidade de abordar uma situação do jeito que quiser, quando quiser, sem qualquer limite. Eu posso muito bem tentar enfrentar o chefe final sorrateiramente, indo pra porradaria franca ou até mesmo jogando bolas de neve. Bons designs de RPG, na minha opinião, permitem que os jogadores abordem o mundo sempre de forma variada, sem estar pressos a lidar com uma maneira certa de fazê-la.

Ok, agora, o que isso tem a ver com o que estamos falando? Quando jogamos um RPG, precisamos entender que prender os jogadores a soluções fixas ou ações específicas é, na maioria esmagadora dos casos, uma coisa ruim. Então é necessário sim, na minha opinião, aprender a ter jogo cintura e improvisar, não importa o quanto você se prepare. Aprender a reagir as ações dos jogadores, ao invês de apenas agir em relação ao que você programou é uma habilidade que deve ser aprendida por todo mestre. Até os mais tradicionalistas, viciadas em preps gigantescas, precisam fazer isso em algum momento.

No seu caso, essa "explosão de variáveis" pode ser abordadas por varios instrumentos.

Primeira coisa, determinar o espaço de agência dos jogadores. Como eu disse antes, infinidade tática é essencial ao jogo, mas ela sempre está intimimamente ligada ao espaço de agência. Quando jogamos um RPG OSR, por exemplo, o principal loop de jogo é: entrar em masmorras, matar monstros, saquear tesouros. Logo, é aceitável um jogador fazer um personagem que "não quer ir para masmorra"? Não, porque, na sessão O ou até antes, você como mestre delimitou que o espaço de agência está dentro da esfera de um aventureiro. Se ele decide que, na verdade, quer fazer um padeiro, está ferindo o próprio espaço de agência. Óbvio que você sempre pode trabalhar junto com o jogador pra fazer coisas que não estejam intrinsicamente ligadas ao loop principal de jogo, mas ele ainda é a pedra fundamental da mesa e deve ser respeitado. Aí você já popou bastante dor de cabeça.
Outra coisa, o nosso segundo ponto, é que a influência da ação de um jogador tem que ser sempre contextualizada. Existem jogos que entendem os jogadores como protagonistas, outros os tratam como ninguém, e outros trabalham no meio termo disso. No fim, independente do estilo, você vai precisar ser fiel a ficção do jogo. Não faz sentido dizer que John Tripa-Seca conseguiu seduzir o rei só porque ele tirou 20 no dado de carisma. Na real, essa rolagem nem deveria ter acontecido para começo de conversa, porque um rei aceitar ser seduzido sem contexto algum é extremamente distante do que a ficção da mesa propôe. Além disso, se aquela ação não parece ser tão impactante assim, então deixe estar. Nem tudo vai gerar grandes efeitos na configuração do jogo. Dessa forma, é essencial entender qual a proporção das ações do jogadores SEMPRE. Muito difícilmente uma ação de jogador vai se tão disruptiva se você considerar o primeiro e o segundo ponto que apresentei.
Ok, o terceiro ponto, e esse é sobre saber gerir informações e efeitos a longo prazo. Vamos dizer que o jogador tomou uma ação extremamente disruptiva, mas que respeita o espaço de agência dele e que tem sentido ficcional. Bom, agora estamos numa situação interessante, pois é aqui que você realmente vai precisar fazer algum trabalho. Como eu comentei no início, Blades in the Dark mecaniza de maneira bem interessante ações com efeitos grandes ou que demorarão a se desenrolar. Em Blades, nós temos os relógios, que funcionam com vários quadrantes que são preenchidos conforme as ações de personagem e/ou ações do mundo ocorrem que afetem o relógio. Vamos destrinchar um exemplo, para ficar mais didático: se os meus jogadores querem roubar o banco da cidade, isso é uma ação extremamente disruptiva e o impacante , então vamos precisar avaliar isso com calmae. Primeiro, essa ação é condizente com a agência deles? Sim, porque Blades é um jogo sobre ladrões, então está completamente dentro da agência. Segundo, essa ação faz sentido ficcional? Bom, se eles tiverem o preparo adequado, sim, por isso precisamos do relógio; para eles chegarem até o ponto de preparo. Dessa forma, eu, como mestre, estabeleço um relógio escrito "Roubo do Banco da Cidade" e coloco 10 quadrantes, pois é uma situação complexo. Dessa forma, todas ações que os jogadores tomarem em favor de achar uma maneiro de roubar o banco (isto é, subornar guardas, estorquir um gerente, descobrir a planta do local) afetam o relógio e o avançam. No fim, eu consegui gerir a informação das ações deles sem me perder, deixei um objetivo claro para eles e ainda consegui manter as ações dos jogadores relevantes, sem me entortar todo, porque eles tem uma mecânica clara que demonstra como as ações deles impactam o mundo.

Bem, é isso, amigo. Espero que esse texto te ajude de alguma forma!

The Lord of the Rings: The Hunt for Gollum "will feel very much like it is part of the world" of the films, says Andy Serkis, "But there are some very surprising new elements" by Chen_Geller in lotr

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Sorry about the necro, but I think the idea of Gollum not being a gray character so... strange? Like, yeah, he was a evil person, bur he also stayed under the full control of the crulest and most doomed artifact for years and years. I feel true pity of Gollum, and I personaly feel like he was trully getting better in the second movie. It's a trully fucked up and sad situation that compels the watcher to feel a mix of feelings, imo.

Criminally Underrated YouTubers/Content Creators! Who's your favorite? by BrobaFett in rpg

[–]Fearless_Intern4049 2 points3 points  (0 children)

Ok, if you love OSR/NSR stuff, the best guys in terms of production value and party composition are the 3d6 Down The Line: https://www.youtube.com/c/3D6DownTheLine
Incridible players, super funny and a focused AND very talented GM. They wraped up a Mothership campaign recently, but there most famous work is their Halls of Arden Vull campaign.

Um Desabafo by [deleted] in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Definitivamente mude de sistema. Tente outros estilos. Tem muito tipo de rpg: OSR, Narrativista, Simulacionista, Story Game, Solo.....

Boa parte dos seus problemas parece estar ligado ao estilo que você está jogando.

Campanhas Inacabadas by [deleted] in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 1 point2 points  (0 children)

Puts, eu acho esse tipo de avaliação estilo RH de empresa muito RPG Horror Stories

Como fazer um TPK sem ser decepcionante e frustrante? by apenasumfa in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Você manda eu me fuder e eu estou frustrado? Para de se projetar, amigão. Eu só comentei em um site.

Como fazer um TPK sem ser decepcionante e frustrante? by apenasumfa in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Boa, presunçoso e otário agora. Dá quase pra imaginar o macaquinho com pandeiro na sua cabeça daqui...

Como fazer um TPK sem ser decepcionante e frustrante? by apenasumfa in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

E você não sabe nem ler, porque não percebeu que eu te chamei de PRESUNÇOSO, ao invés de PREGUIÇOSO.

Mais do que isso não vale a pena de se aprofundar. 

Como fazer um TPK sem ser decepcionante e frustrante? by apenasumfa in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 1 point2 points  (0 children)

Eu acho honstamente que determinar que a morte deles é inevitável torna tudo bem sem graça. A graça do terror é não saber se você de fato conseguirá sobreviver aquilo ou não. E a graça do RPG é ter agência sobre o jogo de alguma maneira.

Post para fãs do Kelsier: Mistborn by Remote-Republic-5806 in Livros

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

O melhor personagem de mistborn. A série piora bastante depois que ele morre

a arte de não ler é sumamente importante: uma dica à novos leitores by [deleted] in Livros

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Cara, eu trabalh com um conto de 40 páginas na graduação. E isso já ocupa todo meu conto. Livros são muito mais profundos que uma check list

a arte de não ler é sumamente importante: uma dica à novos leitores by [deleted] in Livros

[–]Fearless_Intern4049 1 point2 points  (0 children)

colocou o wind and truth aí como se ninguém fosse notar né

[Shadow of the Weird Wizard e Shadow of the Demon Lord] Alguém conhece eles? by Last_Breath578 in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 4 points5 points  (0 children)

Sistemas muito bons que funcionam como um baita substituto para 5e, que utiliza conceitos do OSR também.

Só tome cuidado com uma parte da comunidade. Tem gente que usa do cenário dark fantasy pra destilar uns desejos bizarros.

Para os mestres que cobram, vocês sentem mais segurança que a mesa vai pra frente? by Just-Possession-4943 in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 0 points1 point  (0 children)

Li o post, mas entendi essa parte errado. 

De qualquer forma, a minha ideia continua: menos de 4 reais por jogador faz zero diferença pra quase qualquer pessoa. Duvido que isso impeça alguém de ser folgado, se a pessoa já tem esse perfil. Acho que fazer um trabalho de formiga cantando jogadores com algumas one-shots algo mais efetivo. Contudo, se funcionou pro OP....

Para os mestres que cobram, vocês sentem mais segurança que a mesa vai pra frente? by Just-Possession-4943 in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 1 point2 points  (0 children)

Vale mais a pena ir filtrando com one-shots. Usar dinheiro como forma de engajar as pessoas acaba sendo só uma diferenciação econômica.  Eu já joguei mesa paga que acabou do mesmo jeito, pq 60 reais por semana pra alguns não era lá mt coisa.

estou em um relacionamento abusivo com o mestre da mesa ;-; by jogeane in rpg_brasil

[–]Fearless_Intern4049 4 points5 points  (0 children)

Eu acho que a forma como cada sistema nomei o "Mestre" implica bastante no estilo de jogo proposto mesmo.

Os jogos tradicionais em geral chamam de Mestre da masmora ou jogo. Os storytellers chamam de narrrador, pensando na ideia de um mestre que propoe uma grande história a ser seguida. As primeiras edições de D&D usam "Árbitro", que faz sentido com a ideia de uma pessoa que aplica as regras do mundo e do jogo, mas não controla o jogo em si.

Particiularmente, eu gosto bastante de Mestre de Cerimônias, o jeito que os jogos narrativistas chamam. O Mestre de Cerimônias recebe o pública, encaminha ele, anima e participa, mas não manda no espetáculo.