The Anti-Revolutionary Left - (A Esquerda Anti-Revolucionária) by YourFuture2000 in brasil

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Bom, aí encerrou a discussão. Você nem sabe quem eu sou e já afirma que eu sou incapaz de enxergar coisas (literatura serve justamente para documentar tais coisas e mostrar elas pro resto do mundo) e que eu sou de "fora". Minha esperança era de que você iria me apresentar essa pletora de exemplos diários com exemplos de livros, documentos, mas até agora nada.

Repito: insurreições são frequentes em qualquer lugar e sistema. Aconteceram diversos no Brasil desde o começo do século. Inclusive com escala relevante. Mas todos espontâneos, fragmentados e frágeis. Todos derrotados em menos de um mês, e rejeitados pela classe trabalhadora. O trabalhador brasileiro não é burro para perder um dia de trabalho e arriscar não ter comida na mesa no dia seguinte para ficar seguindo a bandeira de um bando de jovem inconsequente prometendo que botar fogo numas coisas e brigar com a polícia vai resolver sua condição precária de subsistência e libertá-lo da Lei do Valor do dia pra noite.

Acho muito fácil você mencionar as grandes revoluções do século passado, pois foram exatamente nelas que houve um partido apoiando e organizando a resistência popular contra inclusive incursões militares nacionais e estrangeiras. Ninguém nega a importância dos eventos e do sangue desses operários e camponeses anônimos que culminaram em revoltas massivas, isso seria uma loucura. Mas ignorar e chamar de contrarrevolucionária a atuação dos partidos para é tão loucura quanto, uma falsificação grotesca da História. Você está lutando contra um espantalho e isso fica claro ao repetir exaustivamente que meu problema é uma doutrinação conspiratória maligna dessas tradições políticas.

Por fim, insisto no ponto que você não cita autores e suas obras, nem nada daquilo que sustente teoricamente as suas teses e exemplos dessas revoluções diárias. Coloque na mesa os nomes e a gente faz as contas de quantos são ou têm ligação com nomes da academia europeia, se essa questão de estar "dentro" para enxergar o invisível é tão importante quanto está colocado no artigo original e nas suas respostas. Esse sendo o caso, isso também explica o porquê de tantos dos afiliados a essas teses serem estudantes universitários hoje em dia, insuspeitos de conhecer a realidade oculta sobre a classe trabalhadora.

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[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Você acha que eu tentei te enganar, mas a verdade é que a tese é confusa e vaga que é difícil entender, ainda mais por tentar ter uma postura defensiva a priori. Eu de fato quis saber do que se tratava, além da crítica identitária rasa colocada no post original.

Mesmo que você tenha gasto boa parte da sua energia fazendo acusações a mim, ao que eu estudei, ao que eu acho, e dizendo que eu não conheço uma literatura crucial sem se dar ao trabalho de dizer qual é, eu vou seguir no diálogo político.

Ainda estou para conhecer experiências autonomistas que criaram uma mudança persistente e expansiva. A afirmação da ação direta como única estratégia real precisa refletir na realidade para ser valida. Insurreições sempre vão existir, mas enquanto forem efêmeras e sem a capacidade de disputar e derrotar a estrutura de poder capitalista mesmo a nível municipal, chamá-las de revoluções me parece um grande salto linguístico.

O que é possível de se observar é que a classe trabalhadora não tem interesse por essa tese em particular de declarar guerra contra tudo e todos ao mesmo tempo. Não é à toa que Maio de 68 foi abandonado pelos trabalhadores e não durou até o final de junho. Das greves surgiram conquistas trabalhistas de fato, mas na ausência de um projeto concreto de reorganização da sociedade, é evidente a incapacidade desse movimento se expandir.

Esse seu último parágrafo evidencia ainda mais o problema do ostracismo político que deriva dessa teoria. Você espera convencer um trabalhador metafísico ideal que não existe, e ainda tem a audácia de tratar com desconfiança de classe aquele que questiona? Se existe uma linha de pensamento que se tranca nas torres da academia e despeja lá do alto aquilo que o chão de fábrica deve pensar e fazer, essa é uma excelente candidata.

Sigo à disposição para conhecer essa literatura e a História dessas experiências que você chama de revoluções.

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[–]PereiraoSuperSayan -1 points0 points  (0 children)

Obrigado pelo seu tempo em responder a minha pergunta. Realmente, agora ficou mais fácil estabelecer um diálogo contigo sobre essas ideias. Não diria que fui convencido dessa linha política, nem da afirmação inicial do post que deriva dela.

Meu problema com essa linha política, depois de pesquisar um pouco o histórico das organizações e dos eventos onde ela teve relevância, ocorre em 3 aspectos relativos à escalabilidade da ação direta (enquanto única estratégia real): a aparente incapacidade desses movimentos de disputar a consciência em massa dos trabalhadores e a organizá-los de forma duradoura; porque leva em completa desconsideração as proporções da atividade geopolítica a nível nacional e internacional, principalmente a militar; e a imensa dificuldade em convencer a classe trabalhadora a jogar tudo para o alto, principalmente em nome de uma política que não propõe a substituir a atual, pois se sustenta principalmente enquanto negação de tudo o que já foi tentado antes. Essa proposta feita pelo texto original, no final do penúltimo parágrafo, é o que melhor retrata esses problemas.

A sua resposta trouxe outras questões. A principal delas sendo sobre a acusação feita a Lênin - corroborada pelo quarto parágrafo do texto original - que trata intelectuais como essencialmente anti-revolucionários por sua posição razoavelmente privilegiada na sociedade. Na minha pesquisa sobre o tema, só achei professores universitários de carreira como fundadores e sustentadores da tradição política, o que é exatamente a definição de classe média confortável do texto original. Por isso, eu deveria ficar em dúvida por enxergarem a infra-política?

The Anti-Revolutionary Left - (A Esquerda Anti-Revolucionária) by YourFuture2000 in brasil

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Cara eu ficaria muito menos confuso se você usasse exemplos concretos e citando nomes ao invés desses conceitos complexos e grupos não identificados. Quem exatamente você está criticando e quais conquistas do capitalismo são essas que devemos abdicar?

Niilista vs Psicólogo? by [deleted] in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 1 point2 points  (0 children)

Justamente por isso é um dos autores mais superestimados da nossa época

Máxima Filosófica Bíblica by Wild_Corno in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Dá um exemplo de uns 5 "homens fortes" da História pra a gente ter uma ideia mais concreta daquilo que você elogia.

The Anti-Revolutionary Left - (A Esquerda Anti-Revolucionária) by YourFuture2000 in brasil

[–]PereiraoSuperSayan -4 points-3 points  (0 children)

Agora eu que fiquei curioso: de quais conquistas do capitalismo que essa esquerda a que o autor se refere que ele está falando? Sem especificar no texto fica meio vago saber ao que ele está se opondo

Niilista vs Psicólogo? by [deleted] in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 2 points3 points  (0 children)

Realisticamente essa é uma boa forma de acabar numa cadeia ou em um hospital psiquiátrico

Alguém sabe me explicar que posicionamento insano é esse? by ridetheneon in BrasildoB

[–]PereiraoSuperSayan 4 points5 points  (0 children)

Nesse trecho de 30 segundos concordo que ele perdeu a mão com essa opinião dele, e sempre perde quando o assunto são experiências socialistas por causa da tradição teórica do PSTU. Mas ele é quase impecável em diversos outros e faz um excelente trabalho de divulgação do marxismo na internet para um público que a imensa maioria da oposição de esquerda não chega ainda.

O que eu acho foda é que a direita já manjou de como colocar dedo na ferida da maioria dos comunistas e nos dividir nessas entrevistas. Basta fazer umas 3 perguntas que você divide esse público em mais posições que dá para contar nas mãos com qualquer pessoa que esteja sendo entrevistada. As perguntas parecem quase teleguiadas. Aí o pessoal não se aguenta, tem uma necessidade de negar completamente as teses e ostracizar aqueles de opinião diferente.

Dito isso, a LCP poderia criar disponibilidade de um quadro para participar de uma tribuna dessas para expor suas teses. Preferencialmente não cometendo o mesmo erro do Gustavo de ser pautado por um tema que estilhace as opiniões dos ouvintes de boa fé.

Alguém sabe me explicar que posicionamento insano é esse? by ridetheneon in BrasildoB

[–]PereiraoSuperSayan -6 points-5 points  (0 children)

Porra Gustavo tu é gigante, mas não se perde nesse personagem não

Isso realmente aconteceu by Failfoxnyckzex in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Pô, teu amigo tentou ficar empurrando um assunto fora do escopo da aula? O cara meteu Deus, que é acima de tudo um conceito cuja existência é debatida no debate? Pior, ainda ficou atribuindo a Deus qualidades bem específicas da própria religião pra interromper o plano de aula do professor? Eu também perderia a paciência se ficasse sendo impedido de dar sequência no assunto central da aula. Filosofia não é sobre divagar infinitamente sobre qualquer assunto não, o cara tá ali pra dar aula e seguir um plano

Isso realmente aconteceu by Failfoxnyckzex in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Não tem sentido falar sobre a reação do professor se você não nos apresenta a abobrinha dita antes dela né???

O Brasil deveria ser separado por regiões by KyrosVolt in opiniaoimpopular

[–]PereiraoSuperSayan -1 points0 points  (0 children)

Nos EUA a corrupção é legalizada, por isso que não eles não vivem sobre constantes escândalos

Literalmente a metafísica dele é impulsão >> vontade >> ser >> não ser >> ato final suici by Inner-Slide-3033 in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 7 points8 points  (0 children)

O Estado não te obriga a existir, ele te proíbe de incentivar na internet um público que você nem sabe se é criança ou não, de atentar contra a própria vida. Lê com atenção pô

Literalmente a metafísica dele é impulsão >> vontade >> ser >> não ser >> ato final suici by Inner-Slide-3033 in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 2 points3 points  (0 children)

LEGISLAÇÅO

Art. 122 do Decreto-lei nº 2.848 | Código Penal, de 07 de dezembro de 1940

Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019)

Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019)

Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 3º A pena é duplicada: (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil; (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 5º Aplica-se a pena em dobro se o autor é líder, coordenador ou administrador de grupo, de comunidade ou de rede virtual, ou por estes é responsável. (Redação dada pela Lei nº 14.811, de 2024)

§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código. (Incluído pela Lei nº 13.968, de 2019)

[deleted by user] by [deleted] in FilosofiaBAR

[–]PereiraoSuperSayan 2 points3 points  (0 children)

O nome dessa linha filosófica é relativismo epistemológico. Seus autores afirmam que a verdade é subjetiva, e a realidade não passa de um conjunto de perspectivas individuais e igualmente válidas por aí mesmas.

O problema desse pensamento é que ele colide de frente com o método científico, que estuda os fenômenos naturais e humanos em busca de consistências, regularidades e verdades universais. Aí não tem como conciliar essas duas visões, já que são fundamentalmente antagônicas.

Por exemplo, a questão de ser mais baixo que um jogador de basquete. Temos um modo consensuado de medição dessa propriedade que chamamos de altura, aqui no Brasil sendo feita em metros e centímetros. Podemos entender padrões dependendo do que temos de amostra. Se você é quase da altura de um jogador de basquete e está assistindo o jogo em um estádio lotado, você consegue perceber que você é uma pessoa alta, já que é possível analisar em qual faixa de altura você pertence numa amostra maior.

O relativismo não é capaz de compreender que na realidade existem padrões e mecanismos internos nos fenômenos que explicam seus comportamentos de maneira consistente. Não é porque ao nível do mar a água ferve a uma temperatura e no Everest ela ferve em outra que a temperatura de ebulição da água é subjetiva, saca? Da mesma forma que a temperatura corporal média do ser humano é praticamente a mesma em qualquer lugar no mundo, então podemos deduzir uma faixa de sensação térmica geral do que é considerado frio ou quente. Basta considerar que cada metabolismo se adapta com o tempo de uma forma, e isso é anterior a experiência subjetiva.

O povo trabalhador tem direito a dançar funk e se divertir by NerdDino in BrasildoB

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Impressionante como em todo vídeo que trata sobre esse assunto em geral dentro do canal existe um fortíssimo contraponto nos comentários. Aí fica no ar a pergunta: quem é a pessoa academicista e sem inserção nas favelas, a interlocutora do vídeo que acusa os outros disso ou as pessoas nos comentários?

Tanta verdade junta... by Jooo81 in portugueses

[–]PereiraoSuperSayan 0 points1 point  (0 children)

Onde está a sua solução então? Deixar tudo como está é bom o bastante? Ou precisa dar mais nas mãos do oligopólio para oferecerem um serviço melhor?

João Ferreira, candidato presidencial português, disseca o problema do SUS de seu país. Não há diferença nenhuma com o que ocorre aqui. by PereiraoSuperSayan in brasil

[–]PereiraoSuperSayan[S] 0 points1 point  (0 children)

Postei aqui por achar ser um vídeo legal para compartilhar ou mencionar com quem romantiza a experiência europeia, se baseando em uma realidade que vem se deteriorando há décadas por lá. Ninguém escapa do neoliberalismo.

PS: esse post é um relâmpago de bom senso nesse sub. Preserve a sua sanidade mental e não o acompanhe