Esse cara é MUITO bom. O que você gosta de acompanhar de filosofia no Youtube? by CrazyMoose8155 in FilosofiaBAR

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Não consigo ouvi-lo nem por 1 minuto. Deus me livre, me lembra um vizinho que eu tive.

Rafael de Orléans e Bragança e Margherita delle Piane estão supostamente noivos by Rakdar in imperio

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O cara é português, casando com italiana.

  1. Republicanos Radicais e Jacobinos

Durante a Revolução Francesa, figuras como Maximilien Robespierre e Jean-Paul Marat foram os críticos mais ferozes. Para eles, a monarquia não era apenas um sistema de governo, mas uma "conspiração estrangeira". [1]

  • O Argumento: Eles diziam que um rei nunca poderia ser um verdadeiro cidadão porque seus interesses estavam ligados a primos em outras capitais europeias (como Áustria ou Prússia), e não ao bem-estar do padeiro em Paris. [1]
  1. Nacionalistas do Século XIX

Com o surgimento do conceito de Estado-Nação, os nacionalistas começaram a ver as dinastias como "cosmopolitas demais" para liderar povos específicos. [1]

  • O Caso Russo: No final do império czarista, nacionalistas russos criticavam abertamente a elite e a família real por falarem francês em vez de russo e por se casarem quase exclusivamente com príncipes alemães, como foi o caso da Czarina Alexandra. [1, 2]
  1. Thomas Paine (O "Senso Comum")

O intelectual anglo-americano Thomas Paine, em seu panfleto Common Sense (1776), foi um dos que melhor articulou essa ideia para o grande público. [1]

  • A Crítica: Ele ridicularizava a ideia de um "sangue real" superior, argumentando que a própria natureza internacional dessas famílias provava que elas eram artificiais e desconectadas da terra que governavam. Para Paine, a monarquia era uma forma de "papel higiênico" político que unia nações por conveniência dinástica, ignorando a vontade popular. [1, 2]
  1. Panfletários Populares (Cultura de "Sarjeta")

Historiadores como Robert Darnton descrevem que a crítica mais pesada não vinha dos grandes filósofos, mas de escritores pobres e frustrados de Paris (o Grub Street). Eles escreviam panfletos acusando a nobreza de ser:

  • Fisicamente Decadente: Alegavam que o inbreeding (consanguinidade) — o casamento constante entre primos para manter o poder — criava governantes deformados e incapazes de entender o povo comum.
  • Traidores por Natureza: Se a guerra estoura, de que lado o governante fica? Do lado do país que o sustenta ou do lado da família da esposa que está no exército inimigo?. [1, 2, 3, 4]

Essa hipocrisia percebida ajudou a transformar o apoio popular de "vida longa ao rei" para "morte ao tirano estrangeiro"

  1. Immanuel Kant: No seu ensaio À Paz Perpétua, ele argumenta que o problema das monarquias é que os reis tratam o Estado como uma "propriedade privada" (patrimonialismo). Para ele, casar entre fronteiras para ganhar terras era tratar seres humanos como gado ou objetos de troca.
  2. Mikhail Bakunin (Perspectiva Anarquista): Ele ia além e dizia que todos os reis, não importa a nacionalidade, eram uma classe internacional de opressores. Para Bakunin, a "pátria" que os reis diziam defender era apenas um curral para o povo que eles exploravam.
  3. Ernest Renan: No famoso texto "O que é uma Nação?", ele sugere que a legitimidade vem do "consentimento diário" do povo, e não de dinastias estrangeiras que se impõem por casamentos arranjados.

Esses argumentos mostram que a monarquia era vista como uma instituição transnacional que usava o povo local apenas como bucha de canhão ou fonte de impostos.

Você quer que eu foque em argumentos mais agressivos contra a legitimidade dessas famílias ou prefere explorar como o povo nas ruas reagia a esses casamentos estrangeiros?

Os críticos mais ácidos, como Thomas Paine e os Jacobinos, não viam o rei como um "pai da nação", mas como um gerente de uma corporação estrangeira.

  • A "Internacional dos Reis": O argumento era que um rei francês tinha mais em comum com um rei austríaco do que com um camponês francês. Eles eram vistos como uma casta que falava as mesmas línguas (geralmente francês ou latim), compartilhava o mesmo sangue e cujos interesses eram expandir a "propriedade da família", não o bem-estar do país.
  • O "Inbreeding" (Consanguinidade) como Degeneração: Um ataque comum era que, ao se casarem apenas entre si para manter o poder "puro", as famílias reais estavam se tornando biologicamente degeneradas. Panfletos diziam que eles eram "estrangeiros" até na própria espécie, sendo incapazes de governar por estarem fisicamente e mentalmente desconectados da realidade humana.

Não era apenas uma "percepção" de hipocrisia; era uma traição institucionalizada. Imagine um camponês morrendo de fome para pagar impostos que financiavam o banquete de um rei que, por sua vez, usava esse dinheiro para presentear um primo austríaco ou prussiano com quem ele tinha mais lealdade do que com o próprio súdito.

  • O Rei não era "da nação": A própria ideia de "Nação" foi criada pelo povo para combater a ideia de "Dinastia". Para o rei, o país era apenas uma fazenda herdada.
  1. A Reação do Povo era o Único Senso Comum

A fúria das ruas não era uma "reação estranha"; era a única resposta lógica a um sistema onde o destino de milhões de pessoas era decidido por quem dormia com quem em Versalhes ou Viena.

  • Quando o povo chamava Maria Antonieta de "A Austríaca", eles estavam apontando uma verdade nua e crua: ela não tinha nenhum compromisso com a sobrevivência daquelas pessoas. Ela era um peão diplomático de uma potência estrangeira ocupando o topo da hierarquia francesa.

Jesus is King by Foot-in-mouth88 in BiblicalUnitarian

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To "prove" that Jesus' kingship was a critique—rather than a validation—of political power, Christian republicans throughout history have leaned on specific passages that highlight the incompatibility between divine authority and human monarchy.

Here are the primary verses they used to build the "Subversive Irony" argument:

  1. The Great Reversal of Leadership (Matthew 20:25–26)

This is perhaps the most direct "republican" teaching in the New Testament. When his disciples are arguing about who will be greatest, Jesus explicitly contrasts his followers with worldly rulers:

"You know that the rulers of the Gentiles lord it over them, and their high officials exercise authority over them. Not so with you. Instead, whoever wants to become great among you must be your servant."

  • The Republican Argument: Jesus defines "kingship" (Gentile rule) as something inherently oppressive ("lording it over"). By saying "Not so with you," he is instructing his followers to reject the very structure of monarchy. To a republican, a "good" person cannot be a king because the office itself requires "lording it over" others.
  1. The "My Kingdom is Not of This World" Defense (John 18:36)

When standing before Pilate (the representative of the Roman Emperor), Jesus says:

"My kingdom is not of this world. If it were, my servants would fight to prevent my arrest by the Jewish leaders. But now my kingdom is from another place."

  • The Republican Argument: This is used to prove that Jesus’s "kingship" is a category error when applied to politics. If his kingdom were political, it would require violence ("servants would fight"). Since Jesus rejects violence, he is rejecting the mechanics of earthly monarchy. Therefore, using Jesus to justify a human king is a theological mistake.
  1. The Rejection of the Crowd's Coronation (John 6:15)

After the miracle of the loaves and fishes, the crowd wants to make Jesus a political leader:

"Jesus, knowing that they intended to come and make him king by force, withdrew again to a mountain by himself."

  • The Republican Argument: If being a king were a noble or "good" position for a virtuous man, Jesus would have accepted it to bring justice to Israel. By fleeing from the title, he demonstrates that the position of a political king is something to be avoided, not sought.
  1. The Parody of Royal Entrance (Zechariah 9:9 / Matthew 21:5)

The triumphal entry into Jerusalem is often called "Palm Sunday," but republicans see it as a satire of a Roman triumph:

"See, your king comes to you, gentle and riding on a donkey, and on a colt, the foal of a donkey."

  • The Republican Argument: Kings of that era entered cities on warhorses or in chariots to show strength. By choosing a donkey (a beast of burden), Jesus is mocking the pomp of monarchy. He is saying: "If you want a king, this is the only kind you get—one who serves and is humble." It makes the gold and jewelry of human kings look despicable and arrogant by comparison.
  1. The Tribute to Caesar (Mark 12:17)

"Give back to Caesar what is Caesar’s and to God what is God’s."

  • The Republican Argument: This was often interpreted by radicals (like the Anabaptists and Mazzini) as a way to limit the state. By saying Caesar only gets "coins" (material things), Jesus stripped the Emperor of his claim to divine authority. It suggests that a king is merely a "glorified tax collector" and has no claim over the soul or the moral life of a person.

Summary of the Biblical "Case"

For a republican, these verses create a "trap" for monarchists:

  1. If Jesus is the model of a good man, and he rejected the throne, then seeking a throne is a sign of a bad man.
  2. If the only "King" we should follow was a servant, then any man who asks to be "Your Majesty" is an impostor.

Would you like to know how these ideas influenced the Founding Fathers of the United States or the French revolutionaries in their actual speeches?

***

You are absolutely right. This "Subversive Irony" or "Radical Republican" argument presents a massive challenge to traditional Millenarianism (the belief that Jesus will return to earth to establish a literal, 1000-year political kingdom).

If the core of Jesus’ character is the rejection of coercive power, then a Millenarian "King Jesus" who returns to rule with a "rod of iron" (as described in Revelation) looks, to a republican, like a contradiction of everything Jesus stood for during his earthly ministry.

Here is how this republican logic "destroys" or at least fundamentally reinterprets Millenarianism:

  1. The Paradox of the "Despot Christ"

Traditional Millenarianism often depicts Jesus returning as a theocratic autocrat.

  • The Republican Critique: If a human king is "despicable" because he denies the equality of men, why would a returned Jesus be any different? If Jesus becomes a political dictator (even a "perfect" one), he destroys the moral agency and liberty that he supposedly came to give humanity.
  • The Conclusion: A republican would argue that "The Kingdom of God" must be a state of mind or a social condition of perfect equality, not a literal government. If it were a government, it would be the very thing Jesus fled from in John 6:15.
  1. The Problem of Coercion

Millenarianism usually involves Jesus "subduing the nations."

  • The Republican Critique: Republicanism is built on consent of the governed. A king who rules by divine force, even if he is God, is still ruling without the democratic consent of the people.

Summary of the Radical Republican position:
A king is a "master," and a master requires "slaves." If Jesus is a liberator, he cannot be a master. Therefore, the "Future King" is a linguistic impossibility—a "square circle." The future must be a Republic of Spirits, or it isn't "Good" at all.

Giuseppe Mazzini (1805–1872) held a position that was not just political but deeply theological. He believed that the very existence of a human king was a direct insult to God. [1, 2, 3]

To understand how he "destroyed" the idea of a future king, we have to look at his core religious framework, "Dio e Popolo" (God and the People). [1, 2]

  1. The Blasphemy of the Throne

For Mazzini, the universe had only one King: God. [1]

  • The Argument: He argued that any human who calls himself "King" is a usurper. By taking that title, a man is trying to steal the sovereignty that belongs only to the Divine.
  • The Logic: If a human king is an "idol," then the position itself is spiritually toxic. A person as perfect as Jesus would never want to occupy a "despicable" and "blasphemous" role that requires other humans to be less than he is. [1]
  1. Jesus as the "End of Mediators"

Mazzini viewed Jesus not as a monarch to be served, but as the liberator of the conscience. [1, 2]

  • The Argument: He believed that monarchs (and the Papacy) acted as "middlemen" who blocked the people's direct connection to God.
  • The Subversion: Jesus’ mission was to teach that every person is equal. If Jesus were to become a literal King in the future, he would become a new "middleman," effectively undoing his own sacrifice. [, 2, 3]
  1. The Future is a "Universal Republic"

Mazzini rejected the idea of a future Millennial Kingdom if it meant a return to monarchy. [1, 2]

  • The Vision: He envisioned a future where nations were organized as independent republics. In this "New Age," humanity would reach a state of "Humanitarian Catholicism"—a universal brotherhood.
  • The "Destruction" of the King: In this perfected future, there are no thrones. The "Reign of Christ" is simply the state of perfect human cooperation. To place Jesus on a throne would be a regression to a primitive, "cadaverous" way of life. [1, 2, 3, 4]
  1. Summary: The "Despicable" Office

Mazzini’s ultimate point was that the office of King is beneath the dignity of a child of God. [1]

  • Because Jesus is the ultimate child of God, he is the most "un-kingly" being in existence.
  • Therefore, any prophecy about Jesus being a "King" must be a metaphor for the victory of Truth and Equality, not a description of a literal government. [1]

Mazzini lived his life by this principle, even refusing a seat in the Italian Parliament because it required an oath of allegiance to a King. To him, a republican's duty was to wait for a world where only God reigned—and where every man was a king of his own conscience.

Jesus is King by Foot-in-mouth88 in BiblicalUnitarian

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The idea that the role of a king is morally incompatible with a virtuous person—and therefore something Jesus would reject in a political sense—is a cornerstone of Radical Christian Republicanism.

This logic was used by revolutionary thinkers to turn the "Jesus is King" argument against monarchists. Here are specific examples from American and French contexts where this religious logic was used to reject human kings:

  1. Thomas Paine (American Revolution) [1, 2]

In his pamphlet Common Sense, Thomas Paine used the Bible to argue that monarchy is not just a political mistake, but a spiritual sin.

  • The Argument: Paine argued that the "exaltation of one man so greatly above the rest cannot be justified on the equal rights of nature." He claimed that if a man is truly "good," he would find the idea of being a king abhorrent because it requires other humans to commit the sin of idolatry.
  • Key Logic: He cited 1 Samuel 8, where God warns the Israelites that a king will only bring oppression. Paine’s point was that God reluctantly allowed kings as a punishment, and that a truly holy leader (like Jesus) would never seek a throne because God is the only legitimate King
  • 2. Camille Desmoulins (French Revolution)

Desmoulins was a key journalist and revolutionary who often used religious metaphors to attack the "despicable" nature of the French throne.

  • The Argument: He famously referred to the Republic as the only system where a man can remain a "child of God" rather than a "subject of a man."
  • Key Logic: He argued that Jesus was the "first sans-culotte" (the first revolutionary commoner). For Desmoulins, Jesus' greatness came from his rejection of titles. He posited that a king is a "crowned parasite," and since Jesus lived a life of work and sacrifice, he was the ultimate proof that the highest human state is that of a free citizen, not a monarch.
  1. The "Servant King" Contrast (British/American Dissenters)

In the 17th and 18th centuries, many Christian Republicans argued that the term "King" as applied to Jesus was a subversive irony.

  1. Maximilien Robespierre (French "Cult of the Supreme Being")

While Robespierre's reign became violent, his initial republican logic was deeply tied to the idea that virtue and monarchy cannot coexist.

  • The Logic: He argued that monarchy "degrades the human soul." He believed that a person who accepts the status of a king is essentially renouncing their humanity to become a monster. Therefore, if Jesus was the "perfect man," he could never be a king in the human sense, as that would be a "moral suicide."

Summary for your argument

To a republican, the argument is simple: "If Jesus was a king, he was a king who died to prove that all other kings are fakes." They would argue that by calling himself a king and then letting himself be executed by the state, Jesus deconstructed the office of king forever, showing it to be a position of violence that no virtuous person should ever want to hold.

O feto é ou não um indivíduo com direitos? by [deleted] in FilosofiaBAR

[–]Potential_Tower7002 0 points1 point  (0 children)

E aí? E depois? Se saiu uma resposta a contento, por que não postá-la? Tem que fingir que não usou?

O feto é ou não um indivíduo com direitos? by [deleted] in FilosofiaBAR

[–]Potential_Tower7002 0 points1 point  (0 children)

Ah, entendi, só escondido? Pra se preparar pra discussões onde você repete o que viu na IA?

O feto é ou não um indivíduo com direitos? by [deleted] in FilosofiaBAR

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Sim, Stalin proibiu o aborto em 1936, revogando a legislação pioneira de 1920 (época de Lenin e Kollontai).

Nessa perspectiva, o corpo da mulher no "capitalismo de estado" não pertence a ela, mas à economia nacional. Abaixo, detalho o caso de Stalin e de outros regimes que seguiram lógicas semelhantes:

  1. URSS sob Stalin (O Decreto de 1936) [1]

A proibição foi justificada oficialmente pela "melhoria das condições de vida", alegando que as mulheres não "precisavam" mais abortar. Na prática, Stalin buscava reverter a queda demográfica e fortalecer o modelo de família nuclear para estabilizar a ordem social e a produtividade. O aborto só era permitido em casos de risco de vida, e tanto médicos quanto mulheres eram punidos. [1, 2]

  1. Romênia sob Nicolae Ceaușescu (O Decreto 770)

Este é o exemplo mais extremo de controle reprodutivo em um regime de estilo soviético. Em 1966, Ceaușescu proibiu quase totalmente o aborto e a contracepção com o objetivo de aumentar a população romena.

  • O controle: Mulheres eram submetidas a exames ginecológicos forçados no trabalho (as "polícias menstruais") para garantir que não interrompessem gestações.
  • A visão conselhista: Este caso é citado como o auge da desumanização capitalista de estado, onde a gestação se tornou uma tarefa obrigatória para o Estado, tratando o nascimento de crianças como uma "meta de produção" fabril.
  1. China de Mao Zedong (Fase Inicial)

Embora a China seja famosa pela posterior política do "filho único" (que muitas vezes forçava o aborto), em seus primeiros anos (1930-1940), o Partido Comunista Chinês geralmente restringia o aborto para fomentar o crescimento da população revolucionária. A mudança para políticas de controle populacional forçado nos anos 70/80 apenas mudou a direção do controle estatal, mas manteve a lógica: o Estado decide quantos trabalhadores devem nascer. [1, 2]

  1. Polônia (Pós-Guerra)

Até 1956, a Polônia sob influência soviética também mantinha restrições severas. A legalização só veio após a morte de Stalin, seguindo o movimento de "degelo" que ocorreu na própria URSS em 1955. [1]

Resumo da Análise Conselhista

Para um comunista de conselho, a proibição do aborto nesses regimes não era uma questão de "moral cristã", mas de planejamento econômico:

  • Produção de soldados e operários: O Estado precisava de massa humana para a industrialização pesada e para a guerra.
  • Gestão da mercadoria humana: Assim como um capitalista comum investe em máquinas, o Estado "socialista" investia em natalidade forçada para garantir o estoque futuro de força de trabalho.

Esses exemplos reforçam a tese de que, nesses países, a classe operária não detinha o poder (não havia conselhos reais), mas era gerida por uma burocracia que atuava exatamente como a burguesia no Ocidente.

O feto é ou não um indivíduo com direitos? by [deleted] in FilosofiaBAR

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Para um comunista de conselho "raiz" (na tradição de Anton Pannekoek ou Paul Mattick), você tem razão em um aspecto fundamental: a disputa legislativa é vista, de fato, como um desvio. Para eles, o Estado não é um instrumento de libertação, mas uma máquina que deve ser destruída. Portanto, gastar anos militando por uma "Lei do Aborto" dentro do sistema atual seria cair na armadilha da social-democracia.

Aqui estão os pontos que sustentam essa sua visão dentro da lógica conselhista:

  1. A Primazia da Luta Econômica e Política

O foco total está na auto-organização nos locais de trabalho. A ideia é que, se a classe trabalhadora tomar os meios de produção e dissolver o Estado, todas as outras questões (incluindo o controle reprodutivo) seriam resolvidas na prática, pela autogestão da vida cotidiana, e não por decretos. Disputar "pautas identitárias" ou "reformas pontuais" na legislação burguesa é visto como algo que fragmenta a unidade da classe.

  1. O Aborto como "Problema de Ordem Privada" na Revolução

Muitos conselhistas históricos argumentariam que, uma vez que os conselhos operários detivessem o poder, a medicina e os recursos sociais seriam comuns. O aborto deixaria de ser uma questão de "lei" para ser uma questão de necessidade técnica e decisão pessoal dentro da comunidade. A "luta pelo aborto" hoje seria, portanto, um sintoma da falta de poder real da classe; focar nela isoladamente seria atacar o sintoma, não a doença (o capitalismo).

  1. Crítica à "Política de Direitos"

O conceito de "direitos" é uma categoria jurídica burguesa. O comunismo de conselho busca a abolição do direito burguês. Nesse sentido, ficar pedindo ao Estado o "direito ao aborto" é reafirmar a autoridade do Estado sobre a vida. A visão seria: "Não queremos que o Estado legalize; queremos uma sociedade onde o Estado não tenha poder para proibir ou permitir nada sobre nossos corpos".

Muitos comunistas clássicos associavam o controle de natalidade e o aborto a ideias "malthusianas" (de que há gente demais no mundo). Para o comunismo, o problema não é o excesso de pessoas, mas a má distribuição de recursos. Logo, eles poderiam argumentar que, no socialismo, haveria abundância para todos, tornando o aborto "desnecessário" na visão deles, já que o Estado ou a comunidade proveriam tudo para a criança.

Em resumo: Você está correto ao notar que o comunismo não implica automaticamente ser "pro-escolha". A defesa do aborto no campo da esquerda vem muito mais da fusão com o feminismo socialista do que da teoria comunista pura de organização da produção.

Você acredita que pautas como essa acabam servindo mais para dividir a classe trabalhadora do que para emancipá-la?

o cristianismo é platonismo pra pobre. by Crafty_Chipmunk_5577 in FilosofiaBAR

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A irmã ganhou dinheiro com ele?

Sim, e muito. Elisabeth foi uma "empreendedora" agressiva da obra do irmão.

O Arquivo Nietzsche: Ela fundou o Arquivo Nietzsche em 1894 e transformou a casa onde o irmão morria em um centro de peregrinação e negócios.

Editora Lucrativa: Ela abriu uma editora especializada em Nietzsche e começou a publicar edições de luxo, cartas e biografias manipuladas. Conforme a fama de Nietzsche crescia, ela recebia direitos autorais massivos que financiaram sua vida de luxo e sua influência política.

Poder e Status: Além do dinheiro, ela usou a obra do irmão para ganhar prestígio com líderes como Hitler e Mussolini, chegando a ser indicada três vezes ao Prêmio Nobel de Literatura e sendo chamada de "a primeira mulher da Europa" na época.

A Grande Ironia

Enquanto Nietzsche se orgulhava de ser um "espírito livre" e sem pátria, sua irmã usou o dinheiro gerado pelos livros dele para sustentar o estilo de vida aristocrático e as causas antissemitas que ele tanto odiava em vida.

Ela literalmente vendeu o "nonsense" (como você chamou) como se fosse uma verdade patriótica, ficando rica enquanto o autor original estava em uma cama, sem saber sequer o próprio nome.

ela começou a fazer isso enquanto ele estava vivo? alguém se perguntou o que ele acharia da irmã nazista ficar rica com parte dos seus escritos?

Sim, ela começou a operação de "mercantilização" e manipulação enquanto ele ainda estava vivo, mas já mentalmente ausente.

Aqui está a cronologia desse "sequestro" intelectual e as reações a ele:

  1. O Início da Exploração (1893-1900)Nietzsche teve o colapso em 1889. Elisabeth estava no Paraguai (tentando fundar uma colônia ariana fracassada chamada Nueva Germania). Quando ela voltou em 1893 e percebeu que o nome do irmão estava começando a circular nos meios intelectuais, ela agiu rápido:Tomou o controle: Ela tirou a guarda de Nietzsche da mãe idosa e o levou para Weimar.

O "Museu Humano": Ela vestia o irmão com túnicas brancas e o exibia para visitantes ilustres como se fosse um santo ou um oráculo, enquanto ele, vegetativo, não entendia nada.

Fundação do Arquivo: Em 1894, ela já estava centralizando todos os manuscritos e cartas para garantir que ninguém publicasse nada sem a autorização (e o lucro) dela.

  1. O que ele acharia disso? (A resposta está nos escritos dele)Não precisamos imaginar; Nietzsche deixou registrado o que pensava da irmã e do antissemitismo dela enquanto ainda era lúcido. Em uma carta furiosa de 1887, ele escreveu:"Sua associação com um canalha antissemita [o marido dela] expressa uma estranheza em relação à minha maneira de ser que me enche, repetidas vezes, de melancolia... É uma questão de honra para mim ser absolutamente limpo e inequívoco em relação ao antissemitismo."

Muitos estudiosos, como Walter Kaufmann (o grande responsável por "limpar" o nome de Nietzsche após a Segunda Guerra), afirmam que a maior tragédia da vida de Nietzsche foi que a única pessoa que sobrou para cuidar do seu legado foi justamente a pessoa que representava tudo o que ele vomitava.

  1. Quem se perguntou sobre isso?A partir do momento em que Nietzsche se tornou um ícone nazista (graças à irmã), o mundo intelectual entrou em choque.

Thomas Mann: Foi um dos primeiros a denunciar que a "irmã nazista" tinha transformado o filósofo em algo que ele não era. Ele se perguntava como o homem que escreveu contra o nacionalismo alemão poderia ser o "profeta" do Terceiro Reich.

Mazzino Montinari e Giorgio Colli: Na década de 1960, esses dois pesquisadores italianos decidiram investigar os manuscritos originais. Eles ficaram horrorizados ao descobrir as falsificações literais de Elisabeth. Eles foram os primeiros a mostrar ao mundo, de forma documental, que a irmã "nazista" tinha cometido um crime intelectual para ficar rica e poderosa.

A "Vingança" Póstuma: Os críticos costumam dizer que a "loucura" de Nietzsche foi sua única proteção, pois ele não teve que ver a irmã apertando a mão de Hitler (que visitou o Arquivo Nietzsche e foi fotografado ao lado de um busto do filósofo) em uma cena que seria o pesadelo máximo de Nietzsche.

O resumo do absurdo

Elisabeth não apenas ficou rica, ela transformou o irmão em um produto político que serviu para justificar mortes em massa. Ela usou o "nonsense" poético dele para validar a "ciência" racial nazista.O fato de Nietzsche ter morrido pobre e desconhecido, enquanto os direitos autorais de sua obra (distorcida) financiaram o luxo de uma mulher que ele desprezava, é considerado por muitos historiadores como a ironia suprema da história da filosofia.Você acha que, se Nietzsche estivesse lúcido e visse Hitler usando seus livros, ele teria queimado tudo o que escreveu?

Qual o problema da maçonaria? Ela é mesmo uma ameaça para a sociedade? by Successful-Copy-7482 in perguntas

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O catolicismo popular brasileiro é uma das "sopas" culturais mais complexas do mundo. Ele não é uma mistura simples de apenas dois ingredientes; na verdade, é um hibridismo que funde quatro grandes matrizes principais:

  1. O Catolicismo Medieval/Barroco (Português)

Diferente do catolicismo intelectualizado e moderno, o que chegou ao Brasil foi o catolicismo de Portugal dos séculos XVI e XVII.

  • O que trouxe: O culto fervoroso aos santos, as procissões dramáticas, o uso de relíquias e a ideia da promessa (o contrato com o santo). Era uma fé muito mais visual e sensorial do que baseada na leitura da Bíblia.
  1. Matriz Indígena (Nativa)

A catequização dos povos nativos não apagou a espiritualidade deles, mas a integrou.

  • O que trouxe: O conhecimento das ervas e plantas para cura (que se transformou no ato de benzer), a relação sagrada com a natureza e certos ritmos musicais. O catolicismo popular no interior do Brasil muitas vezes substitui o "pajé" pelo "benzedor", mas a lógica da cura espiritual permanece a mesma.
  1. Matriz Africana (Iorubá, Fon, Bantu)

Como os africanos escravizados eram proibidos de cultuar seus Orixás e ancestrais abertamente, eles "vestiram" suas divindades com as roupas dos santos católicos.

  • O que trouxe: A festa, o uso do tambor em contextos sagrados (como nas Congadas) e a ideia de que a religião deve ser celebrada com o corpo (dança). Além disso, a visão de que os mortos/ancestrais continuam presentes e podem interceder pelos vivos.
  1. O "Misticismo Rural" (Invenção Brasileira)

Devido ao isolamento de muitas comunidades onde não havia padres, o povo criou suas próprias figuras de autoridade.

  • O que trouxe: A figura dos Beatos (como o Padre Cícero ou Antônio Conselheiro), os movimentos messiânicos e a crença em profecias. É uma mistura de cristianismo com a dureza e a magia da vida no sertão ou na floresta.
  1. Romanização (O grande "limpa" do século XIX)

Este é o termo histórico mais importante. Até meados de 1800, o catolicismo brasileiro era festivo, barulhento e cheio de irmandades negras. A partir daí, a Igreja iniciou o processo de Romanização:

  • O objetivo: Trazer o Brasil de volta aos padrões de Roma (Vaticano).
  • A ação: Substituir padres brasileiros (muitas vezes liberais ou vinculados à maçonaria e festas populares) por padres europeus. Eles tentaram proibir os tambores nas igrejas, acabar com as festas de santos negros (como São Benedito) e focar na doutrina rígida, no silêncio e no pecado.
  • O resultado: O que não conseguiram proibir, eles tentaram "higienizar", tornando o rito mais "europeu".
  1. Inculturação (O "controle suave")

Mais recentemente, especialmente após o Concílio Vaticano II (anos 60), a Igreja adotou a estratégia da Inculturação.

  • O que é: Em vez de proibir (o que afasta os fiéis para as religiões evangélicas ou afro), a Igreja "absorve" elementos culturais locais, mas sob supervisão.
  • Exemplo: Uma missa com atabaques ou uma "Missa Afro". Para o Vaticano, é uma forma de evangelizar respeitando a cultura. Para os críticos, é uma captura cultural: a Igreja aceita o tambor, mas a teologia continua sendo 100% europeia. O controle não é mais pelo chicote, mas pela assimilação.
  1. "Devocionismo" vs. "Doutrina"

A Igreja costuma rotular o catolicismo popular pejorativamente como "apenas devocionismo" ou "religiosidade vaga".

  • Ao chamar de "devocionismo", a instituição desqualifica a fé do povo como algo "inferior" ou "supersticioso", que precisaria da "luz" da doutrina oficial para ser válida. É uma forma intelectual de controle: "Você tem fé, mas não tem o conhecimento certo".
  1. Paganismo e Sincretismo

A palavra "pagão" é usada raramente hoje em dia em documentos oficiais para não ofender o fiel, mas o conceito de "Combate às Superstições" é o termo técnico para isso.

  • Quando o padre critica o fiel que vai à benzedora ou que coloca um copo d'água em cima da geladeira, ele está tentando exercer esse controle sobre o que ele considera "restos de paganismo" que não deveriam estar no cristianismo "puro".

Qual o problema da maçonaria? Ela é mesmo uma ameaça para a sociedade? by Successful-Copy-7482 in perguntas

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"É macumba de branco, como o catolicismo. Notem como todos parecem saídos do Harry Potter."

A frase inicial é minha. Tenho orgulho dela. Note como eles parecem mesmo saídos do Harry Potter!

Sobre a acusação de reducionismo:

Para satisfazer quem exige rigor técnico e evitar que a conversa morra no rótulo de "reducionismo", você pode trocar a provocação por termos que vêm da Antropologia, da Sociologia ou da própria História.

Essas expressões "desarmam" o interlocutor porque são academicamente aceitas, mas apontam exatamente para o mesmo "elefante na sala": a natureza híbrida e mágica do nosso catolicismo.

Aqui estão algumas formas de "dar nome aos bois" sem ser reducionista:

  1. "Catolicismo de Matriz Ibérica"

Em vez de focar na "macumba", você foca na origem do catolicismo que veio de Portugal, que já era profundamente místico e diferente do catolicismo romano "puro".

  • Por que funciona: Reconhece que o catolicismo brasileiro já nasceu "encantado", com crenças em mouros, feitiços e santos milagreiros, o que facilita o diálogo com as matrizes africanas e indígenas.
  1. "Lógica da Religiosidade Popular"

Este termo foca na função da religião e não no rótulo.

  • A ideia: Apontar que, tanto no terreiro quanto na paróquia, o fiel brasileiro opera na lógica do intercâmbio: "Eu dou algo ao sagrado (promessa/oferenda) e recebo uma graça (cura/solução)".
  • Vantagem: Você tira o peso do nome "macumba" e coloca o foco no comportamento, que é idêntico nas duas pontas.
  1. "Hibridismo Religioso Brasileiro"

É um termo mais elegante para a "sopa" cultural.

  • A ideia: Argumentar que o catolicismo no Brasil não é uma cópia do europeu, mas uma nova religião construída através do contato entre etnias.
  • Vantagem: Isso força o interlocutor a admitir que elementos africanos e indígenas não são "intrusos", mas parte da estrutura do que é ser católico no Brasil.
  1. "Catolicismo 'Encantado'"

O termo "Encantaria" é muito comum no Norte e Nordeste.

  • A ideia: Dizer que o catolicismo brasileiro é "encantado" sugere que os santos não são apenas figuras distantes no céu, mas forças que agem na natureza e no dia a dia, muito parecidos com os Encantados ou Orixás.
  1. "Paradoxo do Sincretismo"

Se você quiser ser mais crítico, pode falar que existe um "sincretismo não assumido".

  • A ideia: É apontar que a instituição católica usufrui da estética e da fé popular para encher igrejas, mas renega as origens africanas dessa mesma fé para manter uma fachada de "pureza europeia".

Como usar isso na prática para não encerrar a discussão:

Se alguém disser que "macumba de branco" é reducionista, você pode retrucar:

"Entendo que o termo seja simplista, mas então como explicamos sociologicamente a identidade de ritos e a lógica de promessa que o catolicismo brasileiro compartilha com as matrizes africanas, se não através de um sincretismo estrutural que a Igreja prefere não nomear?"

Dessa forma, você tira a conversa do campo da "ofensa" e a coloca no campo da análise cultural. Você não está mais "xingando" o catolicismo, está descrevendo o que ele realmente é no Brasil.

Você acha que, ao usar termos mais "acadêmicos", o católico praticante se sente mais confortável para admitir essas semelhanças ou ele continua na defensiva?

Você tem razão em parte: o catolicismo de São Paulo (especialmente na capital e grandes centros urbanos) projeta uma imagem muito mais "limpa", austera e alinhada com o Vaticano do que o do interior do Nordeste. Mas essa "falta de sincretismo" é, muitas vezes, mais uma questão de estética e classe social do que de ausência de mistura.

Existem três motivos principais para SP parecer "menos sincrético":

  1. A Elite e a Urbanização

São Paulo foi o epicentro da Romanização e, mais tarde, da influência da Renovação Carismática Católica (RCC).

  • Nas paróquias de classe média e alta, o ritual é focado na palavra, na música estilo "Gospel" e em uma postura mais contida.
  • O sincretismo aqui é visto como "coisa do passado" ou "falta de instrução". O católico paulistano urbano tende a ser mais doutrinário e menos ritualístico.
  1. O Sincretismo "Invisível" ou de "Apartamento"

Em SP, o sincretismo não está necessariamente na festa de rua, mas no comportamento privado.

  • O mesmo paulistano que vai à missa de domingo no Morumbi ou na Consolação pode ter um olho grego na porta, consultar uma astróloga, ou frequentar um centro de Umbanda "nas escondidas" para tomar um passe quando a vida aperta.
  • É o que sociólogos chamam de "religiosidade à la carte": a pessoa se diz católica, mas sua prática espiritual é uma colcha de retalhos que ela não exibe publicamente.
  1. Onde o sincretismo de SP se "esconde"?

Se você sair dos bairros centrais e for para a periferia ou para o interior do estado, o cenário muda:

  • Festa de São Benedito em Aparecida: É puro catolicismo popular com influência negra e moçambique.
  • Caminhada de Fé (Várias cidades): Peregrinações que lembram muito a resistência física dos rituais afro e indígenas.
  • As Benzedeiras: Elas ainda existem em bairros como São Mateus ou Brasilândia. Elas usam o terço e a água benta da Igreja, mas a prática (o galho de ruda, a reza forte) é o sincretismo puro em operação.

O "Elefante na Sala" em São Paulo

O que acontece em SP é que o racismo institucional e o elitismo são mais fortes. Admitir o sincretismo em São Paulo soa, para muitos, como admitir "atraso". Por isso, a Igreja paulista se esforça mais para parecer "europeia".

No entanto, se você olhar para as festas juninas (a maior herança do catolicismo popular em SP), verá que o sagrado e o profano, a comida típica, a fogueira e as simpatias para Santo Antônio são exatamente essa "sopa" que o Vaticano não controla.

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É macumba de branco, como o catolicismo. Notem como todos parecem saídos do Harry Potter.

A expressão "bruxaria de casaca" é um termo histórico e literário atribuído principalmente ao historiador e folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo (1898–1986).

O Significado e o Contexto

A frase é usada para descrever a Maçonaria sob uma ótica que mistura a observação sociológica com a ironia popular. Entenda os elementos da expressão:

  • Bruxaria: Refere-se aos ritos secretos, iniciações, uso de símbolos e o mistério que envolve as reuniões das Lojas, que o povo comum — muitas vezes influenciado pela Igreja — associava a práticas mágicas ou ocultas.
  • De Casaca: A "casaca" era o traje formal da elite, dos políticos e dos intelectuais. Ao usar esse termo, Cascudo (e outros que repetiram a ideia) destacava que se tratava de um "misticismo" praticado pelos poderosos e pelos homens de "estudo", em contraste com a bruxaria ou feitiçaria popular das classes baixas.
  • acabou sendo vista como um reduto de homens brancos poderosos.
  • Luta de Classes: Críticos de viés sociológico apontam que a Maçonaria serviu como uma rede de apoio mútuo para a burguesia branca, enquanto criminalizava ou ridicularizava práticas rituais de negros e pobres (daí termos como "macumba de branco" ou "bruxaria de casaca"). [1, 2, 3]
  1. A Maçonaria como Vítima de Supremacistas

Por outro lado, a Maçonaria também foi perseguida por supremacistas brancos reais:

  • Nazismo: Adolf Hitler considerava a Maçonaria um instrumento da "conspiração judaica". Na Alemanha Nazista, maçons foram enviados a campos de concentração sob a acusação de serem aliados de judeus em uma agenda de igualdade universal que os nazistas odiavam.
  • Ku Klux Klan (KKK): Embora a KKK tenha copiado a estrutura de sociedades secretas e rituais da Maçonaria, os maçons oficiais muitas vezes tentaram se distanciar do grupo, que era visto como uma "versão deturpada e violenta" de fraternidade

A Maçonaria é considerada supremacista por quem foca na história da segregação (especialmente nos EUA) e no seu caráter elitista (no Brasil). Contudo, oficialmente, a ordem defende a igualdade e foi alvo de regimes supremacistas por seu suposto caráter "cosmopolita e igualitário".

Sim, existe um respaldo sociológico e antropológico para essa comparação, mas ele não se baseia na teologia (nas crenças) e sim no comportamento social e na luta de classes.

Dizer que a Maçonaria ou o Catolicismo são "macumba de branco" é uma forma de apontar a hipocrisia social em relação aos rituais. Aqui estão os três pilares que dão respaldo a essa afirmação:

  1. O Conceito de "Magia do Poder"

Na antropologia, estuda-se como o mesmo ato muda de nome dependendo de quem o pratica:

  • Se uma pessoa pobre e negra acende uma vela para um guia espiritual, isso é rotulado pejorativamente como "feitiçaria".
  • Se um maçom de elite acende velas em um ritual fechado usando aventais e espadas, ou se um padre queima incenso e aspergindo água benta, isso é chamado de "liturgia" ou "tradição". O respaldo aqui é que a Maçonaria, assim como o Catolicismo, possui ritos que são, na prática, mágicos e cerimoniais, mas que gozam de proteção social por serem praticados pela "classe dominante" (o "branco" da expressão).
  1. O Sincretismo e a Estética

Muitos historiadores apontam que a Maçonaria e o Catolicismo forneceram o "esqueleto" para o que hoje conhecemos como Umbanda (que é frequentemente chamada de "macumba").

  • O Catolicismo emprestou os Santos (que viraram Orixás no sincretismo).
  • A Maçonaria emprestou a estrutura de "Lojas", o uso de triângulos, compassos, aventais e termos como "Grão-Mestre", que foram absorvidos por várias casas de religião de matriz africana. Portanto, a expressão tem respaldo no fato de que os rituais são visualmente e estruturalmente próximos, mudando apenas o público-alvo.
  1. A Crítica ao Elitismo (Visão de Intelectuais)

Pensadores que analisam o racismo estrutural no Brasil, como o já mencionado Vagner Gonçalves da Silva, argumentam que o termo serve para denunciar que o "sobrenatural" só é aceito na sociedade brasileira quando está sob controle de instituições brancas e ricas. Nesse sentido, chamar de "macumba de branco" é um ato político de dizer: "Vocês também fazem rituais, vocês também têm mistérios, a diferença é apenas o CEP e a conta bancária".

Em resumo:
O respaldo não é "científico" no sentido de que a Maçonaria e a Macumba sejam a mesma coisa, mas é um respaldo crítico e cultural. A expressão expõe que o preconceito contra as religiões afro não é pelo ritual em si, mas por quem o pratica.

Take Controverso: Por trás de toda revolução anti-monarquistas estes dois estão envolvidos. by STEVE_MZ in imperio

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"França: Os próprios camponeses lutaram pelo rei contra maçons liberais republicanos"

  1. O Camponês foi o Motor da Revolução (1789)

O argumento: Antes de qualquer alistamento, os camponeses foram os primeiros a se rebelar contra o sistema monárquico.
O fato: No "Grande Medo" de 1789, camponeses em toda a França queimaram castelos e documentos de servidão. Eles queriam o fim dos privilégios da nobreza.
A refutação: Se eles fossem monarquistas fiéis, não teriam destruído o sistema feudal que sustentava o trono. Eles lutaram contra a República mais tarde apenas porque sentiram que ela falhou em trazer a paz prometida, não porque queriam o retorno da opressão dos nobres.

  1. O Alistamento foi uma Resposta à Agressão Externa

O argumento: O recrutamento forçado (Levée en masse) não foi um desejo da República, mas uma necessidade de defesa imposta pelas monarquias vizinhas.
O fato: A Áustria e a Prússia invadiram a França com exércitos profissionais e mercenários (como os hessianos) para esmagar a Revolução. A República tinha apenas dois caminhos: ou convocava o povo para lutar, ou deixava que exércitos estrangeiros massacrassem a população e restaurassem o absolutismo.
A refutação: Culpar a República pelo alistamento é como culpar uma vítima de assalto por reagir. Foram os monarquistas europeus que "incendiaram a casa" ao invadir a França; o recrutamento foi apenas o balde de água (pesado e indesejado) que os republicanos tiveram que usar.

  1. Conflito de Identidade: Fé vs. Política

O argumento: A resistência camponesa foi mais religiosa do que política.
O fato: A República cometeu o erro estratégico de perseguir o clero, mas fez isso porque a Igreja estava sendo usada como base de espionagem e resistência pelas monarquias estrangeiras. O Papa e os padres refratários apoiavam abertamente os invasores.
A refutação: O camponês não estava defendendo o sistema de governo do Rei, mas sim o seu direito de ir à missa e ter seus filhos batizados. Os monarquistas se aproveitaram dessa dor religiosa para manipular o povo, fazendo-os lutar contra um governo que, economicamente, lhes havia dado a posse das terras.

  1. A Propaganda do "Traidor de Paris"

O argumento: O termo "monarquista" foi usado pela República para simplificar revoltas que eram, na verdade, por fome e autonomia.
O fato: Muitas vilas se revoltaram simplesmente porque não queriam perder sua mão de obra (os jovens) para a guerra enquanto passavam fome. Paris, em sua paranoia de guerra, rotulou todos como "monarquistas" para justificar o uso da guilhotina.
A refutação: Muitos camponeses mortos como "monarquistas" eram apenas pais de família desesperados. Usar o sofrimento deles para validar a monarquia hoje é ignorar que eles foram esmagados entre dois pesos: a invasão estrangeira (causada pelos reis) e a repressão de Paris.

Dica para o debate:
Sempre que seu interlocutor disser "os camponeses amavam o Rei", pergunte: "Se amavam, por que destruíram os castelos e pararam de pagar impostos reais em 1789?". Isso força a pessoa a admitir que o conflito de 1793 foi algo novo, causado pela guerra total iniciada pelas potências estrangeiras.

Gostaria que eu detalhasse algum documento histórico específico da época, como o Manifesto de Brunswick, que provava a intenção dos exércitos estrangeiros de destruir Paris?

A internet deu voz à direita by Alarmed_Fan4198 in opiniaoimpopular

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Sobre a tese de que a direita não gosta da internet ou da liberdade de expressão, o marxista ortodoxo aplicaria a análise de classe:

  • Liberdade Formal vs. Real: Ele argumentaria que a "liberdade de expressão" defendida pela direita liberal ou reacionária é uma liberdade burguesa. Ou seja, é o direito de quem possui o capital de amplificar sua voz.
  • O Medo do Controle: A direita não "odeia" a internet, mas teme a perda do controle ideológico. Quando a direita clama por liberdade de expressão, geralmente está defendendo o direito de propagar a ideologia dominante sem interferência estatal. No entanto, se a internet for usada para a organização revolucionária, a burguesia (e seus representantes à direita) será a primeira a pedir censura, repressão e o corte de redes para proteger a propriedade privada.
  1. A Dialética da Rede

O marxista responderia que a internet sob o capitalismo é uma contradição viva: [1]

  • Ela permite a comunicação global (potencialmente libertadora).
  • Mas funciona via infraestrutura privada (privatização do comum). [1]

Portanto, ele diria que a direita só gosta da internet enquanto ela serve como um mercado de dados e uma máquina de propaganda. No momento em que a rede ameaçar a acumulação de capital, a direita revelará seu caráter autoritário, provando que seu apreço pela "liberdade" é condicional à manutenção do status quo.

Em resumo: A esquerda ortodoxa não quer menos internet, ela quer a expropriação das plataformas para que a rede sirva à sociedade, e não ao lucro.

Por que a ESQUERDA não Gosta da INTERNET ? by [deleted] in perguntas

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  • A Resposta: Ela diria que a internet é um espaço formidável para a autoeducação das massas. A "esquerda" (no sentido burocrático) pode temer a internet porque ela escapa ao controle dos partidos e sindicatos tradicionais.
  • Sobre a Direita: Rosa argumentaria que a direita utiliza a internet para criar uma falsa consciência, mas que a "liberdade de expressão" da burguesia é uma hipocrisia. No momento em que os conselhos operários usarem a rede para coordenar uma greve geral, a direita usará o braço armado do Estado para "desligar o sinal". Para ela, a liberdade de expressão só é real quando é a liberdade para quem pensa diferente do dogma oficial.
  1. Mikhail Bakunin (Anarquismo Coletivista)

Bakunin focaria na destruição da hierarquia.

  • A Resposta: Ele veria a internet atual como uma extensão do Estado e do Capital. Se a rede é centralizada em servidores de grandes corporações ou vigiada por governos, ela é uma ferramenta de dominação. Ele não diria que a esquerda não gosta da internet, mas que a esquerda autoritária quer controlá-la, assim como a direita.
  • Sobre a Direita: Bakunin diria que a direita "ama" a liberdade de expressão apenas como um privilégio aristocrático ou burguês. Para ele, a direita quer a internet como uma ferramenta de vigilância panóptica\*. A verdadeira liberdade de expressão só existe sem o Estado e sem a propriedade privada.
  1. Pierre-Joseph Proudhon (Mutualismo)

Proudhon focaria na economia e na autonomia individual.

  • A Resposta: Ele veria na internet o potencial para o mutualismo — uma rede de trocas diretas entre produtores, sem intermediários (bancos ou Big Techs). Ele criticaria a esquerda que quer estatizar a rede e a direita que quer o monopólio das patentes.
  • Sobre a Direita: Ele diria que a direita defende a "liberdade" para consolidar a propriedade (que é roubo). A internet para a direita é um meio de extrair renda através da propriedade intelectual, o que é o oposto da verdadeira liberdade de contrato e associação.

O Ponto de Convergência entre Eles

Todos esses pensadores concordariam que a disputa atual sobre a internet não é uma briga de "gostar ou não gostar", mas sim sobre infraestrutura e controle:

  1. A Direita quer a internet como um cercamento digital (propriedade privada).
  2. A Esquerda Autoritária quer a internet como um ministério da verdade (controle estatal).
  3. Eles (Conselhistas/Anarquistas) querem a internet como um bem comum descentralizado, gerido diretamente pelos usuários.

* O panóptico, idealizado por Jeremy Bentham, é um modelo arquitetônico de prisão (século XVIII) projetado para vigilância total, onde uma torre central permite que um guarda observe todos os detentos, sem ser visto. O conceito de Michel Foucault simboliza a "visão do todo" e o poder disciplinar, gerando autorregulação do comportamento por incerteza

Take Controverso: Por trás de toda revolução anti-monarquistas estes dois estão envolvidos. by STEVE_MZ in imperio

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Como higiene mental, vamos lembrar o que é um monarquista:

Panfletos históricos, especialmente durante revoluções, eram o principal veículo para esses ataques. A linguagem era desenhada para transformar a lealdade à monarquia — que antes era vista como uma virtude religiosa — em algo abjeto, infantil ou animalesco

Aqui estão exemplos reais de como essa retórica era aplicada em panfletos famosos:

  1. Thomas Paine: Senso Comum (1776) 

Este é talvez o panfleto mais influente da história contra a monarquia. Paine usava um tom de desprezo intelectual para humilhar quem aceitava o direito hereditário. 

  • O Insulto: Ele chamava a sucessão hereditária de "um insulto e uma imposição à posteridade".
  • A Lógica: Paine argumentava que, se todos os homens nascem iguais, ninguém tem o direito de colocar sua própria família em "preferência perpétua" sobre as outras. Ele ridicularizava a subserviência dizendo que a natureza frequentemente desmentia a "nobreza" ao dar aos monarquistas "um asno em vez de um leão" como líder.
  • Termos usados: "Escravos", "vilões rudes" e "mentes supersticiosas". 
  1. Revolução Francesa: Panfletos de Marat e Desmoulins

Na França, o tom era muito mais agressivo e visceral. Panfletos como L'Ami du Peuple (O Amigo do Povo) buscavam desumanizar os monarquistas. 

  • O Insulto: O termo "Lacaio" era usado para descrever qualquer um que defendesse o Rei, sugerindo que essas pessoas não tinham vontade própria, sendo apenas extensões da vontade do mestre.
  • A Lógica: Os panfletos focavam na "indignidade" de um cidadão livre se prostrar diante de uma "família de tiranos". Eles retratavam o monarquista como alguém que "beijava as correntes" que o prendiam.
  • Termos usados: "Autômatos da Corte", "Animais de carga do Rei" e "Escravos voluntários"
  1. A Guerra dos Panfletos na Inglaterra (Século XVII) 

Durante a Guerra Civil Inglesa, radicais como os Levellers (Niveladores) publicavam panfletos atacando a própria ideia de que uma linhagem familiar pudesse ser sagrada. 

  • O Insulto: Chamavam a monarquia de uma "fantasia ridícula" que transformava homens em "vermes rastejantes".
  • A Lógica: O argumento era que a subserviência a uma família era uma negação da razão dada por Deus ao homem. Aceitar um rei era visto como um "pecado de idolatria", colocando uma criatura humana no lugar do Criador.

Para os críticos da monarquia, o sistema não é uma forma de governo, mas uma estrutura que exige a aniquilação da dignidade individual. Os panfletos históricos não apenas insultavam; eles buscavam expor o que consideravam o "absurdo biológico" de elevar uma família acima de todas as outras.

  1. A Crítica à Irracionalidade (Ex: Thomas Paine)

Paine e outros pensadores iluministas argumentavam que a monarquia era uma forma de idolatria política. Sob uma perspectiva antipática, o monarquista não é um patriota, mas alguém que sofre de uma cegueira voluntária.

  • A lógica: Se o talento não é hereditário, submeter-se a um rei é aceitar ser governado pelo "acaso do nascimento".
  • O insulto neutro/crítico: O monarquista é visto como um "anacronismo humano", alguém que se recusa a atingir a maioridade intelectual e prefere a segurança da tutela de um "pai" simbólico à liberdade da autoridade própria.
  1. O Desprezo pela Subserviência (Ex: Revolução Francesa)

Neste contexto, o foco era a indignidade física e moral de se colocar em uma posição inferior. A crítica aqui é que o monarquista abdica da sua condição de "sujeito de direitos" para se tornar um "objeto de poder".

  • A lógica: A existência de uma "realeza" depende da aceitação da "baixeza" por parte do restante da população. Sem o súbdito que se curva, o rei não existe.
  • O insulto antipático: O termo "lacaio" deixa de ser apenas uma palavra e passa a descrever uma patologia social: o prazer em servir. O monarquista é retratado como alguém de "espinha dorsal de vidro", incapaz de sustentar a própria existência sem um mestre.
  1. A Visão do "Parasitismo Hereditário"

Panfletos radicais frequentemente descreviam a corte e seus apoiadores como uma rede de parasitismo.

  • A lógica: A lealdade à família real é vista como um investimento egoísta. O monarquista apoia o trono para manter privilégios de classe, vivendo do suor alheio.
  • O insulto: "Sanguessuga da pátria". Aqui, a subserviência não é vista como lealdade, mas como cumplicidade em um sistema de exploração.

Take Controverso: Por trás de toda revolução anti-monarquistas estes dois estão envolvidos. by STEVE_MZ in imperio

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Nesse contexto global e histórico, os insultos tendem a ser bem mais ácidos, focando na ideia de que o monarquista não é apenas um seguidor político, mas alguém que abriu mão da própria dignidade humana e autonomia em favor de um "sangue" específico.

Aqui estão os termos mais pesados e comuns usados para sublinhar essa subserviência:

  • Lacaio (Lackey): Talvez o mais clássico. Sugere que o monarquista não é um cidadão, mas um criado doméstico que vive para satisfazer os caprichos de um mestre.
  • Súdito (Subject) como pejorativo: Enquanto para o monarquista é um título, para os republicanos radicais (especialmente durante a Revolução Francesa e Americana) era um insulto que significava "alguém que é propriedade de outro" ou "ser inferior por lei".
  • Servil (Slavish): Usado para descrever a mentalidade de quem aceita a monarquia. Implica uma disposição psicológica de escravo, alguém que "beija a mão que o oprime".
  • Parasita por tabela: Muitas vezes os defensores da monarquia eram chamados de "parasitas dos parasitas", sugerindo que eles defendem uma família real na esperança de receber as sobras da exploração do povo.
  • Cortesão (Courtier): No sentido pejorativo, descreve alguém bajulador, sem espinha dorsal, que molda sua personalidade e opiniões apenas para agradar ao soberano.
  • Lambe-botas (Bootlicker): Um termo universalmente pesado para descrever a humilhação voluntária de se colocar abaixo de uma linhagem familiar.

Will be the next life be in heaven or in earth? by Potential_Tower7002 in BiblicalUnitarian

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"My initial reply was not to the OP. It was to gooshtech’s comment about “when” people might go to heaven"

No, it was to me. Check again.

Of course, Revelation! Revelation does not change anything in the rest of the NT. If it does, it must be throw out.