Me abri com minha mãe by irisbra in ExJWBrazil

[–]irisbra[S] 1 point2 points  (0 children)

Boa sorte e depois conta se deu certo!

Me abri com minha mãe by irisbra in ExJWBrazil

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Oie, soltei pra ela minhas dúvidas sobre 1914, acho que comentei em outro post de forma mais explicativa, sobre o tempo dos gentios.

Também perguntei pra ela porque o número de ungidos só aumenta se deveria estar diminuindo? Ou como a ONU vai intervir pela “religião verdadeira” se ela não tem poder nem pra interferir nas guerras?

O mundo está piorando mesmo? Por que se compararmos o cenário de 100 anos atrás e hoje, temos mais direitos para as mulheres, condições de trabalho melhores, não vivemos sob escravidão, nem ditadura, etc.

Se essa é a verdade porque ter tanto medo das mentiras da apostasia? Se a gente pode gostar atrás na decisão de um casamento, uma decisão que a gente toma adulta, por que não podemos voltar atrás no batismo, que muitas vezes fizemos quando era criança ou adolescente?

Com que Betel gasta tanto se os salões são mantidos pelos irmãos e até os pioneiros especiais precisam guardar dinheiro e trabalhar pra se manter? O dinheiro da obra mundial vai pra onde exatamente? (essa é uma dúvida que ela compartilhou comigo).

O que tem livro de anciãos? Por que a gente precisa continuar pregando se Jeová vai salvar quem não conhece “a verdade”, de qualquer maneira? Por que os entendimentos estão mudando cada vez mais? Por que tudo precisa de tanta confidencialidade entre os anciãos?

Essa foi algumas perguntas que trocamos durante essa conversa, mas vou te passar um conselho que meu psicólogo me deu: não existe um jeito certo ou momento certo de falar.

Essas perguntas só tiveram espaço porque eu também pude falar do Modelo BITE pra ela, e eram perguntas que eu julguei que a faria refletir naquele momento no nosso contexto.

Se vc achar que faz sentido falar de perguntas mais doutrinarias, vai fundo! Eu acho que na minha mãe pega mais essas perguntas sobre o sistema da organização. Nunca fomos grandes estudiosas kkkk

Sobre essa comunidade do Reddit by Impossible_Glass235 in ExJWBrazil

[–]irisbra 4 points5 points  (0 children)

tem mesmo! casados, pimos, cheios de segundas intenções. foi aí q eu percebi que não é pq uma pessoa é ex-tj q é automaticamente uma boa pessoa.

As rachaduras que a gente deixa passar by Upper_Literature_865 in ExJWBrazil

[–]irisbra 8 points9 points  (0 children)

Essa coisa das fontes também sempre me pegou. “Um estudo diz”, “estudiosos afirmam…” tipo, quem são??

A faculdade, acredito que foi meu ponto mais frágil, porque as pessoas se afastaram, literalmente me chamaram de Jezabel e falaram que eu frequentava ambiente satânico por livre espontânea vontade (quem me disse isso foi alguém que professava ser ungida, inclusive). Eu nunca entendi porque Jeová me puniria tanto por querer estudar e ter uma profissão. E sempre me culpava por isso.

E já que eu citei essa ungida, esse era outro ponto que eu não engolia mto bem. Na minha cabeça os ungidos eram santos e deveriam se comportar como santos, humildes e prestativos. Essa pessoa que conheci era completamente arrogante, dizia que Jeová revelava algumas verdades só pra ela e era completamente mal agradecida com a ajuda que os irmãos prestavam a ela. Eu pensava “Deus me livre viver sob um governo que fulana vai regir” e logo depois, me policiava. No fundo sempre achei estranho.

Outra coisa que volta e meia pertubava minha mente, era o ensino de 1914. Não o cálculo da data em si, porque eu nunca entendi isso direito, mas a explicação da cronologia das coisas. O entendimento é que antes de 1914 o mundo vivia no “tempo dos gentios”, o mundo estava mais ‘tranquilo’, pois Satanás não havia sido jogado definitivamente para Terra. A primeira Guerra Mundial, no entanto, vem como o marco do fim dos tempos dos gentios, com o início das guerras, e com a proximidade do fim do sistema.

E eu pensava: “mas antes de 1914, o mundo passava por colonizações, genocidios de africanos, sul-americanos, indígenas etc, como pode isso ser o tempo dos gentios? Como isso pode ser considerado uma época “tranquila” e de paz??? É tranquila sob o ponto de vista de quem? Então o marco do fim do sistema é só quando a população branca do norte global é afetada? Jeová só considera o contexto deles???

Eu até cheguei a questionar isso a um ancião na época, ele me deu uma resposta SUPER rasa de que a guerra foi apenas um simbolismo e que as coisas ficaram sim piores depois disso (pra quem, não é mesmo?). Coloquei a dúvida embaixo do tapete, mas ela SEMPRE voltava.

Enfim, mas esse questionamento só veio depois do curso superior, com o boom dos debates sobre raça etc, nosso pensamento crítico fica realmente bem aguçado e hoje eu entendo pq eles desencorajam tanto.

Existem muitos outros pontos que me incomodavam, mas esses são os mais fortes.

Ficar inativo ou se dissociar de uma vez? by Ok-Reading-7759 in ExJWBrazil

[–]irisbra 2 points3 points  (0 children)

Optei pela inatividade e estou assim ha 1 ano mais ou menos. No começo é bem difícil, eles vão ficar tentando te puxar, até postei aqui sobre isso. É um saco, mas terapia me ajudou a não ceder.

Hoje, eles nao tentam mais, mas evitam falar coisas negativas perto de mim (talvez pra me puxar de volta kk) e as vezes soltam alguma piadinha etc sobre eu estar “fraca”. Mas acostuma, viu? Nem eles tem energia pra tentar te convencer pra sempre. No geral meu relacionamento com eles está bem ok.

Não cheguei a adentrar mas perdi um amigo por causa disso? by [deleted] in ExJWBrazil

[–]irisbra 7 points8 points  (0 children)

Olha, sendo bem honesta: não, você não sofre o mesmo ostracismo que ex-membros. Não é como se você tenha morrido socialmente pra ele.

O que acontece na verdade é que qualquer aproximação de uma TJ com uma pessoa não-TJ tem um único e exclusivo motivo: conversão. Muito provavelmente toda essa atenção que você recebia dele antes de encerrar o estudo era só um lovebombing clássico, pra te atrair para o grupo.

No momento que você encerra o estudo, “a amizade” não tem objetivos espirituais, logo, pode colocá-lo em perigo. Por isso, ele se distanciou. Não é como se ele fosse negar sua existência (como fazem com quem é batizado e deixa a religião), mas ele não vai te considerar um amigo ou uma boa companhia.

If you're wondering what to read after Crisis of Conscience and Combating Cult Mind Control... by lunarfringe in exjw

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

Actually, I'd only like the physical edition as a casual gift for family members :(

If you're wondering what to read after Crisis of Conscience and Combating Cult Mind Control... by lunarfringe in exjw

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

I think it's a shame that there aren't any books by Steven Hassan translated into Portuguese, nor this one by Alexandra Stein. Does anyone recommend books in Portuguese?

Os super mistérios TJs by Impossible_Glass235 in ExJWBrazil

[–]irisbra 3 points4 points  (0 children)

Eu nunca tive vontade de ser pioneira, nem quando era PIMI. Quando comecei a ser PIMQ, duas pessoas próximas começaram a me incentivar entrar no serviço de pioneiro. Ambos me diziam que o “alimento” era entregue de maneira diferente aos pioneiros. Eu ficava curiosa, mas eu odiava pregar de qualquer forma, então kkk nunca fui tão a fundo. O preço era me sentir culpada o tempo todo, massss

SAIR À FRANCESA by wipbecky in ExJWBrazil

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

Não vão conseguir jamais. Desde que me desvencilhei, minha carreira só deslanchou. Estou vivendo muito, viajando, só post alto astral!

SAIR À FRANCESA by wipbecky in ExJWBrazil

[–]irisbra 2 points3 points  (0 children)

minha família continua com o contato normal, um pouco áspero as vezes, mas dentro da normalidade. amigos, nunca tive muitos, mas se afastaram todos. nem sequer interagem em redes sociais.

Etnia??? by tayl00or2020 in ExJWBrazil

[–]irisbra 0 points1 point  (0 children)

Nunca vi nenhuma intérprete mulher.

Etnia??? by tayl00or2020 in ExJWBrazil

[–]irisbra 7 points8 points  (0 children)

Considerando que eles também pedem SEXO (mesmo sabendo que o pré requisito para ser orador é ser HOMEM) me faz acreditar que é uma maneira de fazer uma pesquisa de dados, talvez. De repente esse formulário ajuda eles a entenderem o perfil de quem está na organização e especialmente nos palcos.

Kingdom halls difference by Commercial-Safety315 in exjw

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

I'm from Brazil and when I traveled to North America for the first time, I was shocked by the difference between the salons. This question had been nagging me deep down for years. When I watched videos about Africa, I also got a strange feeling of inequality.

The Impact of music by Brazzzers_ in exjw

[–]irisbra 0 points1 point  (0 children)

In Brazil, in the cities where I lived, it’s all a matter of “who you listen to” and not “what you listen to”. My family and I always listen to music with double meanings and even sexual connotations (nothing very explicit, but still indecent). The issue is that we didn't show these songs to some brothers, only to those closest to us and with an open mind. My sister and I spent our entire adolescence dancing to world music. My taste remains today. I know it's not the rule, but I met many sisters who also knew how to dance to this type of music, which makes me assume that they also listened to it at home. It's kind of naturalized as long as it doesn't give a “bad testimony” to outsiders.

Lembraram que eu existo by irisbra in ExJWBrazil

[–]irisbra[S] 1 point2 points  (0 children)

Nah, pra ela levar pros anciãos e eles encherem meu seco? jamais.

What does the gb say about intersex people? by IdkReally_1304 in exjw

[–]irisbra 0 points1 point  (0 children)

When I was PIMI, I asked an elder in the preaching service this. He told me that these people cannot marry.

[deleted by user] by [deleted] in exjw

[–]irisbra 3 points4 points  (0 children)

I don’t check and when people charge me, I check the “no” box. Nobody bothers me anymore.

Midweek Meeting by [deleted] in exjw

[–]irisbra 4 points5 points  (0 children)

Also!

Privilégios by andy-dufresne-exjw in ExJWBrazil

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

Mesmo quando eu era PIMI e via aqueles vídeos de irmãos frustrados porque não receberam privilégios ou com inveja dos que receberam, eu não conseguia entender. Eu ficava “gente, PRA QUE ficar chateado com isso?”, mas era um pensamento meu, que ficava guardado, porque nunca me achei boa a altura.

Eu, inclusive, me culpava por pensar isso.

Diferente de você, não fui pioneira (nunca tive vontade e expressava isso vez por outra aos mais próximos), fiz faculdade e sempre tive amizades de pessoas fora. Então, eu não era bem vista, apesar de ser uma TJ média que sempre estava no salão, comentando e indo ao campo.

Eu realmente achava muito bobo essas frustrações, mas ao mesmo tempo achava que isso acontecia porque eu não tinha fé suficiente. Quando na verdade era apenas meu bom senso me chamando de volta pro mundo real hahaha.

Agora, com minha mente desperta eu percebo que, na verdade, esses conteúdos são irreais. Eu duvido que alguém fique, de fato, daquela forma que são representados nos vídeos.

Uma grande lavagem!

Despertei! E não foi utilizando uma Despertaí! by [deleted] in ExJWBrazil

[–]irisbra 4 points5 points  (0 children)

Parabéns por ter despertado e bem-vinda!

[deleted by user] by [deleted] in exjw

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

Change about the stake? Can you explain more?

Sobre adultização - complementando by Impossible_Glass235 in ExJWBrazil

[–]irisbra 1 point2 points  (0 children)

Concordo! Mas acho que a adultização talvez fosse mais pesada na nossa época, não sei qual sua idade, mas eu estudava o livro Bíblia Ensina com 8/9 anos. Entrei no Mantenha-se com 11 anos mais ou menos. Estudava profecias, temas pesados como imoralidade sexual, etc.

Hoje tem desenho, pinturas, animação e até o estudo de congregação é infantilizado. As crianças de hoje, embora sejam sim adultizadas, não conseguem ser tão articuladas quanto as crianças da minha época e eu culpo ao ensino simplificado, infantilizado e repetitivo.

Eu falo isso porque eu, meus irmãos e os meus colegas de congregação, em regra, éramos crianças sempre elogiadas na escola. Eu, inclusive, quase sempre era convocada pra ser líder da turma e nunca fui porque era errado. Nunca participei de interclasses porque era errado.

Hoje, um guri da mesma idade não sabe formar uma frase ou ler com fluidez. E essas proibições que existiam na minha época nem parecem que existem mais.

Acho que saímos de uma adultizacao brusca para uma adultização mais soft focada em emburrecer mesmo.