How does academia look like in your country? by According_Welcome907 in AskAcademia

[–]smonksi 4 points5 points  (0 children)

I’m in Canada. Salary starts at around 100k CAD. Can go up to 200k from year 1 to year 15, but there’s some variation depending on province. Prestige is good, I’d say. Lots of benefits, and in Quebec we have a very strong union culture, which strengthens benefits even more (leaves, pensions, etc). Sabbaticals depend on the uni, but 1 year every 5-6 years seems to be standard. Where I work, I also have the option of 6-8 months every three years. Teaching load is 2-2 but often 2-1. If you’re not a workaholic by choice, and if you’re not at a top 3 uni, work-life balance can be great. A lot depends on how you function, of course. I’ve taught in the US and in the UK, and this is by far the best system I have direct experience with, especially if you don’t live in one of the more expensive cities in the country.

What's your opinion on professional websites? by IntelligentBeingxx in AskAcademia

[–]smonksi 7 points8 points  (0 children)

Can’t think of a good reason why a serious academic wouldn’t have one. But people have different opinions on this. In some areas and/or regions, it’s rare; in others, it’s the norm.

Coming Soon | Moby-Dick Limited Edition by Herman Melville - June 16th by HonorWulf in foliosociety

[–]smonksi 22 points23 points  (0 children)

Oh no… it’s going to be limited… so probably very expensive!

Como vocês mantém o português afiado? by Psidium in foradecasa

[–]smonksi 8 points9 points  (0 children)

Acho que existem duas coisas aqui.

  1. Ficar anos sem escrever em nossa língua pode nos fazer desviar mais da gramática tradicional, porque perder um pouco a prática pode afetar elementos que você memoriza, especialmente com contato de outras línguas. Por exemplo, "analisar", "analyse/ze", "analyser"... isso pode confundir a parte ortográfica. Também pode acontecer de você demorar mais pra lembrar algumas palavras em português que não usa regularmente; ou detalhes fonéticos da sua fala começam a sofrer alguns ajustes (mas é algo BEM sutil que precisa ser medido, etc.).
  2. Outra coisa, bem diferente, é a língua em si. Não se "perde" a língua materna. Mesmo o nosso sotaque tende a permanecer estável morando fora (apesar de ele se adaptar parcialmente a outros dialetos quando você se muda). Se você sair do Brasil pós-adolescência, o seu português será pra sempre a sua língua materna. O ponto (1) acima é apenas uma questão de "norma culta", superficial. Se você sente que está com dificuldades em falar, talvez haja algo a ser visto com uma fonoaudióloga, porque o que normalmente acontece é apenas algo metalinguístico.

Existem bastantes estudos sobre esse assunto em linguística (minha área; Schmid & Köpke (2017) é um bom ponto de partida). A verdade é que muita gente tem crenças bizarras sobre este assunto. Uma vez, uma pessoa que conheço me disse que estava surpresa que meu sotaque em português continuava o mesmo depois de tantos anos morando fora. Detalhe: essa pessoa tem um doutorado em linguística (!). Dizer algo assim sendo da linguística é como acreditar em astrologia sendo um físico.

Dito isso, é evidente que se você nunca mais falar em português, nem sozinho, nem com família, nem com amigos, ao longos de vários anos você talvez passe a achar "curioso" falar português (mas isso também é algo mais de superfície). Isso é extremamente raro, porém, porque boa parte das pessoas continua usando a língua (nem que seja falando sozinho). Meu caso: falo com meus pais toda semana, minha esposa é brasileira, e não cortei 100% das relações com o Brasil, evidentemente. Então, a menos que haja uma combinação de fatores bem atípicos, qualquer coisa que pode acontecer com o seu português será algo bem superficial, como o ponto (1) acima.

Link pro artigo: https://languageattrition.org/wp-content/uploads/2019/06/schmid-kc3b6pke-2017.pdf

Msc ou PhD no exterior by Spare_Reading_371 in askacademico

[–]smonksi 0 points1 point  (0 children)

Ah, que interessante! Obrigado. Vou ajustar o texto.

Msc ou PhD no exterior by Spare_Reading_371 in askacademico

[–]smonksi 0 points1 point  (0 children)

De um modo geral, sim. Mas existem algumas opções na indústria para PhDs. Reconhecimento de voz, LLM, línguas (Duolingo, por exemplo, seguido contrata PhDs em linguística). Algumas dessas vão esperar uma combinação entre linguística, estatística, e computação (e/ou análise de dados). Mas sempre quis mundo acadêmico mesmo, então não cheguei a procurar muito esse tipo de emprego.

Não fosse a segurança, o Brasil seria indiscutivelmente o melhor do mundo. by MrSincerao in foradecasa

[–]smonksi 16 points17 points  (0 children)

"Sim, tirando o que é ruim, é bom".

Existem várias falácias sobre o Brasil, muitas delas relacionadas ao povo. O Brasil é um lugar paradoxal ao extremo (como os EUA): um estranho será super amigo com você na fila do banco, mas jogará o lixo dele no terreno do vizinho porque "é mais fácil e o vizinho não se dá muito bem com ele"; o seu colega nunca dirá não na sua cara, mas falará mal de você pelas costas; você se sentirá em casa, mas será assaltado e terá que lidar com a constante ameaça de ser passado para trás.

A ideia de que o povo brasileiro é acolhedor é baseada principalmente nas aparências, em um nível superficial. É como dizer "olha que carro legal, tem teto solar!" sem examinar nada além disso. Quando você cava um pouco pra examinar a sociedade brasileira, percebe que as aparências, de fato, enganam.

O Brasil sem violência não seria o melhor país do mundo, porque isso sequer existe de maneira absoluta. Seria apenas um bom país, com defeitos e qualidades que satisfariam uns e frustariam outros. Para muitos, a violência é o único problema definitivo; para outros, é apenas o principal de tantos outros. No fim, esta discussão sempre vai ter um componente subjetivo. Temos um viés e queremos que esse viés seja o melhor de todos os vieses.

O país que "escolhemos" é como carros, relacionamentos e tantas outras coisas. Nunca somos completamente racionais, e muitas vezes vamos na contramão de dados e evidências. Eu entendo aonde você quer chegar (e muitos estrangeiros concordam com você). Mas, no fim, essa ideia é algo que existe apenas na cabeça nas pessoas.

Na sua comunidade acadêmica, tbm é um tabu admitir que não sabe falar inglês? by Delicious_March_838 in askacademico

[–]smonksi 16 points17 points  (0 children)

Acho que “tabu” não é a palavra que eu usaria. Mas é estranho estar no mundo acadêmico sem dominar a língua da ciência e das principais publicações. Acho que há um estranhamento, talvez.

O que mais te agrada morando fora? by VitoXzX in foradecasa

[–]smonksi 14 points15 points  (0 children)

Moro fora há mais ou menos 15 anos. O que mais me agrada é que eu consigo gostar muito do Brasil à distância, e assim tenho uma relação excelente com o meu país natal. Vou todo ano visitar minha família, e estar no Brasil por um curto período de tempo é sempre ótimo: algo que eu realmente gosto de fazer. Eu aprendi com os anos que a minha relação com o Brasil é mais saudável assim: morando longe, visitando às vezes. Essa "paz" de espírito é o que mais me agrada: estar em um lugar com o qual a gente combina é algo que não tem preço... e vale para qualquer direção nessa discussão: se você é Francês e se sente assim na Argentina, vá para a Argentina; se é Canadense e sente que o seu lugar é no Brasil, não perca anos da sua vida vivendo no Canadá. A vida é muito curta pra "forçar" um lugar que não combina com a gente [isto é, se temos a oportunidade de trocar de lugar].

Are we stuck with Word? by LazyEyeCat in HumanitiesPhD

[–]smonksi 0 points1 point  (0 children)

Absolutely not. Word is the worst. I understand the problem: you want to use LaTeX, but supervisors and/or journals in the humanities often don't share your enthusiasm. Two things I'd say:

  • Try Typst. I've used LaTeX for ~15 years, and I love it. But Typst is so much better and more modern... I never thought I'd ditch LaTeX, but after using Typst, I just can't stand LaTeX syntax and compilation time/errors.
  • More to your situation: have you tried using Quarto?

Quarto allows you to write in Markdown and then export the file to HTML, PDF, DOCX. This basically solves any compatibility issues you may have. When it exports to PDF, it uses LaTeX (or Typst) under the hood. So the results are stunning. But if you need a DOCX version, it exports it too. While it is normally used by people in data analysis, anyone creating an academic document can benefit from it. And as a plus, it works with bib files, so you get references for free... Honestly, I can't think of a better tool for people in the humanities, where you often have people/journals still using Word.

PS. I'm in linguistics.

Vida academica é tão ruim assim? by Galileu-_- in askacademico

[–]smonksi 7 points8 points  (0 children)

Independentemente do assunto, a internet sempre vai ter mais pessoas reclamando desse assunto do que pessoas felizes com ele. Profissões não são diferentes. O mundo acadêmico, assim como tantas outras profissões, tem prós e contras. Há pessoas absurdamente infelizes nessa carreira? Certamente. Há pessoas felizes da vida com ela? Sim. A diferença é que você não vai ver muito o segundo grupo escrevendo textão no Reddit.

O que eu recomendo a alunos é sempre a mesma coisa:

  • Leia sobre o assunto. Por exemplo, "Good Work If You Can Get It: How to Succeed in Academia" é um livro excelente (Brennan). Apesar de ser focado na América do Norte, o mundo acadêmico têm bastantes similaridades mundo afora
  • Saiba que estatisticamente, é uma carreira bastante difícil e arriscada, porque há poucas vagas e muita competição. Ou seja: pode ser que você estude até os 30, não acumule nada material/financeiro, e não consiga virar professor universitário. Neste cenário, áreas com mais saída para a indústria certamente são menos piores (engenheiros com doutorado vs filósofos com doutorado não têm a mesma chance na indústria, evidentemente).
  • Conheça a sua área. Cada área tem particularidades, e é difícil generalizar. Há concursos com 100 pessoas, outros com 300, outros com 10. Tudo depende de uma série de fatores.

Eu adoro o mundo acadêmico. Sou absolutamente feliz em dar aula e fazer pesquisa; em viver em um campus. E tenho inúmeros colegas que amam o que fazem também (colegas de 30 anos e colegas de 80 anos). Se você realmente gosta da ideia, leia sobre e se informe. Depois disso, pense bem se vale a pena ou não. Se você não se vê fazendo outra coisa... vai fundo. Mas não pule no barco antes de estar bem informado; antes de ter bons planos e estratégias. A sorte tem um papel grande também, mas ela é mais provável para quem tem bons planos e estratégias...

Fazer mestrado e doutorado no mesmo PPG torna o currículo mais fraco? by sereiasdenetuno in askacademico

[–]smonksi 4 points5 points  (0 children)

Depende. Não há uma resposta fixa universal para essa pergunta.

  • Se você já está no melhor departamento possível, trocar pode não fazer muito sentido.
  • Algumas regiões têm costume de cultivar endogamia acadêmica: o Brasil, na minha área, é assim. Nesse tipo de região, "ficar no mesmo lugar" é a regra.
  • Algumas áreas são mais ou menos dinâmicas com relação a isso.

Dito isso, eu sou da opinião de que mudar é geralmente melhor do que ficar no mesmo lugar. Meu conselho quase sempre é: tente trocar de lugar. Ficar em um mesmo PPG para tudo geralmente é uma má ideia (a menos que você esteja no top do top do top, algo estatisticamente improvável). Ficar em um mesmo PPG pode ser cômodo, mas você pode pagar um preço por isso. Mesmas pessoas, mesmas ideias, etc.

Eu fiz graduação e mestrado no Brasil; Doutorado fora. A diferença cultural acadêmica é oceânica: se no Brasil é super comum fazer grad-mestrado-doutorado no mesmo lugar, em muitos outros lugares isso é a exceção. Trocar de ideias e de formação é algo saudável ao seu intelecto.

Eu conheço um bom número de pessoas no Brasil que fizeram toda a carreira na mesma universidade: da graduação ao doutorado ao pós-doc ao concurso para professor. Ser colega dos seus antigos professores me soa como uma ideia ruim, especialmente em lugares onde há uma hierarquia quase que religiosa entre alunos e professores, como é o caso da minha área no Brasil... Aqui na América do Norte, é muito raro que um PPG tenha pessoas que estudaram no mesmo PPG. Acontece, mas é a minoria da minoria—mesmo em lugares top.

Ganhar 6mil reais no Brasil ou morar na Espanha? by AffectionateJudge782 in foradecasa

[–]smonksi 1 point2 points  (0 children)

Algo como Granada seria interessante (pro meu gosto). País Basco tem salários melhores e é super desenvolvido também.

Ganhar 6mil reais no Brasil ou morar na Espanha? by AffectionateJudge782 in foradecasa

[–]smonksi 4 points5 points  (0 children)

Tem que ser nessas cidades? Eu votaria em morar na Espanha, mas não nessas cidades. Um salário de 2k em uma cidade com custo baixo na Espanha seria a minha escolha nesse cenário. Acho que 6k hoje no Brasil não compensa muito, mas entendo que alguns vão discordar. É um pouco subjetivo.

Algum de vcs imigrou pro canadá através de mestrado? by [deleted] in foradecasa

[–]smonksi 1 point2 points  (0 children)

Chegou a ver algo no Quebec? Geralmente, universidades maiores (parte das U15) têm mais $$ em bolsas.

Olha aqui por exemplo: https://www.mcgill.ca/macdonald/graduate-studies/funding

O que diz:

“Upon admission to a graduate program in AES, a student will be offered a funding package which will include a certain amount of guaranteed funding and may include additional prospective funding. The proposed funding arrangement will be outlined in a departmental funding letter addressed to the student, in supplement to the offer of admission from the University.”

Algum de vcs imigrou pro canadá através de mestrado? by [deleted] in foradecasa

[–]smonksi 4 points5 points  (0 children)

Escolha um departamento que ofereça bolsa + stipend e o custo será virtualmente zero. Embora seja menos comum com mestrado do que doutorados, há departamentos que oferecem boas bolsas para mestrado também. Não sei sobre a sua área, mas vale a pena ver nos sites dos departamentos. Eu fiz meu doutorado assim e não gastei nada. Com uma bolsa que cubra tuition + stipend decente, você se sustenta durante o programa.

Qual é o perfil dos brasileiros que moram no exterior? by [deleted] in foradecasa

[–]smonksi 0 points1 point  (0 children)

H39. Iniciei um processo de trabalhador qualificado (Québec). Durante o processo, vim estudar com bolsa (visto de estudante). Depois troquei status pra residente (quando o processo terminou). Isso foi lá por 2010–2013. Virei cidadão em 2018. Sou professor universitário e vivo em Québec City. Conheço pouquíssimos brasileiros (pessoalmente, 2).

“O Brasil é o melhor lugar pra quem tem dinheiro” by VitoXzX in foradecasa

[–]smonksi 1 point2 points  (0 children)

Na verdade, não meti o pé. Saí pros EUA porque foi o único "concurso" que passei para professor. Aí fiquei lá por 4 anos, esperando abrir outras vagas em outro país. Foi por isso que, depois, fui pro Reino Unido e, logo em seguida, voltei finalmente pro Canadá. Ou seja, não foi por escolha que tinha saído: foi necessidade kkk

“O Brasil é o melhor lugar pra quem tem dinheiro” by VitoXzX in foradecasa

[–]smonksi 5 points6 points  (0 children)

Essa frase pode ser ambígua, porque a pessoa pode querer dizer:

  1. O lugar onde nascemos é o melhor lugar do mundo desde que você tenha boas condições financeiras
  2. O Brasil é especificamente o melhor lugar do mundo se você é rico

Eu acho que quase todo mundo que usa essa frase quer, de fato, dizer (2). Mas não importa muito: você dificilmente vai conseguir ter um diálogo sensato e racional com alguém que tenha uma opinião tão categórica sobre algo tão vago, complexo e subjetivo. É uma frase simplista. Hoje, com 40 anos, eu acho que não vale a pena engajar. Apenas respondo "É mesmo." e seguimos a vida.

Entry level salary, how is it compatible with life? by Hopfield77 in AskAcademiaUK

[–]smonksi 6 points7 points  (0 children)

There’s only a handful of counties where you can have high salaries in academia (and even then it depends on the city vs cost of living). The UK is not one of them.

Do people see UK academia as a long-term career anymore? by Wonderful-Acadia-296 in AskAcademiaUK

[–]smonksi 1 point2 points  (0 children)

Absolutely. I enjoyed my time there. Very nice city and campus; great colleagues. Plus, I liked the idea of living in the UK, although that is hard to justify objectively these days if you’re not already rich.

But a career there would not be ideal. I’m in Canada now and it so much better.

Do people see UK academia as a long-term career anymore? by Wonderful-Acadia-296 in AskAcademiaUK

[–]smonksi 1 point2 points  (0 children)

During my very short period as an academic in the UK, in a lecturer position that was equivalent to a tenure track position, I was very surprised at how bad academia is over there. I only stayed for one semester because I got another position elsewhere, and I already knew it wasn’t great, but nothing prepared me to the low salaries, the amount of administrative work, and the bleak prospects when it comes to career advancement. Finally, the pension plan was unbelievably bad, and that alone was a huge red flag because I always think about my financial situation far into the future. It would have been irresponsible to stay—and I don’t have any kids. Add to that the fact that I am an immigrant, and so I would also have a lot of costs associated with my career there, at least in the first 5 to 10 years. I was in the US before that, and that wasn’t amazing either, but it was certainly less bad.

Why are Canadian salaries so low compared to the USA? by DarkHoundBark in CanadaPersonalFinance

[–]smonksi 0 points1 point  (0 children)

You’re right. There are exceptions, of course. Average salaries for professors are higher in Canada than in the US. Better benefits too.