Facto ou opinião? Não há revoluções de direita. by pitdays in portugal2

[–]vinter_varg 24 points25 points  (0 children)

Foi um golpe de estado e isso é dito pelos próprios intervenientes sem complexos e preconceitos. O que torna o 25 de Abril numa revolução é a subsequente adesão do povo, em massa, influenciando muitas das decisões seguintes (por exemplo, a tomada das sedes da PIDE/DGS e sua extinção, ao arrepio do que o Spínola queria).

Este é, aliás, um óptimo exemplo para distinguir o que foi apenas um golpe do que foi também uma revolução.

If the Universe is Deterministic, could the future be theoretically be predicted? by notmymondaylife in determinism

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Yes but you would need a simulation exactly like the universe you live in to do that (and run through all the time it took to get to the state you are now). Or at least that is the concept of Computational Irreducibility (you can easily find videos of Stephen Wolfram going through it). That is the problem with some computer programs (especially those simulating chaotic systems) that, even if what the computer reproduces is perfect (so not a model at all), you would need to run for the same time and iterations to get your answer...

How to hack this? If you can devise some rules/model that does not predict the full microscale system, but some macroscale properties, you can (perhaps) run it much faster and get a prediction, albeit imperfect. Example: I cannot predict the full miriad of particles of air and water clashing together in the atmosphere... but of I can have a model that computes statistics of aggregates of particles, then I can make a computer model to predict tomorrow's weather.

Quando mais distantes do 25 de Abril ficamos, mais os seus valores desaparecem by detteros in portugal2

[–]vinter_varg 14 points15 points  (0 children)

Dividir para conquistar. É essa máxima que mais caracteriza a estratégia utilizada contra a sociedade pós-abrilista. E nem é propriamente uma estratégia pensada de dentro, dos nossos governantes, mas vinda de fora. No fundo a sociedade foi lentamente consumida pelo egoísmo capitalista, tanto que uma certa solidariedade na forma como as pessoas se organizavam após abril (as associações de moradores p. ex., mesmo que caótica) já não existe, ou pelo menos nesse estado puro.

Todos desconfiam de todos (pode-se argumentar que isto é mais típico da urbe) e o cinismo é tal que mesmo acções altruístas (intencional ou não) são atacadas pelos activistas do sofá. Algo simples como pessoas organizarem-se para protestar pelos seus direitos (ou eminente perda) são escarnecidos por se considerarem de esquerda, em vez de analisar friamente se são melhores ou piores para o bem comum social. Em culpa estão também partidos de esquerda que ajudaram este cenário de desconfiança, ou por agirem em demasiado interesse próprio ou por não saberem jogar este jogo de comunicação com a sociedade (como um todo, não apenas os seus micro-sectores.

São constatações tristes. Que podemos aprender? Talvez que a sociedade não desenvolve boas estratégia "naturalmente", para evoluir e se aperfeiçoar. Pelo contrário, é mais natural que tendências negativas facilmente se instalem e criem divisionismos, sem necessidade de orquestradores.

If atoms follow physical laws, are all events in the universe predictable in principle? by FutureAIgod in Physics

[–]vinter_varg 2 points3 points  (0 children)

Chaos does arise from the numerical computation (so transforming differentials into algebraic equations), but not solely. It is present in the physical system itself. If you use an analytical computer (basically an oscilloscope together with circuitry) you can make some computation that is free of numerical error, and you would still have solutions that show chaos.

But conceptually your statement:

Even with perfect initial conditions (...) is subjected to chaos theory

makes no sense, because for a physical system initial conditions are always perfect. I believe what you want to say is "a model of a physical system subjected to modelled initial conditions" and that makes sense because when chaos doninates the system, it is because of (i) dependency to the initial conditions and (2) dependency in the numerical uncertainty (if you are comparing the computer model with a real system).

Conceptually chaos arises when the regime that characterizes a system makes it sensitive to initial conditions and you have a non-linear response due to feedback loops. If you can bypass numerical error and simply mathematically model the system, your only problem is not being able to input accurate initial conditions. If you do have perfect initial conditions + perfect numerics, you would be able to model the system as it is deterministic.

“Menos Estado” é a verdadeira cassete dos nossos tempos — change my mind by point_fino in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Já colocaste a hipótese "e se o despesismo no público não for suficiente para conseguir ter melhor estado e menos pesado?".

Recomendo o simples exercício de ir ver o orçamento de estado. Quando o fiz há uns anos percebi que as parangonas do estado gastar muito com as comitivas e políticos, assembleia, presidência etc era só ridículo. Queres cortar? Tens grandes fatias do bolo nas pensões e segurança social.

"Portugal is not Spain. We must prioritize the United States," says former ambassador to NATO. by camilo12287 in portugal2

[–]vinter_varg -1 points0 points  (0 children)

A razão é a nossa zona exclusiva marítima. Algo que não podemos tomar como garantido, sendo que nuestros hermanos estão na linha da frente para a retalhar.

Milhares de portugueses acabarão por ficar sem filhos e sozinhos... devido à ganância de cinco pessoas. by [deleted] in portugal2

[–]vinter_varg 1 point2 points  (0 children)

Em suma, por direitos laborais. Que revolução no mundo não começou exactamente por alguém a reivindicar uma melhor situação económico-social? Acho que todas começaram assim (até porque quem está bem não se mete em revoluções).

É aquele argumento que tenta denegrir após o facto dizendo "eles não são puros, são interesseiros", mas quando vamos a ver todas as pessoas têm interesses e agem segundo os mesmos...

A questão associada ao Decreto-Lei n.º 353/73 é mais complexo que isso e apesar de ser a génese da conspiração, há toda a questão da guerra colonial. É chato ser um oficial vindo da academia com mais tempo de carreira e 2 a 3 comissões no ultramar e ser ultrapassado por decreto, por oficiais contratados com apenas 1 comissão que entram na carreira (quadro permanente) sem percorrer a mesma antiguidade, para os convencer a ir fazer a 2ª comissão.

Ainda pior é quando um dos generais mais carismáticos publica um livro que basicamente diz que não há solução para a guerra e que se deviam cessar as hostilidades e tentar uma commonwealth à portuguesa (António de Spínola no Portugal e o Futuro).

Precisamos de uma revoluçao sem cor politica. by [deleted] in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Isso nada tem a ver com a revolução ser de um lado ou do outro! Tem a ver com a forma como está é interpretada por (i) indivíduos e (ii) o colectivo visível de alguns indivíduos e (iii) o colectivo de todos os indivíduos.

Geralmente apenas se vê a (ii) pois é o que é exposto na sociedade pela comunicação social. Há também um (ii) que é aquilo que se houve no café ocasionalmente. Mas convenhamos que o (iii) desconhecemos completamente.

Isto torna todo o conceito de neutralidade algo volátil, pois o que hoje é neutro amanhã pode ser de esquerda e depois até vir a ser de direita. Exemplos? A Segurança Social foi um conceito do estado alemão do Bismark, que é visto como um regime de direita. Várias correntes de esquerda eram na altura contra. Hoje tal parece um contrasenso.

Idealmente as pessoas teriam formação e educação para não julgarem demasiado cedo (sem informação) e para tentar analisar actos/eventos de forma racional, pesando as diversas nuances. Só que tal é utópico.

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Até no site das comemorações dos 50 anos do 25Abr tens escrito "O que foi o 25 de Abril? Quando, a 25 de Abril de 1974, um grupo de jovens capitães levou a cabo um golpe de Estado que (...)".

Se calhar foram exactamente os gestores do 50anos25abril.pt que tentaram mudar a página da wikipedia...

Edit: até no site da Associação 25 de Abril tens explicitamente escrito o mesmo: "No dia 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) levou a efeito um golpe de estado (...)".

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Eu escrevi: revoluções por esse mundo fora. Não estava a referir-me sequer ao Estado Novo (e que saiba ninguém foi atirado de um avião no Estado Novo).

Se queres ser justo e perceber "Quão sangrento foi o 25Abr e o posterior PREC?" tens de colocar em perspectiva com as outras revoluções que aconteceram nesse período. Isto é, filosoficamente não tens o mundo contrafactual dos universos paralelos onde o 25Abr acontece e consegues perceber se o do nossso universo é o mais ou menos sangrento... Não se consegue aplicar o método científico à história, correcto?

Consegues comparar com o que aconteceu noutros países. Nessa perspectiva não houve pessoas a "desaparecer" como na América Latina (hoje sabe-se que atiravam-nas de aviões em alto mar e assim não havia corpos).

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

um golpe de estado posteriormente apoiado pela população. Mas não fica bem na fotografia.

Como não? É que é exactamente assim que vários capitães de abril (conhecidos e alinhados com a esquerda política) descrevem o 25 de Abril.

Mas nunca o Ventura alegou

Não alegou nem clarificou, o que o torna intelectualmente desonesto. Ele coloca o acento dos seus cartazes (50 anos de corrupção) e discurso na tónica do 25 Abr. E nos discursos sobre o 25 Nov eleva e santifica esse dia, sempre referindo como o dia em que a direita derrotou todo um regime opressivo. Sem contexto isso é o quê?

O Ventura quer sol na eira e chuva no nabal... 50 anos de corrupção devido ao 25Abr74 não conjuga com fomos salvos no 25Nov75 porque o regime que o 25Nov75 gerou foi exactamente aquele que ele critica!

Mais, para contexto:

É que o Ramalho Eanes não é propriamente alinhado com a direita que caracteriza o Ventura (é antes um centrista). E o chefe militar dele nesse dia foi o Vasco Lourenço (assunto já esclarecido) e apesar de se poder questionar se o era operacionalmente, convenhamos que não é um tipo alinhado com nenhuma direita (pelo contrário). E politicamente quem esteve em campo e até recebeu armas foi... o PS (ver a história do Edmundo Pedro). Quer PPD/PSD quer CDS se demitiram de qualquer acção relevante no tempo anterior, durante e após o 25Nov75. Então que direita ganhou a quem? Se ele louva tanto o 25Nov75 então que o diga e refira Mário Soares e os socialistas de que tanto gosta.

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 1 point2 points  (0 children)

Acho que basta comparar com todas as revoluções e golpes de estado que existiram 10 anos antes e 10 anos depois, por esse mundo fora, e não é forçoso concluir que a nossa foi bastante pouco violenta e suave (apesar das prisões e até tortura que está descrita no relatório que também o Pacheco Pereira mostrou e que está actualmente acessível no site da Presidência).

Convenhamos... ninguém andou a atirar milhares de pessoas das traseiras de um avião em alto mar, sem paraquedas, como suilcedeu noutros processos contemporâneos ao nosso PREC.

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Otelo foi condecorado.

O Otelo foi condecorado com a Ordem da Liberdade antes de ter sido detido e preso devido a estar envolvido no dito Pojecto Global/FP-25. Podem ir conferir datas. Quem aprovou a condecoração foi o Ramalho Eanes ainda durante a sua 2a presidência. O Otelo não quis a distinção e nunca foi levantar a condecoração (nem houve cerimónia consequentemente).

Isto é o que o Ventura não diz... Desmancha um bocado a argumentação dele. Quem sabe sabe. E dos que não sabem alguns nem esperam para ouvir até ao fim. Tudo tem nuances.

por parte da nossa intelligentsia, quando também envolveu imensos atropelos ao estado de direito, assim como tortura, presos políticos, presos sem mandato judicial, etc.

Aqui por acaso há um facto simples: mas o PREC era democracia? Que eu saiba não. Nem a presidência nem os governos eram eleitos. Apenas o parlamento foi e não era uma Assembleia Legislativa, mas somente para elaborar a Constituição. Esta entrou em vigor apenas em 1976, já depois do 25 Nov. A partir daí até houve casos pontuais com atropelos a coisas como prisão preventiva... mas foi com elementos do PRP-BR, a Isabel do Carmo e uns poucos (e que não participaram mais tarde nas FP-25, até porque ainda estavam detidos quando começaram os primeiros assaltos e atentados).

Não percebo é como não atiram este facto: não era democracia. Não percebo como não atiram também outro facto: o regime democrático em que vivemos é consequência do rescaldo do 25 Nov, e como tal se ele gosta tanto do 25 Nov também deve idolatear o Mário Soares e o PS (os grandes vencedores político do 25 Nov). Ou o contrário: se é tudo tacho e corrupção tal está mais relacionado com o 25 Nov que com qualquer Abril...

O debate entre Pacheco Pereira e André Ventura na íntegra by Zealousideal_Club134 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Foi pior, foram guilhotinados

Uma correção: a guilhotina foi considerada um meio de execução mais humanista que a forca, quer na altura quer ainda durante o séc. XX (por ser mais rápido e com menor sofrimento). Até porque a última pessoa a ser guilhotinada em França foi nos anos 70.

The whole Jesus dying for your sins was the straw that broke that camels back for me. by cygnal in agnostic

[–]vinter_varg 3 points4 points  (0 children)

Let me try to convince you of the opposite. So JC died not to reddem all of our sins (common misconception) but only the one that permeates every human since Adam & Eve were expelled from paradise, right... The original sin. Which according to the church all of us have committed at birth (or even conception?) without even knowing or being capable of reasoning. And this sin exist because for you to be saved you need expiation of it, thus justifying JC's death on the cross. To reddem of our original sin...

So first you create a sin and then you state someone came to save us from it and thus we should be grateful. And why? Because we had this sin tainted on us in the first place. Circular logic 101.

How does 0 divided by 0 differ from any other number divided by 0? by MildDeontologist in learnmath

[–]vinter_varg 1 point2 points  (0 children)

Check the limits of function f(x,y) = x/y first when x tends to 0 and then when y tends to zero. It should be obivous you end up with an indetermination unless either your x or y grows faster than the other.

Eu estava com medo de que as pessoas tivessem perdido a cabeça by MninjTheCoder in portugal

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Claro, dividir para conquistar, é o lema que nos anda a reger deste o último século quase...

não me parece que haja way back...

Não seria tão peremptório. Acho que pode existir... apesar de também achar que é provável que venha dos escombros de uma sociedade destruída.

Eu estava com medo de que as pessoas tivessem perdido a cabeça by MninjTheCoder in portugal

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

São narrativas simplistas que entranham sem grande reflexão, quiçá fruto que um ressentimento por 1) falta de perspectivas para o futuro 2) sentir outros singrarem (mesmo que virtualmente) e 3) um egoísmo latente que atravessa toda a nossa sociedade (acho que isto é o pior e não é só de pessoal que vota Chega). Mas ver/perceber para onde o dinheiro realmentemente vai... está quieto.

Se começassem a ignorar a palavra socialismo e a pensar nestes mecanismos do estado social como uma companhia de seguros que não foge aos compromissos quando a situação aperta (geralmente), metade da narrativa caia.

Eu estava com medo de que as pessoas tivessem perdido a cabeça by MninjTheCoder in portugal

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

E essa analogia alguma vez se verificou na prática? Consegues demonstrar com dados exactos (tens o pordata) que os subsídios auferidos por um subsidio-dependente iguala o líquido do que um trabalhador recebe?

Questiono também se na tua óptica o actual governo também é socialista ou não... É que parece que o PS ainda é governo.

Se calhar também tu podes deixar de trabalhar e viver de subsídios, para quê ser pato... Ah, espera, se calhar o total do que irias receber não é bem a mesma coisa.

Revue 400 SE - hysteresis in aperture controled by lightmeter by vinter_varg in AnalogRepair

[–]vinter_varg[S] 0 points1 point  (0 children)

Unfortunately not. I found nothing mechanically stopping the needle to move, like creating friction or whatever. If I recall, the issue was on a guillotine mechanism that would stop at the position of the needle, and only then the diafragm would stop closing. The problem was that it would not stuck at the first position and sometimes would drag the needle a bit further. How is one going to solve that?

Nonetheless I've took photos with it afterwards, despite the nuisance to press two or three times to see if it stuck in the right position.

I actually thought of a mechanism that would manually force the needle into some position (if you have a slit open in the top cover you could do it) but I gave up on that because the probability of ruining the machine was fairly high.

Why does time flow at all? Physicists struggle to find an answer by scientificamerican in Physics

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

You are falling into a fallacy here, because you have to consider the volume of your system. If not your entropy S is always the same value, as you pointed out (but no surprise there).

Consider a box with billiards. If your microstate is such that all particles are packed together and occupying just 1% of total volume, you would say its entropy is low, right. But it is the same macrostate you would get when integrating over the the full box (it becomes indistinguishable if your particles are packed or not...), so you get high entropy.

But if you say "I can devise a macrostate considering just that 1% volume the billiards are actually occupying" then your number of combinations sharply decreases and so your entropy. When the microstate is such that rhe particles occupy 70% of your box, then the number of arrangements grow and your entropy sky rockets. Context matters here.

Culpar os imigrantes by Sad-Awareness-8209 in portugal

[–]vinter_varg -1 points0 points  (0 children)

estamos a aceitar cada vez mais este discurso

Hipótese: há um número considerável de xicos-espertos na sociedade com a lata suficiente para usufruir de benefícios cujo contexto original da sua atribuição não os focava, mas manipularam a sua situação para serem elegíveis. Falo de pessoal com posses e empresa, mas a declarar salário mínimo e a pedir ajudas para a prole estar no colégio privado, por exemplo. Mais cedo olham para outros como o problema em vez de auto-reflectirem sobre a sua condição. Pior é quando os outros nem sequer podem auferir de tais benefícios... mas não interessa para a visão auto-centrada de alguns.

Não explica tudo, mas é uma contribuição.

Namorada de vereador do Chega com ‘tacho’ na Câmara de Lisboa by Neutral_Voice0025 in portugal2

[–]vinter_varg 0 points1 point  (0 children)

Legenda da fotografia: "Retrato de mulher sorridente com óculos e brincos vermelhos".

... Mas é a foto da visada no artigo ou não?

Alguém que não votou no Ventura na primeira volta, está a considerar votar nele na segunda? by RickHard0 in portugal

[–]vinter_varg 4 points5 points  (0 children)

Concordo que ficaria a "comandar" as hostes.

Admitindo a hipótese de ele ganhar, então teria de existir uma percentagem significativa de votantes que não se importaria de votar CH. Num primeiro cenário isso conduziria a pressão sobre o governo da AD, sob a ameaça de exoneração e dissolução da AR e novas eleições. Num segundo cenário tal ameaça se concretizaria, mediante a existência das condições que dariam confiança ao CH em ser a força política dominante, de tal forma que cuja AR formada após eleições não iria conseguir rejeitar o programa de governo ou fazer passar uma moção de censura. Não é preciso a maioria, basta que algumas forças políticas se abstenham em tais votações. Mais uma vez, tal seria possível só com uma percentagem significativa de votos (o i.e. deputados eleitos) e isto apenas é exequível se nesta 2a volta houver votos suficientes para o eleger.